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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Partido pede a presidente do Congo fim da aliança com ex-ditador

A cúpula da governista União pela Democracia e o Progresso Social (UDPS) está pressionando o presidente da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, a romper com a Frente Comum para o Congo (FCC), do ex-ditador Joseph Kabila, informou ontem a revista Jeune Afrique.

Os desentendimentos dentro do UDPS ameaçam a frágil aliança por causa das divergências políticas. Uma divisão do partido reduz as chances de reeleição de Tshisekedi. Na quarta-feira, o secretário-geral da UDPS, Augustin Kabuya, organizou uma "matinê política" convocando ativistas para pressionar o presidente: "Não podemos sacrificar o povo em nome de uma aliança política."

As oposições a Igreja Católica denunciaram fraude na eleição presidencial de 30 de dezembro de 2018. Ao perceber que seu candidato não tinha chances de vitória, Kabila fez aliança com Tshisekedi e armou a fraude para manter seu grupo no poder e evitar investigações sobre a corrupção generalizada.

domingo, 9 de setembro de 2018

Ultradireita cresce e pode ser fiel da balança na Suécia

A temida ascensão da extrema-direita neofascista aconteceu. Os Democratas Suecos, um partido supremacista branco, cresceram de 12,9% para 18% nas eleições hoje, principalmente por causa da crise dos refugiados. Podem ser o fiel da balança na Suécia. 

Com 40,6% dos votos, a coalizão governista de centro-esquerda, formada pelos partidos Social-Democrata, Verdes e de Esquerda, elegeu 144 deputados. A Aliança, de centro-direita, recebeu 40,3% dos votos e conquistou 143 cadeiras, e pediu ao primeiro-ministro social-democrata Stefan Lofven que renuncie, num sinal de que pode formar governo com a ultradireita.

"Queremos fazer parte do governo", declarou o secretário dos Democratas, Richard Jomshof, no início da apuração, quando tinha a esperança de que o partido pudesse passar de 20%.

A Suécia, um país de 10 milhões de habitantes, recebeu 163 mil solicitantes de asilo político em 2015, proporcionalmente a maior quantidade na União Europeia.

O país já teve um partido de extrema direita. A Nova Democracia conquistou 7% dos votos em 1991 prometendo reduzir a imigração, baixar o preço das bebidas alcoólicas e estacionamento grátis, mas ficou fora do Parlamento nas eleições seguintes.

Se os Democratas Suecos conseguirem mesmo o apoio de cerca de um quinto do eleitorado, superando com ampla margem os 12,6% da Alternativa para a Alemanha (AfD), vão abalar a imagem da Suécia como um paraíso social-democrata.

O aumento do tempo de espera para cirurgias não emergenciais, a escassez de médicos e professores, e problemas de violência em áreas mais põem em dúvida o modelo sueco. A ultradireita descreveu as eleições como uma escolha entre a imigração e o bem-estar social. Não quer desmontar o Estado social-democrata, quer manter seus benefícios, mas só para os suecos étnicos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Turquia terá no Catar primeira base militar no exterior

Como parte de um pacto de defesa contra "inimigos comuns", a Turquia vai instalar no emirado árabe do Catar sua primeira base militar no exterior, anunciou o embaixador turco no país, citado pela agência Reuters.

Cerca de 3 mil soldados, unidades aéreas e navais serão estacionados na base, acrescentou o diplomata. É mais um passo importante para a Turquia se tornar uma potência regional do Oriente Médio.

A Turquia e o Catar têm posições comuns em várias questões. Ambos apoiam a Irmandade Muçulmana no Egito, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), na Palestina, e os mesmos grupos rebeldes islamitas na guerra civil síria. Também condenaram a intervenção militar da Rússia na Síria.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Suécia forma grande coalizão para isolar extrema direita

O Partido Social-Democrata fez um acordo com o bloco de centro-direita Aliança para aprovar o orçamento e evitar a antecipação das eleições parlamentares na Suécia, isolando os Democratas Suecos, um partido de ultradireita que luta contra a imigração e a integração da Europa.

Com o acordo, o primeiro-ministro social-democrata Stefan Löfven permanece no cargo, onde está há pouco mais de três meses. Ele também tem o apoio dos Verdes, que já faziam parte do governo.

A crise econômica e a ameaça do terrorismo muçulmano fortaleceram os partidos de extrema direita em toda a União Europeia. Os Democratas Suecos tiveram 12,9% dos votos nas últimas eleições parlamentares, em 14 de setembro de 2014, elegendo 49 deputados. Em 2010, haviam conquistado 5,7% dos votos e 20 cadeiras.

Para derrubar o atual governo e forçar a antecipação das eleições na expectativa de crescer ainda mais, os Democratas votaram contra a proposta orçamentária, ao lado da Aliança, uma coligação de quatro partidos de centro-direita: O Partido Moderado, o Partido Popular Liberal, o Partido de Centros e os Democratas-Cristãos. Agora, a Aliança preferiu se aliar aos sociais-democratas para barrar o avanço da extrema direita.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

OTAN faz coalizão contra Estado Islâmico

Os Estados Unidos aproveitaram a reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para articular uma aliança para combater o Estado Islâmico. A Austrália, o Reino Unido, a França, o Canadá, a Alemanha, a Turquia, a Itália, a Polônia e a Dinamarca concordaram em apoiar grupos que lutam contra o EI no Iraque e na Síria.

"Não é uma política de contenção", esclareceu o secretário de Estado americano, John Kerry. O objetivo é acabar com o EI, descrito como um grupo "ambicioso e genocida, com um califado, quase um Estado e um exército irregular". Permitir sua sobrevivência "seria deixar um câncer que vai voltar para nos aterrorizar".

No momento, a proposta é apoiar as forças de segurança do Iraque e os guerrilheiros curdos, os peshmerga, e rebeldes moderados da Síria. Ao todo, estes grupos devem receber US$ 500 milhões dos EUA já em outubro. Depende apenas da aprovação do Congresso, praticamente certa depois que os jihadistas degolaram dois jornalistas americanos.