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sábado, 1 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 1º de Novembro

 TETO DA CAPELA SISTINA

    Em 1512, a Capela Sistina, no Vaticano, é aberta ao público pela primeira vez com o teto pintado por Michelangelo Buonarrotti, um dos maiores artistas do Renascimento.

Michelangelo nasce em Caprese em 6 de março de 1475 e cresce em Florença, um dos berços do Renascimento. Aos 13 anos, torna-se um artista aprendiz. Por seu talento, recebe a proteção de Lorenzo de Medici, o governante da cidade-estado italiana.

Depois de criar algumas das esculturas mais famosas da história, a Pietà (1498) e o David (1504), vai para Roma em 1508 para pintar o teto da Capela Sistina. Ele trabalha até a morte, aos 88 anos, em 1564.

TERREMOTO DE LISBOA

    Em 1755, três tremores de terra, o mais forte de 8 a 9 pontos na escala aberta de Richter, seguidos de um maremoto com ondas de 6 metros, arrasa a capital, onde vivem 10% dos 3 milhões de portugueses, e o litoral sul de Portugal, matando de 10 a 90 mil pessoas.

O Terremoto de Lisboa é tema de reflexão de grandes filósofos do Iluminismo como o francês Voltaire, que observa: "Se Deus é misericordioso, não é todo-poderoso; se é todo-poderoso, não é misericordioso." Já Jean-Jacques Rousseau, alega que os pobres não escolheram morar em casebres vulneráveis.

A cidade é reconstruída sob a orientação do Marquês de Pombal, talvez o primeiro-ministro mais poderoso de Portugal, um déspota iluminado que expulsa os jesuítas do reino.

PRESIDENTE NA CASA BRANCA

    Em 1800, o segundo presidente dos Estados Unidos, John Adams, se muda para a Casa Branca, em Washington, construída para ser a sede do governo na nova capital do país a um custo de US$ 232 mil.

A pedra fundamental é lançada pelo presidente George Washington em 13 de outubro de 1792. A Casa Branca é queimada pelos britânicos em agosto de 1814 durante a Guerra de 1812, quando o Reino Unido tenta acabar com a independência dos EUA. Em 1817, o presidente James Madison volta a morar lá.

Hoje, depois de muitas reformas, a Casa Branca tem seis andares e 142 peças. O presidente Donald Trump está destruindo toda uma ala para construir um salão de baile.

BOMBA DE HIDROGÊNIO

    Em 1952, durante a Guerra Fria, os Estados Unidos explodem no atol de Eniwetok, nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, a primeira bomba atômica de hidrogênio, Ivy Mike. A arma reproduz a reação que produz a energia e a luz do sol e das estrelas, com efeitos devastadores, para dar uma superioridade temporária ao país na corrida armamentista depois da explosão da primeira bomba nuclear da União Soviética, em 29 de agosto de 1949.


A primeira bomba H tem o poder de destruição de 10,4 megatons (milhões de toneladas de dinamite). 

Mil vezes mais poderosa do que as bombas atômicas de urânio e plutônio, que usa como detonador, a bomba H teve a oposição de Robert Oppenheimer, o pai da bomba nuclear dos EUA.

Uma bomba de urânio de 15 quilotons (15 mil toneladas de dinamite) é jogada em Hiroxima, em 6 de agosto de 1945, e uma bomba de plutônio de 20 quilotons três dias depois em  Nagasáki, no Japão, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Em 12 de agosto de 1953, a URSS explode sua bomba H elevando a corrida armamentista a um novo patamar. O físico Andrei Sakharov, que depois de tornou um dissidente do regime comunista e ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1975, é o pai da bomba H soviética.

A maior explosão nuclear até hoje é um teste soviético em 23 de outubro de 1961 com uma bomba H. a Bomba Czar, de 58 megatons. 

A fusão de átomos de hidrogênio pesado (deutério) e mais que pesado (trítio), liberando a energia equivalente à massa de um nêutron, gera a energia do sol e das estrelas. Nunca foi controlada. Exige uma temperatura de 100 mil graus.

Com o aquecimento global, aumentam as pesquisas para ver se é possível usar a fusão a frio como uma fonte de energia segura. Até agora, é impossível. A 100 mil graus, tudo derrete.

NASCE A UNIÃO EUROPEIA

    Em 1993, depois de um atraso por causa da rejeição em plebiscito na Dinamarca, entra em vigor o Tratado de Maastricht, concluído em dezembro de 1991, para criar a União das Comunidades Europeias, fortalecer o Parlamento Europeu, criar o Banco Central da Europa (BCE) e a política externa e de segurança comum.

A integração europeia começa em 9 de maio de 1950 com o lançamento do Plano Schuman, batizado com o nome do ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, para consolidar a paz no continente, especialmente entre a Alemanha e a França, cujo conflito histórico estava na origem das duas guerras mundiais. 

Em 1951, surge a Comissão Europeia do Carvão e do Aço para garantir o controle da produção de dois componentes básicos da indústria bélica.

A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, em 1957, e instalada em 1958 com seis países: Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo. A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido entram em 1973.

A Grécia, a Espanha e Portugal se associam nos 1980, depois de se democratizar. Quando é assinado o Tratado de Maastricht, são 12 países-membros. Com o fim da Guerra Fria, a Áustria, a Finlândia e a Suécia, países neutros, aderem em 1995.

Sua maior expansão acontece em 2004, depois das revoluções democráticas de 1989 nos países comunistas da Europa Oriental e da dissolução da União Soviética, em 1991: Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca.

A Bulgária e a Romênia entram em 2007 e a Croácia em 2013. Até hoje, só um país deixou o bloco, o Reino Unido, em 31 de janeiro de 2020, depois de um plebiscito realizado em 23 de junho de 2016.

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sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 1º de Novembro

 TETO DA CAPELA SISTINA

    Em 1512, a Capela Sistina, no Vaticano, é aberta ao público pela primeira vez com o teto pintado por Michelangelo Buonarrotti, um dos maiores artistas do Renascimento.

Michelangelo nasce em Caprese em 6 de março de 1475 e cresce em Florença, um dos berços do Renascimento. Aos 13 anos, torna-se um artista aprendiz. Por seu talento, recebe a proteção de Lorenzo de Medici, o governante da cidade-estado italiana.

Depois de criar algumas das esculturas mais famosas da história, a Pietà (1498) e o David (1504), vai para Roma em 1508 para pintar o teto da Capela Sistina. Ele trabalha até a morte, aos 88 anos, em 1564.

TERREMOTO DE LISBOA

    Em 1755, três tremores de terra, o mais forte de 8 a 9 pontos na escala aberta de Richter, seguidos de um maremoto com ondas de 6 metros, arrasa a capital, onde vivem 10% dos 3 milhões de portugueses, e o litoral sul de Portugal, matando de 10 a 90 mil pessoas.

O Terremoto de Lisboa é tema de reflexão de grandes filósofos do Iluminismo como o francês Voltaire, que observa: "Se Deus é misericordioso, não é todo-poderoso; se é todo-poderoso, não é misericordioso."

A cidade é reconstruída sob a orientação do Marquês de Pombal, talvez o primeiro-ministro mais poderoso de Portugal, um déspota iluminado que expulsa os jesuítas do reino.

PRESIDENTE NA CASA BRANCA

    Em 1800, o segundo presidente dos Estados Unidos, John Adams, se muda para a Casa Branca, em Washington, construída para ser a sede do governo na nova capital do país a um custo de US$ 232 mil.

A pedra fundamental é lançada pelo presidente George Washington em 13 de outubro de 1792. A Casa Branca é queimada pelos britânicos em agosto de 1814 durante a Guerra de 1812, quando o Reino Unido tenta acabar com a independência dos EUA. Em 1817, o presidente James Madison volta a morar lá.

Hoje, depois de muitas reformas, a Casa Branca tem seis andares e 142 peças.

BOMBA DE HIDROGÊNIO

    Em 1952, durante a Guerra Fria, os Estados Unidos explodem no atol de Eniwetok, nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, a primeira bomba atômica de hidrogênio, Ivy Mike, reproduzindo a reação que produz a energia e a luz do sol e das estrelas, com efeitos devastadores para dar uma superioridade temporária ao país na corrida armamentista depois da explosão da primeira bomba nuclear da União Soviética, em 29 de agosto de 1949.


A primeira bomba H tem o poder de destruição de 10,4 megatons (milhões de toneladas de dinamite). 

Mil vezes mais poderosa do que as bombas atômicas de urânio e plutônio, que usa como detonador, a bomba H teve a oposição de Robert Oppenheimer, o pai da bomba nuclear dos EUA.

Uma bomba de urânio de 15 kilotons (15 mil toneladas de dinamite) é jogada em Hiroxima, em 6 de agosto de 1945, e uma bomba de plutônio de 20 quilotons três dias depois em  Nagasáki, no Japão, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Em 12 de agosto de 1953, a URSS explode sua bomba H elevando a corrida armamentista a um novo patamar. O físico Andrei Sakharov, que depois de tornou um dissidente do regime comunista e ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1975, é o pai da bomba H soviética.

A maior explosão nuclear até hoje é um teste soviético em 23 de outubro de 1961 com uma bomba H. a Bomba Czar, de 58 megatons. 

A fusão de átomos de hidrogênio pesado (deutério) e mais que pesado (trítio), liberando a energia equivalente à massa de um nêutron, gera a energia do sol e das estrelas. Nunca foi controlada. Exige uma temperatura de 100 mil graus.

Com o aquecimento global, aumentam as pesquisas para ver se é possível usar a fusão a frio como uma fonte de energia segura. Até agora, é impossível. A 100 mil graus, tudo derrete.

NASCE A UNIÃO EUROPEIA

    Em 1993, depois de um atraso por causa da rejeição em plebiscito na Dinamarca, entra em vigor o Tratado de Maastricht, concluído em dezembro de 1991, para criar a União das Comunidades Europeias, fortalecer o Parlamento Europeu, criar o Banco Central da Europa (BCE) e a política externa e de segurança comum.

A integração europeia começa em 9 de maio de 1950 com o lançamento do Plano Schuman, batizado com o nome do ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, para consolidar a paz no continente, especialmente entre a Alemanha e a França, cujo conflito histórico estava na origem das duas guerras mundiais. 

Em 1951, surge a Comissão Europeia do Carvão e do Aço para garantir o controle da produção de dois componentes básicos da indústria bélica.

A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, em 1957, e instalada em 1958 com seis países: Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo. A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido entram em 1973.

A Grécia, a Espanha e Portugal se associam nos 1980, depois de se democratizar. Quando é assinado o Tratado de Maastricht, são 12 países-membros. Com o fim da Guerra Fria, a Áustria, a Finlândia e a Suécia, países neutros, aderem em 1995.

Sua maior expansão acontece em 2004, depois das revoluções democráticas de 1989 nos países comunistas da Europa Oriental e da dissolução da União Soviética, em 1991: Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca.

A Bulgária e a Romênia entram em 2007 e a Croácia em 2013. Até hoje, só um país deixou o bloco, o Reino Unido, em 31 de janeiro de 2020, depois de um plebiscito realizado em 23 de junho de 2016. 

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 1º de Novembro

TETO DA CAPELA SISTINA

    Em 1512, a Capela Sistina, no Vaticano, é aberta ao público pela primeira vez com o teto pintado por Michelangelo Buonarrotti, um dos maiores artistas do Renascimento.

Michelangelo nasce em Caprese em 6 de março de 1475 e cresce em Florença, um dos berços do Renascimento. Aos 13 anos, torna-se um artista aprendiz. Por seu talento, recebe a proteção de Lorenzo de Medici, o governante da cidade-estado italiana.

Depois de criar algumas das esculturas mais famosas da história, a Pietà (1498) e o David (1504), vai para Roma em 1508 para pintar o teto da Capela Sistina. Ele trabalha até a morte, aos 88 anos, em 1564.

TERREMOTO DE LISBOA

    Em 1755, três tremores de terra, o mais forte de 8 a 9 pontos na escala aberta de Richter, seguidos de um maremoto com ondas de 6 metros, arrasa a capital, onde vivem 10% dos 3 milhões de portugueses, e o litoral sul de Portugal, matando de 10 a 90 mil pessoas.

O Terremoto de Lisboa é tema de reflexão de grandes filósofos do Iluminismo como o francês Voltaire, que observa: "Se Deus é misericordioso, não é todo-poderoso; se é todo-poderoso, não é misericordioso."

A cidade é reconstruída sob a orientação do Marquês de Pombal, talvez o primeiro-ministro mais poderoso de Portugal, um déspota iluminado que expulsa os jesuítas do reino.

PRESIDENTE NA CASA BRANCA

    Em 1800, o segundo presidente dos Estados Unidos, John Adams, se muda para a Casa Branca, em Washington, construída para ser a sede do governo na nova capital do país a um custo de US$ 232 mil.

A pedra fundamental é lançada pelo presidente George Washington em 13 de outubro de 1792. A Casa Branca é queimada pelos britânico em agosto de 1814 durante a Guerra de 1812, quando o Reino Unido tenta acabar com a independência dos EUA. Em 1817, o presidente James Madison volta a morar lá.

Hoje, depois de muitas reformas, a Casa Branca tem seis andares e 142 peças.

BOMBA DE HIDROGÊNIO

    Em 1952, durante a Guerra Fria, os Estados Unidos explodem no atol de Eniwetok, no Oceano Pacífico, a primeira bomba atômica de hidrogênio, Ivy Mike, reproduzindo a reação que produz a energia e a luz do sol com efeitos devastadores para dar uma superioridade temporária ao país na corrida armamentista depois da explosão da primeira bomba nuclear da União Soviética, em 29 de agosto de 1949.


A primeira bomba H tem o poder de destruição de 10,4 megatons (milhões de toneladas de dinamite). 

Mil vezes mais poderosa do que as bombas atômicas de urânio e plutônio, que usa como detonador, a bomba H teve a oposição de Robert Oppenheimer, o pai da bomba nuclear dos EUA.

Uma bomba de urânio de 15 kilotons (15 mil toneladas de dinamite) é jogada em Hiroxima, em 6 de agosto de 1945, e uma bomba de plutônio de 20 quilotons três dias depois em  Nagasáki, no Japão, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Em 12 de agosto de 1953, a URSS explode sua bomba H elevando a corrida armamentista a um novo patamar. O físico Andrei Sakharov, que depois de tornou um dissidente do regime comunista e ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1975, é o pai da bomba H soviética.

A maior explosão nuclear até hoje é um teste soviético em 23 de outubro de 1961 com uma bomba H. A Bomba Tzar é de 58 megatons. 

A fusão de átomos de hidrogênio pesado (deutério) e mais que pesado (trítio), liberando a energia equivalente à massa de um nêutron, gera a energia do sol e das estrelas. Nunca foi controlada, Exige uma temperatura de 100 mil graus.

Com o aquecimento global, aumentam as pesquisas para ver se é possível usar a fusão a frio como uma fonte de energia segura. Até agora, é impossível. A 100 mil graus, tudo derrete.

NASCE A UNIÃO EUROPEIA

    Em 1993, depois de um atraso por causa da rejeição em plebiscito na Dinamarca, entra em vigor o Tratado de Maastricht, concluído em dezembro de 1991, para criar a União das Comunidades Europeias, fortalecer o Parlamento Europeu, criar o Banco Central da Europa (BCE) e a política externa e de segurança comum.

A integração europeia começa em 9 de maio de 1950 com o lançamento do Plano Schuman, batizado com o nome do ministro das Relações Exteriores e a França, Robert Schuman, para consolidar a paz no continente, especialmente entre a Alemanha e a França, cujo conflito histórico estava na origem das duas guerras mundiais. 

Em 1951, surge a Comissão Europeia do Carvão e do Aço para garantir o controle da produção de dois componentes básicos da indústria bélica.

A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, em 1957, e instalada em 1958 com seis países: Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo. A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido entram em 1973.

A Grécia, a Espanha e Portugal se associam nos 1980, depois de se democratizar. Quando é assinado o Tratado de Maastricht, são 12 países-membros. Com o fim da Guerra Fria, a Áustria, a Finlândia e a Suécia, países neutros, aderem em 1995.

Sua maior expansão acontece em 2004, depois das revoluções democráticas de 1989 nos países comunistas da Europa Oriental e da dissolução da União Soviética, em 1991: Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca.

A Bulgária e a Romênia entram em 2007 e a Croácia em 2013. Até hoje, só um país deixou o bloco, o Reino Unido, em 31 de janeiro de 2020, depois de um plebiscito realizado em 23 de junho de 2016. 

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 1º de Novembro

TETO DA CAPELA SISTINA

    Em 1512, a Capela Sistina, no Vaticano, é aberta ao público pela primeira vez com o teto pintado por Michelangelo Buonarrotti, um dos maiores artistas do Renascimento.

Michelangelo nasce em Caprese em 6 de março de 1475 e cresce em Florença, um dos berços do Renascimento. Aos 13 anos, torna-se um artista aprendiz. Por seu talento, recebe a proteção de Lorenzo de Medici, o governante da cidade-estado italiana.

Depois de criar algumas das esculturas mais famosas da história, a Pietà (1498) e o David (1504), vai para Roma em 1508 para pintar o teto da Capela Sistina. Ele trabalha até a morte, aos 88 anos, em 1564.

TERREMOTO DE LISBOA

    Em 1755, três tremores de terra, o mais forte de 8 a 9 pontos na escala aberta de Richter, seguidos de um maremoto com ondas de 6 metros, arrasa a capital, onde vivem 10% dos 3 milhões de portugueses, e o litoral sul de Portugal, matando de 10 a 90 mil pessoas.

O Terremoto de Lisboa é tema de reflexão de grandes filósofos do Iluminismo como o francês Voltaire, que observa: "Se Deus é misericordioso, não é todo-poderoso; se é todo-poderoso, não é misericordioso."

A cidade é reconstruída sob a orientação do Marquês de Pombal, talvez o primeiro-ministro mais poderoso de Portugal, um déspota iluminado que expulsa os jesuítas do reino.

PRESIDENTE NA CASA BRANCA

    Em 1800, o segundo presidente dos Estados Unidos, John Adams, se muda para a Casa Branca, em Washington, construída para ser a sede do governo na nova capital do país a um custo de US$ 232 mil.

A pedra fundamental é lançada pelo presidente George Washington em 13 de outubro de 1792. A Casa Branca é queimada pelos britânico em agosto de 1814 durante a Guerra de 1812, quando o Reino Unido tenta acabar com a independência dos EUA. Em 1817, o presidente James Madison volta a morar lá.

Hoje, depois de muitas reformas, a Casa Branca tem seis andares e 142 peças.

BOMBA DE HIDROGÊNIO

    Em 1952, durante a Guerra Fria, os Estados Unidos explodem no atol de Eniwetok, no Oceano Pacífico, a primeira bomba atômica de hidrogênio, Ivy Mike, reproduzindo a reação que produz a energia e a luz do sol com efeitos devastadores para dar uma superioridade temporária ao país na corrida armamentista depois da explosão da primeira bomba nuclear da União Soviética, em 29 de agosto de 1949.

A primeira bomba H tem o poder de destruição de 10,4 milhões de megatons (milhões de toneladas de dinamite). 

Mil vezes mais poderosa do que as bombas atômicas de urânio e plutônio, que usa como detonador, a bomba H teve a oposição de Robert Oppenheimer, o pai da bomba nuclear dos EUA.

Uma bomba de urânio de 15 kilotons (15 mil toneladas de dinamite) é jogada em Hiroxima, em 6 de agosto de 1945, e uma bomba de plutônio de 20 quilotons três dias depois em  Nagasáki, no Japão, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Em 12 de agosto de 1953, a URSS explode sua bomba H elevando a corrida armamentista a um novo patamar. O físico Andrei Sakharov, que depois de tornou um dissidente do regime comunista e ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1975, é o pai da bomba H soviética.

A maior explosão nuclear até hoje é um teste soviético em 23 de outubro de 1961 com uma bomba H. A Bomba Tzar é de 58 megatons. 

A fusão de átomos de hidrogênio pesado (deutério) e mais que pesado (trítio), liberando a energia equivalente à massa de um nêutron, gera a energia do sol e das estrelas. Nunca foi controlada, Exige uma temperatura de 100 mil graus.

Com o aquecimento global, aumentam as pesquisas para ver se é possível usar a fusão a frio como uma fonte de energia segura. Até agora, é impossível. A 100 mil graus, tudo derrete.

NASCE A UNIÃO EUROPEIA

    Em 1993, depois de um atraso por causa da rejeição em plebiscito na Dinamarca, entra em vigor o Tratado de Maastricht, concluído em dezembro de 1991, para criar a União das Comunidades Europeias, fortalecer o Parlamento Europeu, criar o Banco Central da Europa (BCE) e a política externa e de segurança comum.

A integração europeia começa em 9 de maio de 1950 com o lançamento do Plano Schuman, batizado com o nome do ministro das Relações Exteriores e a França, Robert Schuman, para consolidar a paz no continente, especialmente entre a Alemanha e a França, cujo conflito histórico estava na origem das duas guerras mundiais. 

Em 1951, surge a Comissão Europeia do Carvão e do Aço para garantir o controle da produção de dois componentes básicos da indústria bélica.

A Comunidade Econômica Europeia é criada pelo Tratado de Roma, em 1957, e instalada em 1958 com seis países: Alemanha Ocidental, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo. A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido entram em 1973.

A Grécia, a Espanha e Portugal se associam nos 1980, depois de se democratizar. Quando é assinado o Tratado de Maastricht, são 12 países-membros. Com o fim da Guerra Fria, a Áustria, a Finlândia e a Suécia, países neutros, aderem em 1995.

Sua maior expansão acontece em 2004, depois das revoluções democráticas de 1989 nos países comunistas da Europa Oriental e da dissolução da União Soviética, em 1991: Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca.

A Bulgária e a Romênia entram em 2007 e a Croácia em 2013. Até hoje, só um país deixou o bloco, o Reino Unido, em 31 de janeiro de 2020, depois de um plebiscito realizado em 23 de junho de 2016.

sábado, 30 de agosto de 2014

Líder polonês vai presidir Conselho Europeu

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, foi eleito hoje novo presidente executivo da União Europeia, em substituição ao ex-primeiro-ministro belga Herman van Rompuy, noticiou o jornal francês Le Monde.

A ministra do Exterior da Itália, Federica Mogherini, será a nova supercomissária para relações exteriores, no lugar da britânica Catherine Ashton. Essa indicação deixa clara a intenção dos líderes nacionais europeus de esvaziar a política externa e de segurança comum criada em 1991 pelo Tratado de Maastricht. A política externa continua sendo prerrogativa dos governos nacionais.

Uma pergunta histórica atribuída ao então secretário de Estado americano Henry Kissinger é: "Para que número eu ligo quando eu quiser falar com a Europa?"

Com os dois novos eleitos, o presidente da Comissão Europeia e o líder do país que ocupa a presidência rotativa da UE, seriam quatro, além dos líderes dos países mais importantes: Alemanha, França, Reino Unido e Itália. A pergunta continua sem resposta.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

UE ganha Prêmio Nobel da Paz de 2012

No momento mais difícil de sua história, diante da ameaça de dissolução sob o peso da crise das dívidas  públicas da Zona do Euro, a União Europeia ganhou hoje o Prêmio Nobel da Paz, um justo reconhecimento de seu papel na promoção da paz, da democracia e dos direitos humanos na Europa depois do continente ter causado duas guerras mundiais.

O comitê norueguês do Nobel, que dá o prêmio da paz, destaca a importância da integração europeia para acabar com o conflito histórico entre a Alemanha e a França, e levar a democracia ao Sul, Centro e Leste do continente.

Esse processo começa com a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (Ceca), que pretendia controlar essas duas substâncias essenciais para a fabricação de armas e, portanto, para o rearmamento da Alemanha.

Em 1957, Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo assinaram o Tratado de Roma fundando a Comunidade Econômica Europeia, instalada em 1958. Nos anos 70, entraram a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido.

Como a UE tem uma cláusula democrática, a Grécia, a Espanha e Portugal foram aceitos nos anos 80, depois de se livrar de suas ditaduras nos anos 70, elevando para 12 o número total de países-membros.

Depois do fim da Guerra Fria com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e a extinção da União Soviética, em 1991, entraram primeiro os países neutros - Áustria, Finlândia e Suécia - e, no século 21, dez países das Europas Central e Oriental - Hungria, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, as ex-repúblicas soviética da Estônia, da Letônia e da Lituânia, a Bulgária e a Romênia - e as ilhas de Chipre e Malta. A Croácia, a Sérvia e a Turquia estão negociando a associação.

Em 1991, o Tratado de Maastricht cria a União das Comunidades Europeias (UE), com o objetivo de aprofundamentar a integração política e econômica, criando uma moeda e políticas externas e de segurança comuns. Mas o colapso do comunismo na Europa Oriental, a reunificação da Alemanha e a necessidade de se abrir para o Leste mudaram o curso do projeto europeu.

Com as crises das dívidas da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália, e a resistência da Alemanha e de outros países do Norte a emprestar o dinheiro necessário, a integração europeia vive sua pior crise. O Comitê do Nobel resolveu lembrar o mundo de sua importância.

A UE é um modelo único. É uma entidade supranacional de países que decidiram ceder parte de sua soberania para uma organização interestatal de modo a garantir a paz. Entre suas principais características, estão a economia social de mercado e o fundo estrutural para transferir recursos para o desenvolvimento dos países pobres.

Neste sentido, a UE é um modelo para uma globalização social-democrata.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cavaco Silva culpa Alemanha e França pela crise

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, admitiu que a união monetária europeia tem erros de concepção, mas culpou a Alemanha e a França pela atual crise das dívidas públicas da Zona do Euro, lembrando que as duas maiores economias do grupo enviaram "um mau sinal para os mercados" em 2005, quando violaram as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento criado para sustentar o euro.

Em palestra no ciclo Europa em Debate, realizado pelo Instituto Universitário Europeu, em Florença, na Itália, Cavaco Silva argumentou que "o euro não é a causa da crise", informa o sítio de notícias Portugal Digital.

Na sua opinião, "foi a execução do Tratado de Maastricht e do Pacto de Estabilidade e Crescimento que o veio complementar, que ficou aquém do que se exigia, por irresponsabilidade da governação dos Estados e por ineficácia das instituições europeias", que fizeram "um mau escrutínio das finanças públicas de alguns países".

Cavaco Silva considerou importante "lembrar que a quebra de credibilidade do pacto" foi admitida "para que passasse incólume a violação dos limites do défice orçamental por parte da Alemanha e da França. Foi um mau sinal para os mercados: a União Europeia estava pronta a renunciar ao rigor dos critérios, em favor de considerações e circunstâncias políticas impostas por interesses nacionais".

Ele também criticou o eixo franco-alemão ao redor do qual foi construída a UE, acusando as duas maiores economias da Eurozona de,  sistemática e "sucessivamente à margem dos demais, tentarem impor soluções para a atual crise, sobrepondo-se e tornando irrelevante a iniciativas da Comissão Europeia", desvirtuando o "método comunitário".

"Em vez de uma mobilização convergente, e de uma responsabilidade solidária por parte de todos os Estados e instituições, vamos constatando a emergência de um diretório não reconhecido, sem mandato, que se sobrepõe às instituições comunitárias e limita sua margem de manobra", reclamou.

Para o presidente português, "este é um caminho errado e perigoso. Errado por que ineficaz. Perigoso por que é gerador de incertezas e desconfianças que minam o espírito da União".

A saída para a crise seria retomar a lógica que presidiu a construção da UE, que vive sua maior crise, uma ameaça ao processo de integração europeia, vital para que o continente continue a ter um peso importante nas relações internacionais.