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terça-feira, 25 de junho de 2019

Ex-diretor de inteligência da Venezuela faz sérias acusações a Maduro

O general Manuel Ricardo Christopher Figuera, ex-diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), chegou ontem aos Estados Unidos e fez sérias denúncias contra o regime chavista da Venezuela, noticiou hoje o jornal americano The Washington Post.

De acordo com o general, o palácio presidencial de Miraflores está tomado por agentes cubanos, corruptos e ladrões. O ex-ditador cubano Raúl Castro é um dos principais conselheiros do ditador venezuelano. O filho de Maduro lucra com a exploração ilegal de ouro. O vice-presidente Tareck Aissimi, acusado de tráfico de drogas nos Estados Unidos, faz lavagem de dinheiro.

Figuera também denunciou que a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) levanta dinheiro na Venezuela para suas ações terroristas. O Exército de Libertação Nacional, uma guerrilha comunista colombiana, ofereceu ajuda a Maduro contra ameaças externas.

A economia da Venezuela está à beira do colapso. Mais de 4 milhões de venezuelanos fugiram do país nos últimos anos. A organização não governamental Foro Penal denuncia que há 688 presos políticos no país.

Mais impressionante é que Maduro ainda não tenha caído. Meu comentário:

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Venezuela prende vice-presidente da Assembleia Nacional

Na primeira retaliação contra um dos líderes da fracassada rebelião de 30 de abril, o Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin) prendeu hoje o vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Edgar Zambrano.

Dez líderes da oposição são acusados de "traição, conspiração e rebelião" por terem convocado militares e a população em geral para um levante contra a ditadura de Nicolás Maduro, inclusive o presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, e o líder de seu partido, Vontade Popular, Leopoldo López.

Guaidó reagiu no Twitter: "Estão tentando destruir o poder que representa todos os venezuelanos, mas não vão vencer."

O próprio Zambrano transmitiu sua prisão ao vivo. Seu carro foi cercado por agentes do Sebin. Como ele se recusou a sair, o carro foi guinchado até a prisão de Helicoide, onde o regime chavista mantém vários prisioneiros políticos.

A oposição obteve maioria de dois terços na Assembleia Nacional nas últimas eleições democráticas realizadas na Venezuela, em 6 de dezembro de 2015. Desde então, Maduro tomou várias medidas para anular a vitória da oposição, em especial a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte eleita sob medida pelo regime para usurpar o poder do parlamento eleito democraticamente.

Em maio do ano passado, Maduro foi reeleito com fraude generalizada. Os principais candidatos da oposição foram impedidos de concorrer. Depois da posse, em 10 de janeiro de 2019, a Assembleia Nacional o considerou um presidente ilegítimo e proclamou Guaidó como presidente interino até a realização de nova eleição.

Por três vezes, Guaidó tentou derrubar Maduro: ao se apresentar como presidente legítimo, em 23 de janeiro, ao tentar promover uma entrega de ajuda humanitária e no fim do mês passado, ao convocar a rebelião.

Apesar dos apelos da oposição e uma suposta negociação de seus líderes com os militares, a cúpula das Forças Armadas manteve o apoio a Maduro. A prisão de Zambrano marca o início de uma repressão mais dura contra os chefes da rebelião.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Maduro demite chefe da inteligência nacional na Venezuela

O ditador Nicolás Maduro demitiu o general Manuel Ricardo Christopher Figuera da direção do Serviço Boliviariano de Inteligência Nacional (Sebin), o serviço secreto do regime chavista, por apoiar o levante convocado pelo presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

Volta ao comando o general Gustavo González López, que havia sido afastado em outubro de 2018 sob suspeita de não ser leal a Maduro por ser mais ligado ao número dois do chavismo, o atual presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello. Sua tarefa será demitir os agentes que estariam ao lado de Guaidó.

Em apoio à rebelião, Figuera orientou seus agentes a apoiar o movimento da oposição. Horas depois, declarou lealdade a Maduro, mas criticou os erros do atual governo, que levou o país a uma situação econômica catastrófica, com queda de 50% no produto interno bruto, inflação de 1.000.000% ao ano e desabastecimento generalizado.

A situação na Venezuela ainda é incerta, com milhares de manifestantes nas ruas protestando contra o atual governo e pedindo a queda de Maduro. A oposição não teve o apoio que esperava das Forças Armadas. Um grande número de soldados e oficiais de baixa patente está ao lado de Guaidó, mas a cúpula militar permanece fiel ao regime chavista.

Na análise do ministro da Segurança Institucional do Brasil, general Augusto Heleno, em entrevista aO Globo, a multidão que saiu às ruas "era pouca gente para derrubar um governo". O general considerou o "esquema militar" de Guaidó "precário" e reafirmou que o Brasil não tem a menor intenção de intervir na Venezuela.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Chefe da inteligência da Venezuela adere à revolta contra Maduro

O general Manuel Ricardo Christopher Figuera, chefe do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), e outros dois generais apoiam o levante contra a ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela, noticiou o boletim de notícias Argus, especializado no setor de energia .

A situação ainda é incerta, com conflitos nas ruas de Caracas e outras cidades do país. Os rebeldes tomaram várias guarnições militares, mas a maioria das Forças Armadas parece leal a Maduro. Pelo menos uma pessoa morreu, mais de 70 saíram feridas e 25 soldados das Forças Armadas leais à oposição pediram asilo à Embaixada do Brasil em Caracas.

As últimas notícias indicam que a rebelião foi maior do que se imaginava inicialmente. O apoio de Figuera ao autoproclamado presidente interino Juan Guaidó é uma indicação clara de que o movimento oposicionista conseguiu abalar a unidade das Forças Armadas.

Figuera se tornou chefe do Sebin em outubro de 2018, quando Maduro demitiu o general Gustavo González López, mais ligado ao número dois do chavismo, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello. Há meses, a oposição tenta negociar o apoio de comandantes militares.

sexta-feira, 22 de março de 2019

EUA aplicam novas sanções à Venezuela por prisão de assessor de Guaidó

O Escritório de Controle de Ativos no Exterior do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou hoje sanções ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social da Venezuela. É uma retaliação à prisão arbitrária de Roberto Marrero, chefe de gabinete do presidente da Assembleia Nacional, deputado Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país.

A medida foi tomada pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, com o apoio do secretário de Estado, Mike Pompeo, que "exigiu a libertação imediata" e prometeu punição para os responsáveis pela prisão.

Marrero foi detido na madrugada de ontem por agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), que arrombaram a porta de sua casa.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Ditadura de Maduro prende ex-chefe do serviço secreto da Venezuela

O ex-diretor do Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin) Gustavo González López foi preso e levado para a Diretório Geral de Contrainteligência Militar (Dgcim) da Venezuela, informou hoje o boletim de notícias Noticiero Digital. A notícia não foi confirmada.

González López, ligado ao presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, considerado o número dois do regime chavista, foi afastado da direção do Sebin em 26 de outubro. Pode estar apenas depondo.

De acordo com o jornal El Nuevo Heraldo, é uma manobra da ditadura comunista de Cuba para diminuir o poder de Cabello. Quando Chávez estava morrendo e precisava indicar um sucesso, Fidel Castro preferiu Maduro.

A queda de González López é um sinal de divisão na ditadura de Nicolás Maduro, no momento em que o o governo venezuelano recorre ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em busca de ajuda alimentar para a população faminta e dependente do carnê de racionamento do regime.

Com queda do produto interno bruto pela metade nos últimos 5 anos, inflação prevista para chegar a 1.800.000% em 2018, desabastecimento generalizado e mais de 80% da população na miséria, a Venezuela vive a pior crise econômica de uma economia em desenvolvimento nas últimas décadas.

Mais de 4 milhões de pessoas fugiram do país nos últimos anos. A expectativa é de uma revolta iminente dentro do regime, que cooptou as Forças Armadas, para derrubar Maduro, considerado o pior chefe de governo hoje no mundo.

González López controlou o Ministério do Interior e o Sebin de 2014 a 2016. Seu afastamento seria resultado de uma luta interna pelo poder entre Cabello e o vice-presidente Tareck al-Aissami.

Uma televisão venezuelana noticiou que o ex-subdiretor do Sebin Carlos González, detido há uma semana, também estaria sendo interrogado. Ele estaria numa cela com generais aliados do finado caudilho Hugo Chávez que caíram em desgraça sob Maduro.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Negociador americano vai à Venezuela mediar entre governo e oposição

O mediador americano Jim Tull esteve em Caracas na semana passada para tentar restabelecer o diálogo entre a ditadura de Nicolás Maduro e a oposição da Venezuela, revelou ontem o Escritório de Washington para a América Latina (WOLA), uma organização não governamental que promove a democracia, os direitos humanos e a justiça social na região.

A visita sinaliza um desejo do regime chavista de retomar o diálogo e de abrir um canal de comunicação com os Estados Unidos, encaminhando uma possível transição para a volta da democracia.

O governo Donald Trump deixou claro que sua política para a Venezuela é mudança de regime, o que bloqueia qualquer contato direto.

Ao afastar o diretor do Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin), general Gustavo González López, ligado ao presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello, considerado o número dois do regime, Maduro indica uma divisão no chavismo no momento em que a economia entra em colapso, na pior crise da história recente de um país em desenvolvimento.

A economia encolheu à metade nos últimos cinco anos, a inflação deve chegar a 1.800.000% ao ano, o desabastecimento é generalizado e mais de 80% da população caíram na miséria.

O novo comandante é Christopher Figuera, ex-chefe do Centro para Segurança Nacional e Proteção, um serviço de inteligência criado por Maduro em 2013.

Através de González López, Cabello controlava as forças de segurança interna. Sua queda enfraquece o presidente da ANC na luta intestina pelo poder dentro do regime.

Cabello é um militar nacionalista do núcleo inicial do Movimento Nacionalista Bolivarista, que tentou dar um golpe de Estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez em 4 de fevereiro de 1992 sob a liderança de Hugo Chávez. Sonhava em suceder Chávez.

Maduro, um motorista e sindicalista, foi o escolhido pelo ditador cubano Fidel Castro, mentor político de Chávez depois que chegou ao poder. Medíocre o incompetente, transformou o país numa terra arrasada.

Por enquanto, os dois vão continuar co-governando o país por medo de uma queda do regime, que os levaria à prisão. Em algum momento, é provável que jovens oficiais que não se beneficiam da corrupção generalizada do governo desastroso de Maduro, deem um golpe de Estado.

O regime chavista está desabando, mas a rebelião terá de vir de dentro das Forças Armadas, avalistas do madurismo.

sábado, 18 de novembro de 2017

Ex-prefeito de Caracas foge da prisão domiciliar para a Espanha

Depois de uma longa viagem em que fugiu por terra até a Colômbia e de Bogotá tomou um avião para Madri, o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma chegou hoje à Espanha, noticiou o jornal espanhol El País. Ele entrou oficialmente como turista, com o direito de ficar até 90 dias no país.

Logo depois de cruzar a fronteira, da cidade de Cúcuta, Ledezma deu entrevista à Rádio Caracol: "Não dá para perder a esperança. Esta é a grande virtude do povo venezuelano." As autoridades colombianas disseram não haver nenhuma ordem internacional de prisão nem pedido formal de detenção do ex-prefeito.

"Minhas saudações a Antonio Ledezma, referência moral da Venezuela, agora livre para liderar a luta desde o exílio para a instauração de um regime democrático em seu país", escreveu no Twitter o secretário-geral da Organização dos Estados Americano (OEA), Luis Almagro, ex-ministro do Exterior do Uruguai.

Agentes do Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin) cercaram a casa de Ledezma e tentaram invadir a residência durante a madrugada. Tarde demais.

Ledezma, líder da Aliança Povo Bravio, foi preso pela primeira vez em 2015, acusado de incitar à violência durante as manifestações de fevereiro daquele ano, quando pelo menos 43 pessoas foram mortas, a maioria, suspeita-se, devido à ação das forças de segurança governamentais e das milícias populares aliadas ao regime chavista.

Depois de ficar quatro meses na prisão militar de Ramo Verde, por motivos de saúde, o ex-prefeito foi para prisão domiciliar. Foi detido de novo em Ramo Verde por três dias em agosto por defender o boicote à Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima convocada pelo ditador Nicolás Maduro para tirar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem ampla maioria.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Procuradora-geral rompe com chavismo e denuncia golpe na Venezuela

A decisão do Tribunal Supremo de Justiça de cassar os poderes da Assembleia Nacional da Venezuela foi uma "violação da ordem constitucional", protestou hoje a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz. Ela rompe com o governo Nicolás Maduro depois de uma longa história de lealdade ao chavismo, noticiou o jornal venezuelano El Nacional.

Ao fazer hoje um balanço anual do desempenho do Ministério Público, Luisa Ortega listou as várias maneiras pelas quais o Supremo usurpou os poderes da Assembleia Nacional, dominada pela oposição desde o início de 2016. É a primeira dissidência aberta no alto escalão do regime desde que Maduro substituiu Hugo Chávez depois da morte do caudilho, em 2013.

Ortega afirmou ser sua "missão histórica incontornável" denunciar a "ruptura da ordem constitucional": "Pedimos uma reflexão para que o caminho democrático seja retomado", declarou a procuradora-geral responsável pelos processos políticos contra os líderes oposicionistas Antonio Ledezma e Leopoldo López.

O Supremo tomou essa decisão há dois dias. Alegou que a Assembleia Nacional havia desacatado a Justiça ao dar posse a três deputados que tiveram as eleições impugnadas por suposta compra de votos, numa manobra do regime chavista para negar à oposição a maioria de dois terços no Parlamento que permitiria mudar a Constituição.

Como se não tivesse nada a ver com o golpe, Maduro prometeu assumir "através do diálogo e da Constituição a tarefa de resolver o impasse surgido entre o Ministério Público e o Tribunal Supremo de Justiça, e convoco o Conselho de Segurança da Nação para esta noite mesmo para deliberar e tomar uma resolução que fortaleça a Constituição e dê paz e tranquilidade à Venezuela."

A Organização dos Estados Americanos (OEA), os Estados Unidos, a União Europeia e vários governos repudiaram o golpe de Maduro. A aliança oposicionista Mesa da Unidade Democrática acusou o Serviço de Inteligência Bolivarista (Sebin) de impedir a realização de uma entrevista coletiva para denunciar o golpe.

Neste sábado, o Mercosul faz uma reunião de emergência a pedido da Argentina e deve acionar a cláusula democrática, que já está afastada do bloco por não ter adotado as normas a que se comprometeu ao ingressar na organização regional.

Durante o dia de hoje, estudantes protestaram nas ruas de Caracas e enfrentaram a dura repressão da Guarda Nacional Bolivarista. Pelo menos dois estudantes foram presos e dois jornalistas foram agredidos pela polícia chavista.

A Frente Institucional Militar, formada por cerca de 200 oficiais da reserva, fez um apelo às Forças Armadas Nacionais Bolivaristas (FANB) para que derrubem o governo golpista e restabeleçam a democracia e a liberdade na Venezuela.

"As atuações triangulares dos poderes Executivo, Legislativo e Eleitoral, com o propósito avesso de anular as ações legais dos representantes do povo que conformam a soberana Assembleia Nacional, evidenciaram que o regime de Nicolás Maduro decidiu definitivamente tomar o rumo da ditadura", avaliam os militares da reserva.

Eles cobram medidas contra o golpe: "Todo país democrático e sua Força Armada Nacional, em especial, estão obrigados a tomar as medidas que estimem necessárias e convenientes para restabelecer a ordem constitucional conspurcada por sentenças aberrantes e inconstitucionais de um Tribunal Supremo de Justiça espúrio."

segunda-feira, 9 de março de 2015

EUA impõem sanções a altos funcionários da Venezuela

O presidente Barack Obama assinou hoje um decreto impondo sanções a sete altos funcionários do regime chavista da Venezuela por violações dos direitos humanos e ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, informou a Casa Branca.

A lista inclui:
1. José Benavides Torres, ex-diretor de operações da Guarda Nacional Bolivarista;
2. Gustavo Enrique González López, ex-diretor-geral do Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin);
3. Justo José Noguera Pietri, ex-comandante-geral da Guarda Nacional Bolivarista;
4. Manuel Eduardo Pérez Urdaneta, diretor da Polícia Nacional Bolivarista;
5. Gregorio Bernal Martínez, ex-diretor-geral do Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin);
6. Miguel Alcides Vivas Landino, inspetor das Forças Armadas Nacionais Bolivaristas; e
7. Katherine Nayarith Haringhton, promotora pública.

Seus bens nos EUA serão congelados. Todos estão proibidos de entrar nos EUA e os cidadãos americanos estão proibidos de fazer com eles.

"As pessoas que violaram os direitos humanos dos venezuelanos no passado e no presente, e estiveram envolvidas em atos de corrupção, não serão bem-vindas nos EUA", declarou um porta-voz da Casa Branca.

Em nota, o governo Obama manifestou preocupação "com a intimidação de adversários políticos pelo governo venezuelano. Os problemas da Venezuela não serão resolvidos com a criminalização da dissidência". E pediu a libertação imediata dos líderes oposicionistas Leopoldo López, Antonio Ledezma e Daniel Ceballos.

Os EUA também responderam às repetidas acusações do presidente Nicolás Maduro de que Washington trama um golpe de Estado contra o governo da Venezuela: "Vimos muitas vezes como o governo venezuelano tentou encobrir suas próprias ações culpando os EUA e outros membros da comunidade internacional. Essa postura reflete a falta de seriedade do governo venezuelano para lidar com a grave situação do país."

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Serviço secreto da Venezuela invade sede de partido democrata-cristão

Trinta homens armados do Serviço Bolivarista de Inteligência (Sebin) ocupou hoje em Caracas a sede central do partido democrata-cristão Copei, um dos mais antigos da Venezuela, noticiou o jornal El Nacional.

De acordo com o presidente do Copei, Roberto Enríquez, 12 sedes do partido foram invadidas e ocupadas por homens armados.

A Venezuela vive um momento de grande tensão política agravado pela prisão do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, na sexta-feira passada, em outra operação do Sebin. O Copei aderiu à proposta de transição para a democracia defendida por Ledezma.

O presidente Nicolás Maduro acusou Ledezma de articular um golpe de Estado em conspiração com os Estados Unidos. Ficou de apresentar provas à nação nesta terça-feira.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Governo chavista prende prefeito oposicionista de Caracas

Sem mandado judicial, agentes do Serviço Bolivarista de Inteligência (Sebin) prenderam hoje o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, revelou o jornal El Universal. De acordo com sua mulher, ele foi levado para a sede central do Sebin, na Praça Venezuela, na capital do país.

Em pronunciamento na televisão, o presidente Nicolás Maduro acusou Ledezma de tentar "há anos promover um golpe de Estado". A prova da conspiração apresentada por Maduro foi um documento propondo a criação de um governo de união nacional para superar a crise, já que o presidente se mostra totalmente incapaz.

Lilian Tintori, mulher do líder do partido Vontade Popular, Leopoldo López, preso há um ano por articular manifestações de protesto contra o governo, disse no Twitter que a Guarda Nacional está tentando transferi-lo da prisão de Ramo Verde. Ele foi espancado na prisão. Teme-se que seja morto.