Sob pressão na reta final da campanha para as eleições de terça-feira, 9 de abril, com pesquisas indicando vitória da oposição, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje que vai "ampliar a soberania israelense", anexando definitivamente as colônias judaicas na Cisjordânia ocupada na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Em entrevista ao canal 12 da televisão de Israel, Netanyahu descartou a criação de um Estado nacional palestino, prometeu controlar a segurança na Cisjordânia e estender a soberania israelense aos mais de 400 mil colonos assentados no território árabe ocupado. Na sua visão, um país palestino "ameaçaria nossa existência".
O reconhecimento pelos Estados Unidos no mês passado da anexação ilegal por Israel das Colinas do Golã, ocupadas na mesma guerra, criou um precedente perigoso ao violar uma norma da sociedade internacional pós-Segunda Guerra Mundial. A Carta das Nações diz expressamente que "é vedada a guerra de conquista".
Netanyahu havia avisado o presidente Donald Trump. Não pretende retirar nem nenhuma pessoa das colônias instaladas na Cisjordânia. O radicalismo de Netanyahu no fim da campanha é uma tentativa de tirar votos dos partidos de extrema direita e atraí-los para o Likud.
A coalizão Azul e Branco, liderada pelo general Benny Gantz, ex-comandante militar de Israel, e pelo ex-apresentador de televisão Yair Lapid, está na frente nas últimas pesquisas. Deve eleger entre 28 e 32 deputados, enquanto o Likud teria de 28% a 31%. Mas o primeiro-ministro tem mais chances de formar uma coalizão com pelo menos 61 deputados, a maioria absoluta da Knesset, de 120 cadeiras.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 6 de abril de 2019
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Trump avisa que vai reconhecer Jerusalém como capital de Israel
Em mais uma ruptura em relação à política externa dos governos anteriores, o presidente Donald Trump avisou aos líderes do Egito, da Jordânia e da Autoridade Nacional Palestina que vai reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e transferir para lá a Embaixada dos Estados Unidos. O anúncio será feito amanhã.
O rei Abdullah II, da Jordânia, e o presidente da ANP Mahmoud Abbas, advertiram que a medida pode aumentar a tensão e prejudicar o processo de paz entre israelenses e palestinos, noticiou o jornal The Washington Post.
Nenhum país do mundo reconhece Jerusalém como capital de Israel porque o setor árabe, no Leste da cidade, era parte do território da Jordânia. Foi ocupado na Guerra dos Seis Dias, em 1967, que na prática não terminou até hoje.
Jerusalém era a capital da Palestina, durante o mandato concedido pela Liga das Nações ao Império Britânico para administrar região. Pela decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas que dividiu a Palestina há 70 anos, Jerusalém seria uma cidade internacional.
Mas, na Guerra de Independência de Israel (1948-49), os israelenses tomaram o lado ocidental e a Jordânia ficou com a parte oriental, onde ficam o Muro das Lamentações, a parede que resta do Templo de Jerusalém, o lugar mais sagrado para os judeus, e a Esplanada das Mesquitas, de onde o profeta Maomé teria ascendido aos céus. É o lugar mais sagrado para os muçulmanos depois das cidades de Meca e Medina.
Vários líderes mundiais, inclusive o presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, fizeram um apelo ao presidente americano para que mude de ideia e deixe a decisão sobre o futuro de Jerusalém para as negociações de paz árabe-israelenses.
No telefonema a Abbas, Trump prometeu tomar medidas para promover a paz. O líder palestino respondeu: "Não há nada que você possa oferecer que vá compensar a perda de Jerusalém. Definitivamente, não vamos aceitar."
Abbas e o ministro do Exterior da Turquia alertaram que o presidente americano está fazendo o jogo dos extremistas, mas Trump insistiu que tinha de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, uma promessa de campanha. Há anos, a direita evangélica dos EUA adotou a causa israelense. É contra a divisão da Palestina e mais ainda de Jerusalém, uma cidade sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos.
Trump estaria disposto a bancar uma proposta de paz em que toda Jerusalém ficaria com Israel e teria o apoio do novo príncipe herdeiro saudita, Mohamed ben Salman, interessado em formar uma grande aliança contra o Irã.
O rei Abdullah II, da Jordânia, e o presidente da ANP Mahmoud Abbas, advertiram que a medida pode aumentar a tensão e prejudicar o processo de paz entre israelenses e palestinos, noticiou o jornal The Washington Post.
Nenhum país do mundo reconhece Jerusalém como capital de Israel porque o setor árabe, no Leste da cidade, era parte do território da Jordânia. Foi ocupado na Guerra dos Seis Dias, em 1967, que na prática não terminou até hoje.
Jerusalém era a capital da Palestina, durante o mandato concedido pela Liga das Nações ao Império Britânico para administrar região. Pela decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas que dividiu a Palestina há 70 anos, Jerusalém seria uma cidade internacional.
Mas, na Guerra de Independência de Israel (1948-49), os israelenses tomaram o lado ocidental e a Jordânia ficou com a parte oriental, onde ficam o Muro das Lamentações, a parede que resta do Templo de Jerusalém, o lugar mais sagrado para os judeus, e a Esplanada das Mesquitas, de onde o profeta Maomé teria ascendido aos céus. É o lugar mais sagrado para os muçulmanos depois das cidades de Meca e Medina.
Vários líderes mundiais, inclusive o presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, fizeram um apelo ao presidente americano para que mude de ideia e deixe a decisão sobre o futuro de Jerusalém para as negociações de paz árabe-israelenses.
No telefonema a Abbas, Trump prometeu tomar medidas para promover a paz. O líder palestino respondeu: "Não há nada que você possa oferecer que vá compensar a perda de Jerusalém. Definitivamente, não vamos aceitar."
Abbas e o ministro do Exterior da Turquia alertaram que o presidente americano está fazendo o jogo dos extremistas, mas Trump insistiu que tinha de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, uma promessa de campanha. Há anos, a direita evangélica dos EUA adotou a causa israelense. É contra a divisão da Palestina e mais ainda de Jerusalém, uma cidade sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos.
Trump estaria disposto a bancar uma proposta de paz em que toda Jerusalém ficaria com Israel e teria o apoio do novo príncipe herdeiro saudita, Mohamed ben Salman, interessado em formar uma grande aliança contra o Irã.
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quarta-feira, 4 de maio de 2016
Guarda Nacional ocupa maior cervejaria da Venezuela
A Guarda Nacional Bolivarista ocupou ontem a maior cervejaria da Venezuela, que suspendeu suas operações na sexta-feira por falta de dólares para importar matérias-primas, e outras fábricas do grupo Alimentos Polar, o maior conglomerado industrial do país.
"Sim, a Guarda Nacional ainda está aqui", declarou um funcionário da empresa que pediu para não ser identificado pelo jornal Latin American Herald Tribune. "Há gente de várias agências [governamentais], sempre acompanhada da Guarda Nacional." A fiscalização do Ministério do Trabalho também participa.
As expropriações e estatizações se tornaram frequentes na Venezuela desde a ascensão ao poder do coronel Hugo Chávez, em 1999. Mesmo assim, a nacionalização da Polar seria a maior de todas.
Não há expectativa de que o regime chavista estatize a Polar, mas Maduro repetiu no fim de semana uma frase favorita de Chávez: "Fábrica parada, fábrica tomada."
Na segunda-feira, 60 fábricas da Polar foram inspecionadas. Ontem, cinco continuavam ocupadas, inclusive as quatro cervejarias. A maior fica em São Joaquim, no estado de Carabobo, onde produz 80% das cervejas bebidas na Venezuela.
"Estas inspeções não parecem normais. São mais intensas. Há maior presença de homens armados", revelou uma testemunha.
"Sim, a Guarda Nacional ainda está aqui", declarou um funcionário da empresa que pediu para não ser identificado pelo jornal Latin American Herald Tribune. "Há gente de várias agências [governamentais], sempre acompanhada da Guarda Nacional." A fiscalização do Ministério do Trabalho também participa.
As expropriações e estatizações se tornaram frequentes na Venezuela desde a ascensão ao poder do coronel Hugo Chávez, em 1999. Mesmo assim, a nacionalização da Polar seria a maior de todas.
Não há expectativa de que o regime chavista estatize a Polar, mas Maduro repetiu no fim de semana uma frase favorita de Chávez: "Fábrica parada, fábrica tomada."
Na segunda-feira, 60 fábricas da Polar foram inspecionadas. Ontem, cinco continuavam ocupadas, inclusive as quatro cervejarias. A maior fica em São Joaquim, no estado de Carabobo, onde produz 80% das cervejas bebidas na Venezuela.
"Estas inspeções não parecem normais. São mais intensas. Há maior presença de homens armados", revelou uma testemunha.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Israel rejeita presença de força internacional em Jerusalém
Em declaração no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o embaixador de Israel, David Roet, considerou inadmissível a intervenção de uma força internacional no Monte do Templo, foco de uma rebelião palestina em que pelo menos sete israelenses e 30 palestinos foram mortos desde o início de outubro de 2015.
"Permitam-me ser muito claro: Israel não vai aceitar nenhuma presença internacional no Monte do Templo", afirmou o embaixador israelense na ONU. "Uma presença deste tipo seria uma mudança no status quo."
O Monte do Templo é considerado o lugar mais sagrado para os judeus. Lá fica o Muro das Lamentações, a única parede restante do Templo de Jerusalém. Para os muçulmanos, é a Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar mais sagrado do Islã, de onde o profeta Maomé teria ascendido aos céus.
Quando Israel ocupou a Cisjordânia e o setor oriental de Jerusalém, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, a administração das mesquitas ficou a cargo da Jordânia e os judeus ficaram proibidos de rezar na esplanada.
Desde então, o governo israelense declarou que Jerusalém é a capital indivisível de Israel, uma anexação ilegal à luz do direito internacional, e progressivamente amplia as colônias destinadas a tornar a ocupação irreversível.
Diante da determinação da direita israelense de não devolver os territórios ocupados, os palestinos passaram a temer pelo futuro da esplanada. Na atual revolta, jovens árabes esfaqueiam israelenses, especialmente em Jerusalém e Telavive, as principais cidades de Israel, na chamada Intifada das Facas.
"Permitam-me ser muito claro: Israel não vai aceitar nenhuma presença internacional no Monte do Templo", afirmou o embaixador israelense na ONU. "Uma presença deste tipo seria uma mudança no status quo."
O Monte do Templo é considerado o lugar mais sagrado para os judeus. Lá fica o Muro das Lamentações, a única parede restante do Templo de Jerusalém. Para os muçulmanos, é a Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar mais sagrado do Islã, de onde o profeta Maomé teria ascendido aos céus.
Quando Israel ocupou a Cisjordânia e o setor oriental de Jerusalém, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, a administração das mesquitas ficou a cargo da Jordânia e os judeus ficaram proibidos de rezar na esplanada.
Desde então, o governo israelense declarou que Jerusalém é a capital indivisível de Israel, uma anexação ilegal à luz do direito internacional, e progressivamente amplia as colônias destinadas a tornar a ocupação irreversível.
Diante da determinação da direita israelense de não devolver os territórios ocupados, os palestinos passaram a temer pelo futuro da esplanada. Na atual revolta, jovens árabes esfaqueiam israelenses, especialmente em Jerusalém e Telavive, as principais cidades de Israel, na chamada Intifada das Facas.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Serviço secreto da Venezuela invade sede de partido democrata-cristão
Trinta homens armados do Serviço Bolivarista de Inteligência (Sebin) ocupou hoje em Caracas a sede central do partido democrata-cristão Copei, um dos mais antigos da Venezuela, noticiou o jornal El Nacional.
De acordo com o presidente do Copei, Roberto Enríquez, 12 sedes do partido foram invadidas e ocupadas por homens armados.
A Venezuela vive um momento de grande tensão política agravado pela prisão do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, na sexta-feira passada, em outra operação do Sebin. O Copei aderiu à proposta de transição para a democracia defendida por Ledezma.
O presidente Nicolás Maduro acusou Ledezma de articular um golpe de Estado em conspiração com os Estados Unidos. Ficou de apresentar provas à nação nesta terça-feira.
De acordo com o presidente do Copei, Roberto Enríquez, 12 sedes do partido foram invadidas e ocupadas por homens armados.
A Venezuela vive um momento de grande tensão política agravado pela prisão do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, na sexta-feira passada, em outra operação do Sebin. O Copei aderiu à proposta de transição para a democracia defendida por Ledezma.
O presidente Nicolás Maduro acusou Ledezma de articular um golpe de Estado em conspiração com os Estados Unidos. Ficou de apresentar provas à nação nesta terça-feira.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
EUA dizem que Netanyahu não é "merda de galinha"
Na sua guerra verbal com o governo conservador de Israel, os Estados Unidos foram obrigados a desautorizar um alto funcionário que chamou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de "merda de galinha" em protesto contra a autorização para construir mais mil casas no setor árabe de Jerusalém, ocupado desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e parcialmente anexado ilegalmente.
"O problema de Bibi é que... ele é merda de galinha", desabafou o funcionário, frustrado com o boicote da direita israelense aos esforços do governo Barack Obama para intermediar a paz entre Israel e os palestinos, citado por Jeffrey Goldberg na revista americana The Atlantic.
Netanyahu foi considerado covarde pelo mesmo alto funcionário: "O lado bom é que ele tem medo de iniciar uma guerra. O lado ruim é que ele não vai fazer nada para fazer a paz com os palestinos ou com países árabes sunitas."
A nota oficial de protesto israelense, citada no jornal liberal Haaretz, não demorou: "Netanyahu vai continuar defendendo os interesses da segurança de Israel e os direitos históricos do povo judeu em Jerusalém. Nenhuma pressão será capaz de mudar isso."
Horas depois, a Casa Branca se desculpou: "Acreditamos que esses comentários são inapropriados e contraproducentes", declarou Alistair Baskey, da assessoria de imprensa da Presidência dos EUA. "O primeiro-ministro Netanyahu e o presidente forjaram uma parceria efetiva e se consultam frequentemente, como no início deste mês, quando o presidente recebeu Netanyahu no Salão Oval."
Para a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, a declaração veio de uma fonte não identifica, e "nem o presidente Obama nem o secretário de Estado Kerry a considera acurada ou apropriada".
"O problema de Bibi é que... ele é merda de galinha", desabafou o funcionário, frustrado com o boicote da direita israelense aos esforços do governo Barack Obama para intermediar a paz entre Israel e os palestinos, citado por Jeffrey Goldberg na revista americana The Atlantic.
Netanyahu foi considerado covarde pelo mesmo alto funcionário: "O lado bom é que ele tem medo de iniciar uma guerra. O lado ruim é que ele não vai fazer nada para fazer a paz com os palestinos ou com países árabes sunitas."
A nota oficial de protesto israelense, citada no jornal liberal Haaretz, não demorou: "Netanyahu vai continuar defendendo os interesses da segurança de Israel e os direitos históricos do povo judeu em Jerusalém. Nenhuma pressão será capaz de mudar isso."
Horas depois, a Casa Branca se desculpou: "Acreditamos que esses comentários são inapropriados e contraproducentes", declarou Alistair Baskey, da assessoria de imprensa da Presidência dos EUA. "O primeiro-ministro Netanyahu e o presidente forjaram uma parceria efetiva e se consultam frequentemente, como no início deste mês, quando o presidente recebeu Netanyahu no Salão Oval."
Para a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, a declaração veio de uma fonte não identifica, e "nem o presidente Obama nem o secretário de Estado Kerry a considera acurada ou apropriada".
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domingo, 24 de março de 2013
Israel dispara míssil e destrói posto de fronteira sírio
As Forças de Defesa de Israel (FDI) bombardearam e destruíram neste domingo com um míssil Tammuz um posto militar de fronteira da Síria em Tal Fares, de onde afirmam que ontem e hoje foram disparados tiros contra as Colinas do Golã, um território sírio ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexado ilegalmente, em 1981. Dois soldados sírios foram feridos.
Em quase 40 anos desde a Guerra do Yom Kippur, a fronteira sírio-israelense sempre permaneceu praticamente tranquila. Israel redobrou a atenção nos últimos dois anos por causa da revolta popular e da guerra civil contra a ditadura de Bachar Assad, temendo que um regime árabe acuado ataque o inimigo histórico.
Ontem à noite, um jipe do Exército de Israel foi atacado por uma rajada de metralhadora quando fazia uma patrulha de rotina nas Colinas do Golã. Hoje de manhã, houve outro ataque parecido na mesma área, reporta o jornal liberal israelense Haaretz.
O ministro da Defesa, Moshe Yaalon, prometeu tolerância zero para esse tipo de ataque: "Deploramos o ataque a tiros contra as FDI em território israelense. Em resposta, as FDI retaliaram, de acordo com a política expressamente adotada pelo governo de Israel: qualquer ruptura da soberania israelense pelo lado da Síria vai precipitar imediatamente a supressão das fontes dos disparos", declarou o ministro em nota reproduzida no jornal conservador The Times of Israel.
Aparentemente, os disparos partiram do Exército da Síria e não dos rebeldes, que incluem grupos extremistas muçulmanos ligados à rede terrorista Al Caeda. Não está claro se os alvos eram as patrulhas de Israel. "Acreditamos que não eram balas perdidas", comentou o porta-voz militar israelense Peter Lerner.
No Twitter, um porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Ofil Gendelman, disse que as forças israelenses "destruíram um ninho de metralhadoras que nas últimas 24 horas tinha atirado duas vezes contra patrulhas israelenses que protegiam a fronteira".
Em quase 40 anos desde a Guerra do Yom Kippur, a fronteira sírio-israelense sempre permaneceu praticamente tranquila. Israel redobrou a atenção nos últimos dois anos por causa da revolta popular e da guerra civil contra a ditadura de Bachar Assad, temendo que um regime árabe acuado ataque o inimigo histórico.
Ontem à noite, um jipe do Exército de Israel foi atacado por uma rajada de metralhadora quando fazia uma patrulha de rotina nas Colinas do Golã. Hoje de manhã, houve outro ataque parecido na mesma área, reporta o jornal liberal israelense Haaretz.
O ministro da Defesa, Moshe Yaalon, prometeu tolerância zero para esse tipo de ataque: "Deploramos o ataque a tiros contra as FDI em território israelense. Em resposta, as FDI retaliaram, de acordo com a política expressamente adotada pelo governo de Israel: qualquer ruptura da soberania israelense pelo lado da Síria vai precipitar imediatamente a supressão das fontes dos disparos", declarou o ministro em nota reproduzida no jornal conservador The Times of Israel.
Aparentemente, os disparos partiram do Exército da Síria e não dos rebeldes, que incluem grupos extremistas muçulmanos ligados à rede terrorista Al Caeda. Não está claro se os alvos eram as patrulhas de Israel. "Acreditamos que não eram balas perdidas", comentou o porta-voz militar israelense Peter Lerner.
No Twitter, um porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Ofil Gendelman, disse que as forças israelenses "destruíram um ninho de metralhadoras que nas últimas 24 horas tinha atirado duas vezes contra patrulhas israelenses que protegiam a fronteira".
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Israel constrói mais 1,5 mil casas na Jerusalém árabe
Em mais uma medida de força destinada a impedir qualquer possibilidade de criação de um Estado nacional palestino viável, o governo linha-dura de Israel aprovou a construção de mais de 1,5 mil moradias no setor árabe de Jerusalém, ocupado na Guerra dos Seis Dias, em 1967, o que é ilegal à luz do direito internacional. A Carta das Nações Unidas proíbe a guerra de conquista.
Como já tinha autorizado a construção de 3 mil moradias nas colônias da Cisjordânia ocupada no dia em que a Assembleia Geral da ONU reconhecer o Estado palestino, é mais um prego no caixão do processo de paz às vésperas de eleições em que o povo israelense vai manter no poder este governo avesso à paz.
Uma pesquisa citada hoje pelo jornal liberal Haaretz indica que 67% dos centristas não votariam num governo que aceitasse a divisão de Jerusalém nas eleições parlamentares de 22 de janeiro de 2013. Assim, não há processo de paz que resista. O eleitorado de Israel opta por uma guerra sem fim, ignorando as mudanças geoestratégicas do Oriente Médio depois da Primavera Árabe.
Como já tinha autorizado a construção de 3 mil moradias nas colônias da Cisjordânia ocupada no dia em que a Assembleia Geral da ONU reconhecer o Estado palestino, é mais um prego no caixão do processo de paz às vésperas de eleições em que o povo israelense vai manter no poder este governo avesso à paz.
Uma pesquisa citada hoje pelo jornal liberal Haaretz indica que 67% dos centristas não votariam num governo que aceitasse a divisão de Jerusalém nas eleições parlamentares de 22 de janeiro de 2013. Assim, não há processo de paz que resista. O eleitorado de Israel opta por uma guerra sem fim, ignorando as mudanças geoestratégicas do Oriente Médio depois da Primavera Árabe.
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