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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 31 de julho

 MORRE FUNDADOR DA ORDEM DOS JESUÍTAS

    Em 1556, morre em Roma, na Itália, Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, a ordem dos jesuítas, que congrega missionários e educadores, dentro da Contrarreforma, a reação da Igreja Católica Apostólica Romana à Reforma Protestante, e tem papel fundamental na colonização da América Latina.

Inácio nasce no castelo da família Loyola em 1491. Treinado como cavaleiro, é ferido nas duas pernas durante o cerco de Pamplona pela França em maio de 1521. Durante a convalescença, lê a Bíblia e histórias de santos. Decide então levar uma vida austera como os santos católicos.

Em 1522, Inácio de Loyola peregrina a Montserrat, onde há uma escultura da Virgem Maria e do Menino Jesus supostamente esculpida por São Lucas. No ano seguinte, vive como um mendigo e reza sete horas por dia. Em 1523, vai a Jerusalém.

De volta à Espanha, em 1524, decida-se aos estudos em Barcelona e na Universidade de Alcalá para preparar sua missão espiritual. O movimento jesuíta nasce em 1534, quando Inácio de Loyola e seguidores fazem votos de pobreza e castidade, e fazem planos para ir a Jerusalém converter os muçulmanos.

Como as guerras do Império Otomano tornam inviável a missão em Jerusalém, eles vão a Roma e pedem permissão ao papa para criar uma ordem religiosa. Em setembro de 1540, o papa Paulo III aprova o projeto. Quando o fundador morre, a ordem tem mais de mil padres.

A Igreja Católica canoniza Santo Inácio de Loyola em 1622. Durante a onda nacionalista do século 18, vários países proíbem a atuação da Companhia de Jesus, inclusive Portugal, em 1579, por ordem do então primeiro-ministro, o Marquês do Pombal.

Sob pressão da Dinastia de Bourbon, o papa Clemente XVI extingue a ordem dos jesuítas em 1773. Em 1814, o papa Pio VII reabilita os jesuítas.

FIM DA SEGUNDA GUERRA ANGLO-HOLANDESA

    Em 1667, o Tratado de Breda acaba com a Segunda Guerra Anglo-Holandesa (1665-67) e transfere o controle da Nova Holanda para a Inglaterra, que a transforma em Nova Jérsei e Nova York.

O acordo de paz é assinado entre a Inglaterra, de um lado, e a Holanda, a França e a Dinamarca, do outro. A Holanda tem vantagem na guerra, travada sobretudo no mar. É forçada a negociar a paz quando a França de Luís XIV, o Rei Sol, invade os Países Baixos Espanhóis, hoje Bélgica e Luxemburgo, na Guerra da Devolução (1667-68).

Sob pressão da Holanda, a Inglaterra muda as leis de navegação para permitir que navios holandeses transportem produtos ingleses no Rio Reno e incorporar vários aspectos das regras holandesas de comércio, inclusive o conceito de contrabando.

A posição dominante da Holanda no comércio internacional não é abalada. Os ingleses não conseguem conquistar parte do comércio de especiarias (cravo, canela, noz moscada e pimenta do reino). Mas recebem a Nova Holanda (Nova Jérsei e Nova York) e retomam da França as ilhas de Antigua, Montserrat e São Cristóvão, no Mar do Caribe. 

A Holanda fica com a Guiana Holandesa e as Índias Orientais Holandesas (hoje Indonésia). A França mantém a Guiana Francesa e retoma da Inglaterra a região da Acádia, que incluía o que hoje são as províncias canadenses do Quebec, da Nova Escócia, da Nova Brunswick, a ilha Príncipe Eduardo e parte do estado do Maine, hoje território dos Estados Unidos.

FURACÕES AFUNDAM GALÕES CHEIOS DE OURO 

    Em 1715, um furacão arrasa a costa da Flórida e afunda onze galeões da Frota da Prata da Espanha carregados de tesouros da América.

Cerca de mil pessoas morrem. O ouro e a prata só são recuperados 250 anos mais tarde.

Desde a descoberta de metais preciosos na América, a Espanha manda ao Novo Mundo navios fortificados para resistir à pirataria, mas eles pouco podem fazer contra as tempestades.

A frota espanhola zarpa de Cuba sete dias antes. Quando está na costa da Flórida, entre Cabo Canaveral e Forte Pierce, o furacão ganha força e destrói 11 dos 12 navios.

FIDEL TRANSFERE PODERES AO IRMÃO

    Em 2006, o ditador cubano Fidel Castro sofre uma hemorragia intestinal, vai para o hospital e transfere os poderes a seu irmão, o vice-presidente Raúl Castro.


Fidel deixa oficialmente a Presidência em 24 de fevereiro de 2008 e a liderança do Partido Comunista em 19 de abril de 2011, cinco anos e meio antes de morrer, em 25 de novembro de 2016.

Fidel é um jovem advogado quando assalta o Quartel Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1952. Preso, ao se defender, pronuncia uma frase histórica: "A história me absolverá."

Anistiado, ele foge para o México e volta com um grupo de rebeldes que inicia uma guerrilha na Sierra Maestra que marcha até Havana e toma o poder em 1º de janeiro de 1959. Fidel implanta o regime comunista e fica no poder por cinco décadas. Ao sair, diz que não pode se apegar a cargos.

ASSASSINADO LÍDER DO HAMAS

    Em 2024, o dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Ismail Haniya, morre atentado em Teerã, onde era hóspede oficial da República Islâmica do Irã para assistir à posse do presidente Masoud Pezeshkian. O regime fundamentalista iraniano acusa Israel, que está em guerra com o Hamas desde o ataque terrorista do grupo em 7 de outubro de 2023.

Em 24 horas, Israel ataca dois líderes de grupos do chamado Eixo da Resistência apoiados, financiados e armados pelo Irã. Fuad Chukr é descrito pelas Forças Armadas israelenses o como "principal comandante militar" da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus). Morre em bombardeio no bairro de Dahiya, um reduto do Hesbolá no Sul de Beirute. Ao que tudo indica, Israel também mata o líder supremo do Hamas na capital do Irã, mas não assume a autoria.

Desde o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, Israel jura de morte e mata os principais líderes do Hamas: Haniya, o líder máximo; Mohamed Deif, o comandante militar do grupo, morto em bombardeio na Faixa de Gaza; e Yahya Sinwar, o líder do Hamas em Gaza, considerado o principal responsável pelo 7 de outubro, também em Gaza.

Os três líderes do Hamas tinham ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o então ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, ainda têm, pelo mesmo motivo.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Morte de Sinwar cria oportunidade de acabar guerra em Gaza

 Israel atingiu um de seus objetivos na guerra. Matou os três principais líderes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas): o líder político, Ismail Haniya; o comandante militar, Mohamed Deif; e agora o líder na Faixa de Gaza, Yahya Sinwar, principal responsável pelo ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, morte anunciada hoje. 

É uma oportunidade para Israel declarar vitória e retomar as negociações para cessar-fogo e trocar reféns israelenses por presos palestinos, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu insiste em continuar a guerra, a não ser que o Hamas se renda.

O chefe de governo de Israel festejou a morte como uma "vitória do bem contra o mal" e o fim do domínio do Hamas sobre Gaza. Ele afirmou que os milicianos que ainda mantêm reféns israelenses têm uma chance de libertá-los para salvar suas vidas. E acrescentou que a libertação dos reféns tornaria o fim da guerra mais próximo: "Esta guerra pode acabar amanhã, se o Hamas depuser as armas e entregar os reféns."

Sinwar foi morto na quarta-feira durante uma patrulha de rotina que viu suspeitos entrando num edifício, o bombardeou com tanques e fez uma inspeção com drones que localizaram o terrorista, mas sua identidade só foi descoberta no dia seguinte.

Nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden, que há meses tenta negociar uma trégua para troca de reféns por presos, declarou que é um "bom dia" para Israel para os EUA e para o mundo, e uma oportunidade para um acordo de paz definitivo que dê "um futuro melhor a israelenses e palestinos": "É hora de acabar com a guerra e de trazer os reféns de volta para casa", disse Biden.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também pediu um cessar-fogo em Gaza e o fim da ofensiva de Israel no Líbano, uma antiga colônia francesa.

A proposta defendida pelos EUA e países árabes aliados prevê uma trégua para a libertação dos reféns em troca de garantias de vida para os milicianos que os entregarem e do reinício das negociações no Cairo para acabar com a guerra.

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Líder supremo do Hamas é assassinado em Teerã

 O dirigente máximo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Ismail Haniya, foi morto na madrugada de hoje em Teerã por um objeto que veio do ar, provavelmente um drone, anunciou a República Islâmica do Irã, que acusou Israel. O Hamas está em guerra com Israel há quase 300 dias.

Em 24 horas, Israel atacou dois líderes de grupos do chamado Eixo da Resistência apoiados, financiados e armados pelo Irã. Fuad Chukr era descrito pelas Forças Armadas israelenses o "principal comandante militar" da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus). Foi morto em bombardeio no bairro de Dahiya, um reduto do Hesbolá no Sul de Beirute. Hoje, ao que tudo indica, Israel matou o líder supremo do Hamas na capital do Irã, mas não assumiu a autoria.

Desde o ataque terrorista de 7 de outubro do ano passado, que deu início à atual guerra, Israel jurou de morte os principais líderes do Hamas: Haniya, o líder máximo; Mohamed Deif, o comandante militar do grupo, que Israel diz que pode ter matado em bombardeio na Faixa de Gaza; e Yahya Sinwar, o líder do Hamas em Gaza.

O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI) pediu a prisão desses três líderes do Hamas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, por crimes de guerra.

Haniya era considerado relativamente moderado. Convenceu o Hamas a participar de eleições e governar. Era o principal negociador da trégua em discussão há meses para permitir uma troca de reféns israelenses por palestinos presos em Israel. Por enquanto, as negociações de cessar-fogo devem ser abandonadas.

Como o assassinato de Haniya foi em Teerã, a retaliação iraniana é inevitável. A resposta deve vir através das milícias aliadas. Aumenta o risco de uma guerra total entre Israel e o Hesbolá.

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Procurador do TPI pede prisão de líderes de Israel e Hamas

 Num dos processos mais sensíveis desde a criação do Tribunal Penal Internacional (TPI), o procurador-geral, o jurista britânico Karim Khan, pediu na segunda-feira a prisão dois líderes de Israel e três do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) por crimes de guerra cometidos durante o ataque terrorista de 7 de outubro a Israel e a guerra subsequente na Faixa de Gaza. A decisão de três juízas deve sair em duas a três semanas, mas pode demorar meses.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, são acusados de crimes contra humanidade por extermínio, assassinato, perseguições e outros atos desumanos e de crimes de guerra por morte de civis, atentado à integridade física e mental, tratamento cruel, ataques intencionais contra civis e por submeter a população palestina à fome.

A palavra extermínio tem peso especial porque é o que caracteriza o crime de genocídio, que está sendo discutido no Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas a pedido da África do Sul e de outros países.

Os líderes do Hamas, o chefe na Faixa de Gaza, Yahya Sinwar, considerado o principal mentor do ataque de 7 de outubro, o comandante militar, Mohammed Deif, e o mais alto dirigente político do grupo, Ismail Haniya, são denunciados por crimes de guerra e contra a humanidade por extermínio, assassinato, sequestro, tortura, tratamento cruel, atentado à dignidade da pessoa humana, violações e violência sexual de pessoas em cativeiro.

Israel não aderiu ao Estatuto de Roma. Não é um país-membro do TPI. Os Estados Unidos, a China, a Rússia e o Catar, onde vive a liderança do Hamas, também não. Grandes potências não submetem seus cidadãos a jurisdição de tribunais internacionais. Mas a Palestina faz parte. Da mesma forma, o sequestro e deportação de crianças ucranianas que justifica o pedido de prisão do ditador russo, Vladimir Putin, em março do ano passado, aconteceu em território ucraniano e a Ucrânia é um país-membro do TPI.

A ordem de prisão era esperada há semanas. A expectativa é que incluísse o comandante das Forças Armadas de Israel, general Herzi Halevi. O procurador Karim Khan avisou que pode haver novas denúncias.

Netanyahu protestou contra "um ultraje de proporções históricas" ao ser equiparado a um grupo terrorista, atribuiu o pedido de prisão "ao fogo do antissemitismo que se alastra pelo mundo" e prometeu continuar a guerra até a vitória toral. Mas o jornal liberal israelense Haaretz observa que o pedido do procurador "cria uma equivalência jurídica e moral". 

Os EUA e a Alemanha defenderam Israel. O presidente Joe Biden afirmou que "não há equivalência entre Israel e o Hamas" e que "a guerra em Gaza não é genocídio". O secretário de Estado, Antony Blinken, expressou a "total rejeição" dos EUA à decisão e advertiu que "pode prejudicar as negociações de cessar-fogo", o que é um exagero porque os dois lados foram denunciados. A França apoiou a "independência do tribunal" na "luta contra a impunidade".

Sempre se colocando na posição de vítima, o Hamas "condena firmemente" a decisão do procurador por "igualar a vítima ao agressor".

Khan se baseou em depoimentos dos sobreviventes e declarações dos acusados. Em 9 de outubro, o ministro da Defesa de Israel anunciou "um cerco total a Gaza", deixando o território palestino sem energia elétrica, água e comida e bloquear a entrada de ajuda humanitária. "Nós combatemos animais humanos", declarou na época Gallant.

A advogada Amal Clooney, mulher do ator George Clooney, fez parte da equipe que revisou as acusações do procurador-geral para ver se estão de acordo com os estatutos do tribunal. Ela comentou que "a lei que protege civis na guerra foi desenvolvida há mais de 100 anos e se aplica a todos conflitos do mundo independentemente da razão dos conflitos."

"Como advogada defensora dos direitos humanos, não posso aceitar que uma criança valha mais do que outra", acrescentou Ms Clooney. "Não aceito que nenhum conflito esteja fora do alcance da lei nem que qualquer agressor esteja acima da lei."

No passado, além de Putin, o tribunal pediu a prisão do ditador do Sudão Omar Bachir pelo Genocídio de Darfur e do ditador da Líbia Muamar Kadafi.

O caso, em princípio, não altera a realidade no campo de batalha, a não ser que Israel se contenha para mostrar que não comete os crimes imputados. Mas vai aumentar a pressão nos EUA e na Europa contra a venda de armas a Israel.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Irã promete responder a "toda ameaça" dos EUA

 Num desafio aos Estados Unidos, o Irã declara que não quer a guerra, mas não vai fugir da luta. O presidente Joe Biden avisou que já decidiu como contra-atacar depois da morte de três soldados norte-americanos em ataque na Jordânia no domingo passado e prometeu punir quem armou a milícia responsável pelo bombardeio.

“Ouvimos ameaças de altos funcionários dos EUA de ataques ao Irã. Já nos testaram e nos conhecemos. Não vamos deixar nenhuma ameaça sem resposta. Não queremos a guerra, mas não temos medo dela”, declarou o comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, general Hossein Salami.

Nem os EUA nem o Irã quer a guerra, mas o risco de acidentes, erros de cálculos e escaladas inesperadas sempre existe.

A estratégia de dissuasão de Washington não funcionou até agora porque as milícias financiadas, treinados e armadas pelo Irã ganham prestígio, apoio político e mais recursos ao enfrentar os EUA. Mas a trégua anunciada pelo grupo iraquiano Kataib Hesbolá (Batalhões do Partido de Deus), acusado pelo Pentágono pelo ataque, indica que sofreu pressões do Irã e do Iraque.

Essas milícias que ameaçam a segurança internacional, grupos armados não estatais, têm alguma autonomia, mas dependem de países para receber armas, dinheiro, cobertura diplomática e proteção.

A melhor maneira de conter o risco de uma grande conflagração no Oriente Médio é acabar com a guerra inicial entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). O líder supremo do Hamas, Ismail Haniya, é esperado no Cairo para acelerar as negociações para um cessar-fogo e a troca de reféns israelenses por presos palestinos, a esperança de início do fim da guerra.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Líder do Hamas pede aos EUA fim da guerra e da ocupação

Em apelo ao secretário de Estado norte-americano, que começou nesta sexta-feira a quarta viagem ao Oriente Médio desde o início da guerra, o líder político do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Ismail Haniya, pediu o fim da ofensiva e da ocupação israelense. O subsecretário-geral das Nações Unidas para questões humanitárias, Martin Griffiths, alertou que a Faixa de Gaza está ficando "inabitável". 

Mais detalhes foram revelados sobre o ataque da extrema direita ao comando das Forças de Defesa de Israel durante uma reunião ministerial para discutir o futuro da Faixa de Gaza. O ex-vice-primeiro-ministro e ex-comandante militar Benny Gantz, que estava na oposição mas aderiu ao gabinete de guerra, criticou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusando-o de fazer política em vez de buscar a segurança e união numa das guerras mais difíceis da história do país.

O plano do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, para o futuro de Gaza não tem a menor chance. Quer uma administração civil palestina sem a Autoridade Nacional Palestina e que países árabes financiem a reconstrução de Gaza sem abrir mão da segurança do território.

No quarto pronunciamento desde o início da guerra e o segundo em três dias, o líder da milícia xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), xeique Hassan Nasrallah, considerou "inevitável" uma retaliação pela morte do vice-líder do Hamas, Saleh al-Arouri, mas não declarou uma guerra total. Ele avisou que não vai negociar com Israel enquanto durar a guerra, mas admitiu participar do diálogo no pós-guerra.

Mais de 150 mil pessoas saíram do Norte de Israel e do Sul do Líbano por causa dos ataques entre Israel e o Hesbolá, que disparou uma barragem de 62 foguetes e mísseis alertando que é apenas o começo da resposta ao bombardeio israelense a Beirute para matar Al-Arouri.

O movimento Paz Agora denunciou que nove postos avançados foram instalados e 18 estradas e trilhas foram abertas desde o início pelos colonos israelenses na Cisjordânia ocupada.

A volta pelo Sul da África que os navios cargueiros têm de dar para não passar pelo Rio Vermelho aumenta o custo do transporte marítimo em 175%. Desde 19 de outubro, pelo menos 23 navios foram alvejados e US$ 200 bilhões em carga foram desviados.

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Israel propõe nova trégua de uma semana para libertar reféns

Israel propõe uma nova trégua de uma semana, para permitir a libertação de reféns israelenses a serem trocados por prisioneiros palestinos de interesse do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), responsável pelo ataque terrorista que matou cerca de 1.140 pessoas, de acordo com o último número divulgado por Israel, e sequestrou cerca de 250. O principal líder político do Hamas, Ismail Haniya, vai nesta quarta-feira ao Cairo, a capital do Egito, para fechar o acordo.

A metade da população de Gaza está passando fome e 90% passam várias vezes um dia inteiro sem comer, denuncia o Escritório de Coordenação das Nações Unidas para Ações Humanitárias. Sem água comida e instalações sanitárias, o UNICEF (Fundo da ONU para a Infância) considera Gaza o pior lugar do mundo para crianças hoje e adverte que o número de crianças mortas por doenças pode superar o de crianças mortes por bombardeios.

Apesar da formação de uma aliança de 10 países para garantir a segurança da navegação no Mar Vermelho, os rebeldes hutis, apoiados pelo Irã, prometem os ataques sob a alegação de que travam "uma guerra moral".

Só 33% dos norte-americanos aprovaram a condução da guerra pelo presidente Joe Biden, indica uma pesquisa do jornal The New York Times e do Siena College. O principal motivo é o apoio incondicional a Israel.

O Conselho de Segurança da ONU adiou mais uma vez a votação de um projeto de resolução para "suspensão urgente das hostilidades" na busca de um texto que não seja vetado pelos Estados Unidos. Meu comentário:

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Terroristas libertam 24 reféns durante trégua entre Israel e Hamas

Depois de sete semanas de guerra, em meio à primeira trégua, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e grupos terroristas aliados soltaram 24 dos cerca de 240 reféns sequestrados no ataque de 7 de outubro a Israel. Eles foram entregues à Cruz Vermelha Internacional. Em troca, Israel soltou 39 mulheres e adolescentes palestinos presos em Israel. Mais 13 reféns serão libertados no sábado.


A trégua começou às 7h00 pela hora local (2h00 em Brasília) e a libertação dos reféns por volta das 16h30 locais (11h30 em Brasília). A expectativa era de que seriam libertados 13 reféns. Além de 13 israelenses, foram soltos 10 tailandeses e um filipino que trabalhavam em Israel, em outra negociação mediada pelo Irã. Todos saíram da Faixa de Gaza pela fronteira com o Egito e foram levados para seis hospitais em Israel.

Ao comentar a libertação dos reféns, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden declarou que "é só o começo". Ele defende um acordo de paz definitivo com a fundação de uma Palestina independente: "A solução com dois países é mais importante do que nunca." Mas considera um "objetivo legítimo" eliminar o Hamas.

Nos quatro dias de trégua, devem ser libertados 50 reféns em troca de 150 prisioneiros palestinos. Israel já recebeu uma lista com os nomes dos 13 reféns a serem soltos no sábado. Israel ofereceu mais um dia de trégua para cada grupo adicional de 10 reféns libertados até um máximo de 10 dias de pausa na guerra.

O objetivo do Hamas é esfriar a ofensiva israelense e ganhar tempo para se reagrupar. Os terroristas não estão preocupados com as vidas dos palestinos mortos. Seu líder político, Ismail Haniya declarou que "os mártires são o preço a pagar na luta contra a ocupação." Meu comentário:

sexta-feira, 30 de março de 2018

Marcha do Retorno deixa 18 palestinos mortos e mais de mil feridos

Pelo menos 18 palestinos morreram e mais de 1,4 mil saíram feridos de confrontos com as forças de segurança de Israel quando se manifestavam perto da fronteira da Faixa de Gaza na chamada Marcha do Retorno.

Cerca de 30 mil palestinos participaram da marcha convocada pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o maior partido islamista palestino, para a marcha, parte das manifestações de protesto pelos 70 anos da criação do Estado de Israel, que serão completados em 14 de maio.

O protesto se tornou violento quando jovens palestinos jogaram pedras nos soldados israelenses e tocaram fogo em pneus junto à cerca que marca a fronteira. Ontem, o comandante do Exército de Israel, general Gadi Eisenkot, advertira que mais de 100 atiradores seriam colocados para defender a fronteira com balas de borracha e munição letal.

Israel responsabilizou o Hamas por "explorar cinicamente mulheres e crianças, mandando-os para a cerca de segurança e colocando suas vidas em perigo". O grupo radical controla Gaza desde uma guerra civil palestina contra a Fatah, principal partido da Organização para a Libertação da Palestina, em 2007.

O líder do Hamas, o ex-primeiro-ministro Ismail Haniya, declarou que o movimento visa a fortalecer o "direito de retorno" dos palestinos expulsos desde a criação de Israel, em maio de 1948. Israel rejeita o "direito de retorno", um dos problemas centrais das negociações de paz árabe-israelenses. Se todos os palestinos e descendentes voltassem, seriam maioria no país.

Em qualquer acordo de paz, o direito de retorno terá de ser resolvido com compensação financeira pelas propriedades deixadas para trás pelos palestinos quando da fundação de Israel.

Os outros pontos fundamentais são a criação de um Estado nacional palestino nos territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, o reconhecimento de Israel, o futuro das colônias israelenses na Cisjordânia e do setor oriental (árabe) de Jerusalém.

sábado, 17 de novembro de 2012

Israel destrói QG do governo do Hamas em Gaza

Entre os 850 alvos atacadas em três dias de ofensiva aérea, Israel destruiu hoje o escritório do primeiro-ministro do governo do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Ismail Haniya, na Faixa de Gaza. A liderança do Hamas sobreviveu porque tinha fugido para locais seguros. O escudo de defesa antimísseis Domo de Ferro, interceptou um míssil que ia para Telavive, a maior cidade de Israel.

Quando o Hamas venceu as eleições parlamentares palestinas de 25 de janeiro de 2006, Haniya foi indicado para formar o governo. Mas o grupo fundamentalista rompeu com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), liderada pelo presidente Mahmoud Abbas.

Em 2007, uma verdadeira guerra civil palestina terminou com a OLP controlando a Cisjordânia e o Hamas a Faixa de Gaza.

No Cairo hoje, os líderes do Egito, da Turquia e do Catar tentaram mediar um cessar-fogo. Sob pressão dos Estados Unidos, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse ao secretário de Estado americano, Leon Panetta, que "Israel está determinado a atingir suas metas operacionais". Isso significa reduzir a capacidade de grupos armados rivais de bombardear cidades israelenses a partir da Faixa de Gaza.

Como desta vez, Jerusalém e Telavive foram alvejadas, o alto comando militar de Israel ordenou à Força Aérea que intensifique os bombardeios. No quarto dia da ofensiva, o Exército de Israel prepara uma invasão terrestre, informa o jornal liberal israelense Haaretz.

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Ofensiva de Israel mata 20 palestinos

No dia mais violento desde a retirada de Israel da Faixa de Gaxa há 10 meses, pelo menos um soldado de Israel e 20 palestinos foram mortos em bombardeios aéreos israelenses e combates em terra.

Israel assumiu o controle da Faixa de Gaza numa ofensiva destinada a resgatar o cabo Gilad Shalit, seqüestrado por grupos armados palestinos, e acabar com os ataques de foguetes que partem do território palestino. O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) apelou "aos países árabes e à comunidade internacional para acabar com esta guerra declarada por Israel".

sábado, 1 de julho de 2006

Israel ataca sede do governo palestino

Um helicóptero de Israel atacou hoje com mísseis o escritório do primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, na cidade de Gaza, incendiando o prédio, enquanto o Egito tenta negociar a libertação do cabo israelense Gilad Shalit, de 19 anos, seqüestrado por grupos armados palestinos em 25 de junho. A busca do refém provocou a primeira invasão israelense da Faixa de Gaza desde que Israel se retirou deste território palestino, em setembro passado, depois de 38 anos de ocupação.

Oficiais israelenses justificaram o ataque contra o escritório de Haniya alegando que estava sendo usado para planejar ataques terroristas. Ao pregar numa mesquita de Gaza na sexta-feira, o primeiro-ministro, que pertence ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) acusou Israel de ter um "plano premeditado" destruir o governo liderado pelo Hamas: "Estamos vendo uma agressão contra nosso povo e isto vai além do soldado seqüestrado".

Ismail Haniya alegou que o governo não tem como libertar Shalit enquanto Israel continuar com sua ação militar: "Exigimos o fim da agressão contra o povo palestino para que a situação não fique ainda pior e que eles parem de atacar o sistema político e a democracia palestinas".

Pouco depois do ataque contra o escritório do chefe de governo, Israel fez mais dois ataques aéreos contra o campo de refugiados de Jabalia, em Gaza. Os alvos foram um centro de treinamento do Hamas e uma casa usada como quartel-general de uma milícia ligada ao movimento fundamentalista. Pelo menos uma pessoa morreu.

O Egito e o Catar tentam negociar a libertação do cabo israelense. Um jornal oficial egípcio citou o presidente Hosni Mubarak para dizer que o Hamas teria aprovado um plano com condições para entregar Shalit. Mubarak disse que Israel rejeitou os termos da proposta alegando que encorajaria mais seqüestros.

Três grupos militantes palestinos, as Brigadas al-Cassem, braço armado do Hamas; os Comitês de Resistência Popular; e o até então desconhecido Exército do Islã reivindicaram o seqüestro do militar israelense. No sábado, mandaram um fax para diversos meios de comunicação exigindo a libertação de mil prisioneiros árabes que estão em prisões israelenses, inclusive mulheres e crianças.