A França tem um novo herói nacional, um mártir na guerra contra o terrorismo: morreu o policial Arnaud Beltrame, de 44 anos, que trocou de lugar com uma mulher ontem durante sequestro num supermercado da cidade de Trèbes. Além do terrorista, o marroquino Redouane Lakdim, três pessoas morreram no ataque. O policial é a quarta vítima fatal. Outras 15 pessoas saíram feridas.
"Ele deu sua vida para proteger nossos concidadãos. É um "herói caído" e merece "o respeito e a admiração da nação inteira", declarou o presidente Emmanuel Macron. Ele "fez a escolha, com risco para sua vida, de tomar o lugar de reféns detidos no supermercado", disse ontem o procurador-geral François Molins. "Deixou seu telefone ligado sobre uma mesa e assim que percebemos o som dos tiros o GIGN (Grupo de Intervenção da Gendarmeria Nacional) entrou em ação." É o grupo tático da polícia francesa.
Lakdim feriu o motorista e matou um passageiro ao roubar um carro ontem de manhã na cidade vizinha de Carcassonne, capital do departamento de Aude, no Sul da França. De lá, foi para Trèbes, onde invadiu um supermercado e tomou reféns. Beltrame trocou de lugar com uma mulher. Dois reféns e o policial morreram.
"Morreu pela pátria! Jamais a França esquecerá seu heroísmo, sua bravura e seu sacrifício", escreveu no Twitter o ministro do Interior, Gérard Collomb.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 24 de março de 2018
sexta-feira, 23 de março de 2018
Ação terrorista deixa quatro mortos e 16 feridos na França
Um marroquino foi morto hoje pela polícia depois de tomar reféns e se entrincheirar num supermercado da cidade de Trèbes, no Sul da França. Ele matou três pessoas e feriu outras 16. Duas estão em estado grave, inclusive um policial que trocou de lugar com uma refém.
O terrorista, que havia jurado lealdade à organização Estado Islâmico, foi identificado como Redouane Lakdim, de 26 anos, residente em Carcassonne, onde começou a ação, encerrada com sua morte às 14h30 pela hora local (10h30 em Brasília).
Lakdim roubou um carro em Carcassone, capital do departamento de Aude, matando um passageiro e ferindo o motorista. Em seguida, foi para a cidade de Trèbes, onde tomou reféns num supermercado, logo cercado pela polícia.
Durante o cerco, o terrorista exigiu a libertação de Salah Abdeslam, único sobrevivente do grupo responsável pelos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris. Quando ouviu tiros, a polícia invadiu a loja e matou o terrorista, que havia sido detido antes por posse e uso de drogas.
Em entrevista coletiva em Bruxelas, ao lado da chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, o presidente Emmanuel Macron confirmou "se tratar de um ataque terrorista".
Ao chegar a Trèbes, o ministro do Interior francês, Gérard Collomb, revelou que Lakdim "era conhecido [pela polícia] por ter cometido pequenos delitos. Nós o seguíamos e não pensávamos que não havia se radicalizado, mas ele passou a agir bruscamente".
Em comunicado divulgado via Internet, o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, descrevendo Lakdim como um de seus soldados. Ele era um salafista ativo nas redes sociais.
Desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, 2.365 pessoas foram mortas e cerca de 8,8 mil feridas em ataques terroristas na Europa, inclusive na Rússia e na Turquia.
O terrorista, que havia jurado lealdade à organização Estado Islâmico, foi identificado como Redouane Lakdim, de 26 anos, residente em Carcassonne, onde começou a ação, encerrada com sua morte às 14h30 pela hora local (10h30 em Brasília).
Lakdim roubou um carro em Carcassone, capital do departamento de Aude, matando um passageiro e ferindo o motorista. Em seguida, foi para a cidade de Trèbes, onde tomou reféns num supermercado, logo cercado pela polícia.
Durante o cerco, o terrorista exigiu a libertação de Salah Abdeslam, único sobrevivente do grupo responsável pelos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris. Quando ouviu tiros, a polícia invadiu a loja e matou o terrorista, que havia sido detido antes por posse e uso de drogas.
Em entrevista coletiva em Bruxelas, ao lado da chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, o presidente Emmanuel Macron confirmou "se tratar de um ataque terrorista".
Ao chegar a Trèbes, o ministro do Interior francês, Gérard Collomb, revelou que Lakdim "era conhecido [pela polícia] por ter cometido pequenos delitos. Nós o seguíamos e não pensávamos que não havia se radicalizado, mas ele passou a agir bruscamente".
Em comunicado divulgado via Internet, o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque, descrevendo Lakdim como um de seus soldados. Ele era um salafista ativo nas redes sociais.
Desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, 2.365 pessoas foram mortas e cerca de 8,8 mil feridas em ataques terroristas na Europa, inclusive na Rússia e na Turquia.
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