O ditador Nicolás Maduro demitiu o general Manuel Ricardo Christopher Figuera da direção do Serviço Boliviariano de Inteligência Nacional (Sebin), o serviço secreto do regime chavista, por apoiar o levante convocado pelo presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.
Volta ao comando o general Gustavo González López, que havia sido afastado em outubro de 2018 sob suspeita de não ser leal a Maduro por ser mais ligado ao número dois do chavismo, o atual presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello. Sua tarefa será demitir os agentes que estariam ao lado de Guaidó.
Em apoio à rebelião, Figuera orientou seus agentes a apoiar o movimento da oposição. Horas depois, declarou lealdade a Maduro, mas criticou os erros do atual governo, que levou o país a uma situação econômica catastrófica, com queda de 50% no produto interno bruto, inflação de 1.000.000% ao ano e desabastecimento generalizado.
A situação na Venezuela ainda é incerta, com milhares de manifestantes nas ruas protestando contra o atual governo e pedindo a queda de Maduro. A oposição não teve o apoio que esperava das Forças Armadas. Um grande número de soldados e oficiais de baixa patente está ao lado de Guaidó, mas a cúpula militar permanece fiel ao regime chavista.
Na análise do ministro da Segurança Institucional do Brasil, general Augusto Heleno, em entrevista aO Globo, a multidão que saiu às ruas "era pouca gente para derrubar um governo". O general considerou o "esquema militar" de Guaidó "precário" e reafirmou que o Brasil não tem a menor intenção de intervir na Venezuela.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Christopher Figuera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Christopher Figuera. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 1 de maio de 2019
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
Negociador americano vai à Venezuela mediar entre governo e oposição
O mediador americano Jim Tull esteve em Caracas na semana passada para tentar restabelecer o diálogo entre a ditadura de Nicolás Maduro e a oposição da Venezuela, revelou ontem o Escritório de Washington para a América Latina (WOLA), uma organização não governamental que promove a democracia, os direitos humanos e a justiça social na região.
A visita sinaliza um desejo do regime chavista de retomar o diálogo e de abrir um canal de comunicação com os Estados Unidos, encaminhando uma possível transição para a volta da democracia.
O governo Donald Trump deixou claro que sua política para a Venezuela é mudança de regime, o que bloqueia qualquer contato direto.
Ao afastar o diretor do Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin), general Gustavo González López, ligado ao presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello, considerado o número dois do regime, Maduro indica uma divisão no chavismo no momento em que a economia entra em colapso, na pior crise da história recente de um país em desenvolvimento.
A economia encolheu à metade nos últimos cinco anos, a inflação deve chegar a 1.800.000% ao ano, o desabastecimento é generalizado e mais de 80% da população caíram na miséria.
O novo comandante é Christopher Figuera, ex-chefe do Centro para Segurança Nacional e Proteção, um serviço de inteligência criado por Maduro em 2013.
Através de González López, Cabello controlava as forças de segurança interna. Sua queda enfraquece o presidente da ANC na luta intestina pelo poder dentro do regime.
Cabello é um militar nacionalista do núcleo inicial do Movimento Nacionalista Bolivarista, que tentou dar um golpe de Estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez em 4 de fevereiro de 1992 sob a liderança de Hugo Chávez. Sonhava em suceder Chávez.
Maduro, um motorista e sindicalista, foi o escolhido pelo ditador cubano Fidel Castro, mentor político de Chávez depois que chegou ao poder. Medíocre o incompetente, transformou o país numa terra arrasada.
Por enquanto, os dois vão continuar co-governando o país por medo de uma queda do regime, que os levaria à prisão. Em algum momento, é provável que jovens oficiais que não se beneficiam da corrupção generalizada do governo desastroso de Maduro, deem um golpe de Estado.
O regime chavista está desabando, mas a rebelião terá de vir de dentro das Forças Armadas, avalistas do madurismo.
A visita sinaliza um desejo do regime chavista de retomar o diálogo e de abrir um canal de comunicação com os Estados Unidos, encaminhando uma possível transição para a volta da democracia.
O governo Donald Trump deixou claro que sua política para a Venezuela é mudança de regime, o que bloqueia qualquer contato direto.
Ao afastar o diretor do Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin), general Gustavo González López, ligado ao presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello, considerado o número dois do regime, Maduro indica uma divisão no chavismo no momento em que a economia entra em colapso, na pior crise da história recente de um país em desenvolvimento.
A economia encolheu à metade nos últimos cinco anos, a inflação deve chegar a 1.800.000% ao ano, o desabastecimento é generalizado e mais de 80% da população caíram na miséria.
O novo comandante é Christopher Figuera, ex-chefe do Centro para Segurança Nacional e Proteção, um serviço de inteligência criado por Maduro em 2013.
Através de González López, Cabello controlava as forças de segurança interna. Sua queda enfraquece o presidente da ANC na luta intestina pelo poder dentro do regime.
Cabello é um militar nacionalista do núcleo inicial do Movimento Nacionalista Bolivarista, que tentou dar um golpe de Estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez em 4 de fevereiro de 1992 sob a liderança de Hugo Chávez. Sonhava em suceder Chávez.
Maduro, um motorista e sindicalista, foi o escolhido pelo ditador cubano Fidel Castro, mentor político de Chávez depois que chegou ao poder. Medíocre o incompetente, transformou o país numa terra arrasada.
Por enquanto, os dois vão continuar co-governando o país por medo de uma queda do regime, que os levaria à prisão. Em algum momento, é provável que jovens oficiais que não se beneficiam da corrupção generalizada do governo desastroso de Maduro, deem um golpe de Estado.
O regime chavista está desabando, mas a rebelião terá de vir de dentro das Forças Armadas, avalistas do madurismo.
Assinar:
Postagens (Atom)