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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Líderes das FARC fogem para a Venezuela

Sob ameaça de prisão por envolvimento em atividades criminosas, dois líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), fugiram para a vizinha Venezuela. As autoridades colombianas procuram descobrir qual a rota de fuga, noticiou hoje a Rádio Caracol.

Na semana passada, soube-se da iminência da prisão de três líderes do antigo grupo guerrilheiro envolvidos em crimes comuns. É comum em processos de paz que guerrilheiros veteranos, que passaram anos na clandestinidade, não consigam se reintegrar à vida civil e entrem para organizações criminosas.

Se mais líderes das FARC forem presos, o histórico acordo de paz assinado em 24 de novembro de 2016 estará ameaçado. É provável que os ex-guerrilheiros presos recentemente tenham dado informações à polícia capazes de incriminar outros companheiros.

Desde a campanha eleitoral, o novo presidente, o conservador Iván Duque, empossado em 7 de agosto deste ano, promete revisar o acordo, especialmente as cláusulas que dão anistia a rebeldes que cometeram crimes de sangue e garantem 5% de vagas no Congresso para ex-guerrilheiros. A pressão sobre as FARC tende a aumentar.

Duque é afilhado político do ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe (2002-10), um linha-dura que golpeou duramente a guerrilha, reduzindo significativamente sua ameaça. Seu ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, se tornou presidente e negociou o acordo, rejeitado por Uribe.

Uribe é investigado por ligações com grupos paramilitares de direita conhecidos como Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), que chegou a comparar com as vigilâncias de bairro nos Estados Unidos. Ganhou a guerra, mas não soube fazer a paz.

É muito difícil, praticamente impossível, a volta da guerra civil. Mas há rebeldes que renegaram o acordo e mataram jornalistas equatorianos, em abril de 2018, e outros envolvidos com o crime organizado.

sábado, 18 de novembro de 2017

Ex-prefeito de Caracas foge da prisão domiciliar para a Espanha

Depois de uma longa viagem em que fugiu por terra até a Colômbia e de Bogotá tomou um avião para Madri, o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma chegou hoje à Espanha, noticiou o jornal espanhol El País. Ele entrou oficialmente como turista, com o direito de ficar até 90 dias no país.

Logo depois de cruzar a fronteira, da cidade de Cúcuta, Ledezma deu entrevista à Rádio Caracol: "Não dá para perder a esperança. Esta é a grande virtude do povo venezuelano." As autoridades colombianas disseram não haver nenhuma ordem internacional de prisão nem pedido formal de detenção do ex-prefeito.

"Minhas saudações a Antonio Ledezma, referência moral da Venezuela, agora livre para liderar a luta desde o exílio para a instauração de um regime democrático em seu país", escreveu no Twitter o secretário-geral da Organização dos Estados Americano (OEA), Luis Almagro, ex-ministro do Exterior do Uruguai.

Agentes do Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin) cercaram a casa de Ledezma e tentaram invadir a residência durante a madrugada. Tarde demais.

Ledezma, líder da Aliança Povo Bravio, foi preso pela primeira vez em 2015, acusado de incitar à violência durante as manifestações de fevereiro daquele ano, quando pelo menos 43 pessoas foram mortas, a maioria, suspeita-se, devido à ação das forças de segurança governamentais e das milícias populares aliadas ao regime chavista.

Depois de ficar quatro meses na prisão militar de Ramo Verde, por motivos de saúde, o ex-prefeito foi para prisão domiciliar. Foi detido de novo em Ramo Verde por três dias em agosto por defender o boicote à Assembleia Nacional Constituinte ilegal e ilegítima convocada pelo ditador Nicolás Maduro para tirar os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem ampla maioria.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Atirador do Texas fugiu de hospital psiquiátrico em 2012

Cada vez mais se acumulam evidências de que Devin Patrick Kelley não poderia ter comprado o fuzil semiautomático com que matou 26 pessoas e feriu outras 20 no domingo na Primeira Igreja Batista de Sutherland Springs, no Texas. Hoje, revelou-se que ele fugiu em 2012 de um hospital psiquiátrico onde fora internado pela Força Aérea dos Estados Unidos.

Quando Kelley foi preso pela polícia a quilômetros de distância, a Força Aérea declarou que ele fora internado por ameaçar de morte superiores e entrar com armas escondidas dentro do quartel. É mais um antecedente criminal do atirador, noticiou o jornal The New York Times.

Kelley "era um perigo para si mesmo e para outros, e já tinha sido pego contrabandeando armas para dentro da Base Aérea de Holloman", diz o relatório do inquérito da polícia de El Paso. Ele também foi condenado com suspensão de pena por maltratar seu cachorro, quando morava em Colorado Springs.

Em 2014, ele foi expulso da Força Aérea depois de ser condenado a um ano de prisão por bater na mulher e fraturar o crânio de um bebê enteado.

A lei federal dos EUA proíbe o porte e a posse de armas por quem "tenha sido internado para tratamento em hospitais e clínicas psiquiátricas" em consequência de sentença judicial. Se a Aeronáutica tivesse avisado o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, Kelley estaria no cadastro nacional daqueles que não podem comprar armas.

Por esse erro burocrático, ele comprou dois fuzis semiautomático e disparou mais de 400 tiros dentro da pequena igreja de uma cidade de apenas 400 habitantes.

sábado, 19 de agosto de 2017

Procuradora-geral foge da Venezuela de lancha

Sob ameaça de prisão pela ditadura de Nicolás Maduro, a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz e seu marido, o deputado chavista dissidente Germán Ferrer, fugiram da Venezuela de lancha, foram até a ilha de Aruba e chegaram de avião ontem à Colômbia, noticiou o jornal venezuelano El Nacional.

Chavista histórica, Luisa Ortega denunciou a Assembleia Nacional Constituinte convocada por Maduro como ilegal, ilegítima e uma traição à memória de Hugo Chávez e sua Constituição da República Bolivarista da Venezuela. Ela exigia a realização de um plebiscito e a realização de eleições diretas.

Uma das primeiras decisões da Constituinte de Maduro, há duas semanas, foi afastá-la do cargo. A procuradora-geral investigava não só violações dos direitos humanos durante a repressão à onda de manifestações iniciada em abril como a corrupção, inclusive os negócios da construtora brasileira Odebrecht. Teria saído do país com documentos importantes para acusar Maduro.

Sem passaportes, confiscados pela ditadura de Maduro, Luisa Ortega e o marido chegaram ontem às 15h30 (17h30 em Brasília) ao aeroporto El Dorado, em Bogotá.

O casal saiu da Península de Paranaguá, na Venezuela, às 2h30 (4h30 em Brasília) da madrugada de sexta-feira numa lancha rápida junto com a chefe de gabinete, Gioconda González Sánchez, e Arturo Vilar Estévez, depois que o Tribunal Supremo de Justiça decretou a prisão de Ferrer.

Também ontem, a Constituinte usurpou os poderes legislativos da Assembleia Nacional eleita democraticamente em 6 de dezembro de 2015, quando a oposição conquistou dois terços das cadeiras.

Este sempre foi o objetivo da Constituinte de Maduro, tomar o poder do Parlamento dominado pela oposição e assumir poderes totais, com o controle do Executivo, do Judiciário e agora Legislativo, anulando a vontade popular.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Yanukovitch é impedido de deixar a Ucrânia

Depois de ser afastado numa processo de impeachment por um voto unânime do Parlamento, o presidente Viktor Yanukovitch foi impedido de deixar a Ucrânia num avião particular fretado. Os funcionários do aeroporto alegaram falta de documentação para não autorizar a decolagem.

A segurança de Yanukovitch chamou então dois carros blindados e a comitiva deixou o aeroporto. Há informações de que o presidente teria ido para a cidade de Donetsk.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ex-ministro da Defesa foge da Síria para Turquia

O general Ali Habib, ex-ministro da Defesa da Síria, fugiu ontem à noite para a Turquia, informou hoje um líder do Conselho Nacional Sírio. Um oficial do Exército da Síria Livre disse que a defecção parece ter sido coordenada pelos Estados Unidos.

A Turquia não confirmou a notícia, e a televisão estatal sírio afirmou que ele está em casa.

domingo, 2 de setembro de 2012

Bombardeios causam fuga em massa de sírios

Sob a ameaça dos bombardeios da Força Aérea da ditadura de Bachar Assad, mais de 2 mil pessoas estão fugindo por dia da província de Dera, no Sul da Síria, para a Jordânia. Em duas semanas, já são 20 mil pessoas, informa o jornal The New York Times.

Os refugiados descrevem cidades e vilas arrasadas praticamente sem habitantes. Os rebeldes anunciaram ter tomado uma base aérea no que parece ser uma ofensiva coordenada contra quartéis para tomar armas e munição do governo. Muitas localidades estão sem água, energia e comunicações.

Desde que o conflito começou, em 15 de março de 2011, a Jordânia recebeu 180 mil refugiados sírios.