O índice de preços ao consumidor ficou negativo pelo quarto mês consecutivo em março de 2015 nos 19 países que usam o euro como moeda, mas a deflação recuou de -0,6% ao ano em janeiro para -0,3% em fevereiro e -0,1% no mês passado, revelou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas da União Europeia.
As maiores altas de preços na Zona do Euro foram em restaurantes e cafés (+0,11%), habitação (+0,09%) e produtos de tabaco (+0,07%). As maiores quedas em combustíveis para transporte (-0,44%), combustíveis líquidos (-016%) e telecomunicações (-0,06%).
Por país, a deflação foi maior na Grécia (-1,9%), em Chipre (1,4%) e na Polônia (-1,2%). A inflação foi mais alta na Áustria (0,9%), na Romênia (0,8%) e na Suécia (0,7%).
Todos os países da Eurozona ficaram abaixo da meta de inflação de 2% ao ano perseguida pelo Banco Central Europeu, que iniciou em março um programa de compra de títulos públicos por um ano e meio para jogar mais 1 trilhão de euros em circulação e assim estimular a frágil recuperação econômica da Europa. Está justificado.
Até agora, o crescimento projetado para 1,1% neste ano está sendo impulsionado pela queda nos preços internacionais do petróleo e pela desvalorização do euro por causa da política do BCE de imprimir mais dinheiro. A deflação também pode ser atribuída em parte à queda nos preços de energia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 17 de abril de 2015
Deflação na Zona do Euro recua para -0,1% ao ano
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terça-feira, 10 de março de 2015
Inflação sobe para 1,4% ao ano na China sem afastar risco de deflação
Os aumentos nos preços dos alimentos durante os feriados do Ano Novo Lunar pressionaram a inflação na China. Em fevereiro de 2015, o índice de preços ao consumidor (varejo) subiu para 1,4%, depois de registrar 0,8% em janeiro, uma ameaça de deflação na segunda maior economia do mundo.
Sob o impacto da queda dos preços dos produtos primários, o índice de preços ao produtor (atacado) caiu 4,8% num ano, abaixo dos -4,3% de janeiro, indicando uma forte pressão deflacionária capaz de reduzir as margens de lucros das empresas, desestimulando o investimento, a produção e o consumo.
A China está enfrentando um excesso de oferta de produtos e de mão de obra que contém os preços. O risco é de uma espiral deflacionária como a que atingiu a economia do Japão nas últimas décadas causando estagnação.
Sem a onda consumista do Ano Novo Lunar, a tendência é que o índice de inflação no varejo volte a cair. Os alimentos puxaram os preços em fevereiro, com alta de 6,2% em frutas e hortaliças e 3,7% em pescado e frutos do mar, enquanto as carnes processadas ficaram 4% mais baratas.
Durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo que está em andamento em Beijim, o ministro do Trabalho, Yin Weimin, alertou para os problemas na geração de empregos, atribuindo-os "ao crescimento econômico mais lento, às crescentes pressões deflacionárias e à reestruturação da indústria".
O crescimento econômico e a geração de empregos são fundamentais para a legitimidade política do regime comunista chinês. A dúvida é que medidas adicionais de estímulo o governo vai tomar.
No ano passado, a China cresceu 7,4%, a menor taxa desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais adotadas em represália pelo massacre na Praça da Paz Celestial, em junho de 1989. Agora, durante a reunião do Congresso, o primeiro-ministro Li Keqiang reduziu a meta de crescimento em 2015 para 7%. O Fundo Monetário Internacional prevê 6,8%.
Sob o impacto da queda dos preços dos produtos primários, o índice de preços ao produtor (atacado) caiu 4,8% num ano, abaixo dos -4,3% de janeiro, indicando uma forte pressão deflacionária capaz de reduzir as margens de lucros das empresas, desestimulando o investimento, a produção e o consumo.
A China está enfrentando um excesso de oferta de produtos e de mão de obra que contém os preços. O risco é de uma espiral deflacionária como a que atingiu a economia do Japão nas últimas décadas causando estagnação.
Sem a onda consumista do Ano Novo Lunar, a tendência é que o índice de inflação no varejo volte a cair. Os alimentos puxaram os preços em fevereiro, com alta de 6,2% em frutas e hortaliças e 3,7% em pescado e frutos do mar, enquanto as carnes processadas ficaram 4% mais baratas.
Durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo que está em andamento em Beijim, o ministro do Trabalho, Yin Weimin, alertou para os problemas na geração de empregos, atribuindo-os "ao crescimento econômico mais lento, às crescentes pressões deflacionárias e à reestruturação da indústria".
O crescimento econômico e a geração de empregos são fundamentais para a legitimidade política do regime comunista chinês. A dúvida é que medidas adicionais de estímulo o governo vai tomar.
No ano passado, a China cresceu 7,4%, a menor taxa desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais adotadas em represália pelo massacre na Praça da Paz Celestial, em junho de 1989. Agora, durante a reunião do Congresso, o primeiro-ministro Li Keqiang reduziu a meta de crescimento em 2015 para 7%. O Fundo Monetário Internacional prevê 6,8%.
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
Vendas caem no varejo e no atacado nos EUA
Em mais um indicador da desaceleração da economia mundial, as vendas no varejo tiveram queda de 0,2% pelo segundo mês consecutivo nos Estados Unidos em maio, por causa da redução nos preços da gasolina e da cautela do consumidor. Foi o primeiro resultado negativo em dois meses seguidos em dois anos.
Na comparação com o ano passado, houve alta de 5,3% no varejo.
O índice de preços no atacado baixou 1% em maio, na maior queda desde julho de 2009, por causa da redução de 4,3% nos preços de energia. O núcleo do índice, que descarta os preços de energia e alimentos, subiu 0,2%.
Na comparação com o ano passado, houve alta de 5,3% no varejo.
O índice de preços no atacado baixou 1% em maio, na maior queda desde julho de 2009, por causa da redução de 4,3% nos preços de energia. O núcleo do índice, que descarta os preços de energia e alimentos, subiu 0,2%.
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