Sob suspeita de lavagem de dinheiro, o ex-chefe da campanha eleitoral do presidente Donald Trump, Paul Manafort, é alvo do inquérito presidido pelo procurador especial Robert Mueller sobre a interferência indevida da Rússia nas eleições dos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The Wall Street Journal.
Antes de aderir à campanha de Trump, Manafort havia trabalhado para políticos da Ucrânia aliados de Moscou e devia US$ 17 milhões a empresas de fachada que bancavam suas atividades a serviço do Partido das Regiões, revelou ontem o jornal The New York Times, citando dados obtidos no paraíso fiscal da ilha de Chipre, no Mar Mediterrâneo.
A teia envolve mais de uma dúzia de entidades que transferiram entre si milhões de dólares em empréstimos, pagamentos e taxas no modelo de capitalismo mafioso que tomou conta das ex-repúblicas soviéticas da Rússia e da Ucrânia depois do fim da União Soviética.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Chipre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chipre. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 20 de julho de 2017
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Deflação volta a assombrar a Zona do Euro
O índice de preços ao consumidor nos 19 países da União Europeia que adotam o euro como moeda caiu para -0,1% ao ano em setembro de 2015 depois de registrar uma alta anual de 0,1% em agosto. Na UE como um todo, também foi de -0,1% depois de ficar em zero em agosto, informou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas do bloco europeu.
A deflação foi maior em Chipre (-1,9%), na Romênia(-1,5%) e na Espanha (-1,1%). A inflação foi maior em Malta (1,6%), na Bélgica, em Portugal e na Suécia (0,9%).
Os índices que mais pesaram na alta foram de cafés e restaurantes (0,12%), legumes (0,11%) e tabaco (0,8%). A pressão para baixo veio de transportes (-0,71%), combustíveis líquidos (-0,25%) e leite, queijos e ovos (0,06%).
A deflação ou queda de preços tem um efeito negativo sobre a economia. Se os preços tendem a cair, os consumidores adiam suas compras, o comércio faz menos encomendas à indústria e a produção industrial diminui.
Um dos fatores fundamentais para a deflação é a baixa nos preços do petróleo desde junho de 2014. Com a volta do Irã ao mercado internacional em 2016 por causa do acordo nuclear e do fim das sanções internacionais, os preços do petróleo tendem a se manter baixos, afetando a produção de alto custo como as do gás e óleo de xisto nos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, o baixo custo da energia foi um dos motores da fraca recuperação da Eurozona.
A deflação foi maior em Chipre (-1,9%), na Romênia(-1,5%) e na Espanha (-1,1%). A inflação foi maior em Malta (1,6%), na Bélgica, em Portugal e na Suécia (0,9%).
Os índices que mais pesaram na alta foram de cafés e restaurantes (0,12%), legumes (0,11%) e tabaco (0,8%). A pressão para baixo veio de transportes (-0,71%), combustíveis líquidos (-0,25%) e leite, queijos e ovos (0,06%).
A deflação ou queda de preços tem um efeito negativo sobre a economia. Se os preços tendem a cair, os consumidores adiam suas compras, o comércio faz menos encomendas à indústria e a produção industrial diminui.
Um dos fatores fundamentais para a deflação é a baixa nos preços do petróleo desde junho de 2014. Com a volta do Irã ao mercado internacional em 2016 por causa do acordo nuclear e do fim das sanções internacionais, os preços do petróleo tendem a se manter baixos, afetando a produção de alto custo como as do gás e óleo de xisto nos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, o baixo custo da energia foi um dos motores da fraca recuperação da Eurozona.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Crescimento da Zona do Euro tem pequena alta
Tanto os 19 países da Zona do Euro quanto os 28 de toda a União Europeia registraram em conjunto uma pequena aceleração do crescimento no primeiro trimestre de 2015, com avanço de 0,4% em relação ao trimestre anterior, o que projeta uma alta anual de 1,6%, revelou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas da UE.
Na comparação anual, a UE avançou 1,4% e a Eurozona, 1%. No último trimestre de 2014, o crescimento tinha sido de 0,4% na UE e de 0,3% entre os países do euro. Os Estados Unidos cresceram 0,1% no primeiro trimestre e 3% nos últimos 12 meses.
A Romênia e Chipre cresceram mais, 1,6%, seguida pela Bulgária (0,9%). As maiores quedas no produto interno bruto foram verificadas na Lituânia (-0,6%), Estônia (-0,3%) e Grécia (-0,2%), que voltou à recessão.
Terceira maior economia da UE e sexta do mundo, a França surpreendeu, com expansão de 0,6%, o dobro do esperado e o dobro da Alemanha, depois de ficar estagnada no fim de 2014, anunciou hoje o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos), com alta de 0,8% no consumo doméstico mas queda de 0,2% nos investimentos para formação de capital bruto.
O crescimento das exportações francesas se desacelerou de 2,5% para 0,9%, enquanto a alta nas importações se acelerou de 1,5% para 2,3%.
A recuperação europeia ainda é lenta e se deve sobretudo à queda nos preços internacionais do petróleo e à desvalorização do euro desde que o Banco Central Europeu (BCE) iniciou em março um programa de compra de títulos para jogar um trilhão de euros em circulação no período de um ano e meio.
Na comparação anual, a UE avançou 1,4% e a Eurozona, 1%. No último trimestre de 2014, o crescimento tinha sido de 0,4% na UE e de 0,3% entre os países do euro. Os Estados Unidos cresceram 0,1% no primeiro trimestre e 3% nos últimos 12 meses.
A Romênia e Chipre cresceram mais, 1,6%, seguida pela Bulgária (0,9%). As maiores quedas no produto interno bruto foram verificadas na Lituânia (-0,6%), Estônia (-0,3%) e Grécia (-0,2%), que voltou à recessão.
Terceira maior economia da UE e sexta do mundo, a França surpreendeu, com expansão de 0,6%, o dobro do esperado e o dobro da Alemanha, depois de ficar estagnada no fim de 2014, anunciou hoje o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos), com alta de 0,8% no consumo doméstico mas queda de 0,2% nos investimentos para formação de capital bruto.
O crescimento das exportações francesas se desacelerou de 2,5% para 0,9%, enquanto a alta nas importações se acelerou de 1,5% para 2,3%.
A recuperação europeia ainda é lenta e se deve sobretudo à queda nos preços internacionais do petróleo e à desvalorização do euro desde que o Banco Central Europeu (BCE) iniciou em março um programa de compra de títulos para jogar um trilhão de euros em circulação no período de um ano e meio.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Deflação na Zona do Euro recua para -0,1% ao ano
O índice de preços ao consumidor ficou negativo pelo quarto mês consecutivo em março de 2015 nos 19 países que usam o euro como moeda, mas a deflação recuou de -0,6% ao ano em janeiro para -0,3% em fevereiro e -0,1% no mês passado, revelou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas da União Europeia.
As maiores altas de preços na Zona do Euro foram em restaurantes e cafés (+0,11%), habitação (+0,09%) e produtos de tabaco (+0,07%). As maiores quedas em combustíveis para transporte (-0,44%), combustíveis líquidos (-016%) e telecomunicações (-0,06%).
Por país, a deflação foi maior na Grécia (-1,9%), em Chipre (1,4%) e na Polônia (-1,2%). A inflação foi mais alta na Áustria (0,9%), na Romênia (0,8%) e na Suécia (0,7%).
Todos os países da Eurozona ficaram abaixo da meta de inflação de 2% ao ano perseguida pelo Banco Central Europeu, que iniciou em março um programa de compra de títulos públicos por um ano e meio para jogar mais 1 trilhão de euros em circulação e assim estimular a frágil recuperação econômica da Europa. Está justificado.
Até agora, o crescimento projetado para 1,1% neste ano está sendo impulsionado pela queda nos preços internacionais do petróleo e pela desvalorização do euro por causa da política do BCE de imprimir mais dinheiro. A deflação também pode ser atribuída em parte à queda nos preços de energia.
As maiores altas de preços na Zona do Euro foram em restaurantes e cafés (+0,11%), habitação (+0,09%) e produtos de tabaco (+0,07%). As maiores quedas em combustíveis para transporte (-0,44%), combustíveis líquidos (-016%) e telecomunicações (-0,06%).
Por país, a deflação foi maior na Grécia (-1,9%), em Chipre (1,4%) e na Polônia (-1,2%). A inflação foi mais alta na Áustria (0,9%), na Romênia (0,8%) e na Suécia (0,7%).
Todos os países da Eurozona ficaram abaixo da meta de inflação de 2% ao ano perseguida pelo Banco Central Europeu, que iniciou em março um programa de compra de títulos públicos por um ano e meio para jogar mais 1 trilhão de euros em circulação e assim estimular a frágil recuperação econômica da Europa. Está justificado.
Até agora, o crescimento projetado para 1,1% neste ano está sendo impulsionado pela queda nos preços internacionais do petróleo e pela desvalorização do euro por causa da política do BCE de imprimir mais dinheiro. A deflação também pode ser atribuída em parte à queda nos preços de energia.
Marcadores:
alívio quantitativo,
Áustria,
BCE,
Chipre,
Deflação,
Eurozona,
Grécia,
índice de preços,
Inflação,
Polônia,
Romênia,
Suécia,
UE,
Zona do Euro
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Déficits caem mas dívidas sobem na UE
Os déficits públicos dos países da União Europeia diminuíram em em 2013, enquanto as dívidas públicas aumentaram, indicam os dados divulgados hoje pelo Eurostat, o escritório oficial de estatísticas do bloco europeu.
Na Zona do Euro, a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto caiu de 3,7% em 2012 para 3%, o limite máximo autorizado pelo Pacto de Estabilidade que sustenta a moeda comum europeia. Na UE como um todo, de 28 países, a queda foi de 3,9% para 3,3%.
Já a razão entre a dívida pública e o PIB subiu no ano passado de 90,7% para 92,6% na Eurozona e de 85,2% para 87,1% em toda a UE. A dívida total da Eurozona soma 8,89 trilhões de euros e na UE, 11,386 trilhões de euros.
Só um país teve saldo positivo nas contas públicas, Luxemburgo (0,1%). A Alemanha equilibrou receita e despesa. A Estônia (-0,2%), a Dinamarca (-0,8%), a Letônia (-1%) e a Suécia (-1,1%) ficaram perto do equilíbrio.
Dez países tiveram déficits superiores a 3% do PIB: Eslovênia (-14,7%), Grécia (12,7%), Irlanda (-7,2%), Espanha (-7,1%), Reino Unido (-5,8%), Chipre (-5,4%), Croácia e Portugal (ambos com -4,9%), França e Polônia (ambas com 4,3%). Em entrevista ao jornal Le Monde, o novo ministro da Economia francês, Michel Sapin, prometeu cortar o déficit para a meta de 3% do PIB em 2015.
As menores dívidas públicas em relação aos PIBs foram da Estônia (10%), Bulgária (18,9%), Luxemburgo (23,1%), Letônia (38,1%), Romênia (38,4%), Lituânia (39,4%) e Suécia (40,6%).
Em 16 países, as dívidas governamentais superam os 60% do PIB, limite recomendado pelo Pacto de Estabilidade. As dívidas percentualmente mais elevadas, acima de todo o valor produzido pelo país num ano, são da Grécia (175,1%), Itália (132,6%), Portugal (129%), Irlanda (123,7%), Chipre (111,7%) e Bélgica (101,5%).
Na Zona do Euro, a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto caiu de 3,7% em 2012 para 3%, o limite máximo autorizado pelo Pacto de Estabilidade que sustenta a moeda comum europeia. Na UE como um todo, de 28 países, a queda foi de 3,9% para 3,3%.
Já a razão entre a dívida pública e o PIB subiu no ano passado de 90,7% para 92,6% na Eurozona e de 85,2% para 87,1% em toda a UE. A dívida total da Eurozona soma 8,89 trilhões de euros e na UE, 11,386 trilhões de euros.
Só um país teve saldo positivo nas contas públicas, Luxemburgo (0,1%). A Alemanha equilibrou receita e despesa. A Estônia (-0,2%), a Dinamarca (-0,8%), a Letônia (-1%) e a Suécia (-1,1%) ficaram perto do equilíbrio.
Dez países tiveram déficits superiores a 3% do PIB: Eslovênia (-14,7%), Grécia (12,7%), Irlanda (-7,2%), Espanha (-7,1%), Reino Unido (-5,8%), Chipre (-5,4%), Croácia e Portugal (ambos com -4,9%), França e Polônia (ambas com 4,3%). Em entrevista ao jornal Le Monde, o novo ministro da Economia francês, Michel Sapin, prometeu cortar o déficit para a meta de 3% do PIB em 2015.
As menores dívidas públicas em relação aos PIBs foram da Estônia (10%), Bulgária (18,9%), Luxemburgo (23,1%), Letônia (38,1%), Romênia (38,4%), Lituânia (39,4%) e Suécia (40,6%).
Em 16 países, as dívidas governamentais superam os 60% do PIB, limite recomendado pelo Pacto de Estabilidade. As dívidas percentualmente mais elevadas, acima de todo o valor produzido pelo país num ano, são da Grécia (175,1%), Itália (132,6%), Portugal (129%), Irlanda (123,7%), Chipre (111,7%) e Bélgica (101,5%).
Marcadores:
Alemanha,
Bélgica,
Chipre,
Déficit Público,
Dinamarca,
Dívida Pública,
Espanha,
Estônia,
Europa,
Eurozona,
França,
Grécia,
Irlanda,
Luxemburgo,
Portugal,
Reino Unido,
UE,
Zona do Euro
segunda-feira, 17 de março de 2014
Marinha dos EUA toma petroleiro da Coreia do Norte
O comando de elite SEALs, da Marinha dos Estados Unidos, o mesmo que matou Ossama ben Laden, tomou num navio cargueiro da Coreia do Norte abastecido ilegalmente com petróleo vendido por uma milícia separatista da Líbia, noticia o jornal The New York Times. A milícia assumiu o controle de um terminal petrolífero no Leste do país em julho de 2013 para exigir uma fatia maior da renda do petróleo, principal riqueza líbia.
Quando o petroleiro escapou do cerco apesar de ter sido atingido, caiu o primeiro-ministro interino Ali Zeidan e o regime comunista norte-coreano negou que o navio tivesse autorização oficial para comprar petróleo na Líbia.
A pedido dos governos da Líbia e de Chipre, a tropa de elite americana abordou o cargueiro Glória da Manhã na madrugada de hoje em águas internacionais. O objetivo é evitar que os rebeldes continuem vendendo gasolina ilegalmente.
Em Bengázi, a segunda maior cidade líbia, um carro-bomba explodiu diante de um quartel matando pelo menos cinco soldados e ferindo outras 14 pessoas, informa a televisão pública britânica BBC.
Quando o petroleiro escapou do cerco apesar de ter sido atingido, caiu o primeiro-ministro interino Ali Zeidan e o regime comunista norte-coreano negou que o navio tivesse autorização oficial para comprar petróleo na Líbia.
A pedido dos governos da Líbia e de Chipre, a tropa de elite americana abordou o cargueiro Glória da Manhã na madrugada de hoje em águas internacionais. O objetivo é evitar que os rebeldes continuem vendendo gasolina ilegalmente.
Em Bengázi, a segunda maior cidade líbia, um carro-bomba explodiu diante de um quartel matando pelo menos cinco soldados e ferindo outras 14 pessoas, informa a televisão pública britânica BBC.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Ministro das Finanças do Chipre pede demissão
Depois de menos de cinco semanas no cargo, o ministro das Finanças do Chipre, Michalis Sarris, pediu demissão nesta terça-feira. Ele negociou um acordo com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para que o país recebe empréstimos de emergência de 10 bilhões de euros para salvar o sistema financeiro.
Sarris, ex-funcionário do Banco Mundial, deve ser substituído pelo ministro do Trabalho, Haris Georgiades.
O Chipre deve receber no próximo mês a primeira parcela do empréstimo. Em troca, vai fechar seu segundo maior banco e reestruturar o primeiro, com perdas que podem chegar a 80% para quem tiver mais de 100 mil euros em depósitos e aplicações financeiras.
Sarris, ex-funcionário do Banco Mundial, deve ser substituído pelo ministro do Trabalho, Haris Georgiades.
O Chipre deve receber no próximo mês a primeira parcela do empréstimo. Em troca, vai fechar seu segundo maior banco e reestruturar o primeiro, com perdas que podem chegar a 80% para quem tiver mais de 100 mil euros em depósitos e aplicações financeiras.
sábado, 30 de março de 2013
Grandes depositantes podem perder até 60% no Chipre
O Banco Central do Chipre anunciou hoje que 37,5% dos depósitos bancários no Banco do Chipre acima de 100 mil euros serão convertidos em ações especiais como parte do processo de reestruturação do sistema financeiro do país acertado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Na prática, esse dinheiro vai desaparecer das contas bancárias, enquanto outros 22,5% serão congelados e colocados numa conta não remunerada. Também poderão ser usados para recapitalizar o Banco do Chipre, dependendo da avaliação de auditores independentes.
Quem tem depósitos de até 100 mil euros terá seu dinheiro garantido, de acordo com as normas adotadas pela UE no início da crise. Já os grandes depositantes podem perder até 60% de seu dinheiro.
No início desta semana, o governo cipriota concordou em fazer uma reforma profunda do seu sistema financeiro em troca de um empréstimo de emergência de 10 bilhões de euros para evitar o colapso da economia do país.
Como parte do acordo, Banco Laiki (Popular), o segundo maior do país, será fechado, e seus bons ativos serão transferidos para o Banco do Chipre, o maior. Os grandes depositantes no Laiki devem rever só 20% do seu dinheiro, estima o ministro das Finanças, Michalis Sarris.
Cerca de 19 mil correntistas terão perdas, uma exigência da Alemanha, que relutava em ajudar Chipre porque os bancos do país são usados para lavagem de dinheiro pela máfia russa.
Forçado a levantar 5,8 bilhões como sua parte no acordo, o governo cipriota não tem alternativa. Espera levantar 1,2 bilhão com o programa de privatização, mas ainda tem um grande rombo a cobrir. Vai tirar dos grandes poupadores.
Na prática, esse dinheiro vai desaparecer das contas bancárias, enquanto outros 22,5% serão congelados e colocados numa conta não remunerada. Também poderão ser usados para recapitalizar o Banco do Chipre, dependendo da avaliação de auditores independentes.
Quem tem depósitos de até 100 mil euros terá seu dinheiro garantido, de acordo com as normas adotadas pela UE no início da crise. Já os grandes depositantes podem perder até 60% de seu dinheiro.
No início desta semana, o governo cipriota concordou em fazer uma reforma profunda do seu sistema financeiro em troca de um empréstimo de emergência de 10 bilhões de euros para evitar o colapso da economia do país.
Como parte do acordo, Banco Laiki (Popular), o segundo maior do país, será fechado, e seus bons ativos serão transferidos para o Banco do Chipre, o maior. Os grandes depositantes no Laiki devem rever só 20% do seu dinheiro, estima o ministro das Finanças, Michalis Sarris.
Cerca de 19 mil correntistas terão perdas, uma exigência da Alemanha, que relutava em ajudar Chipre porque os bancos do país são usados para lavagem de dinheiro pela máfia russa.
Forçado a levantar 5,8 bilhões como sua parte no acordo, o governo cipriota não tem alternativa. Espera levantar 1,2 bilhão com o programa de privatização, mas ainda tem um grande rombo a cobrir. Vai tirar dos grandes poupadores.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Índice amplo da Bolsa de NY fecha em novo recorde
O índice amplo Standard & Poor's 500, que avalia o desempenho de 500 empresas da Bolsa de Valores de Nova York e assim é mais representativo do que o Dow Jones, que mede apenas 30 grandes companhias, bateu hoje seu recorde de fechamento, que era de 1.565,15 pontos, em 9 de outubro de 2007.
Com um ganho de 6,34 pontos ou 0,41%, o S&P 500 fechou em 1.569,19 pontos. Os dois índices recuperaram as perdas da Grande Recessão de 2008-9.
A principal razão da retomada da tendência de alta registrada nas últimas semanas foi a reação calma dos correntistas do Chipre diante da reabertura dos bancos do país, fechados há duas semanas.
Com um ganho de 6,34 pontos ou 0,41%, o S&P 500 fechou em 1.569,19 pontos. Os dois índices recuperaram as perdas da Grande Recessão de 2008-9.
A principal razão da retomada da tendência de alta registrada nas últimas semanas foi a reação calma dos correntistas do Chipre diante da reabertura dos bancos do país, fechados há duas semanas.
Chipre reabre bancos com controle de capitais
O presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, agradeceu hoje à população pelo modo ordeiro como se comportou na reabertura dos bancos do país, fechados há duas semanas e sob a ameaça de colapso. Para evitar uma corrida bancária e o saque em massa de recursos do sistema financeiro, está em vigor uma série de medidas de controle de capitais.
É a primeira vez que um país da Zona do Euro impõe controle de capitais, o que é proibido pelas regras da União Europeia (UE), que garantem a livre circulação de pessoas, mercadorias, serviços e capitais entre seus 27 países-membros.
As retiradas estão limitadas a 300 euros por dia (R$ 774). Os gastos com cartão de crédito ou débito não podem superar 5 mil euros por mês (R$ 12,9 mil) e quantia que pode ser levada em viagens ao exterior vai até 3 mil euros (R$ 7,74 mil). As transferências eletrônicas internacionais estão proibidas. Os bancos podem receber cheques, mas não podem compensá-los.
Agora, a expectativa do governo é que 10% dos 68 bilhões de euros depositados no sistema bancário sejam sacados nos próximos dez dias.
É a primeira vez que um país da Zona do Euro impõe controle de capitais, o que é proibido pelas regras da União Europeia (UE), que garantem a livre circulação de pessoas, mercadorias, serviços e capitais entre seus 27 países-membros.
As retiradas estão limitadas a 300 euros por dia (R$ 774). Os gastos com cartão de crédito ou débito não podem superar 5 mil euros por mês (R$ 12,9 mil) e quantia que pode ser levada em viagens ao exterior vai até 3 mil euros (R$ 7,74 mil). As transferências eletrônicas internacionais estão proibidas. Os bancos podem receber cheques, mas não podem compensá-los.
Agora, a expectativa do governo é que 10% dos 68 bilhões de euros depositados no sistema bancário sejam sacados nos próximos dez dias.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Chipre fecha acordo com Eurozona para salvar bancos
Depois de 12 horas de negociações tensas, os ministros das Finanças da Zona do Euro e o governo do Chipre chegaram a um acordo na madrugada de hoje para salvar o sistema financeiro da ilha, que está à beira do colapso, com um empréstimo de emergência de 10 bilhões de euros. O governo cipriota terá de levantar 5,8 bilhões como sua contribuição para o resgate.
"Todos os depósitos até 100 mil euros estão garantidos" e não serão submetidos a impostos ou confiscos, assegurou a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, ao explicar os termos do acordo. "O saneamento financeiro vai se concentrar em dois bancos". Quem tiver dinheiro não segurado nestes dois bancos estará sujeito a perdas.
Com o acordo, o Banco Central Europeu vai manter sua linhas de crédito de emergência para os bancos cipriotas, que seriam suspensas nesta segunda-feira no caso contrário, levando Chipre à falência.
Os bancos cipriotas reabrem amanhã depois de dez dias de feriados bancários. Para evitar uma corrida bancária os saques em caixas automáticos estão limitados a cem euros
Durante as negociações, o presidente Nicos Anatasiades ameaçou retirar o país da união monetária europeia, para tentar proteger os grandes depositantes. Não conseguiu.
Cerca de 4,2 bilhões de euros de depósitos não segurados do Banco Laiki, o segundo maior do Chipre e o mais problemático, que será fechado, serão transferidos para um "banco ruim". Isso significa que podem ser considerados perdidos. Os ativos bons serão transferidos para o Banco do Chipre.
A última exigência do governo cipriota foi a sobrevivência do Banco do Chipre, o maior do país, mas o dinheiro do empréstimo de emergência não poderá ser usado para salvá-lo.
O governo vai decidir quanto terá de cobrar de impostos sobre os depósitos não garantidos pela UE, acima de 100 mil euros, para levantar sua parcela do plano de salvação financeira do Chipre e recapitalizar o banco de acordo com as novas regras do bloco europeu. Os analistas estimam que possa chegar a 40%.
No pacote anterior, rejeitado nas ruas e no Parlamento do Chipre, as contas acima de 100 mil serão taxadas em 9,9% e abaixo disso em 6,75%, o que provocou revolta por contrariar o princípio de que depósitos até cem mil euros estão garantidos.
"Todos os depósitos até 100 mil euros estão garantidos" e não serão submetidos a impostos ou confiscos, assegurou a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, ao explicar os termos do acordo. "O saneamento financeiro vai se concentrar em dois bancos". Quem tiver dinheiro não segurado nestes dois bancos estará sujeito a perdas.
Com o acordo, o Banco Central Europeu vai manter sua linhas de crédito de emergência para os bancos cipriotas, que seriam suspensas nesta segunda-feira no caso contrário, levando Chipre à falência.
Os bancos cipriotas reabrem amanhã depois de dez dias de feriados bancários. Para evitar uma corrida bancária os saques em caixas automáticos estão limitados a cem euros
Durante as negociações, o presidente Nicos Anatasiades ameaçou retirar o país da união monetária europeia, para tentar proteger os grandes depositantes. Não conseguiu.
Cerca de 4,2 bilhões de euros de depósitos não segurados do Banco Laiki, o segundo maior do Chipre e o mais problemático, que será fechado, serão transferidos para um "banco ruim". Isso significa que podem ser considerados perdidos. Os ativos bons serão transferidos para o Banco do Chipre.
A última exigência do governo cipriota foi a sobrevivência do Banco do Chipre, o maior do país, mas o dinheiro do empréstimo de emergência não poderá ser usado para salvá-lo.
O governo vai decidir quanto terá de cobrar de impostos sobre os depósitos não garantidos pela UE, acima de 100 mil euros, para levantar sua parcela do plano de salvação financeira do Chipre e recapitalizar o banco de acordo com as novas regras do bloco europeu. Os analistas estimam que possa chegar a 40%.
No pacote anterior, rejeitado nas ruas e no Parlamento do Chipre, as contas acima de 100 mil serão taxadas em 9,9% e abaixo disso em 6,75%, o que provocou revolta por contrariar o princípio de que depósitos até cem mil euros estão garantidos.
domingo, 24 de março de 2013
Chipre tem hoje para salvar sistema financeiro
O presidente do Chipre está fazendo uma reunião de última hora com os ministros de Finanças da União Europeia na busca de uma salvação para o sistema financeiro do país, que acumula dívidas de 18 bilhões de euros, acima do produto interno bruto, de cerca de 14 bilhões de euros.
Como o Chipre tem apenas 1 milhão de habitantes e seu sistema financeiro tem 68 bilhões de euros, alguns países da Europa, especialmente a Alemanha, exigem uma ampla reforma. O país é uma das praças financeiras favoritas dos russos, que têm cerca de 31 bilhões nos bancos cipriotas.
Em ano eleitoral na Alemanha, o contribuinte alemão não quer usar sua poupança para salvar os negócios ilícitos das máfias russas. Por isso, a UE e o Fundo Monetário Internacional exigem que o Chipre levante 5,8 bilhões de euros para receber uma ajuda de emergência de 10 bilhões.
Na primeira tentativa, o acordo previa a cobrança de um imposto único de 9,9% sobre contas bancárias com mais de 100 mil euros e de 6,75% abaixo disso. Esse confisco inesperado foi o problema.
Desde o início da crise, a UE prometia garantir os depósitos populares até 100 mil euros. De repente, voltava atrás causando uma onda de incerteza capaz de assustar depositantes de outros países em crise como Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha.
O acordo foi rejeitado nas ruas e no Parlamento do Chipre. A luta agora é para fechar um acordo alternativo ainda hoje. Sem acordo, a partir de amanhã, o Banco Central Europeu para de dar as garantias necessárias para o sistema financeiro cipriota continuar operando.
Caso contrário, o Chipre vai quebrar e será forçado a deixar a união monetária europeia, abrindo um perigoso precedente depois do esforço extraordinário para evitar a saída da Grécia da Zona do Euro. O Chipre tem uma economia muito menor, de 0,2% do total da UE, mas a credibilidade do euro se assenta sob a convicção de que a moeda comum europeia veio para ficar.
"Será uma longa noite", previu um ministro de Finanças da UE.
Como o Chipre tem apenas 1 milhão de habitantes e seu sistema financeiro tem 68 bilhões de euros, alguns países da Europa, especialmente a Alemanha, exigem uma ampla reforma. O país é uma das praças financeiras favoritas dos russos, que têm cerca de 31 bilhões nos bancos cipriotas.
Em ano eleitoral na Alemanha, o contribuinte alemão não quer usar sua poupança para salvar os negócios ilícitos das máfias russas. Por isso, a UE e o Fundo Monetário Internacional exigem que o Chipre levante 5,8 bilhões de euros para receber uma ajuda de emergência de 10 bilhões.
Na primeira tentativa, o acordo previa a cobrança de um imposto único de 9,9% sobre contas bancárias com mais de 100 mil euros e de 6,75% abaixo disso. Esse confisco inesperado foi o problema.
Desde o início da crise, a UE prometia garantir os depósitos populares até 100 mil euros. De repente, voltava atrás causando uma onda de incerteza capaz de assustar depositantes de outros países em crise como Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha.
O acordo foi rejeitado nas ruas e no Parlamento do Chipre. A luta agora é para fechar um acordo alternativo ainda hoje. Sem acordo, a partir de amanhã, o Banco Central Europeu para de dar as garantias necessárias para o sistema financeiro cipriota continuar operando.
Caso contrário, o Chipre vai quebrar e será forçado a deixar a união monetária europeia, abrindo um perigoso precedente depois do esforço extraordinário para evitar a saída da Grécia da Zona do Euro. O Chipre tem uma economia muito menor, de 0,2% do total da UE, mas a credibilidade do euro se assenta sob a convicção de que a moeda comum europeia veio para ficar.
"Será uma longa noite", previu um ministro de Finanças da UE.
sexta-feira, 22 de março de 2013
UE dá ultimato ao Chipre
O Chipre tem prazo até segunda-feira para dizer de onde vai tirar 5,8 bilhões de euros necessários para complementar a ajuda de 10 bilhões de euros negociada com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar o sistema financeiro do país.
O primeiro acordo previa a cobrança de um imposto único de 9,9% sobre as contas bancárias com mais de 100 mil euros e de 6,75% das contas abaixo disso. Essa medida foi considerada um confisco. Rompeu a promessa feita pela UE no início da crise financeira de que depósitos até 100 mil euros seriam garantidos.
Uma das razões para o confisco foi a pressão da Alemanha e de outros países do Norte da Europa porque o Chipre tem depósitos de 68 bilhões de euros no seu sistema financeiro para um produto interno bruto de 14 bilhões de euros. É uma das praças financeiras mais usada pelas máfias russas para lavar dinheiro.
Na visão da primeira-ministra Angela Merkel, as famílias alemãs não devem salvar as contas bancárias de mafiosos russos. O problema é que a classe média cipriota também foi penalizada, o que provocou protestos, inclusive em outros países europeus porque abriria um sério precedente.
Que garantia teriam as contas bancárias de gregos, portugueses, irlandeses e espanhóis, se fosse possível confiscar parte do dinheiro dos cipriotas?
Sem um acordo, o Banco Central Europeu vai suspender a partir de 25 de março a oferta de euros para garantir a liquidez do sistema financeiro cipriota. Só vai restar ao Chipre, adverte um alto funcionário da UE, fechar seus bancos mais importantes e deixar a Zona do Euro.
Os ministros das Finanças da Eurozona fizeram um apelo ontem ao Chipre para que apresente um novo plano. "Medidas cosméticas não serão suficientes", alertou o ministro alemão, Wolfgang Schäuble.
A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito do Chipre para CCC, apontando o risco de falência do país.
O primeiro acordo previa a cobrança de um imposto único de 9,9% sobre as contas bancárias com mais de 100 mil euros e de 6,75% das contas abaixo disso. Essa medida foi considerada um confisco. Rompeu a promessa feita pela UE no início da crise financeira de que depósitos até 100 mil euros seriam garantidos.
Uma das razões para o confisco foi a pressão da Alemanha e de outros países do Norte da Europa porque o Chipre tem depósitos de 68 bilhões de euros no seu sistema financeiro para um produto interno bruto de 14 bilhões de euros. É uma das praças financeiras mais usada pelas máfias russas para lavar dinheiro.
Na visão da primeira-ministra Angela Merkel, as famílias alemãs não devem salvar as contas bancárias de mafiosos russos. O problema é que a classe média cipriota também foi penalizada, o que provocou protestos, inclusive em outros países europeus porque abriria um sério precedente.
Que garantia teriam as contas bancárias de gregos, portugueses, irlandeses e espanhóis, se fosse possível confiscar parte do dinheiro dos cipriotas?
Sem um acordo, o Banco Central Europeu vai suspender a partir de 25 de março a oferta de euros para garantir a liquidez do sistema financeiro cipriota. Só vai restar ao Chipre, adverte um alto funcionário da UE, fechar seus bancos mais importantes e deixar a Zona do Euro.
Os ministros das Finanças da Eurozona fizeram um apelo ontem ao Chipre para que apresente um novo plano. "Medidas cosméticas não serão suficientes", alertou o ministro alemão, Wolfgang Schäuble.
A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito do Chipre para CCC, apontando o risco de falência do país.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Chipre prorroga feriado bancário até terça-feira
Diante do colapso do acordo firmado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para receber uma ajuda de emergência de 10 bilhões de euros, as autoridades do Chipre prorrogaram o feriado bancário em vigor nesta semana até a próxima terça-feira na expectativa de fazer um novo acerto até lá.
Chipre foi o quinto país da Zona do Euro a pedir ajuda financeira, depois da Grécia, da Irlanda, de Portugal e da Espanha. Mas, ao contrário dos casos anteriores, desta vez a UE e o FMI incluíram no acordo a cobrança de um imposto sobre todas as contas bancárias do país, violando o princípio adotado no início da crise de que os depósitos até 100 mil euros seriam totalmente garantidos.
Essa quebra de confiança provocou reações no Chipre e em outros países da UE, criando o risco de que os correntistas corram aos bancos para sacar seu dinheiro, receita para um colapso do setor.
O acordo previa a cobrança única de uma taxa de 9,9% sobre contas com mais de 100 mil euros e de 6,75% abaixo disso. Ontem, o Parlamento do Chipre rejeitou a proposta sem nenhum voto a favor.
A taxação ou confisco de todas as contas teria sido adotada sob pressão da Alemanha porque os bancos cipriotas teriam depósitos de 68 bilhões de euros, mais de quatro vezes maior do que o produto interno bruto do país. Cerca de 31 bilhões seriam de clientes russos, inclusive de organizações criminosas que a UE queria penalizar.
Como o Chipre precisaria de 17 bilhões de euros, mas só conseguiu empréstimos de 10 bilhões, a desastrada solução foi cobrar um imposto sobre todas as contas bancárias. Isso não aconteceria em países maiores e mais importantes da UE, o que provocou revolta no Chipre e insegurança para todos os depositantes dos países em crise.
Chipre foi o quinto país da Zona do Euro a pedir ajuda financeira, depois da Grécia, da Irlanda, de Portugal e da Espanha. Mas, ao contrário dos casos anteriores, desta vez a UE e o FMI incluíram no acordo a cobrança de um imposto sobre todas as contas bancárias do país, violando o princípio adotado no início da crise de que os depósitos até 100 mil euros seriam totalmente garantidos.
Essa quebra de confiança provocou reações no Chipre e em outros países da UE, criando o risco de que os correntistas corram aos bancos para sacar seu dinheiro, receita para um colapso do setor.
O acordo previa a cobrança única de uma taxa de 9,9% sobre contas com mais de 100 mil euros e de 6,75% abaixo disso. Ontem, o Parlamento do Chipre rejeitou a proposta sem nenhum voto a favor.
A taxação ou confisco de todas as contas teria sido adotada sob pressão da Alemanha porque os bancos cipriotas teriam depósitos de 68 bilhões de euros, mais de quatro vezes maior do que o produto interno bruto do país. Cerca de 31 bilhões seriam de clientes russos, inclusive de organizações criminosas que a UE queria penalizar.
Como o Chipre precisaria de 17 bilhões de euros, mas só conseguiu empréstimos de 10 bilhões, a desastrada solução foi cobrar um imposto sobre todas as contas bancárias. Isso não aconteceria em países maiores e mais importantes da UE, o que provocou revolta no Chipre e insegurança para todos os depositantes dos países em crise.
terça-feira, 19 de março de 2013
Parlamento do Chipre rejeita acordo com a UE
O Parlamento do Chipre rejeitou hoje o imposto que seria cobrado sobre todas as contas bancárias do país, rompendo o acordo com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para receber uma ajuda de emergência de 10 bilhões de euros.
Por pressão dos países do Norte, especialmente da Alemanha, o acordo previa a cobrança de um imposto de 9,9% sobre as contas bancárias com mais de 100 mil euros e de 6,75% das contas com menos dinheiro.
A medida viola o princípio de garantia dos depósitos em conta corrente. Foi considerada um confisco.
Nenhum deputado cipriota votou a favor. Houve 36 votos contra e 19 abstenções.
Por pressão dos países do Norte, especialmente da Alemanha, o acordo previa a cobrança de um imposto de 9,9% sobre as contas bancárias com mais de 100 mil euros e de 6,75% das contas com menos dinheiro.
A medida viola o princípio de garantia dos depósitos em conta corrente. Foi considerada um confisco.
Nenhum deputado cipriota votou a favor. Houve 36 votos contra e 19 abstenções.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Europa alivia impostos sobre contas bancárias do Chipre
Diante da ameaça de uma corrida aos bancos, os ministros das Finanças da União Europeia concordaram hoje em reduzir os impostos a serem cobrados dos depositantes de dinheiro no Chipre, um dos menores países do continente, em troca de uma ajuda internacional. A ideia é poupar a classe média para garantir a aprovação da proposta do parlamento cipriota. Os bancos do país ficarão fechados por dois dias.
Com base no acordo com a UE e o FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciado no domingo para salvar o sistema financeiro do país com uma ajuda de emergência de 10 bilhões de euros, as contas de até 100 mil euros pagarão 6,75% de imposto (ou confisco, dependendo do ponto de vista) e as acima disso 9,9%.
A medida inédita foi tomada inicialmente porque o Chipre, com produto interno bruto de 14 bilhões de euros por ano, tem depósitos bancários de 68 bilhões de euros. Seria uma das praças financeiras favoritas da máfia russa.
O problema é que viola o princípio de que os depósitos bancários em conta corrente devem ser protegidos. Se um acordo draconiano é imposto ao Chipre, que garantia tem os correntistas da Itália ou Espanha de que a Alemanha e outros países do Norte não vão impor a mesma exigência para lhes dar ajuda financeira?
Uma corrida aos bancos dos países da Zona do Euro em crise para sacar imediatamente todo o dinheiro seria mais um golpe na união monetária europeia. O maior risco para uma moeda é a perda de credibilidade.
As bolsas de valores caíram hoje no mundo inteiro por causa da pequena ilha ao sul da Turquia.
Com base no acordo com a UE e o FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciado no domingo para salvar o sistema financeiro do país com uma ajuda de emergência de 10 bilhões de euros, as contas de até 100 mil euros pagarão 6,75% de imposto (ou confisco, dependendo do ponto de vista) e as acima disso 9,9%.
A medida inédita foi tomada inicialmente porque o Chipre, com produto interno bruto de 14 bilhões de euros por ano, tem depósitos bancários de 68 bilhões de euros. Seria uma das praças financeiras favoritas da máfia russa.
O problema é que viola o princípio de que os depósitos bancários em conta corrente devem ser protegidos. Se um acordo draconiano é imposto ao Chipre, que garantia tem os correntistas da Itália ou Espanha de que a Alemanha e outros países do Norte não vão impor a mesma exigência para lhes dar ajuda financeira?
Uma corrida aos bancos dos países da Zona do Euro em crise para sacar imediatamente todo o dinheiro seria mais um golpe na união monetária europeia. O maior risco para uma moeda é a perda de credibilidade.
As bolsas de valores caíram hoje no mundo inteiro por causa da pequena ilha ao sul da Turquia.
sábado, 16 de março de 2013
Chipre recebe ajuda de US$ 13 bilhões da UE
A pequena ilha de Chipre, um dos menores países da União Europeia, recebeu hoje uma ajuda de US$ 13 bilhões da União Europeia em troca do compromisso de fazer uma devassa no seu sistema financeiro, suspeito de ser usado para lavagem de dinheiro da máfia russa.
É o quinto país da UE a pedir ajuda, depois da Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha.
Com uma população de apenas 1 milhão de habitantes, Chipre tem agências de 35 bancos internacionais. Os ministros das Finanças do Grupo do Euro projetou que a dívida do país chegue a 100% do produto interno bruto em 2020, noticia a rede de televisão americana CNN.
É o quinto país da UE a pedir ajuda, depois da Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha.
Com uma população de apenas 1 milhão de habitantes, Chipre tem agências de 35 bancos internacionais. Os ministros das Finanças do Grupo do Euro projetou que a dívida do país chegue a 100% do produto interno bruto em 2020, noticia a rede de televisão americana CNN.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Desemprego bate novo recorde na Zona do Euro
A taxa de desemprego nas 17 países da Zona do Euro subiu de 11,5% para 11,6% em setembro de 2012, informou hoje a Eurostat, órgão oficial de estatísticas da União Europeia. São 18,49 milhões sem trabalho fixo regular. No bloco como um todo de 27 países, o índice ficou em 10,6%.
Ao mesmo tempo, a proposta de orçamento da Grécia para 2013 indica que o país na situação mais crítica terá recessão pelo sexto ano seguido. Assim, o déficit orçamentário deve ser reduzido para 4,5% do produto interno bruto em vez de 3,8%. Em 2014, o país promete se enquadrar no limite de 3% do PIB imposto pelo pacto fiscal que sustenta o euro.
O problema do emprego é maior nos países mais frágeis. De julho de 2011 a julho de 2012, o índice de desemprego subiu de 8,5% para 12,5% em Chipre, de 13,1% para 15,7% em Portugal, de 17,8% para 25,1% na Grécia e de 22,4% para 25,8% na Espanha.
Ao mesmo tempo, a proposta de orçamento da Grécia para 2013 indica que o país na situação mais crítica terá recessão pelo sexto ano seguido. Assim, o déficit orçamentário deve ser reduzido para 4,5% do produto interno bruto em vez de 3,8%. Em 2014, o país promete se enquadrar no limite de 3% do PIB imposto pelo pacto fiscal que sustenta o euro.
O problema do emprego é maior nos países mais frágeis. De julho de 2011 a julho de 2012, o índice de desemprego subiu de 8,5% para 12,5% em Chipre, de 13,1% para 15,7% em Portugal, de 17,8% para 25,1% na Grécia e de 22,4% para 25,8% na Espanha.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Chipre pede ajuda financeira à UE
Depois de citar o contágio da crise da Grécia, o pequeno arquipélado de Chipre anunciou hoje que vai pedir ajuda financeira à União Europeia para evitar o colapso de seus bancos. Analistas de mercado estimam que o país precise de cerca de 10 bilhões de euros.
"O propósito é conter os riscos para a economia cipriota, especialmente aqueles oriundos dos efeitos negativos para o setor financeiro devidos à sua grande exposição à economia grega", disse em nota o governo do presidente Demetris Christofias.
A agência de classificação de risco Fitch tinha rebaixado a nota de crédito do país de BBB- para BB+, com perspectiva negativa.
Há mais de um ano, Chipre não conseguia se financiar através do mercado. Chegou a receber uma ajuda de 2,5 bilhões de euros da Rússia. Em 1º de julho, o país assume a presidência rotativa do Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado e de governo da UE.
Sem dinheiro para pagar sua dívida pública por causa do impacto da crise mundial de 2008-9, Grécia, Irlanda e Portugal tinham pedido ajuda aos parceiros da UE para pagar suas dívidas. A Espanha pediu um empréstimo para recapitalizar os bancos.
"O propósito é conter os riscos para a economia cipriota, especialmente aqueles oriundos dos efeitos negativos para o setor financeiro devidos à sua grande exposição à economia grega", disse em nota o governo do presidente Demetris Christofias.
A agência de classificação de risco Fitch tinha rebaixado a nota de crédito do país de BBB- para BB+, com perspectiva negativa.
Há mais de um ano, Chipre não conseguia se financiar através do mercado. Chegou a receber uma ajuda de 2,5 bilhões de euros da Rússia. Em 1º de julho, o país assume a presidência rotativa do Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado e de governo da UE.
Sem dinheiro para pagar sua dívida pública por causa do impacto da crise mundial de 2008-9, Grécia, Irlanda e Portugal tinham pedido ajuda aos parceiros da UE para pagar suas dívidas. A Espanha pediu um empréstimo para recapitalizar os bancos.
sábado, 22 de março de 2008
Líderes de Chipre discutem reunificação
O novo presidente comunista de Chipre, Demetris Christofias, e Mehmet Ali Talat, líder da república turco-cipriota do norte da ilha, não-reconhecida internacionalmente, se reuniram nesta sexta-feira e prometeram começar negociações formais para unificar a ilha, dividida deste 1974. Ele anunciaram a reabertura imediata de uma passagem entre as duas metades do país.
Quando a ditadura militar grega derrubou o presidente Makarios III em 1974, a Turquia ocupou o norte da ilha, cerca de 40% do território e criou uma república que em realidade é um estado federado turco que nunca foi reconhecido, a não ser pela própria Turquia.
Quando a ditadura militar grega derrubou o presidente Makarios III em 1974, a Turquia ocupou o norte da ilha, cerca de 40% do território e criou uma república que em realidade é um estado federado turco que nunca foi reconhecido, a não ser pela própria Turquia.
Assinar:
Postagens (Atom)