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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

EUA acusam China de manipular o câmbio

A guerra comercial corre o risco de degenerar numa guerra cambial. O Tesouro dos Estados Unidos acusou hoje à noite o governo chinês de manipular o yuan, depois que o Banco Popular da China deixou a moeda cair abaixo de sete por dólar. 

O Tesouro argumentou que a China tem "uma longa história de permitir a desvalorização da moeda" através da intervenção estatal no mercado. "Nos últimos dias, a China deu passos concretos para desvalorizar sua moeda, enquanto mantém reservas cambiais substanciais, embora tenha feito uso ativo destes instrumentos no passado."

Horas antes, o presidente Donald Trump apontou a desvalorização do yuan como uma forma de criar uma vantagem no comércio ao tornar os produtos chineses mais baratos no mercado internacional. Os economistas chamam isso de desvalorização competitiva.

A pressão de Trump sobre o Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central americano, para reduzir ainda mais a taxa básica de juros visava a desvalorizar o dólar e estimular a economia para neutralizar o impacto da guerra comercial com a China.

Se os países começam a proteger seu mercado com tarifaços, é uma guerra comercial. Se manipulam as taxas de câmbio, é uma guerra cambial. Quando travadas pelas maiores economias do mundo, podem ter consequências desastrosas para a economia internacional.

Parte da reação da China ao tarifaço de 10% sobre US$ 300 bilhões em importações anuais anunciado por Trump na sexta-feira passada, o yuan caiu 1,9%, sendo cotado a 7,1087 no centro financeiro de Hong Kong.

"A designação pelo Tesouro dos EUA da China como manipuladora do câmbio é um sinal de que a guerra comercial está se expandindo para uma guerra econômica aberta e total", comentou Eswar Prasad, especialista no sistema financeiro da China na Universidade Cornell, nos EUA.

Depois da trégua anunciada em Osaka, no Japão, durante a reunião do Grupo dos 20, pelo presidente Trump e o ditador Xi Jinping, havia esperança de um acordo entre EUA e China para evitar o agravamento do conflito. Mas não houve avanço no encontro de Xangai, na semana passada, e Trump anunciou o novo tarifaço.

A China tem US$ 1 trilhão em títulos do Tesouro dos EUA em suas reservas cambiais. Em caso de um conflito extremo, poderia usar mais esta arma.

O mercado financeiro sentiu o impacto da escalada na guerra comercial entre EUA e China. A Bolsa de Valores de Nova York caiu 1,9% antes do anúncio do Tesouro nesta noite acusam Beijim de manipular o câmbio.

domingo, 4 de agosto de 2019

Moeda da China cai à menor cotação em 11 anos

Sob pressão da guerra comercial deflagrada pelos Estados Unidos, a cotação do yuan chinês ficou abaixo de sete por dólar, rompendo a meta abaixo da qual o Banco Popular da China, banco central do país, intervinha no mercado de câmbio para contar a queda. 

É a primeira vez que isto acontece desde maio de 2008 e um sinal de que o governo chinês pode apelar para a desvalorização competitiva para baixar os preços internacionais de seus produtos e assim reduzir o impacto dos tarifaços do presidente Donald Trump.

O banco central chinês controla a flutuação da moeda e aceita uma variação de no máximo 2% para mais ou para menos. Na sexta-feira, depois do anúncio do novo tarifaço de Trump de 10% sobre produtos importados da China no valor de US$ 300 bilhões anuais, a moeda chinesa caiu 0,9%, com a venda de ações e fuga para títulos da dívida pública

Nesta segunda-feira, o yuan ou iuane perdeu 1,3% na abertura do mercado na Ásia. Foi cotado a 7,0297 por dólar.

No momento, a China está numa lista de países que têm grandes saldos comerciais com os EUA e estão sendo observados por possível manipulação cambial. Se a guerra comercial de Trump levar a uma guerra cambial, o risco para a economia mundial será muitíssimo maior.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Moeda chinesa atinge menor cotação em seis meses

A moeda chinesa, o yuan, caiu hoje à menor cotação em seis meses, 6,9358 por dólar, depois que o presidente do banco central da China indicou não haver limites para a baixa, noticiou o jornal inglês Financial Times.

Os economistas e investidores acreditavam que o limite tolerado pelas autoridades econômicas chinesas seria de 7 yuans por dólar. "Não penso que esta seja uma questão importante", declarou na sexta-feira o presidente do Banco Popular da China, Yi Gang.

Em consequência, o yuan caiu 0,4% hoje, depois de uma baixa de 2,9% em maio, alimentando a especulação de que possa se desvalorizar ainda mais. Yi vê um "tremendo" espaço para reduzir a taxa básica de juros e reduzir o volume de reservas que os bancos são obrigados a manter no banco central.

Os analistas esperam que um possível encontro entre o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping durante a reunião do Grupo dos 20 em Osaka, no Japão, em 28 e 29 de junho, possa encaminhar uma solução para a guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Uma moeda desvalorizada reduz o preço e aumenta a competitividade das exportações da China, mas pode aumentar a tensão com os EUA. Em relatório recente do Departamento do Tesouro, o governo Trump evitou acusar a China de manipular o câmbio, mas deixou a moeda chinesa em observação numa lista de 21 países que têm saldos comerciais com os EUA superiores a US$ 40 bilhões por ano.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Banco central da China faz maior injeção de dinheiro em três anos

O Banco Popular da China fez a maior injeção de dinheiro no sistema financeiro do país em três anos, revelou hoje o jornal The Wall Street Journal. 

Na expectativa de um aumento da demanda antes dos feriados do Ano Novo Lunar chinês, ofereceu ontem mais US$ 67 bilhões em empréstimos de curto prazo aos bancos. Hoje o banco central chinês ofereceu mais US$ 51,9 bilhões.

Os analistas entendem que a economia chinesa é sólida, apesar da desaceleração do crescimento, mas estão atentos às reações do regime comunista à forte queda nas bolsas de valores para avaliar a capacidade do governo de enfrentar os problemas da transição de uma economia voltada para o investimento e a exportação para uma orientada para o consumo e o mercado interno.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Banco central da China reduz juros pela sexta vez num ano

Para estimular o crescimento da segunda maior economia do mundo, o Banco Popular da China anunciou hoje o sexto corte na sua taxa básica de juros desde novembro de 2014. O depósito obrigatório que os bancos têm de fazer no banco central também foi reduzido.

A taxa básica para empréstimos do BPC aos bancos caiu em 0,25 ponto percentual para 4,35% ao ano e a taxa paga pelos depósitos dos bancos no BPC em 0,25 para 1,5% ao ano.

O volume de depósitos que os bancos precisam manter como garantia no BPC baixou 0,5 ponto percentual. Para os grandes bancos, ficou em 17,5%.

As medidas entram em vigor neste sábado. Visam a conter a desaceleração do crescimento da economia chinesa. Oficialmente, o país cresceu no terceiro trimestre de 2015 num ritmo anual de 6,9%, um pouco abaixo da meta de 7% ao ano.

Foi a menor expansão desde 2009, mas ficou só 0,1 abaixo da meta oficial. No ano passado, a China cresceu 7,3%, quando a meta era 7,4%. Nos dois primeiros trimestres de 2015, o avanço teria sido de 7%.

Isso levantou suspeitas de que o regime comunista chinês esteja manipulando as estatísticas oficiais. Se a queda foi tão pequena e a economia está praticamente na meta, por que seriam necessários tantos cortes de juros, além da valorização da moeda chinesa em agosto? O mercado tem a impressão de que o governo está escondendo algo.

Com a crise econômico-financeira mundial dos últimos anos e seu impacto sobre o comércio internacional, há um consenso de que a China não pode continuar crescendo a taxas de 10% ao ano ou mais que marcaram o extraordinário desenvolvimento do país nas últimas três décadas e meia. O governo tenta reorientar a economia do investimento e da exportação para o consumo interno.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Banco central da China adota sistema de pagamentos padrão FMI

Em mais uma etapa para a internacionalização da moeda nacional, o Banco Popular da China (BPC) lançou hoje um sistema de pagamentos para o iuane de acordo com os padrões do Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciaram a agência oficial Nova China e o jornal britânico Financial Times.

O banco central chinês adotou os Padrões Especiais de Disseminação de Dados, um modelo estatístico criado pelo FMI para aumentar a transparência do sistema financeiro. A China já pediu ao Fundo para o iuane ser considerado moeda de reserva ou moeda forte.

Com sede em Xangai, a maior cidade do país, o Sistema de Pagamentos Internacionais da China vai oferecer serviços de compensação nacional e internacional a instituições financeiras de dentro e de fora do país.

Outro objetivo do regime comunista chinês seria evitar o risco de espionagem de agentes estrangeiros através do sistema de pagamentos Swift, sediado na Bélgica, sob a supervisão dos Estados Unidos e da União Europeia.

Em meados do mês passado, o BPC mandou instruções detalhadas a 19 bancos, sendo oito estrangeiros, anunciando o início do funciomento do novo sistema de pagamentos neste mês de outubro.

Desde o início das reformas de Deng Xiaoping, em 1978, a China adotou um modelo da crescimento baseado na exportação de produtos industriais a preços baixos que lhe rendeu altos saldos comerciais. O país acumulou reservas cambiais que chegaram a US$ 4 trilhões em junho de 2014.

Com a desaceleração da economia e a intervenção do governo para conter a queda nas bolsas de valores, onde gastou US$ 94 bilhões só em agosto, as reservas caíram para US$ 3,5 trilhões.

Quando os EUA passaram a imprimir dólares para enfrentar a crise, depois de baixar as taxas básicas de juros para praticamente zero, as empresas chinesas tomaram empréstimos baratos. De junho de 2014 a março de 2015, diminuíram a dívida de US$ 877 bilhões para US$ 730 bilhões na expectativa do reinício das altas de juros nos EUA, ainda têm muito a pagar.

A compra de dólares para honrar a dívida fortaleceu a moeda americana, levando à maior desvalorização do iuane em anos no último mês de agosto.

Durante a crise, o presidente do banco central chinês observou que o dólar precisa deixar de ser a moeda dominante do sistema financeiro internacional. A China não tem a ilusão de que consiga fazer isso em curto prazo.

Para o presidente Xi Jinping, a internacionalização do iuane é um passo importante para a ascensão da China à superpotência econômica, mas outros setores do regime comunista devem resistir. Exige uma série de reformas.

A China está deixando de ser uma economia movida por investimentos e exportações para se reorientar para o mercado interno. Será uma reestruturação dolorosa, com elevado risco político para o regime comunista, legitimado nas últimas décadas pelo crescimento econômico espetacular.

domingo, 23 de agosto de 2015

Banco central da China vai aumentar liquidez do sistema financeiro

O Banco Popular da China (BPC) vai "inundar o sistema bancário do país com liquidez para incentivar a concessão de empréstimos", noticiou hoje o jornal americano The Wall Street Journal, observando que a desvalorização da moeda chinesa, o iuane, poderia levar a uma fuga de capital do país.

A decisão de reduzir o percentual do depósito compulsório que os bancos precisam manter no banco central como reserva indica que a desvalorização das últimas duas semanas não foi suficiente para acelerar a atividade econômica.

Ainda em agosto de 2015, ou talvez no início de setembro, o BPC deve reduzir a exigência de reservas em meio ponto percentual, liberando 678 bilhões de iuanes (US$ 106,2 bilhões ou R$ 371,7 bilhões) para empréstimos pelos bancos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Moeda da China cai pelo segundo dia seguido

O Banco Popular da China manteve a promessa de deixar a moeda flutuar de acordo com a orientação do mercado, dentro da margem estreita de 2% para não perder o controle, fechando em queda pelo segundo dia seguido.

Depois de chegar 6,3231 iuanes por dólar na terça-feira, com queda de 1,97%, a maior em mais de duas décadas para a moeda chinesa, o banco central fixou a cotação de hoje em 6,3306, 1,6% abaixo do valor de ontem.

Para os economistas, é um sinal de que o regime comunista chinês está promovendo uma desvalorização competitiva para revigorar o setor exportador, responsável por centenas de milhões de empregos. Tudo o que o Partido Comunista não quer é um aumento do desemprego capaz de abalar sua legitimidade, assentada hoje sobre o milagre econômico chinês.

Enquanto oficialmente o governo insiste na proposta de reorientar a economia para o mercado interno, a depreciação da moeda, a maior desde 1994, indica a decisão de manter o modelo exportador  tão bem-sucedido nas últimas décadas como garantia do emprego e da renda de sua formidável força de trabalho.

As bolsas do mundo inteiro caíram ontem com a baixa na moeda chinesa, interpretada como um sintoma de fraqueza da segunda maior economia do mundo, de US$ 10 trilhões por ano. Hoje, uma nova onda de choque atinge os mercados.

Se a queda do iuane por dois dias seguidos for um sinal de uma lenta desvalorização a longo prazo, deverá deflagrar uma nova rodada de desvalorizações competitivas ou guerras cambiais de países preocupados em preservar seu espaço no mercado internacional.

Nos Estados Unidos, a medida desencoraja o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed) a aumentar as taxas básicas de juros da economia americana em setembro. Isto valorizaria ainda mais o dólar, ameaçando a recuperação dos EUA.

Sem aumento real nos salários e pressões inflacionárias, o banco central dos EUA pode deixar o reinício da normalização da política monetária, com uma alta de juros, para 2016.

Para o Brasil, o possível adiamento da alta de juros nos EUA parece positivo, assim como a determinação das autoridades chinesas de manter um crescimento forte, dentro da meta de 7% ao ano. A China é hoje a maior parceira comercial do país, grande importadora de produtos primários como soja, carvão e minério de ferro.

Ao mesmo tempo, um guerra cambial pode abalar a recuperação da economia mundial depois da crise financeira de 2008-9. A Crise da Ásia de 1997-8 foi causada por um desajuste de moedas atreladas ao dólar depois de uma desvalorização competitiva de 1993 comparada com a baixa desses dois dias.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Banco Popular da China desvaloriza o iuane

Em mais uma medida para combater a desaceleração da segunda maior economia do mundo, o banco central da China desvalorizou a moeda do país hoje, causando uma queda de 1,9%, a maior perda num dia em mais de duas décadas. 

O iuane chegou a cair 1,99% em Xangai e 2,3% em Hong Kong. No fechamento, foi cotado a 6,2298 por dólar. Na segunda-feira, um dólar comprava 6,1162 iuanes.

Para evitar reações negativas de manipulação do câmbio para aumentar as exportações, as autoridades chineses anunciaram que o valor da moeda passará a ser baseado na cotação de fechamento do dia anterior e não apenas pela decisão do Banco Popular da China.

No seu relatório semestral sobre o câmbio no mundo publicado em abril de 2015, o Tesouro dos Estados Unidos considerou o iuane "significativamente subvalorizado", observando que "os fatores fundamentais para a apreciação do iuane permanecem intactos".

Depois de negociações de alto nível com a China em junho, o secretário do Tesouro americano, Jacob Lew, declarou que a China concordara em intervir nos mercados de câmbio "só quando for necessário pela desordem nas condições de mercado e vai considerar medidas adicionais de transição para um regime de câmbio orientado pelo mercado."

A China está pressionando o Fundo Monetário Internacional para que o iuane seja considerado uma moeda de reserva. A desvalorização controlada pelo banco central não ajuda.

sábado, 27 de junho de 2015

China corta taxas de juros após forte queda na bolsa

Depois de mais de uma semana de forte desvalorização no mercado de ações, o Banco Popular da China anunciou hoje um corte nas taxas básicas de juros para reduzir o custo do dinheiro e "estabilizar o crescimento", noticiou o jornal americano The Wall Street Journal

A taxa que o banco central chinês cobra para emprestar dinheiro aos bancos caiu 0,25 ponto percentual para 4,85% ao ano e a taxa que paga pelo dinheiro dos bancos depositado no banco central baixou 0,25 ponto percentual para 2%. O percentual de depósitos a vista que os bancos são obrigados a manter no banco central como reserva também foi diminuído em meio ponto.

Foi o quarto corte de juros desde novembro de 2014, desta vez numa reação da autoridade monetária à queda de 7,4% na Bolsa de Valores de Xangai na sexta-feira, a maior em anos. As ações perderam desde 12 de junho de 2015, o pico dos últimos 12 meses, 19% do valor ou US$ 1,25 trilhão, o equivalente ao produto interno bruto do México.

O banco central tenta desviar recursos do mercado financeiro para o setor produtivo da segunda maior economia do mundo, mas os bancos relutam em emprestar num momento de consumo interno e comércio exterior mais fracos.

domingo, 10 de maio de 2015

China reduz taxas básicas de juros para estimular economia

Em mais uma tentativa de conter a desaceleração da segunda maior economia do mundo, o Banco Popular da China (BPC) anunciou hoje a terceira redução em suas taxas básicas de juros em seis meses. A medida entra em vigor nesta segunda-feira, noticiou o jornal The New York Times

A taxa que o banco central chinês cobra por empréstimos de um ano para financiar os bancos caiu 0,25 ponto percentual para 5,1% ao ano. A taxa que o banco central paga pelo dinheiro depositado pelos bancos no BPC baixou 0,25 ponto percentual para 2,25% ao ano.

Além da desaceleração, as autoridades monetárias chinesas estão preocupadas com o volume de dívidas do sistema financeiro por causa da rápida expansão do crédito nos últimos anos para enfrentar a crise financeira internacional. A explosão de uma bolha financeira ou imobiliária agravaria a situação econômica do país.

"O tamanho crescente da dívida está forçando a China a usar uma grande quantidade de recursos para pagar e refinanciar as dívidas", declarou na sexta-feira o relatório de política monetária do BPC, indicando que haveria menos espaço para aumentos nos gastos públicos.

A economia chinesa cresceu 7,4% em 2014, seu pior resultado desde 1990. No primeiro trimestre, avançou em ritmo de 7% ao ano, invejado pela imensa maioria do resto do mundo. Ainda assim, é o ritmo mais fraco em 25 anos e o desenvolvimento legitima o regime comunista.

domingo, 19 de abril de 2015

China reduz exigência de reservas dos bancos

O Banco Popular da China reduziu hoje em um ponto a porcentagem dos depósitos que os bancos são obrigados a manter como reserva para enfrentar problemas inesperados, reportou hoje a agência de notícias Bloomberg. A medida entra em vigor amanhã. Deve liberar o equivalente a US$ 194 bilhões para estimular a economia.

A porcentagem exigida pelo banco central chinês, de 18,5%, é considerada relativamente alta para os padrões globais.

A China cresceu 7,3% em 2014, o pior resultado desde 1990. O ritmo de crescimento caiu para 7% ao ano no primeiro trimestre de 2015. O governo trabalha para reorientar a economia do comércio exterior para o mercado interno.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

China corta juros para estimular economia em desaceleração

Em mais uma medida para evitar uma aterrissagem forçada da economia que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos, o Banco Popular da China anunciou hoje um corte de 0,25 ponto percentual na taxa cobrada dos bancos para empréstimos de um ano, que ficou em 5,35%, informou o jornal The New York Times.

Foi o segundo corte na taxa básica de juros do banco central chinês num delicado momento de transição.

A China é a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com produto interno bruto de cerca de US$ 9 trilhões. Pelo critério de paridade do poder de compra adotado pelo Banco Mundial, ultrapassou os EUA em 2014 depois de crescer acima de 10% durante muito tempo.

No ano passado, o crescimento chinês recuou para 7,4%, a menor taxa em 24 anos. Sob o impacto da crise internacional, o governo tenta reorientar a economia para o consumo interno. Em janeiro, a inflação caiu para 0,8% ao ano, a menor taxa desde o fim de 2009, acenando com a ameaça de deflação. É um problema que o vizinho Japão enfrenta há duas décadas, o que ajudou a China a superá-lo.

"A atividade econômica se desacelerou ainda mais nos últimos meses na China, principalmente por causa do mercado imobiliário", observou o economista Wang Tao, do banco suíço UBS. "A demanda doméstica fraca foi agravada pelo excesso de capacidade em muitos setores, junto com um forte declínio nos preços do petróleo e de outros produtos primários. Tendo em vista tudo isso, a política de afrouxo monetário [queda de juros] deve ser mais agressiva."

Em novembro de 2014, pela primeira vez em dois anos, o governo reduziu as taxas básicas de juros. Em fevereiro de 2015, reduziu o depósito compulsório que os bancos são obrigados a fazer no banco central para garantia de suas reservas. Essa é outra maneira de aumentar o dinheiro disponível para empréstimos.

Ao cortar novamente as taxas de juros, o governo da China mostra claramente a intenção de reduzir os custos financeiros para empresas endividadas, tomadores de empréstimos em geral e especialmente os compradores de casa própria.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mercado espera dados indicando desaceleração na China

Depois de ganhos importantes nas bolsas de valores da China, que subiu 40% desde setembro, o mercado financeiro da Ásia está atento nesta semana a dados sobre o comércio exterior, a inflação, a produção industrial e os investimentos em capital fixo no país em novembro.

Se for confirmada a desaceleração da economia, o Banco Popular da China deve adotar novas medidas de estímulo, antecipa a televisão americana CNBC, uma associação da rede NBC com o jornal The Wall St. Journal, especializada em noticiário econômico.

"Os dados de novembro devem mostrar a economia da China num ritmo abaixo do seu potencial, alimentando a expectativa de um novo alívio monetário", disseram em nota economistas da agência de classificação de risco Moody's. O Japão anunciou uma contração maior do que estimada inicialmente no terceiro trimestre de 2014 (veja abaixo).

As estatísticas do comércio exterior da China serão divulgadas hoje. "Esperamos uma queda no crescimento das exportações de 11,6% em outubro para 7,5% em novembro na comparação anual, e uma baixa no crescimento das importações de 4,6% para 3,5% ao ano", previu o Citibank.

Com essa desaceleração do crescimento, o saldo comercial diminuiu de US$ 45,5 bilhões, mas ainda registrou em novembro formidáveis US$ 43,1 bilhões.

A inflação no atacado deve crescer de 2,2% para 2,4% ao ano. Já o índice de preços ao consumidor deve ficar inalterado em 1,6% ao ano, dando margem de manobra ao banco central chinês para baixar ainda mais os juros depois do corte inesperado no mês passado.

Nas previsões da Moody's, o crescimento anual da produção industrial deve baixar de 7,7% em outubro para 7,6% em novembro. As fábricas de Beijim foram paradas durante uma semana para aliviar a poluição do ar durante a reunião de cúpula do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC).

O avanço anual das vendas no varejo deve subir de 11,5% para 11,6%, enquanto a alta nos investimentos em capital fixo vai baixar de 15,9% para 15,7% ao ano, a menor em 13 anos na China.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

China corta taxas de juros duas vezes em menos de um mês

Num sinal de que pretende baratear o custo do dinheiro para combater a desaceleração da economia, o banco central da China cortou ontem a taxa de juros de curto prazo que cobra para refinanciar os bancos pela segunda vez em menos de um mês. A inflação de 1,6% ao ano anunciada hoje revela a fraqueza da demanda.

O Banco Popular da China baixou os juros numa operação de rotina do mercado financeiro em 0,1 ponto percentual para 3,4% ao ano. Em 18 de setembro, tinha feito um corte de 0,2 ponto percentual para 3,5%.

"Parece que o governo considera o custo de financiamento da economia muito alto", observou Gu Ying, estrategista de juros no banco J P Morgan Chase.

Os analistas estimam que a redução de juros teria efeito limitado. Seria maior o impacto de um corte na taxa básica de juros ou uma redução da porcentagem de depósitos que os bancos são obrigados a manter como reserva no banco central. Isto liberaria mais dinheiro para financiar a produção e o consumo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Bancos centrais da Europa e da China baixam juros

Para tentar estimular a recuperacão da economia da Zona do Euro, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu hoje sua taxa básica de juros de 1% para 0,75% ao ano, novo recorde histórico de baixa. O Banco da Inglaterra manteve sua taxa básica em 0,5% ao ano, mas anunciou a compra de ttítulos públicos para jogar mais 50 bilhões de libras (R$ 165 bilhões) em circulação.

Pouco menos de uma hora antes do BCE, o Banco Popular da China tinha cortado sua taxa básica para emprestar aos bancos em 0,31 ponto percentual para 6% ao ano, a partir de amanhã. Foi o segundo corte em menos de um mês. O banco central chinês baixou seus juros pela primeira vez em três anos no dia 8 de junho de 2012.

Na próxima semana, a China divulga o resultado do produto interno bruto no segundo semestre. O regime comunista chinês costuma agir preventivamente, tomando medidas para tentar acalmar o mercado antes de revelar dados ruins.

"Não houve qualquer coordenação além da troca normal de informações sobre a situação do ciclo econômico... da economia... e da demanda global", declarou o presidente do BCE, Mario Draghi. "O crescimento econômico continua fraco, com uma grande incerteza pesando sobre a confiança".

O Banco da Inglaterra vai imprimir dinheiro novo para comprar títulos da dívida pública do Reino Unido no valor de 50 bilhões de libras. Elevou assim para 375 bilhões de libras (R$ 1,237 trilhão) o total gasto no programa de alívio quantitativo. Seu objetivo é baixar ainda mais a taxa real de juros colocando mais dinheiro em circulação.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

China reduz taxas básicas de juros

Para estimular o crescimento, o Banco Popular da China reduziu hoje suas taxas básicas de juros pela primeira vez desde dezembro de 2008, no auge da crise deflagrada pelo colapso do banco Lehman Brothers, nos Estados Unidos. A taxa que o banco central chinês cobra para emprestar dinheiro aos bancos caiu 0,25 ponto percentual para 6,31% ao ano.


Segunda maior economia do mundo, a China cresceu no primeiro trimestre num ritmo de 8,1% ao ano, mas dados recentes indicam uma forte desaceleração. Este é considerado o trimestre de atividade econômica mais fraca em três anos, o que justificaria o corte nos juros, observa o jornal The New York Times.


"É obviamente um forte sinal de que o governo quer impulsionar a economia, frente ao crescimento fraco, especialmente pelo lado da demanda", disse Qinwei Wang, economista da Capital Economics em Londres, à agência de notícias Reuters.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

China reduz depósito compulsório dos bancos

Diante de sinais de desaceleração da segunda maior economia do mundo, a China reduziu a exigência de depósito compulsório dos bancos no banco central do país de 20,5% para 20% do total de depósitos, liberando cerca de US$ 63,5 bilhões para empréstimos a empresas e indivíduos.

O crescimento industrial caiu para 9,3% em abril e o aumento do investimento em capital fixo para 14%, o menor nível em quase uma década, enquanto a inflação caiu de 3,6% ao ano em março para 3,4% em abril, ampliando a margem de manobra das autoridades monetárias.

A redução na exigência de depósitos dos bancos no Banco Popular da China vem num momento de queda no volume de empréstimos bancários para US$ 108 bilhões em abril, aquém da expectativa, que era de 800 bilhões de iuãs, quase US$ 127 bilhões, reporta a TV americana especializada em economia CNBC.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

China amplia banda de flutuação do iuã

Sob intensa pressão de seus maiores parceiros comerciais - União Europeia, Estados Unidos e Japão - para deixar sua moeda flutuar livremente, a China anunciou hoje a ampliação do limite da margem de flutuação diária do iuã em relação ao dólar de 0,5% para 1%.

Há décadas, a China adota políticas de desvalorização competitiva. Mantém a moeda fraca para melhorar o preço de suas exportações no mercado internacional. Essa foi uma das bases do desenvolvimento chinês das últimas três décadas, o mais extraordinário da história da humanidade, e uma das causas da crise da Ásia, em 1997, que acabou contaminando todos os mercados emergentes, a Rússia e a América Latina, especialmente Brasil e Argentina, mas poupou a China.

Como o anúncio do Banco Popular da China foi feito em inglês, os analistas entendem que o principal alvo foi o mercado internacional, informou a TV pública britânica BBC.

O Tesouro dos EUA elogiou a medida, dizendo que "uma flutuação que permita que o câmbio reflita as forças do mercado pode contribuir para o reequilíbrio da economia mundial, o que seria positivo para a China, os EUA e a economia mundial".

quarta-feira, 6 de julho de 2011

China eleva juros pela quinta vez em oito meses

O Banco Popular da China aumentou hoje as taxas básicas de juros da economia do país em 0,25 ponto percentual para combater a inflação, que deve passar de 6% ao ano, noticia o jornal The Wall St. Journal. Foi a quinta alta em oito meses.

A taxa que o banco central cobra para emprestar dinheiro aos bancos subiu de 6,31% para 6,56% ao ano, enquanto a taxa de remuneração de depósitos subiu de 3,25% para 3,5% ao ano.