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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

China cresce em ritmo de 6,7% ao ano

A China, segunda maior economia do mundo, avançou no terceiro trimestre de 2016 num ritmo de 6,7% ao ano, mantendo-se dentro da meta oficial de 6,5%, anunciou hoje o governo central de Beijim.

Esse crescimento, no mesmo ritmo do primeiro e do segundo trimestres, de acordo com as estatísticas oficiais, foi atribuído ao aumento da oferta de crédito, ao aquecimento do mercado imobiliário e a outras medidas de estímulo adotadas para garantir o cumprimento da meta. Mas suscitou dúvidas de economistas independentes por manter a mesma taxa por três trimestres consecutivos.

Em contrapartida às medidas de estímulo, as reformas necessárias para reestruturar a economia do investimento e da exportação para o mercado interno e o setor de serviços são adiadas. Os problemas crônicos de excesso de capacidade e endividamento elevado das empresas não serão resolvidos, observa a economista Alicia Garcia Herrero, do banco Natixis, do grupo francês.

A produção industrial cresceu 6,1% em setembro, desacelerando-se em relação aos 6,3% de agosto. O investimento em capital fixo subiu 8,2% na comparação anual nos primeiros nove meses do ano. as vendas no varejo avançaram 10, 7% no embalo de um corte de impostos sobre a venda de veículos.

O mercado imobiliário das grandes cidades é hoje uma das maiores preocupações. Em algumas, os preços subiram 40% num ano. Em mais de 20 cidades, as autoridades municipais introduziram restrições para conter a especulação imobiliária.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Senado aprova renegociação da dívida da Argentina

Depois de 12 horas de debate, por 54 a 16, uma ampla maioria de mais de dois terços, o Senado da Argentina aprovou na madrugada de hoje a autorização para o governo Mauricio Macri renegociar parte da dívida pública caloteada na crise da dolarização do peso, em 2001, com os credores que rejeitaram as negociações de 2005 e 2010.

A lei também autoriza o governo argentino a emitir novos títulos de dívida. O acordo com os últimos credores renitentes, rejeitado pelo governo Cristina Kirchner sob o argumento de que são "fundos abutres", reabre o acesso da Argentina ao mercado financeiro internacional.

O governo obteve uma vitória fácil porque a Frente para a Vitória, a aliança kirchnerista se dividiu: de seus 43 senadores, só 16 votaram contra a renegociação com os fundos especulativos, os únicos votos contra a medida.

"Que fique claro que com esta votação que a Argentina é cumpridora dos seus deveres, vai honrar suas obrigações e merece crédito como qualquer país sério", declarou o senador Federico Pinedo, um dos líderes da bancada governista, citado pelo jornal Clarín.

Entre os 27 senadores kirchneristas que votaram a favor, Omar Perotti declarou que fez campanha para Daniel Scioli, o candidato de Cristina, e que sua equipe econômica também pretendia renegociar o que restava da dívida.

Quando a dolarização do peso da era Carlos Menem (1989-99) entrou em colapso, em dezembro de 2001, a Argentina declarou a moratória de uma dívida de US$ 100 bilhões. Depois de duas negociações, em 2005 e 2010, 93% aceitaram trocar os bônus caloteados por outros títulos com redução do valor nominal.

Os outros 7% acabaram sendo comprados por fundos especulativos que entraram na Justiça dos Estados Unidos para exigir pagamento integral. Como ganharam, o governo Cristina Kirchner entrou em moratória ao num cumprir a decisão de um juiz de Nova York.

Macri toma mais uma medida para a Argentina voltar a ser um país normal, mas é alvo de várias críticas por causa dos cortes de subsídios e da demissão de funcionários públicos contratados pelo kirchnerismo. Só no ano passado, teriam sido admitidos 25 mil funcionários que os macristas acusam de não trabalhar.

Em 8 de abril, entra em vigor um reajuste de 100% nas passagens de trens e ônibus na região metropolitana de Buenos Aires. A tarifa de ônibus passa para 6 pesos, mas haverá um tarifa social de 2,70 pesos, enquanto os trens custarão 2 ou 4 pesos, dependendo da linha, com tarifas sociais em 0,90 e 1,80. Daqui a dois meses, o metrô sobe para 7,50 pesos.

Tem direito à tarifa social aposentados, pensionistas, beneficiários de programas sociais, trabalhadores domésticos e ex-combatentes na Guerra das Malvinas.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Fitch rebaixa dívida da Grécia em longo prazo

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou hoje a nota de crédito da dívida soberana de longo prazo da Grécia, citando como justificativa o aumento do risco de que o país seja forçado a deixar a união monetária europeia.

Já a agência Moody's rebaixou as notas de 16 bancos Espanha. Depois de socorrer o quarto maior banco espanhol, Bankia, o governo tenta agora desmentir que o banco seja alvo de uma corrida bancária.

Com a queda de 0,3% no seu produto interno bruto no primeiro trimestre de 2012, a Espanha está oficialmente em recessão, definida como a queda na produção de riqueza por dois trimestres consecutivos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dívida de Portugal perde grau de investimento

No dia de uma greve geral contra as medidas de austeridade econômica em Portugal, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito soberano do país em um grau, de BBB- para BB+, e manteve uma perspectiva negativa. Os títulos portugueses perdem o grau de investimento. Passam a ser considerados papéis podres, especulativos.


"Os grandes desequilíbrios orçamentários, o elevado endividamento em todos os setores e as previsões macroeconômicas adversas significam que o perfil de crédito soberano já não é consistente com uma avaliação de qualidade de investimento", declarou a Fitch em nota. A expectativa de recessão de 3% em 2012 não ajuda.


Mesmo assim, a agência considera possível que o país cumpra as metas de redução do déficit orçamentário acertadas com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional e elogia o programa de ajuste fiscal que causou a greve geral de hoje.


A nota de crédito de Portugal já tinha sido rebaixada para o nível de especulação pela agência Moody's em julho. Já a Standard & Poors, a outra grande firma do setor, manteve a nota portuguesa no mês passado no nível mais baixo de grau de investimento.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

S&P é duramente criticada por rebaixar EUA

A redução da nota de crédito da dívida pública dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poor's foi "precipitada, errada e perigosa", acusa hoje o corretor de investimentos Bill Miller, da Legg Mason Capital Management.

Em artigo no jornal Financial Times, Miller considera uma ignorância e uma irresponsabilidade da agência rebaixar o crédito soberano dos EUA, diante dos riscos para um mercado financeiro fragilizado.

É pior ainda, acrescenta, por ter sido tomada no fim da pior semana para as bolsas de valores desde 2008 e numa hora de agravamento da crise das dívidas públicas da Zona do Europa.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fitch aumenta nota de crédito do Brasil

Num sinal de que acredita que o país melhorou as condições para saldar sua dívida pública, a agência de classificação de risco Fitch elevou a nota de crédito do Brasil de BBB- para BBB.

É o primeiro aumento desde 2008, quando a Fitch deu ao Brasil grau de investimento aos títulos da dívida pública brasileira. Ainda faltam oito níveis para o Brasil atingir o nível mais alto, AAA.

O grau de investimento é importante. Nos Estados Unidos, os fundos de pensão são proibidos de aplicar dinheiro em papéis sem grau de investimento, considerados especulativos.

A Fitch justificou a elevação da nota com base na expectativa de crescimento sustentável de 4% a 5% ao ano da economia do Brasil. Para 2011, a previsão da Fitch é de expansão de 4%.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Obama estuda plano para destravar crédito

O governo Barack Obama prepara um novo plano de US$ 1 trilhão para tentar destravar o mercado de crédito.

Hoje em dia, a maioria dos bancos não fica com as dívidas em seus balanços. Emite e vende títulos num processo chamado de securitização da dívida.

No fim do ano passado, a crise financeira global paralisou esse mercado. Os investidores tiveram grandes perdas com os títulos da dívida hipotecária dos tomadores de empréstimos de segundo linha para comprar a casa própria nos Estados Unidos e pararam de comprar esses papéis, que pesam negativamente no balanço dos bancos.

Em consequencia, houve uma contração drástica do mercado de crédito. Cerca de US$ 1,9trilhões, a metade do total de crédito contratado por empresas e pessoas em 2007, desapareceram.

Agora, o Tesouro e a Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, vão oferecer até US$ 1 trilhão em crédito subsidiado para fundos de investimentos comprarem títulos de dívidas de empréstimos a empresas e consumidores. O Fed deve iniciar o programa em março, com US$ 200 bilhões, US$ 20 bilhões do Tesouro e o resto do próprio Fed.

domingo, 23 de março de 2008

Americanos esperam recuperação em 2009

Cerca de 60% dos americanos acreditam que a situação econômica dos Estados Unidos será "boa" em 2009, em contraste com 75% que a consideram "ruim" no momento, indica uma pesquisa divulgada pela rede de televisão CNN.

Dos mil entrevistados entre 14 e 16 de março, 83% estão confiantes em que conseguirão manter sua padrão de vida no próximo ano e 85% acham que manterão seus empregos nos próximos seis meses.

Nove em cada dez estão certos de que vão quitar as prestações da casa própria e 83% esperam pagar em dia seus empréstimos educacionais, prestações de automóveis e cartões de crédito no futuro. A dívida média dos cartões de crédito dos entrevistados é de US$ 4 mil.