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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Rússia ameaça romper acordo de desarmamento

A Rússia ameaçou ontem abandonar o acordo de 1987 que eliminou os mísseis nucleares de alcance intermediário (500-5.500km), se os Estados Unidos insistirem em instalar seu escudo de defesa antimísseis na Europa Oriental. Quem citou especificamente o acordo foi o comandante do Exército russo, general Iuri Baluievsky.

O Acordo sobre Forças Nucleares de Alcance Médio, assinado em 8 de dezembro de 1987 pelos presidentes dos EUA, Ronald Reagan, e da União Soviética, Mikhail Gorbachev, foi o primeiro a prever a eliminação de todo um tipo de armas atômicas.

Para o general Baluiesvsky, existem "provas convincentes" para abandonar o acordo porque "muitos países estão desenvolvendo e aperfeiçoando foguete de médio alcance". Ele relacionou diretamente a posição russa aos planos dos EUA de instalar seu sistema de defesa antimísseis, com interceptores e radares, nos novos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Europa Oriental, o que inclui as três antigas repúblicas soviéticas do Mar Báltico: Estônia, Letônia e Lituânia.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

UE pede fim da guerra do gás entre Rússia e Bielorrússia

O comissário de Energia da União Européia, Andris Pielbags, pediu ontem uma "solução rápida" para o conflito entre a Rússia e a ex-república soviética da Bielorrússia em torno do preço do gás. A crise pode afetar diversos países europeus que recebem gás por um gasoduto que atravessa a Bielorrússia, se não houver uma renovação do protocolo de trânsito entre os dois países.

Sem acordo, a Rússia ameaça cortar o fornecimento a partir de 1º janeiro. Moscou quer triplicar o preço cobrado pelo gás para equipará-lo aos do mercado internacional.

"Se não houver acordo sobre a venda para nós, também não haverá acordo sobre trânsito", declarou o vice-primeiro ministro bielorusso, Vladimir Semachko, depois do fracasso das negociações em Moscou.

A UE importa 40% de seu gás natural da Rússia; 22% chegam via Bielorrússia, 60% da Ucrânia e o resto dos países bálticos.