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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

 CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque, Haiti.


EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que se alistem em massa no Exército da União, deixando o Sul sem mão de obra nem soldados.


Lincoln é eleito em 1860 com a oposição dos estados escravistas do Sul. Antes da posse, a Carolina do Sul, a Flórida, o Alabama, a Geórgia, a Louisiana e o Texas se rebelam e formam os Estados Confederados da América com o objetivo de fundar um novo país. Ao todo, onze estados 

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861. A Proclamação de Emancipação liberta os escravos do Sul. A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que acaba com a escravidão, é aprovada pelo Senado em 8 de abril de 1864 e pela Câmara em 31 de janeiro de 1865. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865.

Mais de 180 mil negros se alistam para a guerra contra a divisão do país e a escravidão. Lincoln vai à guerra para manter a União. A proclamação transforma a Guerra da Secessão numa luta contra a escravidão.

Lincoln é baleado em 14 de abril de 1865 e morre no dia seguinte, seis dias após o fim da guerra civil. Quatro presidentes dos EUA são assassinados no exercício do cargo. Lincoln é o primeiro.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.


Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma no julgamento que "a história me absolverá". Soltos em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iate Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias. Com a fuga do ditador, os revolucionários entram em Havana em 1º de janeiro de 1959.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

No mesmo dia, começa a revolta da Exército Zapatista de Libertação Nacional em Chiapas, no Sul do México, a região que menos se beneficia. 

No Norte do país, instalam-se várias empresas, os chamadas maquiadoras, que simplesmente montam produtos feitos com peças e componentes importados. A participação dos EUA no comércio exterior mexicano passa de 77% para mais de 80%.

O presidente Donald Trump renegocia o acordo, que passa a se chamar Acordo EUA-México-Canadá com atualizações em setores onde há grandes mudanças, como tecnologia da informação, mas sem mudanças substanciais.

EURO EM CIRCULAÇÃO

    Em 2002, moedas e notas do euro, a moeda comum criada pela união monetária europeia, entram em circulação em 12 dos 15 países da União Europeia na época: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. A Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia não aderem. A partir de março, se torna a moeda única dos países participantes.


O euro é resultado do Tratado de Maastricht, de 1991, que cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, sucessora da Comunidade Econômica Europeia, fundada pelo Tratado de Roma, de 1957, para garantir a paz e a prosperidade na Europa.

O Tratado de Maastricht prevê a união monetária e econômica para aprofundar a integração do continente. Para participar, os países-membros precisam adotar medidas de convergência econômica: câmbio estável, déficit público de no máximo 3% do produto interno bruto, dívida pública de no máximo 60% do PIB, inflação de no máximo 1,5 ponto percentual acima das três menores taxas da Zona do Euro.

Apesar de Itália e Bélgica terem dívidas de 120% do PIB, a Comissão Europeia recomenda sua participação sob o argumento de que esses dois país estão tomando medidas para reduzir a relação dívida/PIB. Hoje, a Bulgária adota o euro. Assim, 21 países fazem parte da Zona do Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal.

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

 CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque, Haiti.


EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que se alistem em massa no Exército da União, deixando o Sul sem mão de obra nem soldados.


Lincoln é eleito em 1860 com a oposição dos estados escravistas do Sul. Antes da posse, a Carolina do Sul, a Flórida, o Alabama, a Geórgia, a Louisiana e o Texas se rebelam e formam os Estados Confederados da América com o objetivo de fundar um novo país.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861. A Proclamação de Emancipação liberta os escravos do Sul. A 13ª Emenda à Constituição dos EUA é aprovada pelo Senado em 8 de abril de 1864 e pela Câmara em 31 de janeiro de 1865. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865.

Mais de 180 mil negros se alistam para a guerra contra a divisão do país e a escravidão. Lincoln vai à guerra para manter a União. A proclamação transforma a Guerra da Secessão numa luta contra a escravidão.

Lincoln é baleado em 14 de abril de 1865 e morre no dia seguinte, seis dias após o fim da guerra civil. Quatro presidentes dos EUA são assassinados no exercício do cargo. Lincoln é o primeiro.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.


Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma no julgamento que "a história me absolverá". Soltos em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iate Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias. Com a fuga do ditador, os revolucionários entram em Havana em 1º de janeiro de 1959.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

No mesmo dia, começa a revolta da Exército Zapatista de Libertação Nacional em Chiapas, no Sul do México, a região que menos se beneficia. 

No Norte do país, instalam-se várias empresas, os chamadas maquiadoras, que simplesmente montam produtos feitos com peças e componentes importados. A participação dos EUA no comércio exterior mexicano passa de 77% para mais de 80%.

O presidente Donald Trump renegocia o acordo, que passa a se chamar Acordo EUA-México-Canadá com atualizações em setores onde há grandes mudanças, como tecnologia da informação, mas sem mudanças substanciais.

EURO EM CIRCULAÇÃO

    Em 2002, moedas e notas do euro, a moeda comum criada pela união monetária europeia, entram em circulação em 12 dos 15 países da União Europeia na época: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. A Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia não aderem. A partir de março, se torna a moeda única dos países participantes.


O euro é resultado do Tratado de Maastricht, de 1991, que cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, sucessora da Comunidade Econômica Europeia, fundada pelo Tratado de Roma, de 1957, para garantir a paz e a prosperidade na Europa.

O Tratado de Maastricht prevê a união monetária e econômica para profundar a integração do continente. Para participar, os países-membros precisam adotar medidas de convergência econômica: câmbio estável, déficit público de no máximo 3% do produto interno bruto, dívida pública de no máximo 60% do PIB, inflação de no máximo 1,5 ponto percentual acima das três menores taxas da Zona do Euro.

Apesar de Itália e Bélgica terem dívidas de 120% do PIB, a Comissão Europeia recomenda sua participação sob o argumento de que esses dois país estão tomando medidas para reduzir a relação dívida/PIB. Hoje, 20 países fazem parte da Zona do Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovênia Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

 CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque.


EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que iriam aderir em massa à União, deixando o Sul sem mão de obra.


Lincoln é eleito em 1860 com a oposição dos estados escravistas do Sul. Antes da posse, a Carolina do Sul, a Flórida, o Alabama, a Geórgia, a Louisiana e o Texas se rebelam e formam os Estados Confederados da América com o objetivo de formar um novo país.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861. A Proclamação de Emancipação liberta os escravos do Sul. A 13ª Emenda à Constituição dos EUA é aprovada pelo Senado em 8 de abril de 1864 e pela Câmara em 31 de janeiro de 1865. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865.

Lincoln é baleado em 14 de abril de 1965 e morre no dia seguinte, seis dias após o fim da guerra civil.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.


Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma no julgamento que "a história me absolverá". Soltos em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iate Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

No mesmo dia, começa a revolta da Exército Zapatista de Libertação Nacional em Chiapas, no Sul do México, a região que menos se beneficia. 

No Norte do país, instalam-se várias empresas, os chamadas maquiadoras, que simplesmente montagem produtos feitos com peças e componentes importados. A participação dos EUA no comércio exterior mexicano passa de 77% para mais de 80%.

O presidente Donald Trump renegocia o acordo, que passa a se chamar Acordo EUA-México-Canadá sem mudanças substanciais.

EURO EM CIRCULAÇÃO

    Em 2002, moedas e notas do euro, criado pela união monetária europeia, entram em circulação em 12 dos 15 países da União Europeia na época: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. A Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia não aderem. A partir de março, se torna a moeda única dos países participantes.


O euro é resultado do Tratado de Maastricht, de 1991, que cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, sucessora da Comunidade Econômica Europeia, fundada pelo Tratado de Roma, de 1957, para garantir a paz e a prosperidade na Europa.

O Tratado de Maastricht prevê a união monetária e econômica para profundar a integração do continente. Para participar, os países-membros precisam adotar medidas de convergência econômica: câmbio estável, déficit público de no máximo 3% do produto interno bruto, dívida pública de no máximo 60% do PIB, inflação de no máximo 1,5 ponto percentual acima das três menores taxas da Zona do Euro.

Apesar de Itália e Bélgica terem dívidas de 120% do PIB, a Comissão Europeia recomenda sua participação sob o argumento de que esses dois país estão tomando medidas para reduzir a relação dívida/PIB. Hoje, 20 países fazem parte da Zona do Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovênia Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Merkel admite reduzir dívida da Grécia

A Grécia poderá negociar uma redução de sua dívida pública nos próximos meses, se os credores confirmarem que o país está fazendo as reformas econômicas prometidas para equilibrar as contas do governo, admitiu ontem a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, em entrevista à TV ARD.

O acordo de ajuda à Grécia desestabilizou o Grupo do Euro, especialmente o eixo Berlim-Paris. Desde a introdução do euro como moeda comum, em 1999, a França defende a criação de um conselho de governo para a Zona do Euro. O presidente francês, François Hollande, voltou a insistir nesta ideia, que não agrada à Alemanha.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Grécia paga FMI e evita calote por enquanto

Sem ter chegado a um acordo definitivo com seus sócios da Zona do Euro, o governo radical de esquerda da Grécia pagou hoje 200 milhões de euros de juros devidos ao Fundo Monetário Internacional (FMI), noticiou a agência Reuters.

A expectativa do mercado é que a Grécia tenha mais dificuldade para pagar 750 milhões de euros devidos em 12 de maio de 2015. O governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) promete honrar o pagamento.

O governo esquerdista grego foi eleito em 25 de janeiro de 2015 sob a promessa de renegociar os acordos com a União Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, que emprestaram à Grécia 240 bilhões de euros durante a crise das dívidas públicas dos países da periferia da Eurozona. Com seis anos seguidos de queda no produto interno bruto, a Grécia passou por uma depressão econômica de 25%.

Sob a liderança implacável da Alemanha, a Eurozona adotou uma política de austeridade fiscal, com cortes de gastos e aumentos de impostos, que aprofundou a recessão e adiou a recuperação do continente. Só agora, em março de 2015, o BCE adotou as políticas de aumentar a quantidade de dinheiro em circulação usadas nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Japão para estimular a economia.

A Grécia promete aprovar reformas profundas para eliminar o déficit e o endividamento público a longo prazo, mas o governo esquerdista reluta em adotar mais medidas duras. Até o momento, não conseguiu chegar a um acordo com os sócios europeus, que já não demonstram a mesma preocupação com o risco de uma saída da Grécia da união monetária europeia.

O governo esquerdista grego bateu mais um prazo fatal, mas ainda não formulou uma estratégia de longo prazo para estimular o desenvolvimento econômico e equilibrar as contas públicas.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Lituânia deve aderir ao euro em 2015

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), e o Banco Cenral Europeu (BCE) autorizaram ontem a ex-república soviética da Lituânia de adotar o euro como moeda a partir de janeiro de 2015.

O país da região do Mar Báltico se enquadrou em "todos os critérios de convergência". Será o 19º membro da Zona do Euro.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Merkel: Grécia não deveria ter aderido ao euro

Em campanha para as eleições de 22 de setembro de 2013, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, admitiu que a crise das dívidas públicas de países da periferia da Zona do Euro vai durar anos, mas atribuiu a culpa ao governo social-democrata de seu antecessor, Gerhard Schröder, alegando que "a Grécia nunca deveria ter sido admitida".

Nos últimos dias, o Partido Social-Democracta (SPD), o maior da oposição, acusou Merkel de não ter revelado ao público alemão o verdadeiro custo dos programas de ajuste fiscal impostos a Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha em troca de empréstimos de emergência.

Ao impor uma disciplina fiscal rígida que aprofundou a recessão e aumentou o desemprego nos países mais vulneráveis da Eurozona, Merkel e a Alemanha foram acusadas de abalar o projeto de integração da Europa, uma das principais garantias da paz no continente depois de duas guerras mundiais arrasadoras.

A primeira-ministra é criticada por não ter uma visão clara do futuro da União Europeia. De olho na reeleição no mês que vem, não teria aproveitado a crise da Eurozona, a maior do continente desde a criação da Comunidade Econômica Europeia, em 1957, para apresentar uma proposta sobre o futuro da Europa, que terminou sendo o continente mais abalado pela atual crise econômico-financeira internacional.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Letônia será 18º país a adotar euro como moeda

Enquanto a Polônia reluta por causa da crise na união monetária, a ex-república soviética da Letônia será o 18º país a entrar para a Zona do Euro, informou hoje a União Europeia.

Será o segundo país do antigo Bloco Soviético, depois da Eslováquia, a usar o euro como moeda.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Letônia será 18º país da Zona do Euro

Apesar da crise da união monetária europeia, a ex-república soviética da Letônia, deve ser o 18º país a adotar o euro como moeda.

Seu pedido de adesão, anunciado em 19 de dezembro de 2012 pelo primeiro-ministro Valdis Dombrovskis, deve ser aprovada oficialmente amanhã pelos 17 membros da Eurozona.

domingo, 2 de setembro de 2012

Alemães veem Grécia fora da Zona do Euro

Só um quarto dos alemães acredita que a Grécia deve ficar na união monetária europeia e receber mais ajuda de outros países para equilibrar suas contas públicas, indica uma pesquisa do instituto Harris para o jornal inglês Financial Times.

Na Espanha e na Itália, que também enfrentam dificuldades para honrar suas dívidas, há uma expectativa muito maior de que os gregos continuem usando o euro como moeda.

Enquanto apenas 26% dos alemães esperam que a Grécia pague os empréstimos recebidos, esse percentual sobe para 77% entre os italianos e 57% entre os espanhóis.

Quase a metade dos alemães entendem que a Grécia não será capaz de realizar as reformas necessárias para se livrar da tutela internacional. Já 87% dos italianos 70% dos espanhóis têm "alguma confiança" nos gregos.

Essas posições divergentes são um problema a mais para os líderes da União Europeia, que devem decidir neste mês de setembro se aceitam o pedido do novo governo da Grécia de mais prazo para controlar o déficit orçamentário.

Os economistas estimam que o segundo pacote de ajuda à Grécia já tenha um rombo de 20 bilhões de euros por causa da deterioração da economia desde que foi acertado, em fevereiro de 2012.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Saída da Grécia do euro é administrável, diz Juncker

Uma saída da Grécia da união monetária europeia "seria administrável, o que não significa que seja desejável por causa dos riscos associados ao povo grego, declarou hoje o presidente do Grupo do Euro, Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro de Luxemburgo, em entrevista à TV alemã WDR.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Líderes europeus adiam grandes decisões

Como o mercado previa, não houve grandes anúncios no jantar dos líderes da União Europeia ontem em Bruxelas, onde a crise das dívidas públicas era o prato mais indigesto. Os planos para a reunião de cúpula do mês que vem podem incluir uma garantia nos depósitos bancários em toda a Zona do Euro. A emissão de bônus pan-europeus fica para mais adiante.

A garantia de depósitos bancários seria uma maneira de tentar evitar uma corrida dos clientes aos bancos para sacar seu dinheiro em caso de saída da Grécia da união monetária europeia.

Isso geraria uma crise de confiança no sistema financeiro capaz de gerar um colapso de crédito semelhante ao de 2008. Os bancos, sem saber se os outros estão carregados de títulos incobráveis, vão parar de emprestar entre si.

O conflito entre a rigorosa disciplina fiscal exigida pela primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e a proposta de estimular o crescimento feita pelo novo presidente da França, François Hollande, continua sem solução a vista, observa o jornal The New York Times.

Na falta de medidas concretas, os líderes europeus reafirmaram sua determinação de manter a Grécia na Eurozona, noticia o jornal inglês Financial Times.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Delors critica arquitetura do euro

A união monetária europeia já nasceu errada, e os esforços feitos até agora para remediar o problema são "muito pequenos e muito tardios", critica o francês Jacques Delors, um dos mais poderosos presidentes da Comissão Europeia, cargo que ocupou de 1985 a 1995.

Em entrevista publicada hoje no jornal conservador britânico The Daily Telegraph, Delors admite que "os anglo-saxões tinham razão" quando advertiram que uma moeda única com um banco central único sem um Estado por trás seria inerentemente instável.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Adesão da Grécia ao euro foi erro, diz Sarkozy

Em uma dura crítica à união monetária europeia feitas por seus antecessores, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, declarou ontem que a Grécia não deveria ter adotado o euro como moeda.

"A Grécia não estava preparada", disse o presidente francês. "Os dados usados eram falsos."

Quando o euro começou a existir como moeda contábil, em 1º de janeiro de 1999, passou a ser usado por 11 dos 15 países-membros que a União Europeia tinha na época: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal.

Ficaram fora Dinamarca, Reino Unido e Suécia, para não ceder sua soberania, e a Grécia porque foi considerada sem condições. Por razões políticas, a Grécia foi admitida na Zona do Euro em 2001.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cavaco Silva culpa Alemanha e França pela crise

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, admitiu que a união monetária europeia tem erros de concepção, mas culpou a Alemanha e a França pela atual crise das dívidas públicas da Zona do Euro, lembrando que as duas maiores economias do grupo enviaram "um mau sinal para os mercados" em 2005, quando violaram as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento criado para sustentar o euro.

Em palestra no ciclo Europa em Debate, realizado pelo Instituto Universitário Europeu, em Florença, na Itália, Cavaco Silva argumentou que "o euro não é a causa da crise", informa o sítio de notícias Portugal Digital.

Na sua opinião, "foi a execução do Tratado de Maastricht e do Pacto de Estabilidade e Crescimento que o veio complementar, que ficou aquém do que se exigia, por irresponsabilidade da governação dos Estados e por ineficácia das instituições europeias", que fizeram "um mau escrutínio das finanças públicas de alguns países".

Cavaco Silva considerou importante "lembrar que a quebra de credibilidade do pacto" foi admitida "para que passasse incólume a violação dos limites do défice orçamental por parte da Alemanha e da França. Foi um mau sinal para os mercados: a União Europeia estava pronta a renunciar ao rigor dos critérios, em favor de considerações e circunstâncias políticas impostas por interesses nacionais".

Ele também criticou o eixo franco-alemão ao redor do qual foi construída a UE, acusando as duas maiores economias da Eurozona de,  sistemática e "sucessivamente à margem dos demais, tentarem impor soluções para a atual crise, sobrepondo-se e tornando irrelevante a iniciativas da Comissão Europeia", desvirtuando o "método comunitário".

"Em vez de uma mobilização convergente, e de uma responsabilidade solidária por parte de todos os Estados e instituições, vamos constatando a emergência de um diretório não reconhecido, sem mandato, que se sobrepõe às instituições comunitárias e limita sua margem de manobra", reclamou.

Para o presidente português, "este é um caminho errado e perigoso. Errado por que ineficaz. Perigoso por que é gerador de incertezas e desconfianças que minam o espírito da União".

A saída para a crise seria retomar a lógica que presidiu a construção da UE, que vive sua maior crise, uma ameaça ao processo de integração europeia, vital para que o continente continue a ter um peso importante nas relações internacionais.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Soros faz proposta para estabilizar Eurozona

Para restaurar a legitimidade do euro, abalada pela crise das dívidas públicas, a União Europeia precisa recapitalizar os bancos, lançar eurobônus, lastreado por todos os países que usam a moeda, e criar um mecanismo para quem quiser deixar a união monetária, propõe o megainvestidor George Soros.

Em artigo publicado hoje no jornal Financial Times, Soros alega que o Tratado de Maastricht (1991), que criou a união monetária e econômica, prevê medidas para resolver problemas no setor público, mas não no setor privado, e "os excessos no setor bancário foram muito piores".

Ao dar moeda forte e crédito barato a países que nunca os tiveram, a introdução do euro causou a formação de bolhas especulativas nos mercados imobiliários da Espanha e da Irlanda.

A primeira medida tomada para atacar o problema foi autorizar o Fundo Europeu para Estabilidade Financeira a socorrer os bancos. Soros defende a criação de uma "poderosa agência" para regulamentar e fiscalizar o setor financeiro. Argumenta que isso "poderia acabar com a relação incestuosa entre bancos e reguladores, interferindo muito menos na soberania nacional do que ditando a política fiscal".

Em segundo lugar, continua o investidor, é preciso lançar bônus pan-europeus de dívida soberana. A união monetária deveria levar a uma convergência econômica entre os diferentes países. Na prática, acentuou as divergências, ao desnudar as diferenças de produtividade, competitividade e endividamento entre as economias.

Parece uma ideia simples, mas sua execução é difícil. Implica mais uma cessão de soberania das pequenas economias e risco para a credibilidade das grandes, como a Alemanha. A primeira-ministra Angela Merkel é contra. Seus assessores avisaram que o tema não será discutido na reunião de cúpula desta terça-feira com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

No Banco Central da Europa (BCE), cada um dos 17 países-membros da Eurozona tem direito a um voto. Se for criado um conselho de governo econômico, os votos serão proporcionais ao peso econômico da cada país, como no Fundo Monetário Internacional (FMI)? É difícil que os países ricos aceitar pagar a conta, se não tiverem poder proporcional.

Por fim, Soros entende que a UE deve ter regras para os países que quiserem deixar a união monetária. O objetivo é evitar calotes e desvalorizações descontroladas.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Alemanha precisa liderar defesa do euro

A união monetária europeia corre sério risco de desabar "se a Alemanha, como maior potência econômica da Europa, não assumir seu papel de líder e mostrar o caminho", adverte hoje o presidente da poderosa Federação dos Bancos Privados do país, Andreas Schmitz.

O líder da entidade que congrega 210 bancos privados alemães criticou a passividade dos dirigentes políticos europeus, especialmente da Alemanha e da França, diante do agravamento da crise.

"É evidente que o mundo político não pode fazer nada diante da queda das bolsas", declarou Schmitz. "O problema é a falta de liderança na Europa. Os governos em Berlim, Paris e outras capitais não mostram coragem para tomar decisões. Deixam as coisas acontecerem e se deixam gerenciar pela crise."