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segunda-feira, 7 de março de 2016

Contribuinte japonês pagou US$ 100 bi pelo desastre em Fukushima

Apesar da alegação do governo de que a empresa de energia Tokyo Electric pagaria a conta, foi o contribuinte do Japão que arcou com quase todos os US$ 100 bilhões gastos para combater os efeitos do terremoto e maremoto de 11 de março de 2011, que provocaram o acidente nuclear de Fukushima.

O abalo sísmico parou a central nuclear e o maremoto destruiu o sistema de resfriamento, levando à fusão de três reatores. Cerca de 19 mil pessoas morreram na tragédia.

Pelos cálculos do professor Keinichi Oshima, da Universidade Ritsumeikan, o custo total do desastre chegou a 13,3 trilhões de ienes, cerca de US$ 118 bilhões, revelou o jornal inglês Financial Times. Os maiores gastos foram com indenizações a pessoas e empresas atingidas (6,2 trilhões de ienes), descontaminação da área ao redor (¥ 3,5 tri) e desmantelamento dos reatores (¥ 2,2 tri).

A estimativa não inclui o custo do desligamento de todos os reatores nucleares japoneses.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

China corta taxas de juros duas vezes em menos de um mês

Num sinal de que pretende baratear o custo do dinheiro para combater a desaceleração da economia, o banco central da China cortou ontem a taxa de juros de curto prazo que cobra para refinanciar os bancos pela segunda vez em menos de um mês. A inflação de 1,6% ao ano anunciada hoje revela a fraqueza da demanda.

O Banco Popular da China baixou os juros numa operação de rotina do mercado financeiro em 0,1 ponto percentual para 3,4% ao ano. Em 18 de setembro, tinha feito um corte de 0,2 ponto percentual para 3,5%.

"Parece que o governo considera o custo de financiamento da economia muito alto", observou Gu Ying, estrategista de juros no banco J P Morgan Chase.

Os analistas estimam que a redução de juros teria efeito limitado. Seria maior o impacto de um corte na taxa básica de juros ou uma redução da porcentagem de depósitos que os bancos são obrigados a manter como reserva no banco central. Isto liberaria mais dinheiro para financiar a produção e o consumo.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Custo da energia nuclear sobe 20% na França

O custo da energia nuclear, responsável por 75% da eletricidade gerada na França, subiu 20,6% de 2010 a 2013 e deve continuar em alta por causa dos investimentos necessários para modernizar as antigas centrais atômicas da empresa estatal Electricité de France (EdF), observa um relatório divulgado ontem pelo Tribunal de Contas do país.

A modernização tornou-se mais urgente e rigorosa depois do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, em 11 de março de 2011, quando a Alemanha decidiu desativar todas as suas usinas nucleares e o Japão o fez temporariamente.

Em todo o mundo, a França é o país mais dependente da energia atômica para geração de eletricidade.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Guerra no Máli já custou 70 milhões de euros à França

A intervenção militar da França no Máli, iniciada em 11 de janeiro de 2013, já custou 70 milhões de euros (R$ 186 milhões) ao país europeu, estimou o jornal Le Parisien. Nas palavras do ministro do Exterior, Laurent Fabius, representa um "grande esforço".

O orçamento anual da França para operações militares no exterior é de 630 milhões de euros (R$ 1,674 bilhão). A intervenção na guerra civil da Líbia, que durou sete meses, custou 300 milhões de euros (R$ 797,4 milhões).

Nesta semana, a França anunciou a retirada do Máli, que deve começar em março e terminar em abril. As tropas francesas devem ser substituída por uma força de paz das Nações Unidas composta por soldados africanos.

Pelas estimativas francesas, entre 150 e 300 extremistas muçulmanos foram mortos na guerra. Vários grupos islamitas tomaram o Norte do Máli em março e abril do ano passado, depois de um golpe militar na capital, que fica no Sul, uma reação dos militares contra a suposta falta de apoio na luta contra os jihadistas.