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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Brasil ultrapassa Espanha em mortes pela pandemia do coronavírus

Com mais 1.124 mortes em 24 horas, o Brasil supera a Espanha. É o quinto país em número de mortes pela pandemia do novo coronavírus, atrás dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Itália e da França. O total de óbitos no país chegou a 27.944.

Nesta quinta-feira, houve 26.354 casos novos, elevando o total de casos confirmados no Brasil para 468.338. Só os Estados Unidos têm mais casos, 1,793 milhão, com 104.542 mortes, mais do que o total de soldados americanos mortos em guerras depois da Segunda Guerra Mundial.

Em busca de uma desculpa para o fracasso no combate à pandemia, o presidente Donald Trump rompeu com a Organização Mundial da Saúde, proibiu a entrada de alguns cidadãos chineses nos Estados Unidos e suspendeu as preferências comerciais a Hong Kong, alegando que o território perdeu a autonomia com a nova lei de segurança nacional aprovada pelo Congresso Nacional do Povo na semana passada.

No impacto econômico da pandemia, a taxa de poupança dos americanos atingiu um recorde de 33 por cento. A crise reduziu o consumo e as pessoas preferiram guardar dinheiro. Em consequência, o consumo caiu um recorde de 13,6 por cento em abril.

Na Europa, o medo é de em 12 deflação. O índice de preços ao consumidor na Zona do Euro caiu 0,1 por cento em maio. É o menor em quatro anos. Os preços caíram dos 19 países que usam o euro como moeda.

O produto interno bruto do Brasil caiu 1,5 por cento no primeiro trimestre em relação ao fim do ano passado, com maior baixa no setor de serviços, de 1,6 por cento. A indústria perdeu 1,4%. Só a agricultura cresceu, 0,6%, principalmente por causa das exportações de soja para a China. Meu comentário:

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

China cresce no menor ritmo em 29 anos

Sob pressão da guerra comercial dos Estados Unidos e de problemas econômicos internos, a China cresceu 6,1% em 2019 pelas estatísticas oficiais do regime comunista. Mas foi o menor avanço em 29 anos, desde 1990, quando o país saía da recessão causada pelo boicote internacional depois do massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em 1989. Há uma desaceleração do crescimento extraordinário dos últimos 40 anos, que transformou o país no segundo mais rico do mundo.

Além dos tarifaços do presidente Donald Trump, aliviados mas não eliminados pelo acordo inicial assinado há dois dias, a economia chinesa sofre com o fraco consumo pessoal, o desemprego em alta e problemas no sistema bancário.

No último trimestre do ano passado, a China cresceu em ritmo de 6% ao ano, abaixo da expectativa do mercado. O Escritório Nacional de Estatísticas declarou que a economia "manteve o ritmo em geral" durante um período difícil, mas advertiu para os riscos de "problemas estruturais, sistemáticos e cíclicos" domésticos.

A taxa de natalidade caiu em 2019 para um recorde de baixa de 1,05%. Com a política filho único, adotada em 1978 para conter a explosão demográfica e só alterada recentemente, há uma expectativa de escassez de mão de obras nas próximas duas décadas, quando a China deverá se tornar a maior economia do mundo.

O acordo preliminar assinado em 15 de janeiro em Washington pelo presidente Trump e o vice-primeiro-ministro chinês Liu He mantém as tarifas sobre produtos importados pelos EUA num valor de US$ 360 bilhões por ano.

Com a queda de 13% nas exportações para os EUA, o investimento na indústria baixou 3,1% no ano passado, numa clara indicação do impacto da guerra comercial de Trump. As questões mais difíceis, como subsídios, política industrial e ciberespionagem ficaram para uma segunda fase das negociações

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Fed reduz taxa básica de juros e indica que será último corte neste ciclo

Sob pressão do presidente Donald Trump, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos Estados Unidos, baixou hoje a taxa básica de juros da maior economia do mundo em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 1,5% a 1,75%.

Apesar do desemprego baixo, de aumento dos salários e de consumo pessoal em bom nível, o Fed cortou três vezes sua taxa básica desde julho, numa redução de 0,75 ponto percentual. Mas indicou que deve ser o último corte neste ciclo.

Quando o Comitê de Mercado Aberto se reuniu ontem, o Departamento do Comércio revelou que o investimento das empresas caiu 3% em 12 meses, o pior índice desde a recessão industrial de 2015 e 2016 nos EUA. O aumento do consumo pessoal se desacelerou, mas registrou alta de 2,9% num ano.

Hoje o Departamento do Comércio anunciou que o produto interno bruto americano cresceu no terceiro trimestre deste ano num ritmo anual de 1,9%. No segundo trimestre, a expansão foi de 2% ao ano.

"O PIB do terceiro trimestre reafirma a visão do Fed de que, enquanto o mercado de trabalho e o consumo continuam fortes, o investimento e as exportações permanecem fracos e continuam a representar risco de baixa para a perspectiva econômica", comentou a economista Ellen Zentner, do banco Morgan Stanley.

Trump está pressionando o Fed a baixar os juros para compensar o impacto de sua guerra comercial com a China, numa interferência sem precedentes na história recente sobre uma instituição com independência operacional.

Para o analista Brian Coulton, da agência de classificação de risco Fitch, "os danos da guerra comercial estão claramente visíveis nos números dos investimentos das empresas, que mostraram uma queda consecutiva, em dois trimestres, em ritmo de 3% ao ano, mas os indicadores do consumo estão bem melhores.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Alemanha puxa crescimento da Zona do Euro

A Alemanha, quarta maior economia do mundo e primeira da Europa, cresceu 0,5% no segundo trimestre, acima do esperado, num ritmo anual de 1,8%, e ajudou na expansão da Zona do Euro, que foi de 0,3% no trimestre e de 1,5% em bases anuais.

O dado do primeiro trimestre foi revisado para cima na Alemanha, de 0,3% para 0,4%. No segundo, foi um pouco melhor do que o 0,4% esperado pela média dos economistas. O consumo dos lares e do governo aumentaram, assim como o investimento para formação de capital fixo, as exportações e as importações.

"De modo geral, a economia alemã mostrou um crescimento impressionante no segundo trimestre, desafiando o sentimento negativo e a tensão comercial do momento", observou o economia Carsten Brzeski, do banco ING na Alemanha.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

EUA cresceram acima do esperado no primeiro trimestre

A maior economia do mundo, com produto interno bruto superior a US$ 19 trilhões, superou a expectativa média dos analistas de Wall Street. Cresceu, nos primeiros três meses de 2018, num ritmo anual de 2,3%, abaixo dos 2,9% do fim do ano passado, mas acima dos 2% esperados pelo mercado financeiro, anunciou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos.

O crescimento acima do esperado foi atribuído aos cortes de impostos do governo Donald Trump. Num sinal de força da economia, o investimento das empresas cresceu acima de 6% em bases anuais. Mas o consumo doméstico e os gastos públicos recuaram de um avanço de 4% para 1,1%, mostrando debilidade.

Com o mercado de trabalho perto do pleno emprego e índice de desemprego em 4,1%, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, aumentou sua previsão de crescimento para este ano de 2,5% para 2,7%.

O Fed aumentou a taxa básica de juros de curto prazo em março. A expectativa de mais aumentos está pressionando a alta do dólar. No Brasil, o dólar-turismo chegou a R$ 3,88, mas fechou em queda hoje, depois de cinco altas.

A economia americana avança, apesar da ameaça de um conflito comercial com a China, segunda maior economia do mundo. Cresce todos os trimestre há quase nove anos.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Coreia do Sul cresce em ritmo de 2,8% ao ano

A economia da Coreia do Sul, 11ª maior do mundo e quarta da Ásia, se recuperou no primeiro trimestre de 2018, crescendo 1,1% em relação ao fim do ano passado e 2,8% na comparação anual, de acordo com a primeira estimativa do Banco da Coreia, o banco central do país, levemente abaixo da expectativa de economistas ouvidos pela agência Reuters, que previram 2,9%.

Esta taxa de crescimento indica uma forte retomada do crescimento depois de uma queda de 0,2% no produto interno bruto sul-coreano, precedida de uma forte alta de 1,5% no trimestre anterior. Pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB da Coreia do Sul terminou 2017 em US$ 1,538 trilhão.

O consumo doméstico cresceu 0,8%, acima do 0,7% do trimestre anterior, com mais gastos com bens e serviços. O investimento na construção registrou alta de 1,5%, mesmo ritmo do fim do ano passado, enquanto a expansão do investimento em instalações passou de 0,5% para 0,7%.

As exportações cresceram 6,1% no trimestre, com aumento nas vendas de semicondutores, produtos químicos e motores de veículos. As importações foram 4,7% maiores, com destaque para produtos químicos e petróleo.

No primeiro trimestre deste ano, a Coreia do Sul viveu sob a expectativa de retomada do diálogo com a Coreia do Norte, depois das ameaças de guerra do ditador norte-coreano Kim Jong Un e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A esperança de paz ajuda a economia.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

EUA crescem em ritmo de 3% ao ano

Apesar dos furacões violentos, a economia dos Estados Unidos teve nos últimos seis meses o período de maior crescimento em três anos, graças a um consumo forte de pessoas e empresas. De julho a setembro de 2017, o produto interno bruto avançou em ritmo de 3% ao ano, depois de registrar 3,1% no trimestre anterior, revelou hoje o Departamento do Comércio.

A maior economia do mundo cresce sem parar desde o fim da Grande Recessão, na segunda metade de 2009. Nesses oito anos, o crescimento chegou várias vezes a 3%, mas caiu para a média de 2% ao ano. Há um ano, o ritmo de expansão era de 2,3% ao ano.

O consumo pessoal se fortaleceu com o desemprego baixo, a inflação baixa e a alta dos preços das ações no mercado financeiro, todos alimentos pelos juros extremamente baixos adotados pela Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, desde dezembro de 2008.

De acordo com o jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York, a economia americana vai avançar acima da média de 2% dos últimos anos, mas deve ficar abaixo da meta de 3% prometida pelo presidente Donald Trump.

Fora das áreas atingidas pelos superfurações Harvey e Irma, não há sinais de fraqueza na economia. Uma parcela importante do crescimento de 3% (0,73%) veio do investimento das empresas na renovação, sinal de expectativa da manutenção de um consumo forte.

O investimento em capital fixo avançou num ritmo anual de 3,9%. Como as empresas compraram novos equipamentos, isso indica aumento de produtividade, do lucro e dos salários dos trabalhadores.

Com o dólar relativamente fraco e a consolidação do crescimento da economia mundial, as exportações dos EUA cresceram no trimestre passado em ritmo de 2,3% ao ano. As despesas governamentais caíram 0,1%.

A alta na inflação reforça a expectativa de aumento nas taxas básicas de juros na reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed em dezembro. O índice de preços ao consumidor subiu de 0,3% para 1,5% ao ano do segundo para o terceiro trimestres. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimento, registrou alta de 0,9% para 1,3% ao ano.

A inflação está abaixo da meta informalmente perseguida pelo Fed, de 2% ao ano, Pelo estatuto do banco central americano, o Fed deve buscar um equilíbrio entre a inflação e a taxa de desemprego, hoje em 4,4%, abaixo do que era considerada pelos economistas como "a taxa natural de desemprego", 5%. Abaixo disso, os salários começariam a exercer pressão demais sobre os preços.

Como o impacto das alterações nas taxas básicas de juros levam cerca de seis meses para se refletir na economia real, os diretores do Fed podem entender que chegou a hora de aumentar os juros, antes da inflação chegar à meta.

Na última reunião de seu comitê de política monetária, em 19 e 20 de setembro, o Fed manteve a taxa básica de juros de curto prazo numa faixa de 1% a 1,25% ao ano. No auge da crise, em dezembro de 2008, a taxa caiu para uma banda de 0 a 0,25% ao ano, praticamente zero.

Sem poder baixar ainda mais os juros, o Fed recorreu à política de alívio quantitativo, comprou títulos públicos para colocar mais dinheiro em circulação no mercado. Acumula hoje um balanço de US$ 4,5 trilhões e prometeu começar a vender parte desses papéis a partir deste mês.

Essa taxa permaneceu até dezembro de 2015, quando houve um aumento de 0,5 ponto percentual. Houve um segundo aumento em 2016 e dois em 2017, o último em junho passado.

A expectativa de alta de juros fortalece o dólar.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

EUA cresceram mais do que anunciado no primeiro trimeste de 2017

O crescimento da economia dos Estados Unidos foi revisado para cima, de 0,7% para 1,2% ao ano na segunda estimativa do Escritório de Análises Econômicas. A maioria dos analistas esperava uma revisão para 0,9%.

A primeira estimativa indicava uma queda forte em relação aos 2,1% ao ano registrados no último trimestre do ano passado. Mesmo assim, 1,2% é o ritmo de crescimento mais fraco desde o começo de 2016.

A revisão para cima se deveu a dados melhores sobre investimento não residencial em capital fixo, consumo pessoal e gastos governamentais.

sexta-feira, 31 de março de 2017

EUA cresceram em ritmo de 2,1% ao ano no fim de 2016

A economia dos Estados Unidos se desacelerou menos do que estimado inicialmente no fim do ano passado, de um ritmo de 3,5% ao ano no terceiro trimestre para 2,1% no último trimestre de 2016, indicou hoje o Departamento do Comércio, na sua terceira estimativa do produto interno bruto do período. É um pouco mais do que o 1,9% do cálculo anterior, informou a agência Reuters.

A revisão de deveu a uma alta do consumo de 3,5% ao ano. Mas, em 2016 como um todo, o PIB da maior economia do mundo avançou apenas 1,6%, abaixo dos 2,6% de 2015. Há sinais de uma desaceleração ainda maior em janeiro de 2017, com aumento do déficit comercial, enfraquecimento do consumo e da construção civil.

"Parte dessa fraqueza é devida a ajustes sazonais que serão revertidos ao longo do ano", previu o economista Gus Faucher, subchefe da empresa PNC Financial, de Pittsburgh, Pensilvânia, nos EUA. "O consumo vai aumentar graças ao aumento do emprego e dos salários."

A delegacia regional da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, em Atlanta, na Geórgia, prevê uma expansão de 1% ao ano no primeiro trimestre deste ano. O presidente Donald Trump prometeu crescimento de 4% com cortes de impostos e desregulamentação.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Legalização da maconha tem apoio de 55% em Massachusetts

Entre os vários plebiscitos a serem realizados paralelamente às eleições de 8 de novembro nos Estados Unidos, cinco estados vão decidir se legalizam o uso recreativo da maconha, a exemplo do que fizeram o Alasca, o Colorado, o Oregon, o estado de Washington e o Distrito de Colúmbia. Na maioria, as pesquisas indicam disputada apertada. Em Massachusetts, 55% disseram ser a favor da legalização na última pesquisa, informa a agência Reuters.

Cerca de 40% dos eleitores que devem votar são contra. É um avanço dos defensores da legalização. Na pesquisa anterior, feita no mês passado, 50% foram a favor e 45% contra.

Se a proposta for aprovada, a partir de dezembro, a maconha será liberada para maiores de 21 anos. A margem de erro da pesquisa é de 4,4%. Cerca de 84% declararam não se preocupar se os usuários fumarem a droga dentro de casa, enquanto 64% são contra o consumo em espaços públicos.

Além da Massachusetts, a legalização da maconha será decidida nas urnas no Arizona, na Califórnia, no Maine e em Nevada. Nos estados onde foi liberada e no Uruguai, o primeiro país do mundo a legalizar o uso recreativo da droga, não houve explosão do consumo nem aumento da violência.

Ao contrário, diminuíram os crimes ligados ao tráfico de drogas. No Uruguai, não houve mais nenhum caso de homicídio ligado ao tráfico.

China cresce em ritmo de 6,7% ao ano

A China, segunda maior economia do mundo, avançou no terceiro trimestre de 2016 num ritmo de 6,7% ao ano, mantendo-se dentro da meta oficial de 6,5%, anunciou hoje o governo central de Beijim.

Esse crescimento, no mesmo ritmo do primeiro e do segundo trimestres, de acordo com as estatísticas oficiais, foi atribuído ao aumento da oferta de crédito, ao aquecimento do mercado imobiliário e a outras medidas de estímulo adotadas para garantir o cumprimento da meta. Mas suscitou dúvidas de economistas independentes por manter a mesma taxa por três trimestres consecutivos.

Em contrapartida às medidas de estímulo, as reformas necessárias para reestruturar a economia do investimento e da exportação para o mercado interno e o setor de serviços são adiadas. Os problemas crônicos de excesso de capacidade e endividamento elevado das empresas não serão resolvidos, observa a economista Alicia Garcia Herrero, do banco Natixis, do grupo francês.

A produção industrial cresceu 6,1% em setembro, desacelerando-se em relação aos 6,3% de agosto. O investimento em capital fixo subiu 8,2% na comparação anual nos primeiros nove meses do ano. as vendas no varejo avançaram 10, 7% no embalo de um corte de impostos sobre a venda de veículos.

O mercado imobiliário das grandes cidades é hoje uma das maiores preocupações. Em algumas, os preços subiram 40% num ano. Em mais de 20 cidades, as autoridades municipais introduziram restrições para conter a especulação imobiliária.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

França ficou estagnada no segundo trimestre de 2016

A economia da França, a segunda maior da Zona do Euro, ficou estagnada no segundo trimestre deste ano, com crescimento zero, confirmou hoje a segunda estimativa do Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).

Depois de uma expansão de 0,7% no primeiro trimestre, a expectativa era de uma alta de 0,3% no produto interno bruto francês. Além da estagnação do consumo doméstico, o mau desempenho se explica pela baixa nos investimentos, atribuída à mobilização das centrais sindicais contra a reforma na lei trabalhista.

O investimento avançou apenas 0,2%, depois de registrar alta de 1,3% no primeiro trimestre. O consumo doméstico ficou em zero. E o setor de construção civil recuou 0,5%.

Com crescimento zero no consumo, a produção de bens cresceu apenas 0,1%, em contraste com 1,5% no primeiro trimestre, e o setor de serviços recuou 0,1% depois de uma alta de 0,7% no início do ano.

A estagnação atrapalha os planos de ajuste fiscal do governo socialista, que previu no orçamento uma expansão de 1,5% neste ano. Ontem, o primeiro-ministro Manuel Valls havia reafirmado a previsão oficial de crescimento.

Na sua última análise conjuntural, em junho, o Insee previu crescimento de 0,3% no terceiro trimestre e de 0,4% no quarto. O Banco da França espera um avanço de 0,3% no terceiro trimestre e de 1,4% no ano.

EUA tiveram crescimento fraco no primeiro semestre de 2016

A revisão do cálculo do produto interno bruto dos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano reduziu a alta de 1,2% para 1,1% ao ano, anunciou hoje o Departamento do Comércio. Nos primeiros três meses do ano, o ritmo fora de 0,8% ao ano.

O consumo doméstico, responsável por dois terços do PIB americano aumentou de 1,6% no primeiro trimestre para 4,4% no segundo, mas foi neutralizado pelo baixo investimento das empresas, causado em parte pelos baixos preços do petróleo.

Outra boa notícia foi o aumento de 4,9% nos lucros das empresas, que somaram US$ 1,627 trilhão de abril a junho de 2016.

Apesar do ritmo de estagnação no primeiro semestre, os economistas veem sinais de recuperação no terceiro trimestre. Pelos cálculos da delegacia regional da Reserve Federal (Fed), o banco central dos EUA, em Atlanta, na Geórgia, o crescimento se acelerou para uma expansão de 3,4% ao ano. A empresa Macroeconomic Advisers prevê 3,2%.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Saída da UE custará 6% do PIB do Reino Unido em 2020

Se os partidários da saída da União Europeia vencerem o referendo da próxima quinta-feira, 23 de junho, o Reino Unido vai entrar em recessão e seu produto interno bruto em 2020 será 6% menor do que é hoje, previu na semana passada um relatório da Economist Intelligence Unit.

O impacto geral na economia será profundamente negativo, afastando o país do maior mercado do mundo, o que ajuda a atrair investimentos estrangeiros dos Estados Unidos, do Japão e da China. Entre outras consequências, o relatório Fora e Menor: mapeando o impacto do Brexit (do inglês, Britain exit, saída da Grã-Bretanha):

• A incerteza vai abalar a confiança de investidores e consumidores, levando a uma desvalorização da libra esterlina de cerca de 15%.
• O adiamento das decisões de investimento e consumo vai pesar no PIB do próximo ano.
• A saída do maior mercado do mundo vai exacerbar o declínio e o PIB de 2020 será 6% menor do que o atual.
• As exportações farmacêuticas e o acesso a medicamentos e a verbas de pesquisa serão reduzidos.
• Qualquer queda no PIB vai afetar o financiamento do Serviço Nacional de Saúde (NHS), que garante atendimento médico gratuito a todos os cidadãos britânicos.
• Vai haver uma fuga de cérebros do centro financeiro de Londres, com a volta dos profissionais do resto da Europa a seus países de origem.

Na última pesquisa das pesquisas, uma média de seis sondagens realizadas de 10 a 18 de junho, há um empate em 50%.

A saída do Reino Unido seria um duro golpe no processo de integração europeia, iniciado em 1950 pela França e a Alemanha para evitar que a guerra voltasse a dividir o continente. A UE é uma organização supranacional formada por países que decidiram resolver seus conflitos pacificamente e cooperar para a prosperidade econômica, um grande avanço e modelo nas relações internacionais.

Com a recessão econômica, o desemprego, o terrorismo e a crise dos refugiados, a UE é um boa desculpa para governos nacionais terceirizarem suas responsabilidades e movimentos ultranacionalistas oportunistas de extrema direita que ignoram as duas guerras mundiais do século passado.

O desmanche do projeto europeu só interessa a personagens como Donald Trump e Vladimir Putin. Os conservadores ingleses que lideram a campanha sonham com o passado de glória do Império Britânico, o maior que o mundo já viu. Correm o risco de ficar com a pequena Inglaterra. Se o Reino Unido deixar a UE, a Escócia deve convocar novo plebiscito sobre a independência para sair da Grã-Bretanha e ficar na Europa.

terça-feira, 17 de maio de 2016

França cresceu 1,3% em 2015

A economia da França, a terceira maior da Europa e sexta do mundo, avançou 1,3% em 2015. O resultado de 2014 foi revisado para cima de 0,4% para 0,6% e o de 2013 para baixo, de 0,7% para 0,6%, anunciou hoje o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).

O aumento do consumo das famílias cresceu de 0,7% em 2014 para 1,5% no ano passado, enquanto o investimento passou de uma contração de 0,3% para alta de 1%.

Em 2015, o déficit público foi de 3,6%, um pouco acima da estimativa anterior de 3,5% anunciada em 25 de março de 2016. A dívida pública ficou em 96,1% do produto interno bruto, um pouco acima dos 95,7% do cálculo anterior. Os gastos públicos consumiram 57% do PIB.

A retomada do crescimento e a queda no desemprego são fundamentais para a candidatura à reeleição em 2017 do presidente socialista François Hollande, no momento o mais impopular da história da França, com apoio de apenas 13% do eleitorado.

Dezenas de milhares de pessoas voltaram a sair hoje às ruas das principais cidades francesas para protestar contra a reforma trabalhista aprovada numa manobra do primeiro-ministro Manuel Valls sem votação na Assembleia Nacional. Novas manifestações serão realizadas amanhã.

Também hoje o presidente Hollande anunciou a intenção de cortar impostos. Mais detalhes devem ser revelados em julho, informou o jornal econômico Les Echos.

Por outro lado, o ex-presidente Nicolas Sarkozy, líder do partido de centro-direita Os Republicanos, declarou que o referendo sobre a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia cria uma oportunidade para rediscutir o projeto de integração do continente. Ele propõe a criação de um conselho de ministros do interior e com um presidente estável e mais autoridade para controlar as fronteiras externas do bloco

sexta-feira, 29 de abril de 2016

França cresceu 0,5% no primeiro trimestre de 2016

A economia da França, a segunda maior da Zona do Euro e sexta do mundo, avançou 0,5% no primeiro trimestre de 2016, acima da expectativa do mercado, que era de 0,4%, e da alta de 0,3% registrada no fim de 2015, anunciou o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).

Esse crescimento se deve principalmente a um aumento no consumo doméstico, que teve o maior avanço desde o fim de 2004 (1,2%), depois de sofrer uma queda de 0,1% no fim do ano passado.

O investimento na formação de capital bruto subiu de alta de 0,7% no quarto trimestre de 2015 para 0,9% nos primeiros três meses deste ano. As exportações tiveram uma pequena queda de 0,2%, em contraste com um aumento de 1% no trimestre anterior.

O consumo pessoal, das empresas e do governo contribuiu com 0,9 ponto percentual para a alta no PIB, de US$ 2,42 trilhões em 2015 pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI). O comércio exterior reduziu o crescimento em 0,2 ponto percentual e a queda nos preços das ações em mais 0,2 ponto percentual.

Com o aumento das contratações em março, a taxa de desemprego caiu para 10% da população economicamente ativa.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Economia dos EUA tem pior desempenho em dois anos

Com a desaceleração da economia mundial, especialmente da China, e a alta do dólar afetando exportações, investimento e o consumo, os Estados Unidos cresceram no primeiro trimestre de 2016 num ritmo de 0,5% ao ano, em contraste com 1,4% no fim do ano passado e 2% ao ano no terceiro trimestre de 2015, anunciou hoje o Departamento do Comércio.

Foi o pior resultado do produto interno bruto desde o primeiro trimestre de 2014, quando a maior economia do mundo recuou em ritmo de 0,9%. No início de 2015, a alta fora de 0,6% ao ano.

Em todo o ano passado, o crescimento foi de 2,4%, o mesmo índice de 2014. No primeiro trimestre deste ano, os analistas do centro financeiro de Nova York esperavam uma expansão de 0,7% ao ano.

O fraco desempenho projeta um avanço reduzido em 2016: "Sem um milagre, parece que o crescimento do PIB está em curso para outro ganho decepcionante de cerca de 2% neste ano", previu o economista Paul Ashworth, analista sênior da empresa Capital Economics, citado pelo jornal The Wall Street Journal. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê alta de 2,4% no ano.

Enquanto o consumo pessoal, responsável por dois terços do PIB americano, cresceu em ritmo 1,9% ao ano no trimestre, abaixo dos 2,4% do trimestre anterior, o investimento fixo não residencial, uma medida dos gastos das empresas, caiu 5,9%, na maior baixa desde a Grande Recessão (2008-9).

Há um paradoxo na fraqueza do consumo: os salários aumentaram 2,3% num ano e o petróleo barato reduz o preço dos combustíveis, deixando mais dinheiro no bolso. Mesmo assim, o consumidor está receoso.

Com o petróleo em baixa, os investimentos na indústria de extração diminuíram 86%, a maior queda desde o início da série estatística, em 1958. A expectativa é que o investimento aumente com a recuperação nos preços do petróleo, que hoje está cotado na Bolsa Mercantil de Nova York em US$ 45,49 por barril. O investimento na compra e reforma de imóveis residenciais subiu 14,8%, melhor resultado desde o fim de 2012.

Ontem, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o conselho de política monetária do banco central dos EUA, decidiu manter inalteradas suas taxas básicas de juros numa faixa de 0,25% a 0,5% ao ano.

O Fed aumentou os juros pela primeira vez em nove anos em dezembro de 2015. No comunicado da reunião encerrada ontem, observou que "as condições do mercado de trabalho melhoraram mesmo com a aparente redução da atividade econômica" e que as preocupações com a economia internacional diminuíram. O mercado espera no máximo duas altas de juros em 2016.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Consumo fica estagnado e inflação cai nos EUA

O consumo pessoal cresceu apenas 0,1% nos Estados Unidos em fevereiro de 2016, a mesma taxa de janeiro, apontando uma estagnação da maior economia do mundo, enquanto o índice de preços ao consumidor caiu de 1,2% em janeiro para 1% em fevereiro, revelou hoje o Departamento de Comércio, citado pela agência Reuters.

Diante da estagnação do consumo, responsável por dois terços do produto interno bruto dos EUA, de cerca de US$ 17,8 trilhões, os analistas reduziram em meio ponto percentual a expectativa de crescimento no primeiro trimestre para a média de 0,9% ao ano. O país cresceu 2,4% no ano passado. No último trimestre, o ritmo foi de 1,4% ao ano.

Assim, apesar do aquecimento do mercado de trabalho, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA deve manter o gradualismo no aumento de suas taxas básicas de juros.

Como o mercado de trabalho apresentou um saldo positivo de 242 mil vagas de emprego em fevereiro e o índice de desemprego está em 4,9%, os analistas atribuem a queda no consumo à queda nos preços das ações no início do ano, que teria abalado a confiança dos consumidores. A renda pessoal cresceu 0,2% em fevereiro, depois de subir 0,5% em janeiro.

Em outro relatório, o Departamento de Comércio revelou um aumento do déficit comercial pelo quarto mês consecutivo, de US$ 62,2 bilhões em janeiro para US$ 62,9 bilhões em fevereiro, com a aumento nas exportações e queda nas importações.

A inflação anual baixou de 1,2% para 1%. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimento, ficou em 1,7%, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 2% ao ano. Para o economista Daniel Silver, do banco J P Morgan Chase em Nova York, "a tendência é de alta do núcleo da inflação".

O Fed aumentou em dezembro sua taxa básica pela primeira vez em quase dez anos, depois de mantê-las praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para enfrentar a crise, subindo-a de uma faixa de 0 a 0,25% ao ano para 0,25% a 0,50% ao ano.

Com a desaceleração da China e a queda das bolsas no início do ano, o banco central americano foi muito criticado. Talvez fosse cedo demais. O relatório de emprego de fevereiro justificou a alta nos juros, mas a expectativa do mercado foi reduzida de quatro para duas elevações de juros ao longo do ano.

A Associação Nacional das Empresas do Mercado Imobiliário observou um aumento de 3,5% no número de contratos de compra e venda de imóveis residenciais usados em fevereiro, o melhor resultado em sete meses.

terça-feira, 1 de março de 2016

Atividade industrial da China tem maior recuo em quatro anos

A produção das fábricas da China encolheu em fevereiro de 2016 no ritmo mais forte em quatro anos, de acordo com dados governamentais divulgados hoje pela agência de notícias estatal Nova China.

O Índice dos Gerentes de Compras caiu para 49, o menor índice desde novembro de 2011. Índices abaixo de 50 apontam queda na produção. Fevereiro foi o sétimo mês consecutivo de queda na produção industrial chinesa.

A queda reflete o momento de dificuldades da segunda maior economia do mundo. Faz dois anos que o mercado imobiliário chegou ao pico. Desde então, está em declínio, num sinal de que o modelo econômico que sustentou o extraordinário crescimento de mais de 10% durante duas décadas já não funciona mais.

No ano passado, as bolsas de valores chinesas sofreram fortes queda e a moeda foi desvalorizada. Aumentaram o desemprego e a insatisfação trabalhista.

O regime comunista tenta realizar uma transição de uma economia movida a investimento e exportação para uma economia baseada no consumo e no mercado interno. Com a desaceleração da economia mundial, a tarefa se mostra mais difícil do que as autoridades chinesas previam.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Crescimento dos EUA no fim de 2015 foi maior do que estimado

A economia dos Estados Unidos terminou o ano passado um pouco melhor do que foi calculado anteriormente. A revisão do produto interno bruto do quarto trimestre indica um crescimento num ritmo de 1% ao, em vez do 0,7% da primeira estimativa, anunciou hoje o Departamento do Comércio.

Os economistas esperavam uma redução no índice para 0,4% ao ano. Um mercado de trabalho robusto e a alta nos preços dos imóveis residenciais dão lastro para a maior economia do mundo resistir à desaceleração da economia mundial.

Depois de um forte crescimento de 3,9% ao ano no segundo trimestre de 2015, a economia dos EUA se desacelerou para 2% no terceiro trimestre e 1% no quarto.

O consumo doméstico, principal componente do PIB americano, foi revisado para baixo, de 2,2% para 2%. A maioria dos analistas prevê crescimento maior neste trimestre, em torno de 2% ao ano.