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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Câmara Federal da Alemanha aprova ajuda à Grécia

Por 545-113, com 18 abstenções, a Câmara Federal da Alemanha aprovou ontem o terceiro empréstimo à Grécia. A oposição se manteve no mesmo nível desde o início dos programas de ajuda ao governo grego.

Os parlamentos da Áustria, Espanha e Estônia aprovaram a ajuda anteontem. A Grécia precisa de 3,2 bilhões de euros para pagar hoje o Banco Central Europeu. Se calotear, perde o direito à linha de crédito usada pelos bancos gregos como boia de salvação.

Mesmo com a ajuda plenamente ratificada pelos outros 18 países da Zona do Euro, a crise da Grécia continua.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Déficits caem mas dívidas sobem na UE

Os déficits públicos dos países da União Europeia diminuíram em em 2013, enquanto as dívidas públicas aumentaram, indicam os dados divulgados hoje pelo Eurostat, o escritório oficial de estatísticas do bloco europeu.

Na Zona do Euro, a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto caiu de 3,7% em 2012 para 3%, o limite máximo autorizado pelo Pacto de Estabilidade que sustenta a moeda comum europeia. Na UE como um todo, de 28 países, a queda foi de 3,9% para 3,3%.

Já a razão entre a dívida pública e o PIB subiu no ano passado de 90,7% para 92,6% na Eurozona e de 85,2% para 87,1% em toda a UE. A dívida total da Eurozona soma 8,89 trilhões de euros e na UE, 11,386 trilhões de euros.

Só um país teve saldo positivo nas contas públicas, Luxemburgo (0,1%). A Alemanha equilibrou receita e despesa. A Estônia (-0,2%), a Dinamarca (-0,8%), a Letônia (-1%) e a Suécia (-1,1%) ficaram perto do equilíbrio.

Dez países tiveram déficits superiores a 3% do PIB: Eslovênia (-14,7%), Grécia (12,7%), Irlanda (-7,2%), Espanha (-7,1%), Reino Unido (-5,8%), Chipre (-5,4%), Croácia e Portugal (ambos com -4,9%), França e Polônia (ambas com 4,3%). Em entrevista ao jornal Le Monde, o novo ministro da Economia francês, Michel Sapin, prometeu cortar o déficit para a meta de 3% do PIB em 2015.

As menores dívidas públicas em relação aos PIBs foram da Estônia (10%), Bulgária (18,9%), Luxemburgo (23,1%), Letônia (38,1%), Romênia (38,4%), Lituânia (39,4%) e Suécia (40,6%).

Em 16 países, as dívidas governamentais superam os 60% do PIB, limite recomendado pelo Pacto de Estabilidade. As dívidas percentualmente mais elevadas, acima de todo o valor produzido pelo país num ano, são da Grécia (175,1%), Itália (132,6%), Portugal (129%), Irlanda (123,7%), Chipre (111,7%) e Bélgica (101,5%).

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Só Alemanha e Estônia reduzem dívida na UE

Apesar das rígidas políticas de controles de gastos públicos impostas pela União Europeia para conter a crise econômica, ou talvez por causa delas, só dois dos 28 países do maior bloco comercial do mundo conseguiram diminuir suas dívidas públicas no início de 2013, revelam dados divulgados hoje pelo Eurostat, o escritório oficial de estatísticas da UE.

O total das dívidas dos 17 países da Zona do Euro subiu 150 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2013 para 8,75 trilhões de euros, 92,2% do produto regional bruto. Na UE como um todo, ainda com 27 países, já que a Croácia entrou em 1º de julho, ficou em 85,9% do PIB.

Na Alemanha, a dívida caiu de 81,9% do produto interno bruto no fim de 2012 para 81,2% no fim do primeiro trimestre deste ano. Ainda está muito longe do limite de 60% imposto pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro.

A França, segunda maior economia europeia, viu a dívida subir de 90,2% para 91,9%.

Já a Estônia tem a menor dívida percentual do bloco, que caiu no mesmo período de 10,1% para 10% do PIB.

Cinco países europeus têm dívidas públicas acima de 100% do PIB. O endividamento é maior na Grécia (160,5%), submetida há quatro anos a um rigoroso programa de ajuste fiscal, na Itália (130,3%), em Portugal (127,2%) e na Irlanda (125,1%).

Grécia, Portugal e Irlanda receberam ajuda de emergência da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em troca, tiveram de aceitar rigorosos programas de ajuste acusados de agravar ainda mais a situação de economias que já estavam em declínio.

O maior problema é a falta de crescimento. A Eurozona não cresce desde o outono de 2011 no Hemisfério Norte. A Itália, por exemplo, tem um déficit público baixo, mas não cresce há um ano e nove meses. Na Espanha, cuja dívida é de 88,2% do PIB, o maior problema é o sistema financeiro, abalado pela explosão da bolha especulativa no mercado imobiliário.

Como na Grécia, o desemprego de um quarto da população ativa e de mais de metade dos jovens torna a situação ainda mais crítica na Espanha. Em Portugal, o desemprego chegou a 18%.

"A Europa decidiu reduzir os déficits num momento em que o setor privado estava fraco", observa o economista Zsolt Darvas, do centro de estudos Bruegel, de Bruxelas, na Bélgica. Foi um erro imposto pela Alemanha que fez com que o continente seja o único que ainda não saiu da Grande Recessão.

Nos Estados Unidos, o governo reduziu impostos e aumentou os gastos. O déficit orçamentário explodiu, chegando a US$ 1 trilhão por ano durante vários anos. Com a recuperação econômica moderada, os aumentos de impostos e cortes de gastos acertados neste ano, o déficit caiu significativamente.

O Japão também está fazendo políticas de estímulo sob a liderança do primeiro-ministro Shinzo Abe, um nacionalista preocupado com a ascensão da China. Cresce em ritmo de 4% ao ano.

A Grécia foi submetida a uma receita muito diferente. A troika (UE-FMI-Banco Central Europeu) impôs alta de impostos e redução de despesas governamentais, agravando uma situação que já era muito ruim.

Ao não adotar políticas anticíclicas, contra o ciclo econômico, que era de queda, a troika condenou a Grécia a uma recessão que está no sexto ano. Mas o discurso da austeridade e do rigor são populares na Alemanha, que teria de entrar com a maior parte de investimentos governamentais maciços para retomar o crescimento.

Assim, antes das eleições de setembro na Alemanha, em que a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel é franca favorita, é improvável qualquer mudança nesta política fracassada. Mesmo depois, é improvável que os alemães e outros povos do Norte da Europa abram seus cofres para seus sócios do Sul, que consideram indisciplinados, ineficientes e corruptos.

O risco maior é para a integração da Europa. Merkel está mais preocupada consigo mesma. Até hoje, não apresentou seu projeto europeu, sua proposta para o futuro do maior bloco comercial do planeta, que decidiu ir além do livre comércio, mas tropeçou na crise do euro.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Estônia tem saldo de 1% nas contas públicas

A ex-república soviética da Estônia, o país da Europa Oriental que adotou o liberalismo econômico com maior determinação, terminou 2011 com um saldo positivo de 1% nas contas públicas.

O total da dívida pública estoniana está em 6% do produto interno bruto. São resultados excepcionais dentro de uma União Europeia em crise, divulgados hoje pelo escritório nacional de estatísticas da Estônia.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Crise já atinge 12 dos 17 países da Eurozona

A crise das dívidas públicas já atinge 12 dos 17 países da União Europeia que usam o euro como moeda. Além da poderosa Alemanha, só Estônia, Finlândia, Holanda e Luxemburgo estão pagando prêmios de risco do que a Espanha pagava em maio de 2010, quando foi atingida pela crise da Grécia.

O prêmio de risco é a diferença entre os juros que os países pagam e os da Alemanha para títulos de mesmo prazo.

Desde então, Grécia, Irlanda e Portugal negociaram empréstimos com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Na Espanha, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero congelou aposentadorias e reduziu salários do setor público. Seu Partido Socialista Operário Espanhol deve sofrer domingo sua maior derrota.

Foi criado o Fundo Europeu de Estabilização Financeira e o Banco Central da Europa começou a comprar títulos dos países com dificuldade para rolar suas dívidas, mas a crise se agravou, passando a ameaçar a Itália, que destituiu o arquicorrupto Silvio Berlusconi na semana passada e hoje apresentou um novo governo sob a liderança do ex-comissário europeu antimonopólio Mario Monti.

Até a França, segunda maior economia da Europa e quinta do mundo, está ameaçado de perder sua nota máxima das agências de classificação de risco, observa o jornal espanhol El País.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Estônia é 17º país a adotar o euro como moeda

Apesar da crise das dívidas públicas, ex-república soviética da Estônia, um pequeno país da região do Mar Báltico, se torna amanhã o 17º país a aderir à união monetária europeia e a adotar o euro como moeda.

Na Alemanha, em sua mensagem de Ano Novo, a primeira-ministra Angela Merkel defendeu a necessidade de fortalecer o euro, abalado em 2010 pela crise das dívidas da Grécia e da Irlanda, que também ameaça Portugal e Espanha.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

OTAN fez planos para defender países bálticos

Em uma nova indiscrição do WikiLeaks capaz de abalar as relações entre Estados Unidos e Rússia, documentos vazados pela organização não governamental revelam que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se preparou para uma possível ofensiva militar russa contra os chamados países bálticos, as ex-repúblicas soviéticas da Estônia, Letônia e Lituânia.

O plano, mostram os memorandos do Departamento de Estado, foi feito a pedido desses países depois da guerra entre a Rússia e a ex-república soviética da Geórgia, em agosto de 2008.

A Rússia considera as ex-repúblicas soviéticas, que chama de "exterior próximo", sua zona de influência. É  o sonho do primeiro-ministro e homem-forte do país, Vladimir Putin, um ex-chefe do serviço secreto, o antigo KGB: restaurar o poder imperial da União Soviética.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Estônia deve aderir ao euro em 2011

A Comissão Europeia recomenda que a ex-república soviética da Estônia seja admitida na união monetária e adote o euro a partir de janeiro de 2001.


Será o 17º país da Eurozona, que acaba de criar um fundo de estabilização monetária de 750 bilhões de euros, cerca de US% 1,7 trilhão, para blindar a moeda comum europeia contra ataques especulativos e enfrentar a crise das dívidas públicas contraídas para enfrentar a recessão mundial dos últimos dois anos.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Rússia ameaça romper acordo de desarmamento

A Rússia ameaçou ontem abandonar o acordo de 1987 que eliminou os mísseis nucleares de alcance intermediário (500-5.500km), se os Estados Unidos insistirem em instalar seu escudo de defesa antimísseis na Europa Oriental. Quem citou especificamente o acordo foi o comandante do Exército russo, general Iuri Baluievsky.

O Acordo sobre Forças Nucleares de Alcance Médio, assinado em 8 de dezembro de 1987 pelos presidentes dos EUA, Ronald Reagan, e da União Soviética, Mikhail Gorbachev, foi o primeiro a prever a eliminação de todo um tipo de armas atômicas.

Para o general Baluiesvsky, existem "provas convincentes" para abandonar o acordo porque "muitos países estão desenvolvendo e aperfeiçoando foguete de médio alcance". Ele relacionou diretamente a posição russa aos planos dos EUA de instalar seu sistema de defesa antimísseis, com interceptores e radares, nos novos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Europa Oriental, o que inclui as três antigas repúblicas soviéticas do Mar Báltico: Estônia, Letônia e Lituânia.