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domingo, 19 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 19 de Abril

INÍCIO DA GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1775, por volta das 5h, 700 soldados britânicos que tentam capturar colonos rebeldes e apreender armas entram na cidade de Lexington, onde são esperados por 77 patriotas armados sob o comando do capitão John Parker, e travam a primeira batalha da Guerra da Independência dos Estados Unidos.

Com superioridade numérica, o capitão britânico John Pitcairn manda os patriotas norte-americanos se dispersarem, mas um tiro de canhão deflagra o combate. Quando a batalha termina, oito colonos e um britânico estão mortos.

É o início da Revolução Norte-Americana. A independência não está nos planos iniciais dos colonos. Em 10 de janeiro de 1776, o revolucionário britânico Tom Paine publica Senso Comum, um panfleto contra a monarquia. A independência é declarada seis meses depois, em 4 de julho de 1776. 

Os rebeldes ganham a guerra com a vitória na Batalha de Yorktown, em 19 de outubro de 1781. A independência é reconhecida pela França e o Reino Unido no Tratado de Paris, assinado em 3 de setembro de 1783.

LEVANTE DO GUETO DE VARSÓSIA

    Em 1943, a Alemanha Nazista começa o ataque à rebelião dos judeus poloneses confinados no Gueto de Varsóvia. É a revolta mais importante do povo judeu contra o Holocausto cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Como parte do genocídio, os nazistas confinam os judeus em guetos. Em Varsóvia, onde antes moravam 100 mil pessoas, havia 400 mil. De julho a setembro de 1942, 300 mil moradores do gueto são enviados para a morte imediata no campo de concentração de Treblinka. Diante da morte certa, quem sobrevive decide resistir.

A resistência une a Organização Judaica de Combate, da esquerda, e a União Militar Judaica, de direita. Os grandes heróis são Mordechai Anielewicz, do movimento jovem judaico de esquerda Hashomer Hatzair, e Pawel Frenkel, do movimento jovem de direita Betar.

Em 18 de janeiro de 1943, eles atacam vários batalhões da SS, a organização paramilitar que é a tropa de choque do Partido Nazista. Os alemães fogem. Na Batalha da Rua Niska, em 21 de janeiro, doze soldados nazistas morrem. A resistência assume o controle do gueto.

Durante três meses, os judeus se preparam para a batalha final. Sem condições de libertar o gueto, esperam uma morte digna, na luta. O líder nazista Heinrich Himmler ordena a destruição do Gueto de Varsóvia. 

Em 19 de abril, 3 mil nazistas enfrentam 1,5 mil judeus. Cercam cada quadra e destroem casa por casa, matando todos os judeus que encontram. Mulheres saltam de andares altos de edifícios com os filhos nos braços para evitar a captura e morte. Na noite de 16 de maio, com a destruição da sinagoga, acaba o Levante do Gueto de Varsóvia.

Pelo menos 13 mil judeus morrem na revolta. Os 50 mil sobreviventes são enviados para os campos de concentração de Maydanek e Treblinka.

PRIMEIRA VIAGEM DE ÁCIDO

    Em 1943, dias depois de descobrir acidentalmente os efeitos psicodélicos da dietilamida do ácido lisérgico (LSD), o cientista Albert Hofmann decide tomar a droga intencionalmente no seu laboratório na Suíça. É a primeira viagem de ácido.
Hofmann sintetiza o LSD em 1938, mas seus efeitos psicoativos só são descobertos cinco anos depois

Quarenta minutos depois de tomar ácido, sem condições de trabalhar, Hofmann pega sua bicicleta e vai para casa. A data é festejada como o Dia da Bicicleta.

MASSACRE DE WACO

    Em 1993, depois de um mês e 20 dias de cerco, a polícia federal dos Estados Unidos, o FBi (Federal Bureau of Investigation), o Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos do Departamento da Justiça (ATF), a polícia estadual e a Guarda Nacional do Texas atacam a sede da seita Ramo Davidiano, liderada por David Koresh, a Comunidade do Monte Carmelo, suspeita de estocar armas. Quatro agentes federais e 82 membros da seita morrem, inclusive 28 crianças.
O ATF tem um mandado judicial para entrar no local. A ideia é fazer uma operação rápida à luz do dia para cumprir a ordem do juiz, mas um repórter pede informações a um porteiro que é cunhado de Koresh. Assim, os membros da seita se entrincheiram com grande quantidade de armas para resistir.

O Departamento da Justiça admite que seus agentes lançam bombas de gás lacrimogênio na sede da seita, mas acusam os davidianos pelo incêndio, citando gravações de conversas do líder com membros da seita mandando jogar combustível em montes de feno e o fato de que três incêndios teriam iniciado ao mesmo tempo.

O FBI alega em sua defesa que seus agentes não dispararam um tiro no dia do incêndio. Os tiros teriam partido da polícia estadual.

TERRORISMO INTERNO NOS EUA

    Em 1995, o veterano de guerra Timothy McVeigh explode um caminhão-bomba diante do Edifício Federal Alfred Murrah, na Cidade de Oklahoma, mata 168 pessoas e fere outras 500. É o pior atentado terrorista da história dos Estados Unidos até os ataques de 11 de setembro de 2001.
A bomba instalada num caminhão alugado tem mais de duas toneladas de nitrato de amônia, um fertilizante, e óleo combustível.

Apesar da suspeita inicial sobre extremistas muçulmanos ligados às guerras do Oriente Médio, a investigação logo se concentra em McVeigh, preso pouco depois da explosão por uma infração de trânsito, e seu amigo Terry Nichols. Os dois ex-soldados do Exército dos EUA simpatizam com movimentos patrióticos de extrema direita. Mesmo não sendo filiados a nenhum grupo, seguem sua ideologia e sua visão paranoica de que o governo federal é um inimigo manipulador da realidade.

Um de seus objetivos seria vingar o Massacre de Waco, no Texas. Em 19 de abril de 1993, depois de um mês e vinte dias de cerco, o Escritório de Armas, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivo do Departamento da Justiça, o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal do país a polícia estadual e a Guarda Nacional do Texas atacam a sede da seita Ramo Davidiano, liderada por David Koresh, que pega fogo.

Ao todo, quatro agentes federais e 82 membros da seita, inclusive 28 crianças, morrem no confronto. McVeigh e Nichols veem no caso um abuso de poder do governo federal e decidem atacar o edifício-sede das agências federais em Oklahoma. 19 de abril é o dia do início da Guerra da Independência dos EUA e do ataque ao Ramo Davidiano.

McVeigh é condenado por 11 acusações de assassinato, conspiração e uso de uma arma de destruição em massa e é executado em 2001. É a primeira pessoa executada por crime federal nos EUA desde 1963. Como não participa diretamente da execução do atentado, Nichols é condenado por conspiração e oito acusações de homicídio culposo. Pega prisão perpétua.

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terça-feira, 31 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 31 de Março

 REIS CATÓLICOS EXPULSAM JUDEUS

    Em 1492, depois de libertar a Espanha, em 2 de janeiro, de quase 800 anos de invasão muçulmana, os reis católicos, Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, baixam o Decreto de Alhambra, expulsando todos os judeus do reino.

Por mais de um século antes do Decreto de Alhambra, há massacres e atos de violência individual contra judeus e leis antissemitas na Espanha católica. Muitos judeus se convertem ao cristianismo. São os cristãos novos. A conversão e as mortes reduzem a população judaica.

Em 1478, Fernando e Isabel introduzem a Inquisição, sob o pretexto de livrar a Espanha dos hereges. Além de forçar as conversões, a Igreja persegue quem continua praticando o judaísmo em segredo com grande violência.

A pedido do grande inquisidor Tomás de Torquemada, o mais notório torturador e assassino do Santo Ofício, depois de anos de pressão, os monarcas decidem expulsar os judeus da Espanha e dão prazo até o fim de julho para que saiam do país.

Muitos se convertem. Pelo menos 40 mil fogem da Espanha. Algumas estimativas falam em centenas de milhares. Muitos pagam passagens de navio e são jogados no mar por capitães espanhóis.

O Império Otomano recebe os judeus da Espanha, mas outros países da Europa os tratam com a mesma crueldade dos espanhóis. Muitos vão para Portugal, onde o rei Dom João II cobra dois escudos de cada imigrante. 

Um novo rei, Dom Manuel I, ascende ao trono em 1495 e se casa com a princesa Isabel de Castela, filha dos reis católicos, que exigem a expulsão de todos os hereges (muçulmanos e judeus). Em 5 de dezembro de 1496, o rei expulsa os judeus e dá prazo até 31 de outubro de 1497 para que deixem Portugal.

Como precisa do capital e do conhecimento técnico dos judeus, quase todos alfabetizados e com conhecimento de matemática, Dom Manuel tenta promover uma conversão em massa, mas a maioria dos judeus decide sair do país.

O rei fecha todos os portos, menos Lisboa, onde se concentram 20 mil judeus à espera de um navio. Dom Manuel manda sequestrar todas as crianças judias de menos de 14 anos para serem educadas por famílias cristãs.

Quando o prazo se esgota, os judeus que ficam são arrastados por multidões insufladas por fanáticos religiosos até pias batismais.

Destes batismos forçados, surgem os marranos ou criptojudeus, que praticam o judaísmo clandestinamente e em público professam a fé católica. Os cristãos novos nunca são bem aceitos.

Em 1506, durante um surto da peste bubônica, há o Pogrom de Lisboa, um massacre de judeus com mais de 2 mil mortes, seguido de nova fuga em massa, principalmente para a Holanda e a Alemanha, e também para o Sul da França, a Inglaterra e o Oriente Médio.

NASCIMENTO DE DESCARTES

    Em 1596, nasce em Le Haye, na França, o matemático, cientista e filósofo René Descartes, mestre do racionalismo, considerado e fundador da filosofia moderna, autor da frase "penso, logo existo."

Descartes abandona a escolástica aristotélica, formula uma versão moderna do dualismo entre corpo e mente, e defende o desenvolvimento de uma nova ciência baseada na observação e experimentação. No Discurso do Método, ele propõe a "dúvida metódica" como meio de chegar à verdade.

Em 1604, René vai para um colégio jesuíta em La Flèche, onde 1,2 mil jovens do sexo masculino recebem educação para carreiras como engenharia militar, direito e administração pública. Além de ciências, matemática e metafísica, o estudo inclui música, poesia, dança, esgrima e andar a cavalo.

Dez anos depois, Descartes vai para Poitiers, onde se forma em direito em 1616, em meio à revolta dos huguenotes contra o rei Luís XIII. O pai quer que ele seja membro do Parlamento, mas a idade mínima é 27 anos e ele tem apenas 20.

Em 1618, vai para Breda, na Holanda, Descartes estuda ciência e matemática, e escreve o Compêndio de Música. Quando está na Boêmia, em 1619, inventa a geometria analítica, um ramo da matemática que usa a álgebra para resolver problemas geométricos e a geometria para resolver problemas de álgebra.

De 1619 a 1628, ele viaja pelo Sul da Europa, onde diz ter aprendido "o livro da vida". Em 1637, ele formula o Discurso do Método, com quatro regras básicas:

  • Não tomar como verdade nada que não seja evidente.
  • Dividir os problemas em partes mais simples.
  • Começar a resolver problemas das partes mais simples para as mais complexas.
  • Reavaliar o raciocínio.
Ele morre em Estocolmo, na Suécia, em 11 de fevereiro de 1650, aos 53 anos.

NASCIMENTO DE HAYDN

    Em 1732, o compositor Franz Joseph Haydn, um dos nomes mais importantes da música clássica no século 18, nasce em Rohrau, na Áustria.

A família é humilde. O pai é um marceneiro fabricante de rodas. A mãe cozinha para os senhores da cidade. Desde criança, Haydn revela talento para a música. Aos seis anos, um primo que é diretor de escola e mestre do coro o leva para a igreja, onde o pequeno Franz Joseph canta no coral e aprende vários instrumentos.

Aos 8 anos, o diretor musical da Catedral de Santo Estêvão, em Viena, o convida para ser corista da igreja mais importante da capital austríaca e do Sacro Império Romano-Germânico. Quando a voz muda na adolescência, Haydn é demitido. Aos 17 anos, está na miséria.

Enquanto sobrevive conseguindo bicos como músico, Haydn estuda e conhece o compositor e professor de canto italiano Nicola Porpora, que lhe dá aulas de voz e corrige suas composições. Faz contato com a nobreza ao tocar para a aristocracia. 

Em 1758, Haydn se torna diretor musical do Conde Ferdinando Maximilian von Morzin. da Boêmia. À frente de uma orquestra de 16 músicos, Haydn compõe sua primeira sinfonia. Sua carreira decola quando ele vai trabalhar para o Príncipe Pal Antal Esterhazy. A família Esterhazy é uma das mais poderosas do Sacro Império. Até a morte, Haydn trabalha para eles.

Numa das viagens a Viena, Haydn conhece Wolfgang Amadeus Mozart. Os dois ficam amigos e se influenciam. Mozart aprende a compor quartetos com Haydn.

Haydn chega à Inglaterra no Ano Novo de 1791 para um ano e meio de grande produção. Ele compõe em Londres 12 sinfonias que são suas melhores obras para orquestra. Em junho de 1792, vai para a Alemanha. Conhece em Bonn o jovem Ludwig van Beethoven, de 22 anos, e o leva para ser seu aluno. Numa carta ao preceptor de Beethoven, o prefeito de Colônia, Haydn escreve: "Beethoven um dia será considerado um dos maiores compositores da Europa e terei orgulho de ser chamado de seu professor."


ABERTURA DO JAPÃO

    Em 1854, sob pressão do almirante Matthew Parry, que ameaça bombardear o porto de Tóquio, o Japão assina o Tratado de Kanagawa e se abre ao comércio com os Estados Unidos depois de 215 anos de fechamento durante o Xogunato Tokugawa (1603-1868).

O almirante Perry entra na Baía de Tóquio em julho de 1853 com uma frota de navios de guerra e exige a abertura do Japão. Volta em fevereiro para negociar o tratado. Tenta falar com o imperador, mas acaba negociando com o xogum Ieyoshi Tokugawa. Com o tratado, o Japão abre os portos de Shimoda e Hakodate aos navios dos EUA.

Em 1858, os EUA e o Japão assinam um Tratado de Amizade e Comércio. Essa abertura comercial feita com a diplomacia das canhoneiras causa uma revolução. É o fim da Idade Média no Japão. Em 1868, acaba o xogunato. Vem a Restauração Meiji, que restitui o poder ao imperador.

Para não ser dominado pelo colonialismo, o Japão se ocidentaliza e se industrializa. Ao vencer a China na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95), acaba com a ordem sinocêntrica de 2 mil anos no Leste da Ásia. Derrota a Rússia na Guerra do Pacífico ou Guerra Russo-Japonesa (1904-5).

INAUGURAÇÃO DA TORRE EIFFEL

    Em 1889, para festejar o centenário da Revolução Francesa de 1789, a Torre Eiffel, obra do engenheiro Gustav Eiffel, é inaugurada em Paris. 


Mais de 100 projetos são apresentados quando a França prepara as festividades. O vencedor é uma torre de 300 metros quase toda construída com ferro forjado de malha aberta. Várias críticas são feitas do ponto de vista estético. O arco serve de portão de entrada da Exposição Internacional de 1889.

É a construção mais alta do mundo na época, duas vezes mais alta do que a Basílica de São Pedro, no Vaticano, e do que a Pirâmide de Quéops, no Egito.

HORÁRIO DE VERÃO

    Em 1918, para economizar energia, os Estados Unidos adiantam os relógios em uma hora e adotam o horário de verão.

A medida é sugerida pela primeira vez pelo político e cientista norte-americano Benjamin Franklin, um dos fundadores dos EUA. Vários países, entre eles a Alemanha, a Austrália, os EUA e o Reino Unido adotam a medida para poupar combustível durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Hoje, os países do Hemisfério Norte usam o horário de verão do fim de março ou início de abril até o fim de setembro ou outubro. Fazem a mudança de madrugada para não alterar a data.

LYNDON JOHNSON DESISTE DA REELEIÇÃO

    Em 1968, sob pressão por causa do descontentamento com a intervenção dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, o presidente Lyndon Johnson surpreende os norte-americanos ao anunciar que não será candidato à reeleição.

Lyndon Baynes Johnson nasce no condado de Gillespie, no Texas, em 27 de agosto de 1908. Um moderado dentro do Partido Democrata, se destaca como líder do Senado e é indicado como candidato a vice-presidente na chapa de John Kennedy, em 1960.

Com o assassinato de Kennedy, em 22 de novembro de 1963, Johnson assume a Presidência e obtém uma grande vitória na eleição de 1964 contra o segregacionista Barry Goldwater.

Johnson luta pela aprovação de propostas de Kennedy como a Lei dos Direitos Civis (1964) e a Lei dos Direitos de Voto (1965), ambas para acabar com a discriminação racial que os negros ainda sofriam, especialmente no Sul dos EUA, um século depois do fim da Guerra da Secessão (1861-65). Também lança o projeto Grande Sociedade para eliminar a pobreza, reduzir a desigualdade e a criminalidade, proteger o meio ambiente e melhorar a educação e a saúde.

Ao mesmo tempo, em agosto de 1964, seu governo forja o Incidente do Golfo de Tonquim para conseguir a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte, depois de Kennedy enviar mais de 2,8 mil assessores militares para o Sudeste Asiático.

Quando o Vietnã do Norte e seus guerrilheiros aliados do Viet Cong fazem a Ofensiva do Tet, no Ano Novo Lunar chinês, a partir de 30 de janeiro de 1968, fica evidente que os EUA não têm como ganhar a guerra e a opinião pública se volta contra a intervenção militar.

Diante da impopularidade do presidente, os senadores Eugene McCarthy e Robert Kennedy lançam suas candidaturas e decidem disputar as eleições primárias. Johnson desiste de tentar a reeleição.

O assassinato do líder do movimento negro pacífico, Martin Luther King Jr., em 4 de abril de 1968, deflagra uma onda de protestos no país. Dois meses depois, Bob Kennedy é baleado no dia em que vence a eleição primária da Califórnia, praticamente garantindo a candidatura democrata, e morre no dia seguinte.

Numa convenção nacional democrata tumultuada em Chicago, em agosto, o partido nomeia o vice-presidente Hubert Humphrey como candidato do partido. Johnson anuncia o fim dos bombardeios e o início de negociações de paz com o Vietnã do Norte, mas é tarde demais. Richard Nixon, o ex-vice-presidente derrotado por John Kennedy em 1960, vence Humphrey por 31,7 a 30,9 milhões de votos.

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sábado, 19 de abril de 2025

Hoje na História do Mundo: 19 de Abril

  INÍCIO DA GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1775, por volta das 5h, 700 soldados britânicos que tentam capturar colonos rebeldes e apreender armas entram na cidade de Lexington, onde são esperados por 77 patriotas armados sob o comando do capitão John Parker, e travam a primeira batalha da Guerra da Independência dos Estados Unidos.

Com superioridade numérica, o capitão britânico John Pitcairn manda os patriotas norte-americanos se dispersarem, mas um tiro de canhão deflagra o combate. Quando a batalha termina, oito colonos e um britânico estão mortos.

É o início da Revolução Norte-Americana. A independência não está nos planos iniciais dos colonos. Em 10 de janeiro de 1776, o revolucionário britânico Tom Paine publica Senso Comum, um panfleto contra a monarquia. A independência é declarada seis meses depois, em 4 de julho de 1776. 

Os rebeldes ganham a guerra com a vitória na Batalha de Yorktown, em 19 de outubro de 1781. A independência é reconhecida pela França e o Reino Unido no Tratado de Paris, assinado em 3 de setembro de 1783.

LEVANTE DO GUETO DE VARSÓSIA

    Em 1943, a Alemanha Nazista começa o ataque à rebelião dos judeus poloneses confinados no Gueto de Varsóvia. É a revolta mais importante do povo judeu contra o Holocausto cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Como parte do genocídio, os nazistas confinam os judeus em guetos. Em Varsóvia, onde antes moravam 100 mil pessoas, havia 400 mil. De julho a setembro de 1942, 300 mil moradores do gueto são enviados para a morte imediata no campo de concentração de Treblinka. Diante da morte certa, quem sobrevive decide resistir.

A resistência une a Organização Judaica de Combate, da esquerda, e a União Militar Judaica, de direita. Os grandes heróis são Mordechai Anielewicz, do movimento jovem judaico de esquerda Hashomer Hatzair, e Pawel Frenkel, do movimento jovem de direita Betar.

Em 18 de janeiro de 1943, eles atacam vários batalhões da SS, a organização paramilitar que é a tropa de choque do Partido Nazista. Os alemães fogem. Na Batalha da Rua Niska, em 21 de janeiro, doze soldados nazistas morrem. A resistência assume o controle do gueto.

Durante três meses, os judeus se preparam para a batalha final. Sem condições de libertar o gueto, esperam uma morte digna, na luta. O líder nazista Heinrich Himmler ordena a destruição do Gueto de Varsóvia. 

Em 19 de abril, 3 mil nazistas enfrentam 1,5 mil judeus. Cercam cada quadra e destroem casa por casa, matando todos os judeus que encontram. Mulheres saltam de andares altos de edifícios com os filhos nos braços para evitar a captura e morte. Na noite de 16 de maio, com a destruição da sinagoga, acaba o Levante do Gueto de Varsóvia.

Pelo menos 13 mil judeus morrem na revolta. Os 50 mil sobreviventes são enviados para os campos de concentração de Maydanek e Treblinka.

MASSACRE DE WACO

    Em 1993, depois de um mês e 20 dias de cerco, a polícia federal dos Estados Unidos, o FBi (Federal Bureau of Investigation), o Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos do Departamento da Justiça (ATF), a polícia estadual e a Guarda Nacional do Texas atacam a sede da seita Ramo Davidiano, liderada por David Koresh, a Comunidade do Monte Carmelo, suspeita de estocar armas. Quatro agentes federais e 82 membros da seita morrem, inclusive 28 crianças.
O ATF tem um mandado judicial para entrar no local. A ideia é fazer uma operação rápida à luz do dia para cumprir a ordem do juiz, mas um repórter pede informações a um porteiro que é cunhado de Koresh. Assim, os membros da seita se entrincheiram com grande quantidade de armas para resistir.

O Departamento da Justiça admite que seus agentes lançaram bombas de gás lacrimogênio na sede da seita, mas acusam os davidianos pelo incêndio, citando gravações de conversas do líder com membros da seita mandando jogar combustível em montes de feno e o fato de que três incêndios teriam iniciado ao mesmo tempo.

O FBI alega em sua defesa que seus agentes não dispararam um tiro no dia do incêndio. Os tiros teriam partido da polícia estadual.

TERRORISMO INTERNO NOS EUA

    Em 1995, o veterano de guerra Timothy McVeigh explode um caminhão-bomba diante do Edifício Federal Alfred Murrah, na Cidade de Oklahoma, mata 168 pessoas e fere outras 500. É o pior atentado terrorista da história dos Estados Unidos até os ataques de 11 de setembro de 2001.
A bomba instalada num caminhão alugado tem mais de duas toneladas de nitrato de amônia, um fertilizante, e óleo combustível.

Apesar da suspeita inicial sobre extremistas muçulmanos ligados às guerras do Oriente Médio, a investigação logo se concentrou em McVeigh, preso pouco depois da explosão por uma infração de trânsito, e seu amigo Terry Nichols. Os dois ex-soldados do Exército dos EUA simpatizam com movimentos patrióticos de extrema direita. Mesmo não sendo filiados a nenhum grupo, seguem sua ideologia e sua visão paranoica de que o governo federal é um inimigo manipulador da realidade.

Um de seus objetivos seria vingar o Massacre de Waco, no Texas. Em 19 de abril de 1993, depois de um mês e vinte dias de cerco, o Escritório de Armas, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivo do Departamento da Justiça, o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal do país a polícia estadual e a Guarda Nacional do Texas atacam a sede da seita Ramo Davidiano, liderada por David Koresh, que pega fogo.

Ao todo, quatro agentes federais e 82 membros da seita, inclusive 28 crianças, morrem no confronto. McVeigh e Nichols veem no caso um abuso de poder do governo federal e decidem atacar o edifício-sede das agências federais em Oklahoma. 19 de abril é o dia do início da Guerra da Independência dos EUA e do ataque ao Ramo Davidiano.

McVeigh é condenado por 11 acusações de assassinato, conspiração e uso de uma arma de destruição em massa e é executado em 2001. É a primeira pessoa executada por crime federal nos EUA desde 1963. Como não participa diretamente da execução do atentado, Nichols é condenado por conspiração e oito acusações de homicídio culposo. Pega prisão perpétua.

segunda-feira, 31 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 31 de Março

 REIS CATÓLICOS EXPULSAM JUDEUS

    Em 1492, depois de libertar a Espanha, em 2 de janeiro, de quase 800 anos de invasão muçulmana, os reis católicos, Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, baixam o Decreto de Alhambra, expulsando todos os judeus do reino.

Por mais de um século antes do Decreto de Alhambra, há massacres e atos de violência individual contra judeus e leis antissemitas na Espanha católica. Muitos judeus se convertem ao cristianismo. São os cristãos novos. A conversão e as mortes reduzem a população judaica.

Em 1478, Fernando e Isabel introduzem a Inquisição, sob o pretexto de livrar a Espanha dos hereges. Além de forçar as conversões, a Igreja persegue quem continua praticando o judaísmo em segredo com grande violência.

A pedido do grande inquisidor Tomás de Torquemada, o mais notório torturador e assassino do Santo Ofício, depois de anos de pressão, os monarcas decidem expulsar os judeus da Espanha e dão prazo até o fim de julho para que saiam do país.

Muitos se convertem. Pelo menos 40 mil fogem da Espanha. Algumas estimativas falam em centenas de milhares. Muitos pagam passagens de navio e são jogados no mar por capitães espanhóis.

O Império Otomano recebe os judeus da Espanha, mas outros países da Europa os tratam com a mesma crueldade dos espanhóis. Muitos vão para Portugal, onde o rei Dom João II cobra dois escudos de cada imigrante. 

Um novo rei, Dom Manuel I, ascende ao trono em 1495 e se casa com a princesa Isabel de Castela, filha dos reis católicos, que exigem a expulsão de todos os hereges (muçulmanos e judeus). Em 5 de dezembro de 1496, o rei expulsa os judeus e dá prazo até 31 de outubro de 1497 para que deixem Portugal.

Como precisa do capital e do conhecimento técnico dos judeus, quase todos alfabetizados e com conhecimento de matemática, Dom Manuel tenta promover uma conversão em massa, mas a maioria dos judeus decide sair do país.

O rei fecha todos os portos, menos Lisboa, onde se concentram 20 mil judeus à espera de um navio. Dom Manuel manda sequestrar todas as crianças judias de menos de 14 anos para serem educadas por famílias cristãs.

Quando o prazo se esgota, os judeus que ficam são arrastados por multidões insufladas por fanáticos religiosos até pias batismais.

Destes batismos forçados, surgem os marranos ou criptojudeus, que praticam o judaísmo clandestinamente e em público professam a fé católica. Os cristãos novos nunca são bem aceitos.

Em 1506, durante um surto da peste bubônica, há o Pogrom de Lisboa, um massacre de judeus com mais de 2 mil mortes, seguido de nova fuga em massa, principalmente para a Holanda e a Alemanha, e também para o Sul da França, a Inglaterra e o Oriente Médio.

NASCIMENTO DE DESCARTES

    Em 1596, nasce em Le Haye, na França, o matemático, cientista e filósofo René Descartes, mestre do racionalismo, considerado e fundador da filosofia moderna, autor da frase "penso, logo existo."

Descartes abandona a escolástica aristotélica, formula uma versão moderna do dualismo entre corpo e mente, e defende o desenvolvimento de uma nova ciência baseada na observação e experimentação. No Discurso do Método, ele propõe a "dúvida metódica" como meio de chegar à verdade.

Em 1604, René vai para um colégio jesuíta em La Flèche, onde 1,2 mil jovens do sexo masculino recebem educação para carreiras como engenharia militar, direito e administração pública. Além de ciências, matemática e metafísica, o estudo inclui música, poesia, dança, esgrima e andar a cavalo.

Dez anos depois, Descartes vai para Poitiers, onde se forma em direito em 1616, em meio à revolta dos huguenotes contra o rei Luís XIII. O pai quer que ele seja membro do Parlamento, mas a idade mínima é 27 anos e ele tem apenas 20.

Em 1618, vai para Breda, na Holanda, Descartes estuda ciência e matemática, e escreve o Compêndio de Música. Quando está na Boêmia, em 1619, inventa a geometria analítica, um ramo da matemática que usa a álgebra para resolver problemas geométricos e a geometria para resolver problemas de álgebra.

De 1619 a 1628, ele viaja pelo Sul da Europa, onde diz ter aprendido "o livro da vida". Em 1637, ele formula o Discurso do Método, com quatro regras básicas:

  • Não tomar como verdade nada que não seja evidente.
  • Dividir os problemas em partes mais simples.
  • Começar a resolver problemas das partes mais simples para as mais complexas.
  • Reavaliar o raciocínio.
Ele morre em Estocolmo, na Suécia, em 11 de fevereiro de 1650, aos 53 anos.

NASCIMENTO DE HAYDN

    Em 1732, o compositor Franz Joseph Haydn, um dos nomes mais importantes da música clássica no século 18, nasce em Rohrau, na Áustria.

A família é humilde. O pai é um marceneiro fabricante de rodas. A mãe cozinha para os senhores da cidade. Desde criança, Haydn revela talento para a música. Aos seis anos, um primo que é diretor de escola e mestre do coro o leva para a igreja, onde o pequeno Franz Joseph canta no coral e aprende vários instrumentos.

Aos 8 anos, o diretor musical da Catedral de Santo Estêvão, em Viena, o convida para ser corista da igreja mais importante da capital austríaca e do Sacro Império Romano-Germânico. Quando a voz muda na adolescência, Haydn é demitido. Aos 17 anos, está na miséria.

Enquanto sobrevive conseguindo bicos como músico, Haydn estuda e conhece o compositor e professor de canto italiano Nicola Porpora, que lhe dá aulas de voz e corrige suas composições. Faz contato com a nobreza ao tocar para a aristocracia. 

Em 1758, Haydn se torna diretor musical do Conde Ferdinando Maximilian von Morzin. da Boêmia. À frente de uma orquestra de 16 músicos, Haydn compõe sua primeira sinfonia. Sua carreira decola quando ele vai trabalhar para o Príncipe Pal Antal Esterhazy. A família Esterhazy é uma das mais poderosas do Sacro Império. Até a morte, Haydn trabalha para eles.

Numa das viagens a Viena, Haydn conhece Wolfgang Amadeus Mozart. Os dois ficam amigos e se influenciam. Mozart aprende a compor quartetos com Haydn.

Haydn chega à Inglaterra no Ano Novo de 1791 para um ano e meio de grande produção. Ele compõe em Londres 12 sinfonias que são suas melhores obras para orquestra. Em junho de 1792, vai para a Alemanha. Conhece em Bonn o jovem Ludwig van Beethoven, de 22 anos, e o leva para ser seu aluno. Numa carta ao preceptor de Beethoven, o prefeito de Colônia, Haydn escreve: "Beethoven um dia será considerado um dos maiores compositores da Europa e terei orgulho de ser chamado de seu professor."


ABERTURA DO JAPÃO

    Em 1854, sob pressão do almirante Matthew Parry, que ameaça bombardear o porto de Tóquio, o Japão assina o Tratado de Kanagawa e se abre ao comércio com os Estados Unidos depois de 215 anos de fechamento durante o Xogunato Tokugawa (1603-1868).

O almirante Perry entra na Baía de Tóquio em julho de 1853 com uma frota de navios de guerra e exige a abertura do Japão. Volta em fevereiro para negociar o tratado. Tenta falar com o imperador, mas acaba negociando com o xogum Ieyoshi Tokugawa. Com o tratado, o Japão abre os portos de Shimoda e Hakodate aos navios dos EUA.

Em 1858, os EUA e o Japão assinam um Tratado de Amizade e Comércio. Essa abertura comercial feita com a diplomacia das canhoneiras causa uma revolução. É o fim da Idade Média no Japão. Em 1868, acaba o xogunato. Vem a Restauração Meiji, que restitui o poder ao imperador.

Para não ser dominado pelo colonialismo, o Japão se ocidentaliza e se industrializa. Ao vencer a China na Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-95), acaba com a ordem sinocêntrica de 2 mil anos no Leste da Ásia. Derrota a Rússia na Guerra do Pacífico ou Guerra Russo-Japonesa (1904-5).

INAUGURAÇÃO DA TORRE EIFFEL

    Em 1889, para festejar o centenário da Revolução Francesa de 1789, a Torre Eiffel, obra do engenheiro Gustav Eiffel, é inaugurada em Paris. 


Mais de 100 projetos são apresentados quando a França prepara as festividades. O vencedor é uma torre de 300 metros quase toda construída com ferro forjado de malha aberta. Várias críticas são feitas do ponto de vista estético. O arco serve de portão de entrada da Exposição Internacional de 1889.

É a construção mais alta do mundo na época, duas vezes mais alta do que a Basílica de São Pedro, no Vaticano, e do que a Pirâmide de Quéops, no Egito.

HORÁRIO DE VERÃO

    Em 1918, para economizar energia, os Estados Unidos adiantam os relógios em uma hora e adotam o horário de verão.

A medida é sugerida pela primeira vez pelo político e cientista norte-americano Benjamin Franklin, um dos fundadores dos EUA. Vários países, entre eles a Alemanha, a Austrália, os EUA e o Reino Unido adotam a medida para poupar combustível durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Hoje, os países do Hemisfério Norte usam o horário de verão do fim de março ou início de abril até o fim de setembro ou outubro. Fazem a mudança de madrugada para não alterar a data.

LYNDON JOHNSON DESISTE DA REELEIÇÃO

    Em 1968, sob pressão por causa do descontentamento com a intervenção dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, o presidente Lyndon Johnson surpreende os norte-americanos ao anunciar que não será candidato à reeleição.

Lyndon Baynes Johnson nasce no condado de Gillespie, no Texas, em 27 de agosto de 1908. Um moderado dentro do Partido Democrata, se destaca como líder do Senado e é indicado como candidato a vice-presidente na chapa de John Kennedy, em 1960.

Com o assassinato de Kennedy, em 22 de novembro de 1963, Johnson assume a Presidência e obtém uma grande vitória na eleição de 1964 contra o segregacionista Barry Goldwater.

Johnson luta pela aprovação de propostas de Kennedy como a Lei dos Direitos Civis (1964) e a Lei dos Direitos de Voto (1965), ambas para acabar com a discriminação racial que os negros ainda sofriam, especialmente no Sul dos EUA, um século depois do fim da Guerra da Secessão (1861-65). Também lança o projeto Grande Sociedade para eliminar a pobreza, reduzir a desigualdade e a criminalidade, proteger o meio ambiente e melhorar a educação e a saúde.

Ao mesmo tempo, em agosto de 1964, seu governo forja o Incidente do Golfo de Tonquim para conseguir a aprovação do Congresso para declarar guerra ao Vietnã do Norte, depois de Kennedy enviar mais de 2,8 mil assessores militares para o Sudeste Asiático.

Quando o Vietnã do Norte e seus guerrilheiros aliados do Viet Cong fazem a Ofensiva do Tet, no Ano Novo Lunar chinês, a partir de 30 de janeiro de 1968, fica evidente que os EUA não têm como ganhar a guerra e a opinião pública se volta contra a intervenção militar.

Diante da impopularidade do presidente, os senadores Eugene McCarthy e Robert Kennedy lançam suas candidaturas e decidem disputar as eleições primárias. Johnson desiste de tentar a reeleição.

O assassinato do líder do movimento negro pacífico, Martin Luther King Jr., em 4 de abril de 1968, deflagra uma onda de protestos no país. Dois meses depois, Bob Kennedy é baleado no dia em que vence a eleição primária da Califórnia, praticamente garantindo a candidatura democrata, e morre no dia seguinte.

Numa convenção nacional democrata tumultuada em Chicago, em agosto, o partido nomeia o vice-presidente Hubert Humphrey como candidato do partido. Johnson anuncia o fim dos bombardeios e o início de negociações de paz com o Vietnã do Norte, mas é tarde demais. Richard Nixon, o ex-vice-presidente derrotado por John Kennedy em 1960, vence Humphrey por 31,7 a 30,9 milhões de votos.