Em declaração no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o embaixador de Israel, David Roet, considerou inadmissível a intervenção de uma força internacional no Monte do Templo, foco de uma rebelião palestina em que pelo menos sete israelenses e 30 palestinos foram mortos desde o início de outubro de 2015.
"Permitam-me ser muito claro: Israel não vai aceitar nenhuma presença internacional no Monte do Templo", afirmou o embaixador israelense na ONU. "Uma presença deste tipo seria uma mudança no status quo."
O Monte do Templo é considerado o lugar mais sagrado para os judeus. Lá fica o Muro das Lamentações, a única parede restante do Templo de Jerusalém. Para os muçulmanos, é a Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar mais sagrado do Islã, de onde o profeta Maomé teria ascendido aos céus.
Quando Israel ocupou a Cisjordânia e o setor oriental de Jerusalém, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, a administração das mesquitas ficou a cargo da Jordânia e os judeus ficaram proibidos de rezar na esplanada.
Desde então, o governo israelense declarou que Jerusalém é a capital indivisível de Israel, uma anexação ilegal à luz do direito internacional, e progressivamente amplia as colônias destinadas a tornar a ocupação irreversível.
Diante da determinação da direita israelense de não devolver os territórios ocupados, os palestinos passaram a temer pelo futuro da esplanada. Na atual revolta, jovens árabes esfaqueiam israelenses, especialmente em Jerusalém e Telavive, as principais cidades de Israel, na chamada Intifada das Facas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
domingo, 27 de setembro de 2015
Polícia de Israel enfrenta palestinos na Esplanada das Mesquitas
A polícia de Israel e manifestantes palestinos entraram em choque hoje na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, onde houve várias cenas preocupantes de violência nas últimas semanas, noticiou a agência Reuters.
Jovens palestinos jogaram pedras na polícia de choque na véspera do festival religioso judaico de Sukkot e no fim do feriado religioso muçulmano do Eid al-Adha, a Festa do Sacrifício que marca o fim do período da peregrinação anual a Meca.
Para aliviar a tensão e evitar conflitos, os judeus estão proibidos há dias de visitar o complexo situado no local que os israelenses chamam de Monte do Templo, onde ficava o templo histórico do rei Salomão. É um lugar mais sagrado para os judeus e o terceiro maior para os muçulmanos, que acreditam que o profeta Maomé ascendeu ao céu na esplanada.
Jovens palestinos jogaram pedras na polícia de choque na véspera do festival religioso judaico de Sukkot e no fim do feriado religioso muçulmano do Eid al-Adha, a Festa do Sacrifício que marca o fim do período da peregrinação anual a Meca.
Para aliviar a tensão e evitar conflitos, os judeus estão proibidos há dias de visitar o complexo situado no local que os israelenses chamam de Monte do Templo, onde ficava o templo histórico do rei Salomão. É um lugar mais sagrado para os judeus e o terceiro maior para os muçulmanos, que acreditam que o profeta Maomé ascendeu ao céu na esplanada.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Israel mata palestino e fecha acesso à Esplanada das Mesquitas
Um esquadrão antiterrorista de Israel matou hoje o palestino Moataz Hejazi, suspeito de atirar no rabino Yehuda Glick, um ativista que luta para que os judeus tenham amplo acesso ao lugar sagrado que chamam de Monte do Templo, enquanto os muçulmanos o conhecem como Esplanada das Mesquistas, parte da Cidade Antiga de Jerusalém. É o lugar mais sagrado do judaísmo e o terceiro lugar mais sagrado para o Islã, de onde o profeta Maomé teria subido aos céus.
Pela primeira vez desde o ano 2000, Israel limitou o acesso ao local, onde os muçulmanos costumam ir em massa nas sextas-feiras, sua folga semana religiosa. Promete reabri-lo amanhã.
"Esta perigosa escalada israelense é uma declaração de guerra ao povo palestino e a lugares sagrados para a nação árabe e o Islã", reagiu Naibul Abu Rudeineh, porta-voz da Autoridade Nacional Palestina.
A polícia israelense encontrou uma pistola e uma motocicleta na casa do suspeito, que havia passado 11 anos em prisões israelenses, onde entrou para a milícia Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina. Hejazi prometeu ser "um espinho para os sionistas".
Glick está hospitalizado em estado grave mas estável. Ele fazia campanha por maior acesso dos judeus ao Monte do Templo. Por causa das mesquitas, a área é administada por autoridades muçulmanas. Com base num acordo feito há décadas, os judeus não podem rezar no alto do monte, só no Muro das Lamentações, a parede oriental do antigo Tempo de Jerusalém.
O monte tornou-se um pomo da discórdia entre os dois povos e as duas religiões. Os fundamentalistas judeus sonham em reconstruir o templo. Isso exigiria a destruição das mesquitas.
Uma visita do então líder da oposição em Israel, o notório linha-dura Ariel Sharon, ao local sagrado, em 28 de setembro de 2000, deflarou a Segunda Intifada (revolta árabe), enterrando a tentativa do então presidente americano Bill Clinton de negociar a paz entre israelenses e palestinos. O último fechamento do local tinha sido para a visita de Sharon.
Nesta quinta-feira, a Suécia tornou-se o primeiro país da União Europeia a reconhecer oficialmente a Palestina como um país independente, o que o Brasil já fez. Em protesto, Israel retirou seu embaixador em Estocolmo.
Pela primeira vez desde o ano 2000, Israel limitou o acesso ao local, onde os muçulmanos costumam ir em massa nas sextas-feiras, sua folga semana religiosa. Promete reabri-lo amanhã.
"Esta perigosa escalada israelense é uma declaração de guerra ao povo palestino e a lugares sagrados para a nação árabe e o Islã", reagiu Naibul Abu Rudeineh, porta-voz da Autoridade Nacional Palestina.
A polícia israelense encontrou uma pistola e uma motocicleta na casa do suspeito, que havia passado 11 anos em prisões israelenses, onde entrou para a milícia Jihad Islâmica para a Libertação da Palestina. Hejazi prometeu ser "um espinho para os sionistas".
Glick está hospitalizado em estado grave mas estável. Ele fazia campanha por maior acesso dos judeus ao Monte do Templo. Por causa das mesquitas, a área é administada por autoridades muçulmanas. Com base num acordo feito há décadas, os judeus não podem rezar no alto do monte, só no Muro das Lamentações, a parede oriental do antigo Tempo de Jerusalém.
O monte tornou-se um pomo da discórdia entre os dois povos e as duas religiões. Os fundamentalistas judeus sonham em reconstruir o templo. Isso exigiria a destruição das mesquitas.
Uma visita do então líder da oposição em Israel, o notório linha-dura Ariel Sharon, ao local sagrado, em 28 de setembro de 2000, deflarou a Segunda Intifada (revolta árabe), enterrando a tentativa do então presidente americano Bill Clinton de negociar a paz entre israelenses e palestinos. O último fechamento do local tinha sido para a visita de Sharon.
Nesta quinta-feira, a Suécia tornou-se o primeiro país da União Europeia a reconhecer oficialmente a Palestina como um país independente, o que o Brasil já fez. Em protesto, Israel retirou seu embaixador em Estocolmo.
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sábado, 6 de março de 2010
Confronto em Jerusalém deixa 75 feridos
Pelo menos 15 policiais israelenses e 60 palestinos saíram feridos de um violento conflito na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém. Os choques se intensificaram desde que Israel anunciou a intenção de declarar como patrimônio histórico dois lugares sagrados que ficam na Cisjordânia ocupada.
Na saída da oração da sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos, na Mesquita de Al-Acsa, jovens palestinos atacaram a polícia de Israel com pedradas. A polícia israelense chegou a se refugiar nas reulas da Cidade Antiga de Jerusalém para contra-atacar com bombas de gás por cima dos prédios.
O ministro do Interior de Israel acusou os palestinos de quererem incendiar os lugares sagrados de Jerusalém.
A Esplanada de Mesquitas, conhecida pelos israelenses como Monte do Templo, é o lugar de onde o profeta Maomé teria subido as céus, terceiro lugar sagrado mais importante do Islã, depois das cidades de Meca e Medina.
No Monte do Templo, fica o Muro das Lamentações, a única parte que restou do templo histórico de Jerusalém. É o principal local sagrado do judaísmo.
Em seguida, vem a Tumba dos Patriarcas e a Tumba de Raquel, os dois monumentos que o governo israelenses admitiu tombar.
Também houve conflito hoje em Hebron, onde fica a Tumba dos Patriarcas. Em Bilin, dois manifestantes se fantasiaram dos líderes pacifistas Mohandas Gandhi, o herói da independência da Índia, e Martin Luther King Jr., o grande herói do movimento negro nos Estados Unidos.
Com eles, centenas de palestinos marcharam até a cerca construída por Israel para isolar partes da Cisjordânia, onde enfrentaram os soldados que guardavam a cerca.
Na saída da oração da sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos, na Mesquita de Al-Acsa, jovens palestinos atacaram a polícia de Israel com pedradas. A polícia israelense chegou a se refugiar nas reulas da Cidade Antiga de Jerusalém para contra-atacar com bombas de gás por cima dos prédios.
O ministro do Interior de Israel acusou os palestinos de quererem incendiar os lugares sagrados de Jerusalém.
A Esplanada de Mesquitas, conhecida pelos israelenses como Monte do Templo, é o lugar de onde o profeta Maomé teria subido as céus, terceiro lugar sagrado mais importante do Islã, depois das cidades de Meca e Medina.
No Monte do Templo, fica o Muro das Lamentações, a única parte que restou do templo histórico de Jerusalém. É o principal local sagrado do judaísmo.
Em seguida, vem a Tumba dos Patriarcas e a Tumba de Raquel, os dois monumentos que o governo israelenses admitiu tombar.
Também houve conflito hoje em Hebron, onde fica a Tumba dos Patriarcas. Em Bilin, dois manifestantes se fantasiaram dos líderes pacifistas Mohandas Gandhi, o herói da independência da Índia, e Martin Luther King Jr., o grande herói do movimento negro nos Estados Unidos.
Com eles, centenas de palestinos marcharam até a cerca construída por Israel para isolar partes da Cisjordânia, onde enfrentaram os soldados que guardavam a cerca.
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Polícia israelense enfrenta palestinos em Jerusalém
A polícia de Israel enfrentou ontem manifestantes palestinos que protestavam contra escavações realizadas perto da mesquita de Al-Acsa, em Jerusalém, a terceira cidade mais sagrada do islamismo, depois de Meca e Medina. Do outro lado da chamada Esplanada das Mesquitas fica o Domo da Rocha, uma mesquita de cúpula dourada.
O problema é que no local, que os israelenses chamam de Monte do Templo, também fica o Muro das Lamentações, única parede que resta do templo histórico de Jerusalém, que os judeus ortodoxos querem reconstruir. Cada vez que há uma obra na esplanada, os árabes suspeitam que seja um plano para alabar os alicerces das mesquitas e derrubá-las para a reconstrução do templo.
É um lugar que evoca paixões políticas muito fortes. Está no centro do debate sobre o futuro de Jerusalém, já que fica no setor oriental ou árabe da cidade sagrada de três religiões.
Uma visita do então líder da oposição israelense Ariel Sharon ao Monte do Templo em 28 de setembro de 2000 provocou o início da Segunda Intifada, enterrando de vez o processo de paz iniciado em Oslo, na Noruega.
O problema é que no local, que os israelenses chamam de Monte do Templo, também fica o Muro das Lamentações, única parede que resta do templo histórico de Jerusalém, que os judeus ortodoxos querem reconstruir. Cada vez que há uma obra na esplanada, os árabes suspeitam que seja um plano para alabar os alicerces das mesquitas e derrubá-las para a reconstrução do templo.
É um lugar que evoca paixões políticas muito fortes. Está no centro do debate sobre o futuro de Jerusalém, já que fica no setor oriental ou árabe da cidade sagrada de três religiões.
Uma visita do então líder da oposição israelense Ariel Sharon ao Monte do Templo em 28 de setembro de 2000 provocou o início da Segunda Intifada, enterrando de vez o processo de paz iniciado em Oslo, na Noruega.
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