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sábado, 16 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 16 de Maio

CASAMENTO REAL

    Em 1770, Luís, delfim (herdeiro do trono) da França, casa com Maria Antonieta, filha do imperador Francisco I, do Sacro Império Romano-Germânico, e da arquiduquesa Maria Teresa da Áustria, num casamento para fortalecer as relações entre inimigos históricos que acaba na guilhotina durante a Revolução Francesa de 1789.

O casamento começa mal. O delfim decide dar uma festa com fogos de artificio que termina em tragédia, com 132 mortes.

Com a morte do rei Luís XV, em 1774, seu neto ascende ao trono como Luís XVI. Ele é incapaz de resolver os problemas financeiros herdados do avô por causa da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando a França perde para o Império Britânico suas possessões na Índia e a maior parte das possessões na América do Norte.

A rainha é considerada extravagante, perdulária, dedicada aos interesses da Áustria e contrária à reforma da monarquia, alienando o regime do povo francês, que passa fome em invernos rigorosos.

A Revolução Americana, que leva à independência dos Estados Unidos em 1776, com o apoio da França, outra consequência da Guerra dos Sete Anos, desperta o interesse do povo francês pela democracia.

Quando estoura a Revolução Francesa, em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão real da Bastilha, Luís XVI escreve em seu diário: "Nada". Mais um dia de tédio real.

O casal resiste aos conselhos de reformar a monarquia. Em 1791, o rei e a rainha decidem fugir para a Áustria. São presos e levados para Paris, onde Luís XVI aceita uma nova Constituição que o torna uma figura decorativa.

Em agosto de 1792, ambos são presos de novo. Em setembro do mesmo ano, começa a segunda fase da Revolução Francesa, o período da Convenção Nacional, que abole a monarquia e instaura um regime de terror sob o controle do Comitê de Salvação Nacional.

Sob a acusação de traição, ambos são condenados pelo tribunal revolucionário. Luís XVI é guilhotinado em 21 de janeiro de 1793 e Maria Antonieta em 16 de outubro do mesmo ano.

SANTA JOANA D'ARC

    Em 1920, o papa Bento XV canoniza a grande heroína nacional da França, Joana d'Arc.

Joana d'Arc nasce em 1412 em Donrémy, no Nordeste da Franca, numa família camponesa. Aos 16 anos, "ouve vozes" de três santos católicos – Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel – exortando-a a apoiar o delfim na reconquista de Reims e do trono da França, tomado em 1415 por Henrique V, da Inglaterra. 

Ela vira uma heroína ao entrar em combate no Cerco de Orleans, de 12 de outubro de 1428 a 8 de maio de 1429, a primeira grande vitória francesa depois da derrota na Batalha de Agincourt, em 25 de outubro de 1415. Depois de uma série de triunfos franceses, Carlos VII é coroado em Reims.

A França obtém outras vitórias, mas o Cerco de Paris, de 3 a 8 de setembro, fracassa. Em 23 de maio de 1430, Joana d'Arc é capturada pelas forças de João, Duque de Borgonha, aliado da Inglaterra. É julgada pelo bispo Pierre Cauchon, que faz acusações de cunho religioso e a condena à morte na fogueira como uma bruxa. 

Aos 19 anos, ela é queimada na fogueira na Praça do Velho Mercado, em Rouen, em 30 de maio de 1431. O primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que também foi historiador, considera a execução sumária um erro que a transforma em mártir.

Sob a inspiração da jovem camponesa, a Guerra dos Cem Anos vira a favor da França. Em 1453, Carlos VII havia reconquistado todo o território francês menos o porto de Calais, que os ingleses entregam em 1558.

PRIMEIRA CERIMÔNIA DO OSCAR

    Em 1929, a Academia de Artes e Ciências do Cinema dos Estados Unidos realiza a primeira festa de entrega de prêmios aos destaques do ano, com cerca de 250 pessoas, num jantar no Hotel Roosevelt, em Hollywood, na Califórnia.

A academia, uma ideia de Louis Mayer, da poderosa companhia cinematográfica Metro Goldwin Mayer, nasce em maio de 1927. Seu primeiro presidente, o ator Douglas Fairbanks, é o mestre de cerimônias da primeira entrega das estatuetas douradas que mais tarde passam a ser chamadas de Óscars.

O som é a grande novidade do cinema na época, mas o filme The Jazz Singer, da Warner Brothers, não disputa o prêmio de melhor filme porque a concorrência com o cinema mudo é considerada desleal. 

O vencedor é Wings (Asas), de William Wellman, o filme mais caro até então, com orçamento de US$ 2 milhões. Conta a história de dois pilotos da Primeira Guerra Mundial (1939-45) que se apaixonam pela mesma mulher.

Aurora, do diretor alemão Friedrich Murnau, um dos grandes cineastas do cinema mudo, divide o prêmio de melhor filme.

O melhor ator é o alemão Emil Jannings, escolhido pela atuação em Tentação da Carne e A Última Ordem. Janet Gaynor, de 22 anos, ganha o prêmio de melhor atriz por três filmes, Sétimo Céu, Aurora e O Anjo das Ruas.

Charles Chaplin, o maior ator de todos os tempos, indicado para os prêmios de melhor ator, melhor roterista e melhor diretor de comédia, recebe um prêmio especial. Receberia o segundo, pelo conjunto da obra, em 1971.

A academia adota oficialmente o nome de Óscar para a estatueta em 1939. Uma versão não confirmada atribui o nome a Margaret Herrick, uma diretora-executiva da academia que a achou parecida com seu tio Oscar.

FIM DO LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA

    Em 1943, com a destruição da última sinagoga, a Alemanha assume o controle total do Gueto de Varsóvia e acaba com a maior rebelião de judeus contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Mais de 13 mil judeus morrem no levante. Os sobreviventes são deportados para os centros de extermínio de Majdanek e Treblinka, na Polônia.

A guerra começa com a invasão da Polônia pela Alemanha, em 1º de setembro de 1939. Pouco depois, os nazistas encurralam os judeus da capital polonesa num gueto cercado por arame farpado, sob a vigilância da SS, a força para militar, o braço armado do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha (Nazista).

Mais de 500 mil judeus são confinados numa área de 340 hectares. Muitos morrem de fome e doenças.

Em julho de 1942, os nazistas começam a aplicar na Polônia a solução final, o plano genocida para exterminar o povo judeu aprovado na Conferência de Wannsee, em Berlim, em 20 de janeiro do mesmo ano. A cada dia, 6 mil judeus de Varsóvia são enviados para a morte em centros de extermínio.

Os nazistas declaram que os judeus estão sendo enviados a campos de trabalho, mas logo chega ao gueto a notícia de que deportação significa extermínio. Nasce a Organização de Combate Judaica (ZOB), que consegue algumas armas.

Em 18 de janeiro de 1943, quando os soldados entram no gueto para transferir mais um grupo para os campos da morte, caem numa emboscada preparada pela resistência. A luta dura dias e vários soldados nazistas morrem.

O Levante do Gueto de Varsóvia começa em 19 de abril de 1943, quando o líder nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, anuncia que o gueto será evacuado em homenagem ao aniversário de Adolf Hitler no dia seguinte.

Mais de mil soldados da SS entram no gueto com tanques e artilharia pesada. Cerca de 60 mil judeus sobreviventes buscam esconderijos secretos, mas mais de mil militantes da resistência enfrentam os nazistas com bombas caseiras e as armas conseguidas no mercado negro.

Apesar da resistência, os judeus são massacrados. Em 24 de abril, os alemães lançam um assalto total ao Gueto de Varsóvia e arrasam os prédios um a um. A resistência recua para a rede de esgotos para continuar a luta. 

Em 8 de maio, os nazistas tomam o bunker do comando dos judeus. Os líderes da resistência se suicidam. A revolta acaba em 16 de maio. 

BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO

    Em 1985, três cientistas da Sondagem Antártica Britânica publicam artigo na revista científica Nature revelando a existência de um buraco sobre o Polo Sul na camada de ozônio da atmosfera, que protege a Terra dos raios ultravioleta.

A causa seria a emissão de gases com clorofluorcarbonetos, usados principalmente em perfumes, desodorantes e outros produtos aplicados por aspersão.

Dentro de dois anos, 46 países assinaram o Protocolo de Montreal, prometendo banir o uso de substâncias que danificam a camada de ozônio. Todos os países-membros das Nações Unidas aderem. O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, observa que "talvez seja o acordo internacional mais bem-sucedido até hoje." 

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domingo, 19 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 19 de Abril

INÍCIO DA GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1775, por volta das 5h, 700 soldados britânicos que tentam capturar colonos rebeldes e apreender armas entram na cidade de Lexington, onde são esperados por 77 patriotas armados sob o comando do capitão John Parker, e travam a primeira batalha da Guerra da Independência dos Estados Unidos.

Com superioridade numérica, o capitão britânico John Pitcairn manda os patriotas norte-americanos se dispersarem, mas um tiro de canhão deflagra o combate. Quando a batalha termina, oito colonos e um britânico estão mortos.

É o início da Revolução Norte-Americana. A independência não está nos planos iniciais dos colonos. Em 10 de janeiro de 1776, o revolucionário britânico Tom Paine publica Senso Comum, um panfleto contra a monarquia. A independência é declarada seis meses depois, em 4 de julho de 1776. 

Os rebeldes ganham a guerra com a vitória na Batalha de Yorktown, em 19 de outubro de 1781. A independência é reconhecida pela França e o Reino Unido no Tratado de Paris, assinado em 3 de setembro de 1783.

LEVANTE DO GUETO DE VARSÓSIA

    Em 1943, a Alemanha Nazista começa o ataque à rebelião dos judeus poloneses confinados no Gueto de Varsóvia. É a revolta mais importante do povo judeu contra o Holocausto cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Como parte do genocídio, os nazistas confinam os judeus em guetos. Em Varsóvia, onde antes moravam 100 mil pessoas, havia 400 mil. De julho a setembro de 1942, 300 mil moradores do gueto são enviados para a morte imediata no campo de concentração de Treblinka. Diante da morte certa, quem sobrevive decide resistir.

A resistência une a Organização Judaica de Combate, da esquerda, e a União Militar Judaica, de direita. Os grandes heróis são Mordechai Anielewicz, do movimento jovem judaico de esquerda Hashomer Hatzair, e Pawel Frenkel, do movimento jovem de direita Betar.

Em 18 de janeiro de 1943, eles atacam vários batalhões da SS, a organização paramilitar que é a tropa de choque do Partido Nazista. Os alemães fogem. Na Batalha da Rua Niska, em 21 de janeiro, doze soldados nazistas morrem. A resistência assume o controle do gueto.

Durante três meses, os judeus se preparam para a batalha final. Sem condições de libertar o gueto, esperam uma morte digna, na luta. O líder nazista Heinrich Himmler ordena a destruição do Gueto de Varsóvia. 

Em 19 de abril, 3 mil nazistas enfrentam 1,5 mil judeus. Cercam cada quadra e destroem casa por casa, matando todos os judeus que encontram. Mulheres saltam de andares altos de edifícios com os filhos nos braços para evitar a captura e morte. Na noite de 16 de maio, com a destruição da sinagoga, acaba o Levante do Gueto de Varsóvia.

Pelo menos 13 mil judeus morrem na revolta. Os 50 mil sobreviventes são enviados para os campos de concentração de Maydanek e Treblinka.

PRIMEIRA VIAGEM DE ÁCIDO

    Em 1943, dias depois de descobrir acidentalmente os efeitos psicodélicos da dietilamida do ácido lisérgico (LSD), o cientista Albert Hofmann decide tomar a droga intencionalmente no seu laboratório na Suíça. É a primeira viagem de ácido.
Hofmann sintetiza o LSD em 1938, mas seus efeitos psicoativos só são descobertos cinco anos depois

Quarenta minutos depois de tomar ácido, sem condições de trabalhar, Hofmann pega sua bicicleta e vai para casa. A data é festejada como o Dia da Bicicleta.

MASSACRE DE WACO

    Em 1993, depois de um mês e 20 dias de cerco, a polícia federal dos Estados Unidos, o FBi (Federal Bureau of Investigation), o Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos do Departamento da Justiça (ATF), a polícia estadual e a Guarda Nacional do Texas atacam a sede da seita Ramo Davidiano, liderada por David Koresh, a Comunidade do Monte Carmelo, suspeita de estocar armas. Quatro agentes federais e 82 membros da seita morrem, inclusive 28 crianças.
O ATF tem um mandado judicial para entrar no local. A ideia é fazer uma operação rápida à luz do dia para cumprir a ordem do juiz, mas um repórter pede informações a um porteiro que é cunhado de Koresh. Assim, os membros da seita se entrincheiram com grande quantidade de armas para resistir.

O Departamento da Justiça admite que seus agentes lançam bombas de gás lacrimogênio na sede da seita, mas acusam os davidianos pelo incêndio, citando gravações de conversas do líder com membros da seita mandando jogar combustível em montes de feno e o fato de que três incêndios teriam iniciado ao mesmo tempo.

O FBI alega em sua defesa que seus agentes não dispararam um tiro no dia do incêndio. Os tiros teriam partido da polícia estadual.

TERRORISMO INTERNO NOS EUA

    Em 1995, o veterano de guerra Timothy McVeigh explode um caminhão-bomba diante do Edifício Federal Alfred Murrah, na Cidade de Oklahoma, mata 168 pessoas e fere outras 500. É o pior atentado terrorista da história dos Estados Unidos até os ataques de 11 de setembro de 2001.
A bomba instalada num caminhão alugado tem mais de duas toneladas de nitrato de amônia, um fertilizante, e óleo combustível.

Apesar da suspeita inicial sobre extremistas muçulmanos ligados às guerras do Oriente Médio, a investigação logo se concentra em McVeigh, preso pouco depois da explosão por uma infração de trânsito, e seu amigo Terry Nichols. Os dois ex-soldados do Exército dos EUA simpatizam com movimentos patrióticos de extrema direita. Mesmo não sendo filiados a nenhum grupo, seguem sua ideologia e sua visão paranoica de que o governo federal é um inimigo manipulador da realidade.

Um de seus objetivos seria vingar o Massacre de Waco, no Texas. Em 19 de abril de 1993, depois de um mês e vinte dias de cerco, o Escritório de Armas, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivo do Departamento da Justiça, o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal do país a polícia estadual e a Guarda Nacional do Texas atacam a sede da seita Ramo Davidiano, liderada por David Koresh, que pega fogo.

Ao todo, quatro agentes federais e 82 membros da seita, inclusive 28 crianças, morrem no confronto. McVeigh e Nichols veem no caso um abuso de poder do governo federal e decidem atacar o edifício-sede das agências federais em Oklahoma. 19 de abril é o dia do início da Guerra da Independência dos EUA e do ataque ao Ramo Davidiano.

McVeigh é condenado por 11 acusações de assassinato, conspiração e uso de uma arma de destruição em massa e é executado em 2001. É a primeira pessoa executada por crime federal nos EUA desde 1963. Como não participa diretamente da execução do atentado, Nichols é condenado por conspiração e oito acusações de homicídio culposo. Pega prisão perpétua.

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sexta-feira, 16 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 16 de Maio

 CASAMENTO REAL

    Em 1770, Luís, delfim (herdeiro do trono) da França, casa com Maria Antonieta, filha do imperador Francisco I, do Sacro Império Romano-Germânico, e da arquiduquesa Maria Teresa da Áustria, num casamento para fortalecer as relações entre inimigos históricos que acaba na guilhotina durante a Revolução Francesa de 1789.

O casamento começa mal. O delfim decide dar uma festa com fogos de artificio que termina em tragédia, com 132 mortes.

Com a morte do rei Luís XV, em 1774, seu neto ascende ao trono como Luís XVI. Ele é incapaz de resolver os problemas financeiros herdados do avô por causa da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando a França perde para o Império Britânico suas possessões na Índia e a maior parte das possessões na América do Norte.

A rainha é considerada extravagante, perdulária, dedicada aos interesses da Áustria e contrária à reforma da monarquia, alienando o regime do povo francês, que passa fome em invernos rigorosos.

A Revolução Americana, que leva à independência dos Estados Unidos em 1776, com o apoio da França, outra consequência da Guerra dos Sete Anos, desperta o interesse do povo francês pela democracia.

Quando estoura a Revolução Francesa, em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão real da Bastilha, Luís XVI escreve em seu diário: "Nada". Mais um dia de tédio real.

O casal resiste aos conselhos de reformar a monarquia. Em 1791, o rei e a rainha decidem fugir para a Áustria. São presos e levados para Paris, onde Luís XVI aceita uma nova Constituição que o torna uma figura decorativa.

Em agosto de 1792, ambos são presos de novo. Em setembro do mesmo ano, começa a segunda fase da Revolução Francesa, o período da Convenção Nacional, que abole a monarquia e instaura um regime de terror sob o controle do Comitê de Salvação Nacional.

Sob a acusação de traição, ambos são condenados pelo tribunal revolucionário. Luís XVI é guilhotinado em 21 de janeiro de 1793 e Maria Antonieta em 16 de outubro do mesmo ano.

SANTA JOANA D'ARC

    Em 1920, o papa Bento XV canoniza a grande heroína nacional da França, Joana d'Arc.

Joana d'Arc nasce em 1412 em Donrémy, no Nordeste da Franca, numa família camponesa. Aos 16 anos, "ouve vozes" de três santos católicos – Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel – exortando-a a apoiar o delfim na reconquista de Reims e do trono da França, tomado em 1415 por Henrique V, da Inglaterra. 

Ela vira uma heroína ao entrar em combate no Cerco de Orleans, de 12 de outubro de 1428 a 8 de maio de 1429, a primeira grande vitória francesa depois da derrota na Batalha de Agincourt, em 25 de outubro de 1415. Depois de uma série de triunfos francesas, Carlos VII é coroado em Reims.

A França obtém outras vitórias, mas o Cerco de Paris, de 3 a 8 de setembro, fracassa. Em 23 de maio de 1430, Joana d'Arc é capturada pelas forças de João, Duque de Borgonha, aliado da Inglaterra. É julgada pelo bispo Pierre Cauchon, que faz acusações de cunho religioso e a condena à morte na fogueira como uma bruxa. 

Aos 19 anos, ela é queimada na fogueira na Praça do Velho Mercado, em Rouen, em 30 de maio de 1431. O primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que também foi historiador, considera a execução sumária um erro que a transforma em mártir.

Sob a inspiração da jovem camponesa, a Guerra dos Cem Anos vira a favor da França. Em 1453, Carlos VII havia reconquistado todo o território francês menos o porto de Calais, que os ingleses entregam em 1558.

PRIMEIRA CERIMÔNIA DO OSCAR

    Em 1929, a Academia de Artes e Ciências do Cinema dos Estados Unidos realiza a primeira festa de entrega de prêmios aos destaques do ano, com cerca de 250 pessoas, num jantar no Hotel Roosevelt, em Hollywood, na Califórnia.

A academia, uma ideia de Louis Mayer, da poderosa companhia cinematográfica Metro Goldwin Mayer, nasce em maio de 1927. Seu primeiro presidente, o ator Douglas Fairbanks, é o mestre de cerimônias da primeira entrega das estatuetas douradas que mais tarde passam a ser chamadas de Óscars.

O som é a grande novidade do cinema na época, mas o filme The Jazz Singer, da Warner Brothers, não disputa o prêmio de melhor filme porque a concorrência com o cinema mudo é considerada desleal. 

O vencedor é Wings (Asas), de William Wellman, o filme mais caro até então, com orçamento de US$ 2 milhões. Conta a história de dois pilotos da Primeira Guerra Mundial (1939-45) que se apaixonam pela mesma mulher.

Aurora, do diretor alemão Friedrich Murnau, um dos grandes cineastas do cinema mudo, divide o prêmio de melhor filme.

O melhor ator é o alemão Emil Jannings, escolhido pela atuação em Tentação da Carne A Última Ordem. Janet Gaynor, de 22 anos, ganha o prêmio de melhor atriz por três filmes, Sétimo CéuAurora O Anjo das Ruas.

Charles Chaplin, o maior ator de todos os tempos, indicado para os prêmios de melhor ator, melhor roterista e melhor diretor de comédia, recebe um prêmio especial. Receberia o segundo, pelo conjunto da obra, em 1971.

A academia adota oficialmente o nome de Óscar para a estatueta em 1939. Uma versão não confirmada atribui o nome a Margaret Herrick, uma diretora-executiva da academia que a achou parecida com seu tio Oscar.

FIM DO LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA

    Em 1943, com a destruição da última sinagoga, a Alemanha assume o controle total do Gueto de Varsóvia e acaba com a maior rebelião de judeus contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Mais de 13 mil judeus morrem no levante. Os sobreviventes são deportados para os centros de extermínio de Majdanek e Treblinka, na Polônia.

A guerra começa com a invasão da Polônia pela Alemanha, em 1º de setembro de 1939. Pouco depois, os nazistas encurralam os judeus da capital polonesa num gueto cercado por arame farpado, sob a vigilância da SS, a força para militar, o braço armado do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha (Nazista).

Mais de 500 mil judeus são confinados numa área de 340 hectares. Muitos morrem de fome e doenças.

Em julho de 1942, os nazistas começam a aplicar no Pacto de Varsóvia a solução final, o plano genocida para exterminar o povo judeu aprovado na Conferência de Wannsee, em Berlim, em 20 de janeiro do mesmo ano. A cada dia, 6 mil judeus de Varsóvia são enviados para a morte em centros de extermínio.

Os nazistas declaram que os judeus estão sendo enviados a campos de trabalho, mas logo chega ao gueto a notícia de que deportação significa extermínio. Nasce a Organização de Combate Judaica (ZOB), que consegue algumas armas.

Em 18 de janeiro de 1943, quando os soldados entram no gueto para transferir mais um grupo para os campos da morte, caem numa emboscada preparada pela resistência. A luta dura dias e vários soldados nazistas morrem.

O Levante do Gueto de Varsóvia começa em 19 de abril de 1943, quando o líder nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, anuncia que o gueto será evacuado em homenagem ao aniversário de Adolf Hitler no dia seguinte.

Mais de mil soldados da SS entram no gueto com tanques e artilharia pesada. Cerca de 60 mil judeus sobreviventes buscam esconderijos secretos, mas mais de mil militantes da resistência enfrentam os nazistas com bombas caseiras e as armas conseguidas no mercado negro.

Apesar da resistência, os judeus são massacrados. Em 24 de abril, os alemães lançam um assalto total ao Gueto de Varsóvia e arrasam os prédios um a um. A resistência recua para a rede de esgotos para continuar a luta. 

Em 8 de maio, os nazistas tomam o bunker do comando dos judeus. Os líderes da resistência se suicidam. A revolta acaba em 16 de maio. 

BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO

    Em 1985, três cientistas da Sondagem Antártica Britânica publicam artigo na revista científica Nature revelando a existência de um buraco sobre o Polo Sul na camada de ozônio da atmosfera, que protege a Terra dos raios ultravioleta.

A causa seria a emissão de gases com clorofluorcarbonetos, usados principalmente em perfumes, desodorantes e outros produtos aplicados por aspersão.

Dentro de dois anos, 46 países assinaram o Protocolo de Montreal, prometendo banir o uso de substâncias que danificam a camada de ozônio. Todos os países-membros das Nações Unidas aderem. O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, observa que "talvez seja o acordo internacional mais bem-sucedido até hoje." 

sábado, 19 de abril de 2025

Hoje na História do Mundo: 19 de Abril

  INÍCIO DA GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DOS EUA

    Em 1775, por volta das 5h, 700 soldados britânicos que tentam capturar colonos rebeldes e apreender armas entram na cidade de Lexington, onde são esperados por 77 patriotas armados sob o comando do capitão John Parker, e travam a primeira batalha da Guerra da Independência dos Estados Unidos.

Com superioridade numérica, o capitão britânico John Pitcairn manda os patriotas norte-americanos se dispersarem, mas um tiro de canhão deflagra o combate. Quando a batalha termina, oito colonos e um britânico estão mortos.

É o início da Revolução Norte-Americana. A independência não está nos planos iniciais dos colonos. Em 10 de janeiro de 1776, o revolucionário britânico Tom Paine publica Senso Comum, um panfleto contra a monarquia. A independência é declarada seis meses depois, em 4 de julho de 1776. 

Os rebeldes ganham a guerra com a vitória na Batalha de Yorktown, em 19 de outubro de 1781. A independência é reconhecida pela França e o Reino Unido no Tratado de Paris, assinado em 3 de setembro de 1783.

LEVANTE DO GUETO DE VARSÓSIA

    Em 1943, a Alemanha Nazista começa o ataque à rebelião dos judeus poloneses confinados no Gueto de Varsóvia. É a revolta mais importante do povo judeu contra o Holocausto cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Como parte do genocídio, os nazistas confinam os judeus em guetos. Em Varsóvia, onde antes moravam 100 mil pessoas, havia 400 mil. De julho a setembro de 1942, 300 mil moradores do gueto são enviados para a morte imediata no campo de concentração de Treblinka. Diante da morte certa, quem sobrevive decide resistir.

A resistência une a Organização Judaica de Combate, da esquerda, e a União Militar Judaica, de direita. Os grandes heróis são Mordechai Anielewicz, do movimento jovem judaico de esquerda Hashomer Hatzair, e Pawel Frenkel, do movimento jovem de direita Betar.

Em 18 de janeiro de 1943, eles atacam vários batalhões da SS, a organização paramilitar que é a tropa de choque do Partido Nazista. Os alemães fogem. Na Batalha da Rua Niska, em 21 de janeiro, doze soldados nazistas morrem. A resistência assume o controle do gueto.

Durante três meses, os judeus se preparam para a batalha final. Sem condições de libertar o gueto, esperam uma morte digna, na luta. O líder nazista Heinrich Himmler ordena a destruição do Gueto de Varsóvia. 

Em 19 de abril, 3 mil nazistas enfrentam 1,5 mil judeus. Cercam cada quadra e destroem casa por casa, matando todos os judeus que encontram. Mulheres saltam de andares altos de edifícios com os filhos nos braços para evitar a captura e morte. Na noite de 16 de maio, com a destruição da sinagoga, acaba o Levante do Gueto de Varsóvia.

Pelo menos 13 mil judeus morrem na revolta. Os 50 mil sobreviventes são enviados para os campos de concentração de Maydanek e Treblinka.

MASSACRE DE WACO

    Em 1993, depois de um mês e 20 dias de cerco, a polícia federal dos Estados Unidos, o FBi (Federal Bureau of Investigation), o Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos do Departamento da Justiça (ATF), a polícia estadual e a Guarda Nacional do Texas atacam a sede da seita Ramo Davidiano, liderada por David Koresh, a Comunidade do Monte Carmelo, suspeita de estocar armas. Quatro agentes federais e 82 membros da seita morrem, inclusive 28 crianças.
O ATF tem um mandado judicial para entrar no local. A ideia é fazer uma operação rápida à luz do dia para cumprir a ordem do juiz, mas um repórter pede informações a um porteiro que é cunhado de Koresh. Assim, os membros da seita se entrincheiram com grande quantidade de armas para resistir.

O Departamento da Justiça admite que seus agentes lançaram bombas de gás lacrimogênio na sede da seita, mas acusam os davidianos pelo incêndio, citando gravações de conversas do líder com membros da seita mandando jogar combustível em montes de feno e o fato de que três incêndios teriam iniciado ao mesmo tempo.

O FBI alega em sua defesa que seus agentes não dispararam um tiro no dia do incêndio. Os tiros teriam partido da polícia estadual.

TERRORISMO INTERNO NOS EUA

    Em 1995, o veterano de guerra Timothy McVeigh explode um caminhão-bomba diante do Edifício Federal Alfred Murrah, na Cidade de Oklahoma, mata 168 pessoas e fere outras 500. É o pior atentado terrorista da história dos Estados Unidos até os ataques de 11 de setembro de 2001.
A bomba instalada num caminhão alugado tem mais de duas toneladas de nitrato de amônia, um fertilizante, e óleo combustível.

Apesar da suspeita inicial sobre extremistas muçulmanos ligados às guerras do Oriente Médio, a investigação logo se concentrou em McVeigh, preso pouco depois da explosão por uma infração de trânsito, e seu amigo Terry Nichols. Os dois ex-soldados do Exército dos EUA simpatizam com movimentos patrióticos de extrema direita. Mesmo não sendo filiados a nenhum grupo, seguem sua ideologia e sua visão paranoica de que o governo federal é um inimigo manipulador da realidade.

Um de seus objetivos seria vingar o Massacre de Waco, no Texas. Em 19 de abril de 1993, depois de um mês e vinte dias de cerco, o Escritório de Armas, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivo do Departamento da Justiça, o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal do país a polícia estadual e a Guarda Nacional do Texas atacam a sede da seita Ramo Davidiano, liderada por David Koresh, que pega fogo.

Ao todo, quatro agentes federais e 82 membros da seita, inclusive 28 crianças, morrem no confronto. McVeigh e Nichols veem no caso um abuso de poder do governo federal e decidem atacar o edifício-sede das agências federais em Oklahoma. 19 de abril é o dia do início da Guerra da Independência dos EUA e do ataque ao Ramo Davidiano.

McVeigh é condenado por 11 acusações de assassinato, conspiração e uso de uma arma de destruição em massa e é executado em 2001. É a primeira pessoa executada por crime federal nos EUA desde 1963. Como não participa diretamente da execução do atentado, Nichols é condenado por conspiração e oito acusações de homicídio culposo. Pega prisão perpétua.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Hoje na História do Mundo: 16 de Maio

CASAMENTO REAL

    Em 1770, Luís, delfim (herdeiro do trono) da França, casa com Maria Antonieta, filha do imperador Francisco I, do Sacro Império Romano-Germânico, e da arquiduquesa Maria Teresa da Áustria, num casamento para fortalecer as relações entre inimigos históricos que acaba na guilhotina durante a Revolução Francesa de 1789.

O casamento começa mal. O delfim decide dar uma festa com fogos de artificio que termina em tragédia, com 132 mortes.

Com a morte do rei Luís XV, em 1774, seu neto ascende ao trono como Luís XVI. Ele é incapaz de resolver os problemas financeiros herdados do avô por causa da Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando a França perde para o Império Britânico suas possessões na Índia e a maior parte das possessões na América do Norte.

A rainha é considerada extravagante, perdulária, dedicada aos interesses da Áustria e contrária à reforma da monarquia, alienando o regime do povo francês, que passa fome em invernos rigorosos.

A Revolução Americana, que leva à independência dos Estados Unidos em 1776, com o apoio da França, outra consequência da Guerra dos Sete Anos, desperta o interesse do povo francês pela democracia.

Quando estoura a Revolução Francesa, em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão real da Bastilha, Luís XVI escreve em seu diário: "Nada". Mais um dia de tédio real.

O casal resiste aos conselhos de reformar a monarquia. Em 1791, o rei e a rainha decidem fugir para a Áustria. São presos e levados para Paris, onde Luís XVI aceita uma nova Constituição que o torna uma figura decorativa.

Em agosto de 1792, ambos são presos. Em setembro do mesmo ano, começa a segunda fase da Revolução Francesa, o período da Convenção Nacional, que abole a monarquia e instaura um regime de terror sob o controle do Comitê de Salvação Nacional.

Sob a acusação de traição, ambos são condenados pelo tribunal revolucionário. Luís XVI é guilhotinado em 21 de janeiro de 1793 e Maria Antonieta em 16 de outubro do mesmo ano.

PRIMEIRA CERIMÔNIA DO OSCAR

    Em 1929, a Academia de Artes e Ciências do Cinema dos Estados Unidos realiza a primeira festa de entrega de prêmios aos destaques do ano, com cerca de 250 pessoas, num jantar no Hotel Roosevelt, em Hollywood, na Califórnia.

A academia, uma ideia de Louis Mayer, da poderosa companhia cinematográfica Metro Goldwin Mayer, nasce em maio de 1927. Seu primeiro presidente, o ator Douglas Fairbanks, é o mestre de cerimônias da primeira entrega das estatuetas douradas que mais tarde passam a ser chamadas de Óscars.

O som é a grande novidade do cinema na época, mas o filme The Jazz Singer, da Warner Brothers, não disputa o prêmio de melhor filme porque a concorrência com o cinema mudo é considerada desleal. 

O vencedor é Wings (Asas), de William Wellman, o filme mais caro até então, com orçamento de US$ 2 milhões. Conta a história de dois pilotos da Primeira Guerra Mundial (1939-45) que se apaixonam pela mesma mulher.

Aurora, do diretor alemão Friedrich Murnau, um dos grandes cineastas do cinema mudo, divide o prêmio de melhor filme.

O melhor ator é o alemão Emil Jannings, escolhido pela atuação em Tentação da Carne A Última Ordem. Janet Gaynor, de 22 anos, ganha o prêmio de melhor atriz por três filmes, Sétimo CéuAurora O Anjo das Ruas.

Charles Chaplin, o maior ator de todos os tempos, indicado para os prêmios de melhor ator, melhor roterista e melhor diretor de comédia, recebe um prêmio especial. Receberia o segundo, pelo conjunto da obra, em 1971.

A academia adota oficialmente o nome de Óscar para a estatueta em 1939. Uma versão não confirmada atribui o nome a Margaret Herrick, uma diretora-executiva da academia que a achou parecida com seu tio Oscar.

FIM DO LEVANTE DO GUETO DE VARSÓVIA

    Em 1943, com a destruição da última sinagoga, a Alemanha assume o controle sobre o Gueto de Varsóvia e acaba com a maior rebelião de judeus contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Mais de 13 mil judeus morrem no levante. Os sobreviventes são deportados para os centros de extermínio de Majdanek e Treblinka, na Polônia.

A guerra começa com a invasão da Polônia pela Alemanha, em 1º de setembro de 1939. Pouco depois, os nazistas encurralam os judeus da capital polonesa num gueto cercado por arame farpado, sob a vigilância da SS, o braço armado do Partido Trabalhista Nacional-Socialista da Alemanha (Nazista).

Mais de 500 mil judeus são confinados numa área de 340 hectares. Muitos morrem de fome e doença.

Em julho de 1942, os nazistas começam a aplicar no Pacto de Varsóvia a solução final, o plano genocida para exterminar o povo judeu aprovado na Conferência de Wannsee, em 20 de janeiro do mesmo ano. A cada dia, 6 mil judeus de Varsóvia são enviados para a morte em centros de extermínio.

Os nazistas declaram que os judeus estão sendo enviados a campos de trabalho, mas logo chega ao gueto a notícia de que deportação significa extermínio. Nasce a Organização de Combate Judaica (ZOB), que consegue algumas armas.

Em 18 de janeiro de 1943, quando os soldados entram no gueto para transferir mais um grupo para os campos da morte, caem numa emboscada preparada pela resistência. A luta dura dias e vários soldados nazistas morrem.

O Levante do Gueto de Varsóvia começa em 19 de abril de 1943, quando o líder nazista Heinrich Himmler, comandante da SS, anuncia que o gueto será evacuado em homenagem ao aniversário de Adolf Hitler no dia seguinte.

Mais de mil soldados da SS entram no gueto com tanques e artilharia pesada. Cerca de 60 mil judeus sobreviventes buscam esconderijos secretos, mas mais de mil militantes da resistência enfrentam os nazistas com bombas caseiras e as armas conseguidas.

Apesar da resistência, os judeus são massacrados. Em 24 de abril, os alemães lançam um assalto total ao Gueto de Varsóvia e arrasam os prédios um a um. A resistência recua para a rede de esgotos para continuar a luta. 

Em 8 de maio, os nazistas tomam o bunker do comando dos judeus. Os líderes da resistência se suicidam. A revolta acaba em 16 de maio. 

BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO

    Em 1985, três cientistas da Sondagem Antártica Britânica publicam artigo na revista científica Nature revelando a existência de um buraco sobre o Polo Sul na camada de ozônio da atmosfera, que protege a Terra dos raios ultravioleta.

A causa seria a emissão de gases com clorofluorcarbonetos, usados principalmente em perfumes, desodorantes e outros produtos aplicados por aspersão.

Dentro de dois anos, 46 países assinaram o Protocolo de Montreal, prometendo banir o uso de substâncias que danificam a camada de ozônio. Todos os países-membros das Nações Unidas aderem. O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, observa que "talvez seja o acordo internacional mais bem-sucedido até hoje."