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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Casa Branca articula encontro entre presidentes dos EUA e do Irã

O presidente Donald Trump está disposto a aceitar uma proposta da França para abrir uma linha de crédito de US$ 15 bilhões para aliviar as sanções a que a República Islâmica está submetida pelos Estados Unidos. O Japão colaboraria no relaxamento das sanções. Isto viabilizaria um encontro de Trump com o presidente do Irã, aiatolá Hassan Rouhani, durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no fim do deste mês.

Em troca, o Irã voltaria a cumprir o acordo nuclear assinado em 2015 com o governo Barack Obama, as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar o programa nuclear militar iraniano e evitar que o país fabrique armas atômicas.

O acordo foi uma das grandes realizações de política externa de Obama. Afinal, os Estados Unidos e o Irã não mantêm relações diplomáticas desde a ocupação da embaixada americana em Teerã por 444 dias, a partir de 4 de novembro de 1979, nove meses depois da revolução islâmica, que derrubou o xá Reza Pahlevi, aliado de Washington, e levou o regime dos aiatolás ao poder.

Sob protesto do Irã, Trump abandonou o acordo em 8 de maio de 2018, sob a orientação do então conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, o advogado e embaixador linha-dura John Bolton, que caiu há dois dias. 

Bolton queria mudança de regime em Teerã. Chegou a defender um bombardeio ao Irã depois de um ataque a um drone americano no Golfo Pérsico. Também era a favor do uso da força na Coreia do Norte e na Venezuela. Meu comentário:

quinta-feira, 16 de julho de 2015

BCE amplia ajuda de emergência a bancos da Grécia

Um dia depois que o Parlamento da Grécia aprovou o novo programa de ajuda proposto pelos sócios da Zona do Euro, o Banco Central Europeu (BCE) ampliou hoje em 900 milhões de euros a linha de crédito de emergência para evitar a falência dos bancos gregos.

Em entrevista coletiva, o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi, justificou a medida tendo em vista "diversos avanços positivos" nas negociações da Grécia com os credores internacionais para acertar o terceiro programa de resgate financeiro da dívida pública do país.

Os bancos gregos estão fechado desde 29 de junho. Os correntistas só podem sacar 60 euros por dia por conta bancária. A ajuda de liquidez de emergência já era de 89 milhões. Houve um aumento pequeno, mas indica a disposição do BCE de evitar um colapso do sistema financeiro da Grécia.

Com conflitos na rua entre a polícia e manifestantes contrário ao acordo, e apesar dos votos contrários de 39 deputados do partido do governo, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), o Parlamento da Grécia aprovou ontem o acordo por 229 a 64, com seis abstenções.

Horas antes, a Assembleia Nacional e o Senado da França aprovaram o acordo sem problemas. A maior dificuldade deve ocorrer no Parlamento da Alemanha, onde há forte resistência da opinião pública em emprestar mais dinheiro à Grécia. A votação em Berlim será amanhã.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

China dá crédito de US$ 5,3 bilhões ao Equador

Sob pressão da queda nos preços internacionais do petróleo, o Equador terá acesso a uma linha de crédito de US$ 5,3 bilhões aberta pelo Banco de Exportações e Importações da China, revelou hoje a agência de notícias Bloomberg.

Em nota, o ministro das Finanças equatoriano declarou que o país deve investir US$ 1,5 bilhão em obras de infraestrutura de irrigação e transportes.

O petróleo é o principal produto de exportação do Equador, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), e o governo foi obrigado a cortar gastos no valor de US$ 1,5 bilhão por causa da baixa de 50% nos preços do produto nos últimos seis meses.

O presidente Rafael Correa foi à China atrás do empréstimo. O próximo é o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Seu país, riquíssimo em petróleo, enfrenta situação econômica muito mais difícil por causa dos desvarios da revolução chavista e seu fracassado socialismo do século 21.

Com seu apetite por matérias-primas, abalado pela desaceleração da economia, a China se tornou nos últimos anos o maior parceiro comercial da América Latina.