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sábado, 25 de março de 2023

Hoje na História do Mundo: 25 de Março

MERCADO COMUM EUROPEU

    Em 1957, a Alemanha, a Bélgica, a França, a Holanda, a Itália e Luxemburgo assinam o Tratado de Roma e criam a Comunidade Econômica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia de Energia Atômica (Euratom) para promover integração, a paz e o desenvolvimento na Europa depois de duas guerras mundiais.

 

A integração europeia começa com o Plano Schuman. Em 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, propõe a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) para controlar a produção de matérias-primas essenciais à indústria bélica e assim garantir a paz na Europa. A CECA nasce no ano seguinte, com os mesmos países que formariam a CEE.

A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido entram em 1973. Depois da democratização nos 1970, é a vez de Grécia em 1981, e Portugal e Espanha em 1986. É a Europa dos 12. Neste mesmo ano, é assinado o Ato Único Europeu, que cria o mercado único, abolindo as restrições à circulação de mercadorias e cidadãos.

Em 1992, o Tratado de Maastricht, cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia (UE), o nome atual do bloco. Com o fim da Guerra Fria, em 1995, aderem três países neutros: Áustria, Finlândia e Suécia. 

No mesmo ano, é assinado o Acordo de Schengen, que abole as fronteiras internas, com a exceção de Reino Unido e Irlanda por causa da guerra civil na Irlanda do Norte e do terrorismo do Exército Republicano Irlandês (IRA).

Outro marco importante da integração é a adoção de uma moeda comum, o euro, que entra em circulação em 1º de janeiro de 2002, depois de ser usado por três anos como moeda contábil.

Como havia o compromisso histórico de integrar os países da Europa Oriental quando se tornassem democracias com economia de mercado, em 2004, houve uma grande ampliação, com a entrada de Polônia, Hungria, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia, Chipre e Malta. Bulgária e Romênia aderem em 2007.

Hoje, Albânia, Macedônia do Norte, Montenegro e Sérvia estão negociando o acesso ao bloco. Bósnia-Herzegovina, Moldova e Ucrânia são candidatas.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

UE ganha Prêmio Nobel da Paz de 2012

No momento mais difícil de sua história, diante da ameaça de dissolução sob o peso da crise das dívidas  públicas da Zona do Euro, a União Europeia ganhou hoje o Prêmio Nobel da Paz, um justo reconhecimento de seu papel na promoção da paz, da democracia e dos direitos humanos na Europa depois do continente ter causado duas guerras mundiais.

O comitê norueguês do Nobel, que dá o prêmio da paz, destaca a importância da integração europeia para acabar com o conflito histórico entre a Alemanha e a França, e levar a democracia ao Sul, Centro e Leste do continente.

Esse processo começa com a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (Ceca), que pretendia controlar essas duas substâncias essenciais para a fabricação de armas e, portanto, para o rearmamento da Alemanha.

Em 1957, Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo assinaram o Tratado de Roma fundando a Comunidade Econômica Europeia, instalada em 1958. Nos anos 70, entraram a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido.

Como a UE tem uma cláusula democrática, a Grécia, a Espanha e Portugal foram aceitos nos anos 80, depois de se livrar de suas ditaduras nos anos 70, elevando para 12 o número total de países-membros.

Depois do fim da Guerra Fria com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e a extinção da União Soviética, em 1991, entraram primeiro os países neutros - Áustria, Finlândia e Suécia - e, no século 21, dez países das Europas Central e Oriental - Hungria, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, as ex-repúblicas soviética da Estônia, da Letônia e da Lituânia, a Bulgária e a Romênia - e as ilhas de Chipre e Malta. A Croácia, a Sérvia e a Turquia estão negociando a associação.

Em 1991, o Tratado de Maastricht cria a União das Comunidades Europeias (UE), com o objetivo de aprofundamentar a integração política e econômica, criando uma moeda e políticas externas e de segurança comuns. Mas o colapso do comunismo na Europa Oriental, a reunificação da Alemanha e a necessidade de se abrir para o Leste mudaram o curso do projeto europeu.

Com as crises das dívidas da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália, e a resistência da Alemanha e de outros países do Norte a emprestar o dinheiro necessário, a integração europeia vive sua pior crise. O Comitê do Nobel resolveu lembrar o mundo de sua importância.

A UE é um modelo único. É uma entidade supranacional de países que decidiram ceder parte de sua soberania para uma organização interestatal de modo a garantir a paz. Entre suas principais características, estão a economia social de mercado e o fundo estrutural para transferir recursos para o desenvolvimento dos países pobres.

Neste sentido, a UE é um modelo para uma globalização social-democrata.