A pedido da Liga dos Direitos do Homem e do Comitê contra a Islamofobia na França, o Conselho de Estado, o supremo tribunal administrativo do país, liberou hoje o uso do burquíni, o traje de banho que cobre todo o corpo das mulheres muçulmanas.
Depois do atentado terrorista que matou 84 pessoas em Nice em 14 de julho, algumas cidades do Sul da França proibiram o uso do burquíni alegando que poderia estimular conflitos. Algumas mulheres foram presas ou obrigadas a tirar o traje.
Em 22 de agosto, um tribunal regional de Nice aprovou a medida. A decisão foi revogada pelo Conselho de Estado, que entendeu que se trata de "um atentado grave e manifestamente ilegal a liberdades fundamentais como o direito de ir e vir, a liberdade de consciência e a liberdade individual."
As egípcias que disputaram o torneio de vôlei de praia da Olimpíada do Rio usaram burquines, em vez dos biquínis ousados das atletas de outros países.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Justiça da Grécia confirma referendo para domingo
O Conselho de Estado da Grécia rejeitou um pedido para declarar inconstitucional o referendo convocado pelo governo radical de esquerda para decidir se o país aceita as exigências dos credores para fazer um novo acordo sobre o refinanciamento da dívida pública grega. A consulta popular será realizada no domingo.
No comício de encerramento da campanha do não, na Praça Sintagma, diante do Parlamento, em Atenas, o primeiro-ministro Alexis Tsipras insistiu diante de 40 mil pessoas que não cedam diante do que chamou de "chantage" dos credores porque a Grécia não correria risco de sair da Zona do Euro. Ele vende a ideia de que, se vencer, volta à mesa de negociações fortalecido na segunda-feira.
Por outro lado, os líderes da União Europeia deixaram claro que uma vitória do não levará a Grécia a sair da Zona do Euro, com consequências desastrosas. Dentro da Grécia, os prefeitos das duas maiores cidades, Atenas e Tessalônica, lideram a campanha do sim. O comício final do sim foi no Estádio de Atenas.
Se o governo radical de esquerda perder, Tsipras será pressionado a pedir demissão. De qualquer forma, uma semana de feriado bancário, a indefinição política com qualquer resultado e a necessidade de renegociar um novo acordo ao longo de meses já causaram fortes danos adicionais à combalida economia grega.
Ontem, o FMI considerou a dívida pública, hoje em 325 bilhões de euros, impagável e previu que a Grécia precisará de mais 60 bilhões de euros nos próximos três anos.
As pesquisas de opinião indicam um resultado apertado.
No comício de encerramento da campanha do não, na Praça Sintagma, diante do Parlamento, em Atenas, o primeiro-ministro Alexis Tsipras insistiu diante de 40 mil pessoas que não cedam diante do que chamou de "chantage" dos credores porque a Grécia não correria risco de sair da Zona do Euro. Ele vende a ideia de que, se vencer, volta à mesa de negociações fortalecido na segunda-feira.
Por outro lado, os líderes da União Europeia deixaram claro que uma vitória do não levará a Grécia a sair da Zona do Euro, com consequências desastrosas. Dentro da Grécia, os prefeitos das duas maiores cidades, Atenas e Tessalônica, lideram a campanha do sim. O comício final do sim foi no Estádio de Atenas.
Se o governo radical de esquerda perder, Tsipras será pressionado a pedir demissão. De qualquer forma, uma semana de feriado bancário, a indefinição política com qualquer resultado e a necessidade de renegociar um novo acordo ao longo de meses já causaram fortes danos adicionais à combalida economia grega.
Ontem, o FMI considerou a dívida pública, hoje em 325 bilhões de euros, impagável e previu que a Grécia precisará de mais 60 bilhões de euros nos próximos três anos.
As pesquisas de opinião indicam um resultado apertado.
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