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sábado, 16 de setembro de 2017

Procurador que investigava Cristina Kirchner foi morto, conclui inquérito

O procurador especial Alberto Nisman foi assassinado em 19 de janeiro de 2015. Horas depois, iria apresentar ao Congresso da Argentina alegações de que a presidente Cristina Kirchner era responsável por um acordo secreto. Seu objetivo era encobrir a participação do Irã no pior atentado terrorista da história da América Latina e o pior contra judeus desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A hipótese de suicídio de Nisman, defendida pelo governo Cristina Kirchner, está descarta.

Era uma segunda-feira, 18 de julho de 1994, 85 pessoas morreram e 300 saíram feridas de um atentado com carro-bomba contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), um clube da comunidade judaica do país, a maior da América Latina, com cerca de 300 mil pessoas.

Depois de nove anos de investigação, em 2003, a Justiça argentina acusou a República Islâmica do Irã de planejar o atentado e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá pela execução. Oito altos funcionários iranianos, inclusive o falecido presidente Ali Akbar Hachemi Rafsanjani e o ex-ministro da Defesa Ahmad Vahidi, e um cidadão libanês foram denunciados.

O ex-embaixador Hadi Soleimanpour chegou a ser detido em Londres, mas foi libertado pela Justiça do Reino Unido.

Em 13 de setembro de 2004, Alberto Nisman, judeu, foi nomeado procurador especial para o Caso AMIA. Os pedidos internacionais de prisão dos dois oito iranianos e do libanês voltaram a ser feitos pelo governo argentino e começou a investigação sobre o .

Uma possibilidade é que tenha sido uma vingança direta contra o governo Carlos Menem (1989-99). De origem árabe e muçulmana, Menem se converteu ao catolicismo para ser presidente da Argentina.

Durante a campanha, Menem pediu dinheiro aos países árabes, inclusive ao então ditador da Líbia, Muamar Kadadi. No poder, adotou uma política externa de alinhamento automático com os Estados Unidos e Israel. Em 1991, a Argentina foi o único país da América Latina a enviar forças para a Guerra do Golfo.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Presidente palestino adverte para "guerra religiosa global"

Diante das sucessivas tentativas da ultradireita israelense de rezar na Esplanada das Mesquitas, chamada como Monte do Templo em Israel, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, alertou hoje para o risco de uma "guerra religiosa global, já que o local é sagrado para judeus e muçulmanos, informa o jornal conservador The Times of Israel.

Abbas exige a devolução de toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza ocupadas por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, inclusive do setor árabe de Jerusalém. Ele advertiu que cristãos e muçulmanos nunca vão aceitar a unificação de Jerusalém como capital do Estado de Israel.

O ministro do Exterior linha-dura de Israel, Avigdor Lieberman, contrário à criação de um Estado Palestino, afirmou que Abbas é mais perigoso do que Yasser Arafat, o líder histórico do movimento nacionalista pela independência da Palestina, falecido em 2004.

Hoje milhares de palestinos lembraram os dez anos da morte de Arafat. Da prisão, um dos principais líderes e comandantes militares da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Marwan Barghouti, defendeu uma "insurreição armada" contra Israel.

"É hora de considerar opções de luta armada, o caminho mais curto para o fim da ocupação e a conquista da liberdade", declarou Barghouti em carta aberta publicada num jornal palestino. Ele era comandante militar da Fatah (Luta), o partido de Arafat e Abbas, até sua prisão em 2002.

sábado, 6 de março de 2010

Confronto em Jerusalém deixa 75 feridos

Pelo menos 15 policiais israelenses e 60 palestinos saíram feridos de um violento conflito na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém. Os choques se intensificaram desde que Israel anunciou a intenção de declarar como patrimônio histórico dois lugares sagrados que ficam na Cisjordânia ocupada.

Na saída da oração da sexta-feira, a folga religiosa semanal dos muçulmanos, na Mesquita de Al-Acsa, jovens palestinos atacaram a polícia de Israel com pedradas. A polícia israelense chegou a se refugiar nas reulas da Cidade Antiga de Jerusalém para contra-atacar com bombas de gás por cima dos prédios.

O ministro do Interior de Israel acusou os palestinos de quererem incendiar os lugares sagrados de Jerusalém.

A Esplanada de Mesquitas, conhecida pelos israelenses como Monte do Templo, é o lugar de onde o profeta Maomé teria subido as céus, terceiro lugar sagrado mais importante do Islã, depois das cidades de Meca e Medina.

No Monte do Templo, fica o Muro das Lamentações, a única parte que restou do templo histórico de Jerusalém. É o principal local sagrado do judaísmo.

Em seguida, vem a Tumba dos Patriarcas e a Tumba de Raquel, os dois monumentos que o governo israelenses admitiu tombar.

Também houve conflito hoje em Hebron, onde fica a Tumba dos Patriarcas. Em Bilin, dois manifestantes se fantasiaram dos líderes pacifistas Mohandas Gandhi, o herói da independência da Índia, e Martin Luther King Jr., o grande herói do movimento negro nos Estados Unidos.

Com eles, centenas de palestinos marcharam até a cerca construída por Israel para isolar partes da Cisjordânia, onde enfrentaram os soldados que guardavam a cerca.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Papa tenta construir pontes entre religiões

No segundo dia de sua primeira visita a Israel, o papa Bento XVI visitou lugares sagrados das três grandes religiões do Oriente Médio: o cristianismo, o islamismo e o judaísmo. Mas a tentativa de construir pontes entre as culturas esbarrou na herança do massacre de 6 milhões de judeus pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

O discurso do papa ontem no Memorial do Holocausto foi duramente criticado em Israel, entre outros motivos porque ele falou em mortes e não assassinatos.

Para o presidente da Knesset, o parlamento israelense, Bento XVI não se identifica com as vítimas do Holocausto.

Quando o porta-voz do Vaticano, reverendo Federico Lombardi, negou que o jovem Joseph Ratzinger, nome de batismo do papa, tenha participado da Juventude Nazista, atrapalhou ainda mais. Bento XVI já admitiu isso, alegando ter sido obrigado.

Hoje, o papa começou o dia visitando a Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado do islamismo, de onde o profeta Maomé teria subido ao céu.

Ao lado do mufti, o patriarca muçulmano de Jerusalém, Bento XVI foi o primeiro papa a entrar no Domo do Rochedo, a Mesquita Dourada.

Depois, ao Muro das Lamentações, a ruína do templo judaico da Velha Jerusalém, destruído no ano 70 depois de Cristo por uma invasão romana.

Em seguida,Bento XVI fez orações no local onde Jesus Cristo fez a última ceia e rezou missa no Horto das Oliveiras, onde Jesus foi preso na Quinta-Feira Santa. No sermão, o papa lembrou que a cidade sagrada para três religiões deve ser uma "cidade de paz".

Amanhã, Bento XVI visita Belém, na Cisjordânia ocupada, e reza missa na Praça da Mangedoura, diante da Igreja da Natividade, construída no local onde nasceu Jesus Cristo.