Com a promessa de cortar impostos e estimular o crescimento econômico, o partido conservador Nova Democracia venceu hoje as primeiras eleições pós-crise na Grécia. O novo primeiro-ministro será Kyriakos Mitsotakis.
De acordo com a pesquisa de boca de urna, os conservadores receberam entre 38% e 42% dos votos, superando o partido Syriza (Coligação da Esquerda Radical), do primeiro-ministro Alexis Tsipras, que ficou com 26,5% a 30,5% dos votos.
Tsipas chegou ao poder em 2015 com uma proposta radical de enfrentar os credores e a chama troika formada pelo Grupo do Euro, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que impuseram um duríssimo programa de ajuste fiscal à Grécia.
A crise grega estourou em 2009, durante a Grande Recessão, quando foi revelado que o governo havia mentido sobre os verdadeiros dados sobre déficit e a dívida pública, e o país não teve mais condições de renegociar seus títulos da dívida no mercado. A dívida, de quase 300 bilhões de euros, era 11% maior do que admitira o governo.
Entre 2004 e 2009, o produto interno bruto cresceu cerca de 40% e a arrecadação de impostos 31%, enquanto as despesas públicas aumentaram 87%, gerando o problema fiscal que explodiu com a crise internacional. De 2010 a 2016, a Grécia aumentou impostos e cortou gastos públicos 12 vezes e renegociou um corte de 50% na dívida em mãos de bancos privados.
O PIB da Grécia caiu 26% de 2008 a 2014 e a renda média por habitante, 24%. A dívida pública chegou a 177% do PIB. O desemprego subiu de 10% para 25%, jogando 44% da população na miséria.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 7 de julho de 2019
domingo, 20 de setembro de 2015
Direita reconhece derrota para Syriza nas eleições da Grécia
Com 33% a 35% dos votos, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições parlamentares realizadas hoje na Grécia. O líder do partido conservador Nova Democracia, Vangelis Meïmarakis, reconheceu a derrota 15 minutos atrás.
Apesar de uma grande abstenção de 40%, os gregos deram uma segunda chance ao primeiro-ministro Alexis Tsipras, vencedor das eleições anteriores, em 25 de janeiro. A ND recebeu 28% dos votos e o partido neofascista Aurora Dourada, 7%.
A Syriza deve eleger cerca de 145 deputados. Vai precisar de uma coalizão para ter maioria no Parlamento da Grécia, de 300 cadeiras. Com 3,7% dos votos, o partido Gregos Independentes, parceiro menor da coligação de governo, deve eleger uns 10 deputados. Será suficiente.
No poder, Tsipras chegou a romper as negociações com os credores da dívida pública da Grécia e a convocar um plebiscito para legitimar a decisão. Quando voltou atrás, o partido se dividiu e o governo perdeu a maioria no Parlamento. Isso levou Tsipras a pedir demissão em agosto e à convocação de eleições antecipadas.
A Grécia enfrenta uma depressão que reduziu o produto interno bruto do país em 25% nos últimos seis anos e elevou o desemprego a 27% da população em idade de trabalhar. Tsipras se elegeu em janeiro como o candidato contra a austeridade fiscal. Foi obrigado a recuar para manter o país na união monetária europeia.
Com o novo acordo, a dívida pública grega subiu para 200% do PIB. O país precisa de uma renegociação que reduza o total da dívida, adverte o Fundo Monetário Internacional, mas os sócios da Grécia na Zona do Euro não querem arcar com o prejuízo.
Apesar de uma grande abstenção de 40%, os gregos deram uma segunda chance ao primeiro-ministro Alexis Tsipras, vencedor das eleições anteriores, em 25 de janeiro. A ND recebeu 28% dos votos e o partido neofascista Aurora Dourada, 7%.
A Syriza deve eleger cerca de 145 deputados. Vai precisar de uma coalizão para ter maioria no Parlamento da Grécia, de 300 cadeiras. Com 3,7% dos votos, o partido Gregos Independentes, parceiro menor da coligação de governo, deve eleger uns 10 deputados. Será suficiente.
No poder, Tsipras chegou a romper as negociações com os credores da dívida pública da Grécia e a convocar um plebiscito para legitimar a decisão. Quando voltou atrás, o partido se dividiu e o governo perdeu a maioria no Parlamento. Isso levou Tsipras a pedir demissão em agosto e à convocação de eleições antecipadas.
A Grécia enfrenta uma depressão que reduziu o produto interno bruto do país em 25% nos últimos seis anos e elevou o desemprego a 27% da população em idade de trabalhar. Tsipras se elegeu em janeiro como o candidato contra a austeridade fiscal. Foi obrigado a recuar para manter o país na união monetária europeia.
Com o novo acordo, a dívida pública grega subiu para 200% do PIB. O país precisa de uma renegociação que reduza o total da dívida, adverte o Fundo Monetário Internacional, mas os sócios da Grécia na Zona do Euro não querem arcar com o prejuízo.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Primeiro-ministro da Grécia pede demissão e convoca eleições
Em pronunciamento na televisão, o primeiro-ministro Alexis Tsipras anunciou sua demissão agora há pouco para provocar a realização de eleições parlamentares antecipadas na Grécia. É uma manobra para reforçar seu poder para implementar o programa de recuperação da economia.
Tsipras disse à nação e ao presidente Prokopis Pavlopoulos que não tem mais condições de ficar na chefia do governo por falta de uma maioria parlamentar estável e propôs a convocação de eleições para 20 de setembro, daqui a exatamente um mês.
A Coligação de Esquerda Radical (Syriza), partido de Tsipras, chegou ao poder nas eleições de 25 de janeiro de 2015, depois de seis anos de uma crise econômica que reduziu a produção de riqueza em 25% e deixou um quarto da população em idade de trabalhar sem emprego.
Depois de romper as negociações com os sócios da Zona do Euro e convocar um plebiscito contra o acordo, Tsipras recuou, mas 40 deputados de seu próprio partido rejeitaram o resultado das negociações com os credores. O terceiro empréstimo de emergência só foi aprovado com votos da oposição.
Pela lei grega, como Tsipras foi eleito neste ano, a oposição teria o direito de tentar formar um governo. Como a Syriza e um pequeno partido aliado tem maioria absoluta, apesar da divisão no partido do govervo, a formação de um novo governo é improvável antes das eleições e uma incógnita depois.
A Grécia devia 320 bilhões de euros. Com o novo empréstimo de 86 bilhões, a dívida pública sobe para 200% do produto interno bruto. A antecipação das eleições em momento tão difícil pode criar mais instabilidade política e prejudicar o programa de recuperação.
Tsipras disse à nação e ao presidente Prokopis Pavlopoulos que não tem mais condições de ficar na chefia do governo por falta de uma maioria parlamentar estável e propôs a convocação de eleições para 20 de setembro, daqui a exatamente um mês.
A Coligação de Esquerda Radical (Syriza), partido de Tsipras, chegou ao poder nas eleições de 25 de janeiro de 2015, depois de seis anos de uma crise econômica que reduziu a produção de riqueza em 25% e deixou um quarto da população em idade de trabalhar sem emprego.
Depois de romper as negociações com os sócios da Zona do Euro e convocar um plebiscito contra o acordo, Tsipras recuou, mas 40 deputados de seu próprio partido rejeitaram o resultado das negociações com os credores. O terceiro empréstimo de emergência só foi aprovado com votos da oposição.
Pela lei grega, como Tsipras foi eleito neste ano, a oposição teria o direito de tentar formar um governo. Como a Syriza e um pequeno partido aliado tem maioria absoluta, apesar da divisão no partido do govervo, a formação de um novo governo é improvável antes das eleições e uma incógnita depois.
A Grécia devia 320 bilhões de euros. Com o novo empréstimo de 86 bilhões, a dívida pública sobe para 200% do produto interno bruto. A antecipação das eleições em momento tão difícil pode criar mais instabilidade política e prejudicar o programa de recuperação.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Parlamento da Grécia aprova acordo com os credores
Com 222 votos a favor, 64 contra e 11 abstenções, o Parlamento da Grécia aprovou na madrugada de hoje o terceiro acordo com os credores para o país receber empréstimos de emergência, desta vez no valor de 86 bilhões de euros.
Mais de 40 deputados da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), inclusive o ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis, votaram contra. Os ministros das Finanças da Zona do Euro discutem hoje os detalhes do programa de resgate para ajudar a Grécia a pagar uma dívida pública de 320 bilhões de euros que deve chegar a 200% do produto interno bruto, a soma de toda a riqueza que o país produz num ano.
Mais de 40 deputados da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), inclusive o ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis, votaram contra. Os ministros das Finanças da Zona do Euro discutem hoje os detalhes do programa de resgate para ajudar a Grécia a pagar uma dívida pública de 320 bilhões de euros que deve chegar a 200% do produto interno bruto, a soma de toda a riqueza que o país produz num ano.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Parlamento da Grécia discute proposta de acordo com credores
O projeto de lei sobre o terceiro programa de ajuda internacional, apresentado ontem, começa a ser discutido hoje no Parlamento da Grécia e deve ser votado até amanhã. Hoje sai o resultado do produto interno bruto do segundo trimestre. A expectativa é de forte contração.
Amanhã, os ministros das Finanças do Grupo do Euro voltam a debater o acordo anunciado em 11 de agosto para a Grécia receber 86 bilhões de euros ao longo de três anos. Em troca, o governo grego se comprometeu a realizar reformas que incluem 35 medidas acertadas com os parceiros da Zona do Euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), a mal afamada troika.
A Grécia teme que a Alemanha decida dar um empréstimo-ponte em vez de liberar logo os fundos do novo programa de ajuda, com o objetivo de impor novas exigências. E o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) enfrenta problemas internos.
Uma parte do partido não concorda com o acordo. Gostaria de romper com a Eurozona e até com a União Europeia, ao contrário do que quer a maioria dos gregos. O primeiro-ministro Alexis Tsipras depende de votos dos partidos tradicionais, Nova Democracia, de direita, e o Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok), para aprovar os acordos internacionais.
A votação do acordo será um bom teste para a coesão do governo em Atenas.
Amanhã, os ministros das Finanças do Grupo do Euro voltam a debater o acordo anunciado em 11 de agosto para a Grécia receber 86 bilhões de euros ao longo de três anos. Em troca, o governo grego se comprometeu a realizar reformas que incluem 35 medidas acertadas com os parceiros da Zona do Euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), a mal afamada troika.
A Grécia teme que a Alemanha decida dar um empréstimo-ponte em vez de liberar logo os fundos do novo programa de ajuda, com o objetivo de impor novas exigências. E o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) enfrenta problemas internos.
Uma parte do partido não concorda com o acordo. Gostaria de romper com a Eurozona e até com a União Europeia, ao contrário do que quer a maioria dos gregos. O primeiro-ministro Alexis Tsipras depende de votos dos partidos tradicionais, Nova Democracia, de direita, e o Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok), para aprovar os acordos internacionais.
A votação do acordo será um bom teste para a coesão do governo em Atenas.
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sábado, 18 de julho de 2015
Bancos de Grécia reabrem na segunda-feira com restrições
A Grécia vai autorizar a reabertura em 20 de julho de 2015 dos bancos, fechados desde 29 de junho, mas vão continuar proibidas as remessas de dinheiro para o exterior. A abertura de novas contas será restrita e os saques serão limitados a 420 euros por semana, informou a agência Reuters.
Hoje o governo grego deu posse a novos ministros, depois de sofrer demissões e defecções de deputados e ministros do partido Syriza (Coligação de Esquerda Radical) descontentes com o acordo fechado no domingo passado com os credores internacionais.
O primeiro-ministro Alexis Tsipras começa a negociar na próxima semana os termos de terceiro programa de resgate da dívida pública do país, de 86 bilhões de euros. Ontem, por 119 a 40, a Câmara Federal da Alemanha aprovou o novo plano de ajuda à Grécia.
A reabertura dos bancos só será possível porque o Banco Central Europeu ampliou há dois dias uma linha de crédito de emergência para garantir a liquidez e evitar o colapso do sistema financeiro grego.
Hoje o governo grego deu posse a novos ministros, depois de sofrer demissões e defecções de deputados e ministros do partido Syriza (Coligação de Esquerda Radical) descontentes com o acordo fechado no domingo passado com os credores internacionais.
O primeiro-ministro Alexis Tsipras começa a negociar na próxima semana os termos de terceiro programa de resgate da dívida pública do país, de 86 bilhões de euros. Ontem, por 119 a 40, a Câmara Federal da Alemanha aprovou o novo plano de ajuda à Grécia.
A reabertura dos bancos só será possível porque o Banco Central Europeu ampliou há dois dias uma linha de crédito de emergência para garantir a liquidez e evitar o colapso do sistema financeiro grego.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
BCE amplia ajuda de emergência a bancos da Grécia
Um dia depois que o Parlamento da Grécia aprovou o novo programa de ajuda proposto pelos sócios da Zona do Euro, o Banco Central Europeu (BCE) ampliou hoje em 900 milhões de euros a linha de crédito de emergência para evitar a falência dos bancos gregos.
Em entrevista coletiva, o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, justificou a medida tendo em vista "diversos avanços positivos" nas negociações da Grécia com os credores internacionais para acertar o terceiro programa de resgate financeiro da dívida pública do país.
Os bancos gregos estão fechado desde 29 de junho. Os correntistas só podem sacar 60 euros por dia por conta bancária. A ajuda de liquidez de emergência já era de 89 milhões. Houve um aumento pequeno, mas indica a disposição do BCE de evitar um colapso do sistema financeiro da Grécia.
Com conflitos na rua entre a polícia e manifestantes contrário ao acordo, e apesar dos votos contrários de 39 deputados do partido do governo, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), o Parlamento da Grécia aprovou ontem o acordo por 229 a 64, com seis abstenções.
Horas antes, a Assembleia Nacional e o Senado da França aprovaram o acordo sem problemas. A maior dificuldade deve ocorrer no Parlamento da Alemanha, onde há forte resistência da opinião pública em emprestar mais dinheiro à Grécia. A votação em Berlim será amanhã.
Em entrevista coletiva, o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, justificou a medida tendo em vista "diversos avanços positivos" nas negociações da Grécia com os credores internacionais para acertar o terceiro programa de resgate financeiro da dívida pública do país.
Os bancos gregos estão fechado desde 29 de junho. Os correntistas só podem sacar 60 euros por dia por conta bancária. A ajuda de liquidez de emergência já era de 89 milhões. Houve um aumento pequeno, mas indica a disposição do BCE de evitar um colapso do sistema financeiro da Grécia.
Com conflitos na rua entre a polícia e manifestantes contrário ao acordo, e apesar dos votos contrários de 39 deputados do partido do governo, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), o Parlamento da Grécia aprovou ontem o acordo por 229 a 64, com seis abstenções.
Horas antes, a Assembleia Nacional e o Senado da França aprovaram o acordo sem problemas. A maior dificuldade deve ocorrer no Parlamento da Alemanha, onde há forte resistência da opinião pública em emprestar mais dinheiro à Grécia. A votação em Berlim será amanhã.
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domingo, 5 de julho de 2015
Vantagem do não se mantém com 33% dos votos apurados na Grécia
Depois da contagem de 33% dos votos no referendo realizado hoje na Grécia, o não a um acordo com os credores internacionais do país mantém a dianteira com 61% do eleitorado contra 39% dos que votaram sim temendo a saída do país da Zona do Euro.
O resultado é uma vitória do primeiro-ministro Alexis Tsipras e de sua Coligação de Esquerda Radical (Syriza), eleita em janeiro de 2015 sob a promessa de acabar com o programa de austeridade fiscal imposto pela chamada troika, formada pela União Europeia (UE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE).
Tsipras vai amanhã a Bruxelas com a expectativa de ter fortalecido sua posição de negociação. De imediato, a Grécia precisa que o BCE mantenha as linhas de crédito para que os bancos gregos possam reabrir na terça-feira.
O problema é que, vencido o acordo anterior, qualquer ajuda à Grécia terá de ser aprovada pelos parlamentos nacionais dos outros países da Eurozona. No Bundestag, a Câmara Federal da Alemanha, certamente vai haver grande resistência.
O resultado é uma vitória do primeiro-ministro Alexis Tsipras e de sua Coligação de Esquerda Radical (Syriza), eleita em janeiro de 2015 sob a promessa de acabar com o programa de austeridade fiscal imposto pela chamada troika, formada pela União Europeia (UE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE).
Tsipras vai amanhã a Bruxelas com a expectativa de ter fortalecido sua posição de negociação. De imediato, a Grécia precisa que o BCE mantenha as linhas de crédito para que os bancos gregos possam reabrir na terça-feira.
O problema é que, vencido o acordo anterior, qualquer ajuda à Grécia terá de ser aprovada pelos parlamentos nacionais dos outros países da Eurozona. No Bundestag, a Câmara Federal da Alemanha, certamente vai haver grande resistência.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Tsipras promete ceder aos credores mas pede não a eleitores
Horas depois de enviar uma carta aos credores fazendo concessões e pedindo a liberação de 29,1 bilhões de euros nos próximos meses, o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, voltou à televisão para pedir ao eleitorado que vote contra o acordo para fortalecer sua posição nas negociações.
A chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e os ministros das Finanças do Grupo do Euro deixaram claro que não haverá negociações antes do referendo convocado por Tsipras para domingo, 5 de julho de 2015.
Em seu estilo agressivo de líder da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), Tsipras denunciou na TV uma "chantagem" contra o eleitorado grego, pressionado a votar sim pelos líderes da União Europeia, de parte de "forças conservadoras extremistas" que teriam forçado o fechamento dos bancos "porque o governo decidiu dar a palavra ao povo".
Para evitar um colapso financeiro, os bancos da Grécia e a Bolsa de Valores de Atenas estão fechados até 7 de julho, depois do resultado do referendo. Os saques estão limitados a 60 euros por dia. Hoje o Banco Central Europeu decidiu manter congelada em 89 bilhões de euros a linha de crédito de emergência para os bancos gregos enfrentarem a corrida bancária. Em algum momento, o dinheiro vai acabar.
"As sereias da destruição estão chantageando vocês a dizerem sim a tudo sem qualquer prospecto de sair da crise", argumentou o primeiro-ministro grego, numa referência ao poema épico Odisseia, de Homero. Só conseguiu enfurecer ainda mais os sócios da Zona do Euro, que rejeitaram todas as propostas da Grécia para resolver a crise de sua dívida pública.
Ao não pagar ontem uma parcela de 1,55 bilhão de euros, a Grécia se tornou o primeiro país desenvolvido a dar calote no Fundo Monetário Internacional, criado depois da Segunda Guerra Mundial para evitar que países em crise não pagassem suas dívidas e reduzissem o comércio internacional.
Tsipras se elegeu em janeiro de 2015 depois de seis anos de crise, sob uma depressão econômica de 25% do produto interno bruto, com 27% de desemprego, prometendo acabar com o rigoroso plano de ajuste fiscal imposto pelos sócios europeus. A ruptura com a Europa será muito pior.
A chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e os ministros das Finanças do Grupo do Euro deixaram claro que não haverá negociações antes do referendo convocado por Tsipras para domingo, 5 de julho de 2015.
Em seu estilo agressivo de líder da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), Tsipras denunciou na TV uma "chantagem" contra o eleitorado grego, pressionado a votar sim pelos líderes da União Europeia, de parte de "forças conservadoras extremistas" que teriam forçado o fechamento dos bancos "porque o governo decidiu dar a palavra ao povo".
Para evitar um colapso financeiro, os bancos da Grécia e a Bolsa de Valores de Atenas estão fechados até 7 de julho, depois do resultado do referendo. Os saques estão limitados a 60 euros por dia. Hoje o Banco Central Europeu decidiu manter congelada em 89 bilhões de euros a linha de crédito de emergência para os bancos gregos enfrentarem a corrida bancária. Em algum momento, o dinheiro vai acabar.
"As sereias da destruição estão chantageando vocês a dizerem sim a tudo sem qualquer prospecto de sair da crise", argumentou o primeiro-ministro grego, numa referência ao poema épico Odisseia, de Homero. Só conseguiu enfurecer ainda mais os sócios da Zona do Euro, que rejeitaram todas as propostas da Grécia para resolver a crise de sua dívida pública.
Ao não pagar ontem uma parcela de 1,55 bilhão de euros, a Grécia se tornou o primeiro país desenvolvido a dar calote no Fundo Monetário Internacional, criado depois da Segunda Guerra Mundial para evitar que países em crise não pagassem suas dívidas e reduzissem o comércio internacional.
Tsipras se elegeu em janeiro de 2015 depois de seis anos de crise, sob uma depressão econômica de 25% do produto interno bruto, com 27% de desemprego, prometendo acabar com o rigoroso plano de ajuste fiscal imposto pelos sócios europeus. A ruptura com a Europa será muito pior.
terça-feira, 30 de junho de 2015
Grécia é primeiro país desenvolvido a calotear o FMI
Ao não pagar uma dívida de 1,55 bilhão de euros com vencimento hoje, a Grécia se tornou o primeiro país desenvolvido a dar calote no Fundo Monetário Internacional (FMI), criado depois da Segunda Guerra Mundial para socorrer países com problemas financeiros, evitando que deixassem de pagar suas dívidas e reduzissem o comércio internacional.
Horas antes, os ministros das Finanças da Zona do Euro rejeitaram um último apelo da Grécia por uma prorrogação do atual programa de ajuda financeira ao país.
Com seu blefe, o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) rebaixa a Grécia ao nível da Somália, do Sudão e do Zimbábue, países que não honraram suas dívidas com o FMI.
Depois de várias tentativas frustradas de chegar a um acordo com o Grupo do Euro, o FMI e o Banco Central Europeu, o primeiro-ministro Alexis Tsipras alegou não ter mandato para impor mais cortes de gastos públicos e sacrifícios ao povo grego. Preferiu convocar um referendo sobre o acordo com os credores para 5 de julho de 2015.
Enquanto a Syriza defende o não no referendo, os partidos tradicionais, Socialista e Nova Democracia, pedem ao eleitorado que diga sim para continuar usando o euro como moeda. O governo alega que o não lhe dará mais forças para voltar à mesa de negociações.
Mas as autoridades europeias já deixaram claro que não pretendem renegociar os termos do acordo e Tsipras afirma que não vai aplicar um plano de austeridade. Depois do referendo, a Grécia terá pela frente o colapso financeiro ou a perspectiva de eleições num cenário de terra arrasada.
Horas antes, os ministros das Finanças da Zona do Euro rejeitaram um último apelo da Grécia por uma prorrogação do atual programa de ajuda financeira ao país.
Com seu blefe, o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) rebaixa a Grécia ao nível da Somália, do Sudão e do Zimbábue, países que não honraram suas dívidas com o FMI.
Depois de várias tentativas frustradas de chegar a um acordo com o Grupo do Euro, o FMI e o Banco Central Europeu, o primeiro-ministro Alexis Tsipras alegou não ter mandato para impor mais cortes de gastos públicos e sacrifícios ao povo grego. Preferiu convocar um referendo sobre o acordo com os credores para 5 de julho de 2015.
Enquanto a Syriza defende o não no referendo, os partidos tradicionais, Socialista e Nova Democracia, pedem ao eleitorado que diga sim para continuar usando o euro como moeda. O governo alega que o não lhe dará mais forças para voltar à mesa de negociações.
Mas as autoridades europeias já deixaram claro que não pretendem renegociar os termos do acordo e Tsipras afirma que não vai aplicar um plano de austeridade. Depois do referendo, a Grécia terá pela frente o colapso financeiro ou a perspectiva de eleições num cenário de terra arrasada.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Credores pedem mais cortes de gastos à Grécia
O Grupo do Euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) exigiram ontem novos cortes de gastos da Grécia, especialmente em aposentadorias e pensões, para evitar que o país quebre outra vez no futuro e não consiga honrar suas dívidas.
Sob pressão ala mais à esquerda de sua Coligação de Esquerda Radical (Syriza), o primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras acusou a chamada troika de não querer chegar a um acordo. Mas a expectativa é de que haja acordo.
"Ainda existem diferenças, mas não são insolúveis", declarou o ministro das Finanças da Espanha, Luis de Guindos.
Quando o acordo político sobre a dívida grega foi anunciado, na segunda-feira, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, deu seu aval: "A proposta da Grécia é uma boa base para a negociação". Mas a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, observou que ainda havia "muito trabalho a fazer".
A crise da Grécia acabou sequestrando a reunião de cúpula de fim de semestre da União Europeia, que em 2015 tem na pauta uma série de problemas: a agressividade da Rússia na crise da Ucrânia, a migração em massa de refugiados e miseráveis no Mar Mediterrâneo e a ameaça de saída do Reino Unido.
Sob pressão ala mais à esquerda de sua Coligação de Esquerda Radical (Syriza), o primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras acusou a chamada troika de não querer chegar a um acordo. Mas a expectativa é de que haja acordo.
"Ainda existem diferenças, mas não são insolúveis", declarou o ministro das Finanças da Espanha, Luis de Guindos.
Quando o acordo político sobre a dívida grega foi anunciado, na segunda-feira, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, deu seu aval: "A proposta da Grécia é uma boa base para a negociação". Mas a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, observou que ainda havia "muito trabalho a fazer".
A crise da Grécia acabou sequestrando a reunião de cúpula de fim de semestre da União Europeia, que em 2015 tem na pauta uma série de problemas: a agressividade da Rússia na crise da Ucrânia, a migração em massa de refugiados e miseráveis no Mar Mediterrâneo e a ameaça de saída do Reino Unido.
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segunda-feira, 22 de junho de 2015
Grécia anuncia acordo e bolsas da Europa sobem
Horas antes de uma reunião de cúpula de emergência da União Europeia, o governo radical de esquerda da Grécia apresentou um novo plano para equilibrar as contas públicas criando um clima de otimismo quanto a um acordo para continuar recebendo ajuda internacional e evitar um calote de sua dívida pública no fim de junho de 2015. As bolsas europeias fecharam em forte alta, com avanços de 9% em Atenas, de 3,8% em Frankfurt e de 2,5% na média.
Desde que entrou em crise por não conseguir rolar sua dívida pública, em 2009, a Grécia recebeu empréstimos de emergência no valor de 240 bilhões de euros (R$ 847 bilhões) e renegociou uma redução da dívida. Mas teve de se submeter a um rigoroso programa de austeridade imposto pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE). A dívida está hoje em 320 bilhões de euros (R$ 1,12 trilhão).
Em consequência da dureza do ajuste, a economia grega encolheu 25% nesse período e o desemprego superou os 25% entre a população adulta e chegou a 56% entre os jovens. Por esse motivo, em janeiro de 2015, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições e Alexis Tsipras virou primeiro-ministro com a promessa de romper com o programa de austeridade.
O governo grego se recusa a promover um amplo programa de privatizações e a reduzir aposentadorias e pensões. Mas precisa fazer uma proposta realista baseada em números para convencer os credores e as instituições que fiscalizam o plano de resgate ao país.
A Grécia deve pagar 1,6 bilhão de euros (R$ 5,6 bilhões) no dia 30 ao FMI. Precisa de uma parcela de 7,2 bilhões de euros (R$ 25,4 bilhões) que só será liberada se houver acordo.
Às 11h de hoje em Bruxelas (6h em Brasília), Tsipras se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker; a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde; o presidente do BCE, Mario Draghi; e o presidente do Grupo do Euro, Jeroen Dijsselbloem; para apresentar a nova proposta da Grécia.
Desde que entrou em crise por não conseguir rolar sua dívida pública, em 2009, a Grécia recebeu empréstimos de emergência no valor de 240 bilhões de euros (R$ 847 bilhões) e renegociou uma redução da dívida. Mas teve de se submeter a um rigoroso programa de austeridade imposto pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE). A dívida está hoje em 320 bilhões de euros (R$ 1,12 trilhão).
Em consequência da dureza do ajuste, a economia grega encolheu 25% nesse período e o desemprego superou os 25% entre a população adulta e chegou a 56% entre os jovens. Por esse motivo, em janeiro de 2015, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições e Alexis Tsipras virou primeiro-ministro com a promessa de romper com o programa de austeridade.
O governo grego se recusa a promover um amplo programa de privatizações e a reduzir aposentadorias e pensões. Mas precisa fazer uma proposta realista baseada em números para convencer os credores e as instituições que fiscalizam o plano de resgate ao país.
A Grécia deve pagar 1,6 bilhão de euros (R$ 5,6 bilhões) no dia 30 ao FMI. Precisa de uma parcela de 7,2 bilhões de euros (R$ 25,4 bilhões) que só será liberada se houver acordo.
Às 11h de hoje em Bruxelas (6h em Brasília), Tsipras se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker; a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde; o presidente do BCE, Mario Draghi; e o presidente do Grupo do Euro, Jeroen Dijsselbloem; para apresentar a nova proposta da Grécia.
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
UE marca cúpula de emergência sobre dívida da Grécia
Depois de mais um fracasso hoje de uma reunião de ministros das Finanças da Zona do Euro, a União Europeia convocou uma conferência de cúpula para que seus líderes decidam na segunda-feira se aceitam as condições da Grécia para o país continuar recebendo ajuda internacional ou se deixarão o governo radical de esquerda grego dar um calote na dívida pública.
Nesta quinta-feira, mais uma vez, os parceiros europeus consideram os planos e pretensões da Grécia inconsistentes e irrealistas. O governo radical de esquerda eleito no fim de janeiro depois de uma depressão econômica de 25% em seis anos prometeu romper com as políticas de cortes de gastos e aumentos de impostos da UE, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE).
O primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) joga duro. Não aceita um amplo programa de privatizações nem mais cortes nas pensões e aposentadorias. Tem o apoio dos sindicatos e das ruas. Mas a economia grega como um todo e especialmente os trabalhadores sofrerão muito caso a Grécia seja forçada a deixar a união monetária europeia.
Sem um acordo ou alguma medida de emergência, espera-se uma corrida aos bancos na segunda-feira. Nos últimos dias, os gregos sacaram mais de dois bilhões de euros com medo de que suas contas sequem ou sejam convertidas em dracmas, a moeda extinta quando a Grécia adotou o euro.
Nesta quinta-feira, mais uma vez, os parceiros europeus consideram os planos e pretensões da Grécia inconsistentes e irrealistas. O governo radical de esquerda eleito no fim de janeiro depois de uma depressão econômica de 25% em seis anos prometeu romper com as políticas de cortes de gastos e aumentos de impostos da UE, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE).
O primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) joga duro. Não aceita um amplo programa de privatizações nem mais cortes nas pensões e aposentadorias. Tem o apoio dos sindicatos e das ruas. Mas a economia grega como um todo e especialmente os trabalhadores sofrerão muito caso a Grécia seja forçada a deixar a união monetária europeia.
Sem um acordo ou alguma medida de emergência, espera-se uma corrida aos bancos na segunda-feira. Nos últimos dias, os gregos sacaram mais de dois bilhões de euros com medo de que suas contas sequem ou sejam convertidas em dracmas, a moeda extinta quando a Grécia adotou o euro.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Banco Central da Grécia adverte para o risco de uma "crise incontrolável"
O Banco Central da Grécia alertou hoje o governo radical da esquerda de que o país pode entrar num "caminho doloroso" com o calote da dívida pública e uma possível saída da Zona do Euro e talvez até mesmo da União Europeia, provocando uma "crise incontrolável", se não houver um acordo com os sócios europeus.
A reunião de ministros das Finanças da Eurozona amanhã em Luxemburgo é vista como a última chance de chegar a um acordo político capaz de evitar a saída da Grécia da união monetária europeia.
O primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), se elegeu em janeiro prometendo romper com a política de austeridade econômica imposta nos últimos seis anos pela União Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a chamada troika.
Tsipras nega-se a aceitar um amplo programa de privatizações, a redução de empregos no setor públicos e no valor das aposentadorias e pensões. Exige uma renegociação com redução da dívida. Os sindicatos mobilizaram os trabalhadores. Eles tomaram as ruas de Atenas hoje para apoiar o governo.
Sem um acordo, a Grécia não vai receber uma parcela de 7,2 bilhões de euros dos empréstimos de 240 bilhões de euros e não poderá honrar um pagamento de 1,4 bilhão de euros devido ao FMI no fim de junho de 2015. Sua dívida chega hoje a 320 bilhões de euros.
Nos últimos dias, Tsipras acusou os credores de "pilhagem" e afirmou estar indignado porque exigem a redução das aposentadorias e pensões. Até agora, os outros países da Eurozona alegam que as propostas de ajuste das finanças públicas apresentadas pela Grécia não fecham.
Diante do Parlamento, o primeiro-ministro grego descreveu os programas de ajuste estrutural do FMI como "um fracasso no mundo inteiro".
Em sua coluna, o principal comentarista econômico do jornal Financial Times, Martin Wolf, observou que "poderia ser um alívio se separar de um parceiro difícil. Mas o parceira vai continuar existindo, mesmo depois que o casamento monetário estiver desfeito. A Grécia vai continuar situada estrategicamente, talvez dentro da UE. Nem os gregos nem seus parceiros devem imaginar um rompimento limpo. O relacionamento vai continuar. Será venenoso. Se, tragicamente, este destino não pode ser evitado, terá de ser administrado por um tempo muito longo."
Para o economista americano Jeffrey Sachs, "os credores parecem prontos a abandonar suas promessas solenes de irrevogabilidade do euro ao insistir em catar algumas migalhas dos pensionistas. Se eles mantiverem suas exigências, forçando a saída da Grécia, o mundo nunca mais vai confiar na longevidade do euro. No mínimo, os outros membros fracos serão submetidos a pressões crescentes do mercado. Na pior hipótese, eles serão atingidos por um novo círculo vicioso de pânico e corridas bancárias, descarrilando ainda a incipiente recuperação europeia."
A reunião de ministros das Finanças da Eurozona amanhã em Luxemburgo é vista como a última chance de chegar a um acordo político capaz de evitar a saída da Grécia da união monetária europeia.
O primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), se elegeu em janeiro prometendo romper com a política de austeridade econômica imposta nos últimos seis anos pela União Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a chamada troika.
Tsipras nega-se a aceitar um amplo programa de privatizações, a redução de empregos no setor públicos e no valor das aposentadorias e pensões. Exige uma renegociação com redução da dívida. Os sindicatos mobilizaram os trabalhadores. Eles tomaram as ruas de Atenas hoje para apoiar o governo.
Sem um acordo, a Grécia não vai receber uma parcela de 7,2 bilhões de euros dos empréstimos de 240 bilhões de euros e não poderá honrar um pagamento de 1,4 bilhão de euros devido ao FMI no fim de junho de 2015. Sua dívida chega hoje a 320 bilhões de euros.
Nos últimos dias, Tsipras acusou os credores de "pilhagem" e afirmou estar indignado porque exigem a redução das aposentadorias e pensões. Até agora, os outros países da Eurozona alegam que as propostas de ajuste das finanças públicas apresentadas pela Grécia não fecham.
Diante do Parlamento, o primeiro-ministro grego descreveu os programas de ajuste estrutural do FMI como "um fracasso no mundo inteiro".
Em sua coluna, o principal comentarista econômico do jornal Financial Times, Martin Wolf, observou que "poderia ser um alívio se separar de um parceiro difícil. Mas o parceira vai continuar existindo, mesmo depois que o casamento monetário estiver desfeito. A Grécia vai continuar situada estrategicamente, talvez dentro da UE. Nem os gregos nem seus parceiros devem imaginar um rompimento limpo. O relacionamento vai continuar. Será venenoso. Se, tragicamente, este destino não pode ser evitado, terá de ser administrado por um tempo muito longo."
Para o economista americano Jeffrey Sachs, "os credores parecem prontos a abandonar suas promessas solenes de irrevogabilidade do euro ao insistir em catar algumas migalhas dos pensionistas. Se eles mantiverem suas exigências, forçando a saída da Grécia, o mundo nunca mais vai confiar na longevidade do euro. No mínimo, os outros membros fracos serão submetidos a pressões crescentes do mercado. Na pior hipótese, eles serão atingidos por um novo círculo vicioso de pânico e corridas bancárias, descarrilando ainda a incipiente recuperação europeia."
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sexta-feira, 5 de junho de 2015
Grécia rejeita proposta dos sócios europeus como "absurda"
Um dia depois de adiar todos os pagamentos da dívida pública devidos neste mês para 30 de junho, o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, rejeitou a proposta de acordo feita pelos países da Zona do Euro declarando-a "absurda". Parte para o confronto com os países credores.
Diante de uma maioria exultante, o líder do governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) declarou ao Parlamento que não permitir que a Grécia seja "humilhada" pelos países credores: "O povo grego deve estar orgulhoso porque o governo não vai ceder diante de propostas absurdas."
Apesar da retórica radical, Tsipras insiste em que "um acordo está mais próximo do que nunca". Aposta que sua estratégia de negociação "logo vai dar frutos". Mas rejeita as "metas impossíveis" impostas pelos credores, informa o jornal The New York Times.
Depois de uma depressão econômica em que o produto interno bruto grego recuou 25% desde 2009, Tsipras se tornou primeiro-ministro com a vitória nas eleições parlamentares de 25 de janeiro de 2015. Prometeu acabar com o programa de austeridade imposto pela União Europeia (UE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), reduzir a dívida e não se submeter à ingerência externa.
Os demais países-membros da Eurozona, liderados pela Alemanha, exigem um programa de ajuste das contas públicas de longo prazo. Insistem numa reforma previdenciária que equilibre receita e despesa no setor e uma flexibilização das leis do trabalho para facilitar contratações e demissões. Para um governo de esquerda radical, ceder nesses dois pontos será uma rendição.
Tsipras parte para um confronto capaz de tirar a Grécia da união monetária europeia. Os outros países que se submeteram aos rígidos programas de austeridade impostos pela Alemanha, como Espanha, Portugal e Irlanda, também não estão dispostos a ceder às exigências gregas, especialmente a Espanha, onde os novos partidos Podemos e Cidadãos avançam entre os eleitores "indignados" com a crise econômica.
Diante de uma maioria exultante, o líder do governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) declarou ao Parlamento que não permitir que a Grécia seja "humilhada" pelos países credores: "O povo grego deve estar orgulhoso porque o governo não vai ceder diante de propostas absurdas."
Apesar da retórica radical, Tsipras insiste em que "um acordo está mais próximo do que nunca". Aposta que sua estratégia de negociação "logo vai dar frutos". Mas rejeita as "metas impossíveis" impostas pelos credores, informa o jornal The New York Times.
Depois de uma depressão econômica em que o produto interno bruto grego recuou 25% desde 2009, Tsipras se tornou primeiro-ministro com a vitória nas eleições parlamentares de 25 de janeiro de 2015. Prometeu acabar com o programa de austeridade imposto pela União Europeia (UE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), reduzir a dívida e não se submeter à ingerência externa.
Os demais países-membros da Eurozona, liderados pela Alemanha, exigem um programa de ajuste das contas públicas de longo prazo. Insistem numa reforma previdenciária que equilibre receita e despesa no setor e uma flexibilização das leis do trabalho para facilitar contratações e demissões. Para um governo de esquerda radical, ceder nesses dois pontos será uma rendição.
Tsipras parte para um confronto capaz de tirar a Grécia da união monetária europeia. Os outros países que se submeteram aos rígidos programas de austeridade impostos pela Alemanha, como Espanha, Portugal e Irlanda, também não estão dispostos a ceder às exigências gregas, especialmente a Espanha, onde os novos partidos Podemos e Cidadãos avançam entre os eleitores "indignados" com a crise econômica.
terça-feira, 19 de maio de 2015
UE tem plano para evitar calote da Grécia
A Comissão Europeia já tem um plano para evitar um calote da Grécia. O documento vazado hoje pelo jornal grego To Vima revela que a União Europeia deve liberar uma parcela de 7,2 bilhões de euros que o governo grego espera desde fevereiro. A UE não confirmou.
Com esse dinheiro, equivalente a mais de R$ 24 bilhões, o governo radical de esquerda da Grécia poderá honrar os pagamentos devidos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em junho e ao Banco Central Europeu (BCE) em julho e agosto.
Na proposta encaminhada ontem ao primeiro-ministro Alexis Tsipras, o presidente da CE, Jean-Claude Juncker, exige em troca que a Grécia realize reformas econômicas e fiscais a partir de junho para poupar 5 bilhões de euros por ano, reduzindo a pressão por um ajuste fiscal mais rigoroso..
Desde que se tornou incapaz de pagar sua dívida pública, em 2009, a Grécia recebeu uma ajuda de 240 bilhões de euros (R$ 813 bilhões), da qual a parcela de 7,2 bilhões faz parte. Em troca, a UE, o FMI e o BCE impuseram um rigoroso programa de ajuste de contas. A economia entrou em depressão e o PIB caiu 25%. Tinha voltado a crescer, mas encolheu de novo no primeiro trimestre de 2015.
O governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) foi eleito em janeiro de 2015 com a promessa de abandonar o programa de austeridade fiscal. Até hoje, não apresentou um plano de aumento de arrecadação e cortes nos gastos públicos capaz de convencer seus 18 parceiros na Zona do Euro.
Com esse dinheiro, equivalente a mais de R$ 24 bilhões, o governo radical de esquerda da Grécia poderá honrar os pagamentos devidos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em junho e ao Banco Central Europeu (BCE) em julho e agosto.
Na proposta encaminhada ontem ao primeiro-ministro Alexis Tsipras, o presidente da CE, Jean-Claude Juncker, exige em troca que a Grécia realize reformas econômicas e fiscais a partir de junho para poupar 5 bilhões de euros por ano, reduzindo a pressão por um ajuste fiscal mais rigoroso..
Desde que se tornou incapaz de pagar sua dívida pública, em 2009, a Grécia recebeu uma ajuda de 240 bilhões de euros (R$ 813 bilhões), da qual a parcela de 7,2 bilhões faz parte. Em troca, a UE, o FMI e o BCE impuseram um rigoroso programa de ajuste de contas. A economia entrou em depressão e o PIB caiu 25%. Tinha voltado a crescer, mas encolheu de novo no primeiro trimestre de 2015.
O governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) foi eleito em janeiro de 2015 com a promessa de abandonar o programa de austeridade fiscal. Até hoje, não apresentou um plano de aumento de arrecadação e cortes nos gastos públicos capaz de convencer seus 18 parceiros na Zona do Euro.
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quarta-feira, 6 de maio de 2015
Grécia paga FMI e evita calote por enquanto
Sem ter chegado a um acordo definitivo com seus sócios da Zona do Euro, o governo radical de esquerda da Grécia pagou hoje 200 milhões de euros de juros devidos ao Fundo Monetário Internacional (FMI), noticiou a agência Reuters.
A expectativa do mercado é que a Grécia tenha mais dificuldade para pagar 750 milhões de euros devidos em 12 de maio de 2015. O governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) promete honrar o pagamento.
O governo esquerdista grego foi eleito em 25 de janeiro de 2015 sob a promessa de renegociar os acordos com a União Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, que emprestaram à Grécia 240 bilhões de euros durante a crise das dívidas públicas dos países da periferia da Eurozona. Com seis anos seguidos de queda no produto interno bruto, a Grécia passou por uma depressão econômica de 25%.
Sob a liderança implacável da Alemanha, a Eurozona adotou uma política de austeridade fiscal, com cortes de gastos e aumentos de impostos, que aprofundou a recessão e adiou a recuperação do continente. Só agora, em março de 2015, o BCE adotou as políticas de aumentar a quantidade de dinheiro em circulação usadas nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Japão para estimular a economia.
A Grécia promete aprovar reformas profundas para eliminar o déficit e o endividamento público a longo prazo, mas o governo esquerdista reluta em adotar mais medidas duras. Até o momento, não conseguiu chegar a um acordo com os sócios europeus, que já não demonstram a mesma preocupação com o risco de uma saída da Grécia da união monetária europeia.
O governo esquerdista grego bateu mais um prazo fatal, mas ainda não formulou uma estratégia de longo prazo para estimular o desenvolvimento econômico e equilibrar as contas públicas.
A expectativa do mercado é que a Grécia tenha mais dificuldade para pagar 750 milhões de euros devidos em 12 de maio de 2015. O governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) promete honrar o pagamento.
O governo esquerdista grego foi eleito em 25 de janeiro de 2015 sob a promessa de renegociar os acordos com a União Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, que emprestaram à Grécia 240 bilhões de euros durante a crise das dívidas públicas dos países da periferia da Eurozona. Com seis anos seguidos de queda no produto interno bruto, a Grécia passou por uma depressão econômica de 25%.
Sob a liderança implacável da Alemanha, a Eurozona adotou uma política de austeridade fiscal, com cortes de gastos e aumentos de impostos, que aprofundou a recessão e adiou a recuperação do continente. Só agora, em março de 2015, o BCE adotou as políticas de aumentar a quantidade de dinheiro em circulação usadas nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Japão para estimular a economia.
A Grécia promete aprovar reformas profundas para eliminar o déficit e o endividamento público a longo prazo, mas o governo esquerdista reluta em adotar mais medidas duras. Até o momento, não conseguiu chegar a um acordo com os sócios europeus, que já não demonstram a mesma preocupação com o risco de uma saída da Grécia da união monetária europeia.
O governo esquerdista grego bateu mais um prazo fatal, mas ainda não formulou uma estratégia de longo prazo para estimular o desenvolvimento econômico e equilibrar as contas públicas.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Governo da Grécia propõe dar comida e energia grátis aos pobres
Diante da recusa pelo Grupo do Euro de sua proposta de renegociação da dívida da Grécia, dos primeiros protestos de rua contra o novo governo esquerdista e do início de uma revolta nas alas mais à esquerda de seu partido, o primeiro-ministro Alexis Tsipras anunciou hoje uma série de medidas para favorecer os mais atingidos pela crise.
Na próxima semana, o governo deve apresentar seus projetos ao Parlamento oferecendo comida e eletricidade de graça para 300 mil lares. Os prazos de pagamento de impostos atrasados serão prorrogados.
Tsipras vai propor ainda o congelamento dos despejos por falta de pagamento da casa própria, a recontratação de funcionários da televisão estatal demitidos desde 2009 e a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre a crise da dívida grega. Promete cortar gastos em outras áreas para financiar os programas sociais.
Com dificuldades para honrar seus compromissos, a Grécia pediu ajuda à União Europeia (UE), ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Central Europeu (BCE). Desde então, recebeu empréstimos de 240 bilhões de euros, mas foi submetida a um rigoroso programa de ajuste das contas públicas que levou a uma depressão econômica, com uma queda de 25% no produto interno bruto nos últimos seis anos.
Com desemprego de 25% da população e de 55% entre os jovens, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), liderada por Tsipras, ganhou as eleições parlamentares de janeiro de 2015 com a promessa de romper com o programa de austeridade.
Os outros países do Grupo do Euro rejeitaram as propostas de redução ou alongamento do prazo de pagamento da dívida grega, mas estenderam o programa de ajuda em quatro meses. Neste período, a Grécia tem de apresentar novo plano de reformas para equilibrar as contas públicas.
Em Berlim, a Câmara Federal da Alemanha aprovou hoje a prorrogação do programa de ajuda à Grécia, mas o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, que jogou duro com o novo governo grego, e vários deputados da União Democrata-Cristã, da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, não acreditam na capacidade da Grécia de fazer as reformas e pagar as dívidas.
Hoje o dinheiro acabou nos caixas automáticos do banco grego Piraeus. Com o risco de que a Grécia seja obrigada a deixar a união monetária europeia, há uma corrida bancária para sacar euros. É mais uma ameaça ao sistema financeiro do país.
Na próxima semana, o governo deve apresentar seus projetos ao Parlamento oferecendo comida e eletricidade de graça para 300 mil lares. Os prazos de pagamento de impostos atrasados serão prorrogados.
Tsipras vai propor ainda o congelamento dos despejos por falta de pagamento da casa própria, a recontratação de funcionários da televisão estatal demitidos desde 2009 e a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre a crise da dívida grega. Promete cortar gastos em outras áreas para financiar os programas sociais.
Com dificuldades para honrar seus compromissos, a Grécia pediu ajuda à União Europeia (UE), ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Central Europeu (BCE). Desde então, recebeu empréstimos de 240 bilhões de euros, mas foi submetida a um rigoroso programa de ajuste das contas públicas que levou a uma depressão econômica, com uma queda de 25% no produto interno bruto nos últimos seis anos.
Com desemprego de 25% da população e de 55% entre os jovens, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), liderada por Tsipras, ganhou as eleições parlamentares de janeiro de 2015 com a promessa de romper com o programa de austeridade.
Os outros países do Grupo do Euro rejeitaram as propostas de redução ou alongamento do prazo de pagamento da dívida grega, mas estenderam o programa de ajuda em quatro meses. Neste período, a Grécia tem de apresentar novo plano de reformas para equilibrar as contas públicas.
Em Berlim, a Câmara Federal da Alemanha aprovou hoje a prorrogação do programa de ajuda à Grécia, mas o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, que jogou duro com o novo governo grego, e vários deputados da União Democrata-Cristã, da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, não acreditam na capacidade da Grécia de fazer as reformas e pagar as dívidas.
Hoje o dinheiro acabou nos caixas automáticos do banco grego Piraeus. Com o risco de que a Grécia seja obrigada a deixar a união monetária europeia, há uma corrida bancária para sacar euros. É mais uma ameaça ao sistema financeiro do país.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Ministros da Zona do Euro prorrogam socorro à Grécia
Os ministros das Finanças dos outros 18 países da Zona do Euro concordaram hoje com uma extensão de quatro meses no programa de ajuda à Grécia, de 240 bilhões de euros (R$ 775 bilhões), depois de aprovar uma série de reformas proposta pelo governo grego, noticiou o jornal The Wall St. Journal.
Vários parlamentos nacionais devem ratificar o acordo. A expectativa é que seja aprovado.
A Grécia ganhou um fôlego, mas a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, observou que as medidas proposta pelo governo radical de Atenas não são específicas. As promessas terão de ser traduzidas em resultados antes que o país receba dinheiro novo.
"Convocamos as autoridades da Grécia a desenvolver a ampliar a lista de reformas, baseado no acordo atual, em coordenação próxima com as instituições para permitir uma conclusão rápida e bem-sucedida da revisão", declararam em nota os ministros da Eurozona.
O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), prometeu aumentar a disciplina nos gastos, orçamento e arrecadação de impostos, mantendo o direito de tomar medidas para combater a "crise humanitária" provocada por uma queda de 25% no produto interno bruto grego nos últimos seis anos.
Tsipras pretende manter o aumento do salário mínimo e se comprometeu a manter o programa de privatizações, mas ficou de revisar a venda de empresas estatais tendo em vista "aos benefícios de longo prazo ao Estado".
Vários parlamentos nacionais devem ratificar o acordo. A expectativa é que seja aprovado.
A Grécia ganhou um fôlego, mas a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, observou que as medidas proposta pelo governo radical de Atenas não são específicas. As promessas terão de ser traduzidas em resultados antes que o país receba dinheiro novo.
"Convocamos as autoridades da Grécia a desenvolver a ampliar a lista de reformas, baseado no acordo atual, em coordenação próxima com as instituições para permitir uma conclusão rápida e bem-sucedida da revisão", declararam em nota os ministros da Eurozona.
O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras, da Coligação de Esquerda Radical (Syriza), prometeu aumentar a disciplina nos gastos, orçamento e arrecadação de impostos, mantendo o direito de tomar medidas para combater a "crise humanitária" provocada por uma queda de 25% no produto interno bruto grego nos últimos seis anos.
Tsipras pretende manter o aumento do salário mínimo e se comprometeu a manter o programa de privatizações, mas ficou de revisar a venda de empresas estatais tendo em vista "aos benefícios de longo prazo ao Estado".
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
UE prorroga programa de apoio à Grécia por quatro meses
A Grupo do Euro da União Europeia está anunciando neste momento em Bruxelas, na Bélgica, uma extensão de quatro meses no programa de ajuda financeira o governo esquerdista da Grécia, que terá de apresentar na segunda-feira um novo plano de recuperação econômica do país.
Os detalhes ainda estão sendo negociados, acrescentou o porta-voz europeu.
"Fomos racionais", declarou o comissário europeu para economia, Pierre Moscovici, ex-ministro da Economia da França. "Estou certo de que chegaremos a um resultado positivo."
Em 2009, na onda da Grande Recessão (2008-9), a Grécia começou a ter dificuldades para honrar sua dívida pública. Para dar dois empréstimos de emergência no valor total de 240 bilhões de euros, a UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) impuseram um programa rígido de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos.
Seis anos depois, a economia grega encolheu 25%. O desemprego chegou a 26% e a 55% entre os jovens, provocando uma revolta popular contra a chamada troika que culminou com a eleição, no mês passado, de um governo liderado pela Coligação de Esquerda Radical (Syriza).
O novo ministro das Finanças gregos, Yanis Varoufakis, se negou a manter o programa acertado por governos anteriores sob a alegação de que o país não cresce e a relação entre a dívida e o produto interno bruto se agravou, passando de 120% para 175% do PIB.
A Alemanha rejeitou a proposta inicial de renegociação da Grécia. Com o apoio da Holanda, Finlândia, Áustria e até mesmo dos governos da Espanha e de Portugal, que impuseram o remédio amargo a seus povos, o governo alemão conseguiu isolar a Grécia.
No último momento, a UE concordou em revisar o programa, na expectativa de que o novo governo grego apresente um plano capaz de sanear as finanças do país. Só assim voltará a receber ajuda. O próximo prazo fatal é na segunda-feira.
Os detalhes ainda estão sendo negociados, acrescentou o porta-voz europeu.
"Fomos racionais", declarou o comissário europeu para economia, Pierre Moscovici, ex-ministro da Economia da França. "Estou certo de que chegaremos a um resultado positivo."
Em 2009, na onda da Grande Recessão (2008-9), a Grécia começou a ter dificuldades para honrar sua dívida pública. Para dar dois empréstimos de emergência no valor total de 240 bilhões de euros, a UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) impuseram um programa rígido de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos.
Seis anos depois, a economia grega encolheu 25%. O desemprego chegou a 26% e a 55% entre os jovens, provocando uma revolta popular contra a chamada troika que culminou com a eleição, no mês passado, de um governo liderado pela Coligação de Esquerda Radical (Syriza).
O novo ministro das Finanças gregos, Yanis Varoufakis, se negou a manter o programa acertado por governos anteriores sob a alegação de que o país não cresce e a relação entre a dívida e o produto interno bruto se agravou, passando de 120% para 175% do PIB.
A Alemanha rejeitou a proposta inicial de renegociação da Grécia. Com o apoio da Holanda, Finlândia, Áustria e até mesmo dos governos da Espanha e de Portugal, que impuseram o remédio amargo a seus povos, o governo alemão conseguiu isolar a Grécia.
No último momento, a UE concordou em revisar o programa, na expectativa de que o novo governo grego apresente um plano capaz de sanear as finanças do país. Só assim voltará a receber ajuda. O próximo prazo fatal é na segunda-feira.
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