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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Conselho de Estado da França libera o burquíni nas praias

A pedido da Liga dos Direitos do Homem e do Comitê contra a Islamofobia na França, o Conselho de Estado, o supremo tribunal administrativo do país, liberou hoje o uso do burquíni, o traje de banho que cobre todo o corpo das mulheres muçulmanas.

Depois do atentado terrorista que matou 84 pessoas em Nice em 14 de julho, algumas cidades do Sul da França proibiram o uso do burquíni alegando que poderia estimular conflitos. Algumas mulheres foram presas ou obrigadas a tirar o traje.

Em 22 de agosto, um tribunal regional de Nice aprovou a medida. A decisão foi revogada pelo Conselho de Estado, que entendeu que se trata de "um atentado grave e manifestamente ilegal a liberdades fundamentais como o direito de ir e vir, a liberdade de consciência e a liberdade individual."

As egípcias que disputaram o torneio de vôlei de praia da Olimpíada do Rio usaram burquines, em vez dos biquínis ousados das atletas de outros países.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Justiça da Grécia confirma referendo para domingo

O Conselho de Estado da Grécia rejeitou um pedido para declarar inconstitucional o referendo convocado pelo governo radical de esquerda para decidir se o país aceita as exigências dos credores para fazer um novo acordo sobre o refinanciamento da dívida pública grega. A consulta popular será realizada no domingo.

No comício de encerramento da campanha do não, na Praça Sintagma, diante do Parlamento, em Atenas, o primeiro-ministro Alexis Tsipras insistiu diante de 40 mil pessoas que não cedam diante do que chamou de "chantage" dos credores porque a Grécia não correria risco de sair da Zona do Euro. Ele vende a ideia de que, se vencer, volta à mesa de negociações fortalecido na segunda-feira.

Por outro lado, os líderes da União Europeia deixaram claro que uma vitória do não levará a Grécia a sair da Zona do Euro, com consequências desastrosas. Dentro da Grécia, os prefeitos das duas maiores cidades, Atenas e Tessalônica, lideram a campanha do sim. O comício final do sim foi no Estádio de Atenas.

Se o governo radical de esquerda perder, Tsipras será pressionado a pedir demissão. De qualquer forma, uma semana de feriado bancário, a indefinição política com qualquer resultado e a necessidade de renegociar um novo acordo ao longo de meses já causaram fortes danos adicionais à combalida economia grega.

Ontem, o FMI considerou a dívida pública, hoje em 325 bilhões de euros, impagável e previu que a Grécia precisará de mais 60 bilhões de euros nos próximos três anos.

As pesquisas de opinião indicam um resultado apertado.