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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Líder do Hamas pede aos EUA fim da guerra e da ocupação

Em apelo ao secretário de Estado norte-americano, que começou nesta sexta-feira a quarta viagem ao Oriente Médio desde o início da guerra, o líder político do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Ismail Haniya, pediu o fim da ofensiva e da ocupação israelense. O subsecretário-geral das Nações Unidas para questões humanitárias, Martin Griffiths, alertou que a Faixa de Gaza está ficando "inabitável". 

Mais detalhes foram revelados sobre o ataque da extrema direita ao comando das Forças de Defesa de Israel durante uma reunião ministerial para discutir o futuro da Faixa de Gaza. O ex-vice-primeiro-ministro e ex-comandante militar Benny Gantz, que estava na oposição mas aderiu ao gabinete de guerra, criticou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusando-o de fazer política em vez de buscar a segurança e união numa das guerras mais difíceis da história do país.

O plano do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, para o futuro de Gaza não tem a menor chance. Quer uma administração civil palestina sem a Autoridade Nacional Palestina e que países árabes financiem a reconstrução de Gaza sem abrir mão da segurança do território.

No quarto pronunciamento desde o início da guerra e o segundo em três dias, o líder da milícia xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), xeique Hassan Nasrallah, considerou "inevitável" uma retaliação pela morte do vice-líder do Hamas, Saleh al-Arouri, mas não declarou uma guerra total. Ele avisou que não vai negociar com Israel enquanto durar a guerra, mas admitiu participar do diálogo no pós-guerra.

Mais de 150 mil pessoas saíram do Norte de Israel e do Sul do Líbano por causa dos ataques entre Israel e o Hesbolá, que disparou uma barragem de 62 foguetes e mísseis alertando que é apenas o começo da resposta ao bombardeio israelense a Beirute para matar Al-Arouri.

O movimento Paz Agora denunciou que nove postos avançados foram instalados e 18 estradas e trilhas foram abertas desde o início pelos colonos israelenses na Cisjordânia ocupada.

A volta pelo Sul da África que os navios cargueiros têm de dar para não passar pelo Rio Vermelho aumenta o custo do transporte marítimo em 175%. Desde 19 de outubro, pelo menos 23 navios foram alvejados e US$ 200 bilhões em carga foram desviados.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Israel jogou 500 bombas de 900 quilos na Faixa de Gaza

 A Força Aérea de Israel jogou pelo menos 500 bombas de 900 quilos na Faixa de Gaza, noticiaram o jornal The New York Times e a rede de televisão norte-americana CNN. Ao examinar imagens de satélites, analistas descobriram 500 crateras de mais de 12 metros de diâmetro abertas por essas bombas, num bombardeio comparável ao da Guerra do Vietnã.

Israel intensificou os bombardeios nas últimas 48 horas e declarou que destruiu túneis do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Praça Palestina, tomou o quartel de Rimal e assumiu o controle do bairro de Chejaia, na Cidade de Gaza. 

O Exército de Israel anunciou que matou mais de 2 mil terroristas do em dezembro e, nos últimos dias, mais quatro comandantes militares do grupo terrorista, que lançou na quinta-feira 30 foguetes contra Telavive, a capital econômica de Israel, e o Sul. 

Com 76 dias de guerra, o Hamas ainda consegue lançar foguetes contra o território israelense, numa prova de que Israel ainda não conseguiu eliminar a capacidade ofensiva do inimigo. 

O Hamas afirmou que o total de palestinos mortos em Gaza chegou a 20 mil e 57, além de 53 mil feridos, e divulgou imagens de três reféns mortos e atribuiu as mortes aos bombardeios israelenses. Israel não confirmou a notícia. Cerca de mil 140 pessoas foram mortas e cerca de 250 sequestradas no ataque terrorista de 7 de outubro, que deflagrou a guerra.

Na análise do historiador Paul Rogers, professor de estudos de paz da Universidade de Bradford, na Inglaterra, Israel está perdendo a guerra. Sua estratégia de terra arrasada está fracassando. Para o professor Robert Pape, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, se Israel quer acabar com o Hamas, precisa oferecer uma alternativa política melhor ao povo palestino, com a criação de uma Palestina independente.

Depois de mais um adiamento, a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas Greenfield, disse que seu país está pronto para aprovar o projeto de resolução dos Emirados Árabes Unidos que fala em “tomar medidas urgentes para permitir imediatamente uma ajuda humanitária segura e sem entraves, criando condições para uma suspensão duradoura das hostilidades.” Meu comentário:

segunda-feira, 7 de março de 2011

Israel vai derrubar obras em terras privadas palestina

A pedido do movimento Paz Agora, o governo de Israel ordenou a demolição de todas as construções em terras e terrenos privados palestinos na Cisjordânia, anunciou hoje o secretário-geral Zvi Hauser. A situação das obras em terras públicas está em exame.