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terça-feira, 17 de março de 2015

Netanyahu vence eleições em Israel, indica pesquisa de boca de urna

O partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, venceu as eleições parlamentares de hoje em Israel, indicou uma pesquisa de boca de urna do Canal 2 da televisão israelense, que dá 28 deputados ao partido, batendo a União Sionista, liderada por Isaac Herzog, que conquistaria 27 cadeiras. Outras duas pesquisas indicam empate em 27 deputados.

Netanyahu agradeceu aos militantes do partido por "uma grande vitória", mas Herzog não se deu por vencido. O líder trabalhista declarou que os "partidos de centro" estão prontos para governar Israel.

Nos últimos dias, as pesquisas davam vantagem à US com quatro deputados de vantagem, o que levou Netanyahu a fazer apelos desesperados, inclusive de não permitir a criação de uma pátria para o povo palestino.

Quando forem conhecidos os resultados definitivos, o presidente deve convidar o líder do partido com mais deputados para formar um governo. Como a maioria na Knesset, o Parlamento de Israel, é de 61 deputados, haverá um período para formação de um governo de coalizão.

Além do maior número de deputados, se a pesquisa de boca de urna se confirmar, Netanyahu ainda teria mais parceiros em potencial para formar uma coligação de governo que poderia se situar ainda mais à direita.

Com medo de perder as eleições, nos últimos dias, o primeiro-ministro radicalizou, canibalizando os votos de suas aliados à direita com a promessa de impedir o surgimento de uma Palestina independente.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Netanyahu: "Se eu for eleito, não haverá Estado palestino"

Num apelo desesperado para não perder as eleições de amanhã em Israel, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu enterrou definitivamente seu compromisso com a paz baseada em dois países, um israelense e outro palestino, convivendo lado a lado, informa o jornal liberal Haaretz.

As últimas pesquisas indicam uma vantagem de quatro deputados para a União Sionista, liderada por Isaac Herzog, do Partido Trabalhista, favorável às negociações de paz com a Autoridade Nacional Palestina e à criação de uma pátria para o povo palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

"Se eu for eleito, não haverá Estado palestino", declarou Netanyahu. Numa última tentativa de tirar votos do partido de ultradireita Casa Judaica, que defende a manutenção das colônias implantadas ilegalmente nos territórios árabes ocupados, o chefe de governo de Israel abandonou a proposta de paz que prevê a criação de uma Palestina independente, feita em discurso na Universidade Bar-Ilan, em 2009.

Em entrevista a um sítio do magnata americano Sheldon Adelson, o líder do partido Likud acusou mais uma vez a esquerda de comprometer a segurança de Israel: "Acredito que qualquer um que se mude para estabelecer um Estado palestino e evacuar territórios está cedendo território para ataques de radicais islamitas contra Israel. A esquerda enterrou sua cabeça na areia e ignorou isso várias vezes, mas nós somos realistas e entendemos."

Se a União Sionista vencer amanhã, "vai se associar à comunidade internacional e suas propostas" como o congelamento das colônias na Cisjordânia ocupada, inclusive no setor oriental (árabe) de Jerusalém, e o retorno de Israel às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Durante visita nesta segunda-feira ao assentamento de Bar Homa, no setor árabe de Jerusalém, Netanyahu afirmou que uma vitória da oposição, o "Hamastão B" incluiria a parte oriental da cidade: "Se Tzipi [Livni] e Bougie [Isaac Herzog] formarem um governo, o Hamastão B será estabelecido aqui."

O primeiro Hamastão seria a Faixa de Gaza, onde no ano passado Netanyahu travou mais uma guerra inútil sem conseguir destruir o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

quinta-feira, 12 de março de 2015

Última pesquisa dá vantagem à oposição nas eleições em Israel

Na última pesquisa do jornal liberal Haaretz antes das eleições de 17 de março de 2015 em Israel, a União Sionista, liderada pelo Partido Trabalhista aparece em primeiro lugar, com 24 deputados, seguida pelo partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Em terceiro lugar, ficou a Lista Conjunta, que reúne partidos da minoria árabe, com 13 cadeiras. Logo atrás, vem o partido Existe Futuro, do ex-apresentador de televisão Yair Lapid, com 12. O ultradireitista Casa Judaica e o partido Todos Nós elegeriam 12 deputados.

Cerca de 74% dos entrevistados manifestaram a intenção de votar. Para chefiar o futuro governo, 48% preferem Netanyahu e 34% o líder trabalhista, Isaac Herzog.

terça-feira, 10 de março de 2015

Oposição lidera pesquisas a uma semana das eleições em Israel

Uma semana antes das eleições legislativas em Israel, a União Sionista, coalizão liderada pelo Partido Trabalhista, desponta como favorita. Em pesquisa divulgada hoje pelo Canal 2 da televisão israelense, a US elegeria 25 deputados contra 21 do partido direitista Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que ainda é considerado o melhor nome para chefiar o governo por 49% dos entrevistados.

Até agora, a US e o Likud estavam tecnicamente empatados. A Lista Conjunta, de partidos árabes, e a Casa Judaica, do ultradireitista Naftali Bennett, que rejeita a criação de um Estado palestino, dividem o terceiro lugar com 13 deputados cada. Em quarto, com 12 cadeiras, está o partido Existe Futuro, chefiado por Yair Lapid, um ex-apresentador de TV que foi uma das estrelas das últimas eleições.

Outra pesquisa, da TV Knesset, do Parlamento de Israel, deu 24 cadeiras para a União Sionista, liderada por Isaac Herzog, e 21 para o Likud, informa o jornal The Times of Israel.