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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

EUA processam bancos por títulos hipotecários

A Agência Federal de Financiamento da Habitação dos Estados Unidos, que supervisiona as empresas de garantia de crédito Fannie Mae e Freddie Mac, vai processar mais de 10 grandes bancos.

Eles serão acusados de enganar os clientes sobre a qualidade dos títulos de crédito hipotecário que venderam durante a crise do mercado imobiliário, sem advertir para os riscos envolvidos.

Entre os bancos denunciados, devem estar o Bank of America, o Goldman Sachs, o J P Morgan e o Deutsche Bank, antecipou o jornal The New York Times.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

EUA investigam S&P por avaliações pré-crise

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos abriu inquérito para descobrir se a maior agência de avaliação de risco do país, Standard & Poor's, avaliou inadequadamente títulos de dívida hipotecária nos anos que antecederam à Grande Recessão de 2008-9.

Agentes federais americanos têm informações de que analistas da S&P queriam rebaixar as notas de crédito de alguns papéis, mas suas recomendações foram ignoradas por executivas da empresa.

A investigação começou antes da agência rebaixar o crédito soberano dos EUA da nota máxima, AAA, para AA+, informa o jornal The New York Times.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Venda de casas usadas cresce 3,6% nos EUA

As vendas de imóveis residenciais urbanos cresceram 3,6% em maio em relação a junho nos Estados Unidos, projetando um total anual de 4,89 milhões.

Cerca de 31% dos negócios foram com imóveis com problemas por causa da crise de crédito hipotecário, origem da crise financeira mundial. Isso derrubou o preço médio da casa usada para US$ 181,8 mil, uma queda de 15,4% em comparação a junho de 2008.

terça-feira, 17 de março de 2009

Construção de casas aumenta nos EUA

Depois de sete meses de queda, a construção de casas aumentou 22,2% em fevereiro, e o número de alvarás de licença para o início de novas casas cresceu 3%.

Neste ritmo, em um ano, seriam construídas 583 mil casas. É muito mais do que as 477 mil casas por ano de janeiro e muito mais do que as 450 mil casas da média das previsões dos analistas.

O aumento de 3% nos alvarás de construção projeta a construção de 547 mil casas num ano.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Construção de casas cai 56% nos EUA

Em mais um sinal de que a crise hipotecária nos Estados Unidos ainda não chegou ao fundo do poço, a construção de casas voltou a desabar em janeiro.

A queda foi de 16,8% em relação a dezembro do ano passado e de 56,2% na comparação com janeiro de 2008, o que projeta um total anual de 466 mil casas novas, o menor ritmo de construção em 50 anos.

"O setor habitacional e a economia dos EUA continuam em queda livre", observou Narimah Behravesh, economista da IHS Global Insight. "É claro que não fizemos nada para estabilizar o setor. Não reduzimos o número de retomada de imóveis por falta de pagamento. Enquanto não fizermos isso, não chegaremos ao fundo do poço".

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Governo dos EUA vai ficar com dívidas incobráveis

Na maior intervenção desde a Grande Depressão (1929-39), o governo dos Estados Unidos vai criar uma instituição para absorver as dívidas incobráveis e limpar o balanço das empresas em dificuldades nos setores habitacional e financeiro. O total de ativos podres é estimado inicialmente entre US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão.

A medida precisa ser “suficientemente grande para ter impacto”, declarou o secretário do Tesouro, Henry Paulson. Ele alegou que a crise atual ameaça poupanças, aposentadorias, casas e empresas. Assim, a alternativa seria muito pior para o contribuinte americano.

O secretário argumentou que a crise não será resolvida se não for eliminada a causa principal, a crise no mercado imobiliário, que ele atribuiu a empréstimos dados e tomados irresponsavelmente no início da década.

O plano começou a ser conhecido ontem, depois de uma reunião de Paulson, o presidente do banco central americano (Federal Reserve), Ben Bernanke, e o presidente da Comissão de Valores Mobiliários americana, Chris Cox, com líderes no Congresso. Tem quatro pontos:
1. Aumentar o financiamento do mercado de crédito para compra da casa própria.
2. Aumentar o financiamento de novos empréstimos para construção e compra de casas.
3. Remover as dívidas incobráveis que estão bloqueando novas operações financeiras.
4. Criar uma nova estrutura regulatória para o mercado financeiro porque a atual está “ultrapassada”.

A notícia provocou euforia nos mercados do mundo inteiro, mas os economistas se perguntam de onde virá tanto dinheiro. O governo americano terá de emitir títulos para se financiar.

A exemplo do que fez a Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido, a CVM americana suspendeu temporariamente as operações de short selling, no caso, para 799 ações.

Nas operações de short selling, o jogador toma emprestado ações de empresas em queda e vende logo todo o lote para acelerar essa queda, na esperança de recomprar as ações a preço mais baixo na hora de pagar a dívida.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Lehman Brothers pede concordata

O quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos realmente quebrou. Sem conseguir compradores, apesar do envolvido direto do governo americano, através do Tesouro e do banco central, o banco Lehman Brothers pediu concordata, anunciou agora há pouco a BBC World News.

Depois de 158 anos de atividade, de sobreviver a duas guerras mundiais e à Grande Depressão (1929-39), o banco Lehman Bros. caminha para a liquidação judicial.

A notícia deve assustar ainda mais os investidores, que não vêem a crise no mercado financeiro americano chegar ao fundo do poço. Os bancos de investimentos de Wall St. estão pagando com a vida pela bolha no mercado de crédito hipotecário.

domingo, 7 de setembro de 2008

EUA encampam Fannie Mae e Freddie Mac

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, revelou hoje o plano do governo para salvar as duas maiores empresas do mercado imobiliário, Fannie Mae e Freddie Mac, quase-estatais que davam empréstimos e ofereciam garantias aos bancos e instituições que financiavam a casa própria para os compradores.

As duas empresas serão encampadas pelo órgão regulador e o Tesouro americano vai comprar as ações preferenciais. O Tesouro também vai comprar títulos de crédito hipotecário emitidos por Fannie Mae e Freddie Mac. Além disso, vai abrir uma linha de crédito de seus fundos depositados na delegacia regional de Nova Iorque da Reserva Federal, o banco central dos EUA.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Prejuízo da crise financeira chega a quase US$ 1 trilhão

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou hoje em US$ 945 bilhões o prejuízo total decorrente da crise financeira iniciada no setor de crédito hipotecário para clientes com problemas de crédito nos Estados Unidos, pressupondo que novos rombos aparecerão nos balanços de instituições financeiras nos próximos dois anos .

Para o diretor-gerente do Fundo, o ex-ministro das Finanças francês Dominique Strauss-Kahn, chegou a hora de uma intervenção coordenada dos governos dos países ricos para sanear o mercado e impedir um agravamento ainda maior da situação. Isso vai na contramão da ideologia liberal que domina o pensamento econômico desde o fim da Guerra Fria.

Leia mais no jornal Financial Times.

domingo, 6 de abril de 2008

Diretor do FMI pede intervenção global

Para o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o ex-ministro francês Dominique Strauss-Kahn, é necessária uma intervenção global para acabar com a crise de crédito, que na sua opinião terá forte impacto sobre o crescimento da economia mundial.

Nesta semana, o FMI vai reduzir suas previsões para o crescimento da economia global: "As previsões que vamos divulgar nos próximos dias não são muito otimistas. Os riscos de queda de que falamos na última Perspectiva Econômica Mundial se materializaram".

A intervenção governamental - no mercado financeiro, no setor habitacional ou nos bancos - seria a "terceira linha de defesa", em apoio às políticas fiscal e monetária.

Até agora, as autoridades econômicas dos Estados Unidos, onde a crise começou, estão agindo agressivamente, mas só fizeram uma intervenção, para salvar o Bear Stearns, que era o quinto maior banco de investimentos do país. A maioria dos políticos ainda acredita que não chegou o momento de intervir.

Mas, na semana passada, o Instituto de Finanças Internacionais, um centro de pesquisas dos grandes bancos, declarou que há um "argumento crescente" pela intervenção.

Para Strauss-Kahn, ex-ministro das Finanças da França, "a crise é global. A teoria do descolamento é totalmente enganosa". Os países emergentes de alto crescimento, a China e a Índia, também serão afetados.

Ele entende que é preciso atacar diretamente os problemas de crédito hipotecário e falta de liquidez dos bancos afetados: "Deve ser feito um esforço para reestruturação das hipotecas. Com relação aos bancos, se o setor privado não for capaz de resolver o problema rapidamente, o uso de dinheiro público deve ser considerado".

sábado, 29 de março de 2008

Bush amplia poder de fiscalização do Fed

O governo George Walker Bush propõe nesta segunda-feira a ampliação dos poderes de fiscalização do Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos Estados Unidos, para tentar evitar crises financeiras como a atual, iniciada pela inadimplência dos tomadores de empréstimos para compra de casa própria com problemas de crédito no passado.

Como não quer maior regulamentação, o governo americano optou dar mais poderes de investigação para o banco central examinar o que os bancos estão fazendo.

Um novo plano está sendo preparado para ajudar os mutuários que não estão conseguindo pagar as prestações da casa própria e devem mais do que o valor do imóvel, por causa da desvalorização causada pela crise.

A Administração Federal de Habitação vai estimular a renegociação dos contratos com a redução dos juros e do total da dívida. Em troca, as instituições financeiras que aceitassem renegociar receberiam ajuda do governo federal dos EUA para sanar seus problemas.

domingo, 23 de março de 2008

Americanos esperam recuperação em 2009

Cerca de 60% dos americanos acreditam que a situação econômica dos Estados Unidos será "boa" em 2009, em contraste com 75% que a consideram "ruim" no momento, indica uma pesquisa divulgada pela rede de televisão CNN.

Dos mil entrevistados entre 14 e 16 de março, 83% estão confiantes em que conseguirão manter sua padrão de vida no próximo ano e 85% acham que manterão seus empregos nos próximos seis meses.

Nove em cada dez estão certos de que vão quitar as prestações da casa própria e 83% esperam pagar em dia seus empréstimos educacionais, prestações de automóveis e cartões de crédito no futuro. A dívida média dos cartões de crédito dos entrevistados é de US$ 4 mil.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Dólar cai mais e ouro chega a US$ 1 mil a onça

Diante de desvalorização do dólar, o ouro, o petróleo e o euro bateram recordes na quinta-feira, 13 de março de 2008.

A onça de 31 gramas de ouro chegou a US$ 1.001 na quinta-feira, 13 de março, e depois caiu para US$ 996, enquanto o barril de petróleo fechava em US$ 110,33 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque e o euro já vale US$ 1,5632.

O próprio presidente George Walker Bush, que desde o início de seu primeiro mandato adota uma política de negligência benigna em relação à moeda americana, na esperança de reduzir o formidável déficit comercial dos Estados Unidos, agora se mostra preocupado. Mas é tarde demais para ele.

Ontem foi outro dia de mais notícias para a maior economia do mundo. O consumo caiu 0,6% em fevereiro, o número de pedidos de seguro-desemprego aumentou, 71% dos 55 economistas ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal acreditam que o país está em recessão e 48% uma queda na produção maior do que em 1990-91 e 2000-01.

Mesmo assim, com as bolsas do mundo inteiro em queda, o Índice Dow Jones, o principal da Bolsa de Valores de Nova Iorque, fechou o dia em alta de 0,29% por causa de um relatório indicando que o prejuízo total no mercado de crédito hipotecário chegará a US$ 285 bilhões.

A boa notícia é que este número seria definitivo. Não haveria mais anúncios de novas perdas.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, exortou os bancos a pagarem menos dividendos e se capitalizarem. Enquanto não houver um saneamento do sistema financeiro, o aperto de crédito não acaba e não haverá dinheiro para retomar o crescimento econômico, embora o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, diga que as empresas americanas não-financeiras estão em situação saudável.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Prejuízo do subprime pode chegar a US$ 400 bi

Numa reunião do fórum de ministros das Finanças do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), o representante alemão, Peer Steinbrück, advertiu que o prejuízo no mercado de crédito hipotecário para clientes de segunda linha (subprime) nos Estados Unidos podem chegar a US$ 400 bilhões.

A crise provocada pelo colapso do preço dos títulos dessa dívida e seu impacto sobre o mercado financeiro internacional é o tema central da reunião, realizada em Tóquio.

Steinbrück alertou os governos a se preparem para injetar dinheiro nos bancos para evitar uma crise ainda pior.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Bolsas da Ásia e da Europa operam em queda

Por causa do medo dos investidores de uma recessão global, as bolsas de valores da Ásia e da Europa voltaram a cair neste segunda-feira.

Um estudo do banco de investimentos americanos Goldman Sachs indicando que o Japão está em recessão e uma violenta tempestade de neve que paralisou as atividades em diversas regiões da China enervaram os investidores neste momento de incerteza, em que ainda não sabe qual o total do prejuízo no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos.

A maior baixa foi na Bolsa de Xangai, na China, onde as ações perderam em média 7,2%, em parte porque uma nevada paralisou as atividades em diversas regiões do país, com prejuízos estimados em mais de US$ 3 bilhões. Na Europa, as quedas são de 1% a 2%.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Fed baixa taxa básica para 3,5% ao ano

Em uma medida de emergência, diante do agravamento da crise financeira, o Federal Reserve Board, banco central dos Estados Unidos, baixou hoje sua taxa básica de juros em 0,75 percentual, para 3,5%.

O Fed agiu depois que as bolsas da Ásia desabaram mas na Europa o mercado teve tempo de reagir, fechando em alta.

A Bolsa de S. Paulo fechou em forte alta, de 4,45%.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Dow Jones cai mais de 300 pontos

Com o anúncio do banco Merrill Lynch de que teve no final do ano passado o maior prejuízo trimestral de sua história, US$ 9,83 bilhões, a Bolsa de Valores de Nova Iorque operou em forte queda, com o índice Dow Jones baixando cerca de 300 pontos.

Para enfrentar a crise, o banco recebeu US$ 13 bilhões de fundos de Cingapura, da Coréia do Sul e do Kuwait.

No final do dia, o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações na Bolsa de Wall St., registrava contração de 306,95 pontos (-2,46%), fechando em 12.159,21. Todas as 30 ações que compõem o índice se desvalorizaram.

O S&P caiu 2,91% e a Nasdaq, 1,99%.

Diante do risco cada vez maior de recessão nos Estados Unidos, os preços do petróleo baixaram, com o barril sendo cotada a US$ 90,13 em Nova Iorque e a US$ 88,75 em Londres.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Crise põe economia na campanha americana

A ameaça de recessão colocou a economia no topo da agenda dos aspirantes à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2008. Quando a campanha começou, no ano passado, a guerra no Iraque, o terrorismo e a imigração ilegal eram mais importantes.

O debate agora é econômico: como tirar o país da crise?

Com a geração de empregos estagnada, o barril de petróleo a US$ 100, a queda na Bolsa de Valores de Nova Iorque, a recessão no setor habitacional e o aperto de crédito, a ansiedade quanto ao futuro da economia pode decidir a corrida para a Casa Branca em 2008.

Leia mais no jornal The Washington Post.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Bush admite problemas econômicos

A alta do petróleo, a recessão no setor habitacional e a queda na geração de empregos são desafios imediatos à economia dos Estados Unidos, admitiu ontem em Chicago o presidente George Walker Bush.

"O crescimento não está garantido", advertiu Bush em discurso a líderes empresariais.

Leia mais no New York Times.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Preços de casas caem mais nos EUA

Os preços da casa própria em 10 regiões metropolitanas dos Estados Unidos caíram em outubro pelo décimo mês consecutivo. Em relação ao mesmo período no ano passado, o valor das casas baixou 6,7%, maior queda, seguida por 6,3% em 1991, durante a crise das sociedades de poupança e empréstimo.

É um sinal de que a recessão no setor habitacional continua. A crise ainda não chegou ao fundo do poço.

As piores quedas nos últimos 12 meses foram registradas nas cidades de Miami (12,4%) e Tampa (11,8%), ambas na Flórida.