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terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Israel propõe nova trégua de uma semana para libertar reféns

Israel propõe uma nova trégua de uma semana, para permitir a libertação de reféns israelenses a serem trocados por prisioneiros palestinos de interesse do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), responsável pelo ataque terrorista que matou cerca de 1.140 pessoas, de acordo com o último número divulgado por Israel, e sequestrou cerca de 250. O principal líder político do Hamas, Ismail Haniya, vai nesta quarta-feira ao Cairo, a capital do Egito, para fechar o acordo.

A metade da população de Gaza está passando fome e 90% passam várias vezes um dia inteiro sem comer, denuncia o Escritório de Coordenação das Nações Unidas para Ações Humanitárias. Sem água comida e instalações sanitárias, o UNICEF (Fundo da ONU para a Infância) considera Gaza o pior lugar do mundo para crianças hoje e adverte que o número de crianças mortas por doenças pode superar o de crianças mortes por bombardeios.

Apesar da formação de uma aliança de 10 países para garantir a segurança da navegação no Mar Vermelho, os rebeldes hutis, apoiados pelo Irã, prometem os ataques sob a alegação de que travam "uma guerra moral".

Só 33% dos norte-americanos aprovaram a condução da guerra pelo presidente Joe Biden, indica uma pesquisa do jornal The New York Times e do Siena College. O principal motivo é o apoio incondicional a Israel.

O Conselho de Segurança da ONU adiou mais uma vez a votação de um projeto de resolução para "suspensão urgente das hostilidades" na busca de um texto que não seja vetado pelos Estados Unidos. Meu comentário:

quarta-feira, 18 de março de 2015

Apuração confirma vitória de Netanyahu em Israel

Com 99% das urnas apuradas, o partido Likud, do primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu, venceu as eleições em Israel, elegendo 30 dos 120 deputados da Knesset, o Parlamento israelense, contra 24 da União Sionista, liderada por Isaac Herzog, do Partido Trabalhista, noticiou o jornal Haaretz. Em terceiro lugar, ficou a Lista Conjunta, uma aliança de partidos árabes, com 14 cadeiras.

As eleições convocadas pelo chefe de governo no segundo ano de um mandato de quatro anos quase entregaram o poder à oposição. Nas últimas pesquisas pré-eleitorais, a US liderava com quatro deputados de vantagem.

Netanyahu fez um apelo desesperado no último momento, canibalizando os votos de seus aliados à direita com a promessa de não permitir a criação de um país para o povo palestino. Isso agrada aos colonos assentados na Cisjordânia ocupada, mas isola Israel internacionalmente ao enterrar o processo de paz mediado pelos Estados Unidos. As colônias em territórios ocupados violam o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, que proíbe a guerra de conquista.

No discurso da vitória, o primeiro-ministro prometeu procurar os partidos religiosos e de direita para negociar a formação do novo "governo forte para proteger a segurança e o bem-estar". Deve ser mais de direita e mais isolado internacionalmente.

Depois de mais esta vitória, que lhe dá um quarto mandato, Netanyahu se prepara para superar o fundador de Israel, David ben Gurion, como chefe de governo que ficou mais tempo no poder no país.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) deve procurar o reconhecimento de um Estado Nacional palestino através de organizações internacional. Já aderiu ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Diante do colapso total do processo de paz, vai denunciar Israel por crimes de guerra acirrando ainda mais o conflito.

terça-feira, 17 de março de 2015

Netanyahu vence eleições em Israel, indica pesquisa de boca de urna

O partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, venceu as eleições parlamentares de hoje em Israel, indicou uma pesquisa de boca de urna do Canal 2 da televisão israelense, que dá 28 deputados ao partido, batendo a União Sionista, liderada por Isaac Herzog, que conquistaria 27 cadeiras. Outras duas pesquisas indicam empate em 27 deputados.

Netanyahu agradeceu aos militantes do partido por "uma grande vitória", mas Herzog não se deu por vencido. O líder trabalhista declarou que os "partidos de centro" estão prontos para governar Israel.

Nos últimos dias, as pesquisas davam vantagem à US com quatro deputados de vantagem, o que levou Netanyahu a fazer apelos desesperados, inclusive de não permitir a criação de uma pátria para o povo palestino.

Quando forem conhecidos os resultados definitivos, o presidente deve convidar o líder do partido com mais deputados para formar um governo. Como a maioria na Knesset, o Parlamento de Israel, é de 61 deputados, haverá um período para formação de um governo de coalizão.

Além do maior número de deputados, se a pesquisa de boca de urna se confirmar, Netanyahu ainda teria mais parceiros em potencial para formar uma coligação de governo que poderia se situar ainda mais à direita.

Com medo de perder as eleições, nos últimos dias, o primeiro-ministro radicalizou, canibalizando os votos de suas aliados à direita com a promessa de impedir o surgimento de uma Palestina independente.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Netanyahu: "Se eu for eleito, não haverá Estado palestino"

Num apelo desesperado para não perder as eleições de amanhã em Israel, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu enterrou definitivamente seu compromisso com a paz baseada em dois países, um israelense e outro palestino, convivendo lado a lado, informa o jornal liberal Haaretz.

As últimas pesquisas indicam uma vantagem de quatro deputados para a União Sionista, liderada por Isaac Herzog, do Partido Trabalhista, favorável às negociações de paz com a Autoridade Nacional Palestina e à criação de uma pátria para o povo palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

"Se eu for eleito, não haverá Estado palestino", declarou Netanyahu. Numa última tentativa de tirar votos do partido de ultradireita Casa Judaica, que defende a manutenção das colônias implantadas ilegalmente nos territórios árabes ocupados, o chefe de governo de Israel abandonou a proposta de paz que prevê a criação de uma Palestina independente, feita em discurso na Universidade Bar-Ilan, em 2009.

Em entrevista a um sítio do magnata americano Sheldon Adelson, o líder do partido Likud acusou mais uma vez a esquerda de comprometer a segurança de Israel: "Acredito que qualquer um que se mude para estabelecer um Estado palestino e evacuar territórios está cedendo território para ataques de radicais islamitas contra Israel. A esquerda enterrou sua cabeça na areia e ignorou isso várias vezes, mas nós somos realistas e entendemos."

Se a União Sionista vencer amanhã, "vai se associar à comunidade internacional e suas propostas" como o congelamento das colônias na Cisjordânia ocupada, inclusive no setor oriental (árabe) de Jerusalém, e o retorno de Israel às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Durante visita nesta segunda-feira ao assentamento de Bar Homa, no setor árabe de Jerusalém, Netanyahu afirmou que uma vitória da oposição, o "Hamastão B" incluiria a parte oriental da cidade: "Se Tzipi [Livni] e Bougie [Isaac Herzog] formarem um governo, o Hamastão B será estabelecido aqui."

O primeiro Hamastão seria a Faixa de Gaza, onde no ano passado Netanyahu travou mais uma guerra inútil sem conseguir destruir o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

quinta-feira, 12 de março de 2015

Última pesquisa dá vantagem à oposição nas eleições em Israel

Na última pesquisa do jornal liberal Haaretz antes das eleições de 17 de março de 2015 em Israel, a União Sionista, liderada pelo Partido Trabalhista aparece em primeiro lugar, com 24 deputados, seguida pelo partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Em terceiro lugar, ficou a Lista Conjunta, que reúne partidos da minoria árabe, com 13 cadeiras. Logo atrás, vem o partido Existe Futuro, do ex-apresentador de televisão Yair Lapid, com 12. O ultradireitista Casa Judaica e o partido Todos Nós elegeriam 12 deputados.

Cerca de 74% dos entrevistados manifestaram a intenção de votar. Para chefiar o futuro governo, 48% preferem Netanyahu e 34% o líder trabalhista, Isaac Herzog.

terça-feira, 3 de março de 2015

Líder da oposição em Israel ataca discurso de Netanyahu

O líder do Partido Trabalhista e da coalizão União Sionista, Isaac Herzog, que estão praticamente empatados com a coligação governista nas pesquisas sobre as eleições de 17 de março em Israel, acusou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de fazer um discurso eleitoreiro no Congresso dos Estados Unidos "que não vai mudar nada" a não ser dividir o apoio americano a Israel.

"A meta é a mesma: esterilizar ou neutralizar o potencial nuclear do Irã, negar as armas nucleares ao Irã", declarou o líder trabalhista em entrevista de rádio citada pelo jornal The Times of Israel. "Mas a disputa entre nós é prática: como vamos conquistar este objetivo."

Herzog acrescentou: "Pregar para o coro no Congresso não vai mudar nada. No fim das contas, vai azedar a atmosfera e as relações com o governo" dos EUA.

A Casa Branca reagiu com indignação, alegando que Netanyahu está duvidando do compromisso americano com a segurança de Israel.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pesquisa dá vitória a Netanyahu em Israel

O partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, é o favorito para ganhar as eleições parlamentares de 17 de março de 2015 em Israel, conquistando 25 das 120 cadeiras da Knesset, a Câmara dos Deputados do país, indicou hoje uma pesquisa do jornal liberal Haaretz.

São três cadeiras a mais do que na pesquisa anterior. Assim, o Likud ultrapassa o Campo Sionista, a coligação liderada pelo Partido Trabalhista, em que o candidato a chefe de governo é Isaac Herzog, que elegeria 23 deputados.