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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Diretor do FMI quer Plano Marshall para o Haiti

A sociedade internacional deve articular um Plano Marshall para reconstruir o Haiti, defendeu hoje o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

Em entrevista à rede de televisão americana CNN, Strauss-Kahn acredita que "o Haiti, que foi atingido por muitos problemas diferentes - a crise de alimentos, os furacões e agora o terremoto -, precisa de algo grande, não de uma solução imediata, algo muito maior para reconstruir o país, alguma coisa como um Plano Marshall".

O Plano Marshall foi um programa de reconstrução da Europa proposto em 1948 pelo então secretário de Estado americano, general George Marshall, no valor de US$ 13 bilhões na época. Pelos valores corrigidos pela inflação e a desvalorização do dólar, seriam mais de US$ 100 bilhões hoje.

"A prioridade agora é salvar pessoas", afirmou o diretor do FMI. "Amanhã, será reconstruir o país. O FMI já está trabalhando com os credores para perdoar todas as dívidas do Haiti, inclusive do nosso último empréstimo, de US$ 100 milhões. Se conseguirmos isso, e tenho certeza de que vamos conseguir, será muito importante para o Haiti."

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

FMI prevê crescimento mundial de 3,1% em 2010

O Fundo Monetário Internacional espera um crescimento de 3,1% para a economia mundial neste ano. Mas, em visita ao Japão, o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, advertiu para o risco de desativar prematuramente os planos de estímulo econômico.

A recuperação ainda não é sustentável, alertou Strauss-Kahn.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Crescimento chinês está voltando aos dois dígitos

O crescimento da China deve chegar a 10% ao ano no último trimestre de 2009 e passar de 10% no primeiro de 2010, prevê o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento do Conselho de Estado.

Outros destaques econômicos:
• A atividade privada na zona do euro teve em novembro a expansão mais forte em dois anos.

• Os países desenvolvidos saíram da recessão no terceiro trimestre, confirma a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

• A venda de imóveis residenciais usados subiu 10,1% em outubro nos Estados Unidos, na maior alta desde fevereiro de 2007, projetando um ritmo anual de 6,1 milhões de negócios. O preço médio caiu 7,1% em um ano para US$ 173,1 mil.

• O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan, adverte que a economia mundial continua altamente vulnerável e apoia a manutenção dos planos de estímulo.

• No mesmo evento, a conferência da Confederação da Indústria Britânica (CBI, do inglês).

• O diretor regional do banco central dos EUA em Chicago prevê que o desemprego no país chegue a um pico de 10,5% no primeiro semestre do próximo ano e caia para 9,5% no fim de 2010.

• O mercado espera um aumento de vendas nos EUA na temporada de compras que começa nesta quinta-feira, com o Dia Nacional de Ação de Graças.

• A maioria das bolsas da Ásia e da Europa subiu.

• Com a queda do dólar, a onça do ouro chegou à cotação internacional recorde de US$ 1.174.

quarta-feira, 25 de março de 2009

FMI prevê início da recuperação em 2010

A economia mundial deve começar a se recuperar da pior crise dos últimos 70 anos a partir do início do próximo ano, previu hoje o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

sábado, 18 de outubro de 2008

FMI investiga caso envolvendo diretor-geral

Depois de uma denúncia publicada em The Wall St. Journal, o Fundo Monetário Internacional admitiu que está investigando "uma relação inapropriada" do diretor-geral, Dominique Strauss-Kahn, ex-ministro das Finanças da França.

Strauss-Kahn teria promovido uma funcionária com quem teve um caso amoroso. Ele nega qualquer irregularidade em sua conduta.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Prejuízo da crise financeira chega a quase US$ 1 trilhão

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou hoje em US$ 945 bilhões o prejuízo total decorrente da crise financeira iniciada no setor de crédito hipotecário para clientes com problemas de crédito nos Estados Unidos, pressupondo que novos rombos aparecerão nos balanços de instituições financeiras nos próximos dois anos .

Para o diretor-gerente do Fundo, o ex-ministro das Finanças francês Dominique Strauss-Kahn, chegou a hora de uma intervenção coordenada dos governos dos países ricos para sanear o mercado e impedir um agravamento ainda maior da situação. Isso vai na contramão da ideologia liberal que domina o pensamento econômico desde o fim da Guerra Fria.

Leia mais no jornal Financial Times.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Strauss-Kahn é escolhido para dirigir o FMI

O ex-ministro das Finanças da França Dominique Strauss-Kahn foi oficialmente escolhido hoje para substituir no final do mês o atual diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o ex-ministro das Finanças da Espanha Rodrigo Rato. Seu desafio será adaptar o FMI ao mundo globalizado.

Hoje, com países da América Latina como Brasil e Argentina pagando suas dívidas antecipadamente, o FMI tem poucos clientes e os países-membros da Ásia, África e América Latina não entendem a regra não-escrita que estabelece que o diretor-geral será sempre europeu, cando aos americanos a presidência do Banco Mundial, um acordo feito quando essas instituições foram criadas, no fim da Segunda Guerra Mundial.

A reforma do FMI deve começar por aí. O direito de voto também deve ser reexaminado. Mesmo que os EUA detenham oficialmente apenas 18% das cotas do Fundo, ele é considerado por muitos um instrumento da política econômica externa americana.

Strauss-Kahn, que se apresentava como candidato a liderar a renovação do Partido Socialista francês, depois de perder a candidatura presidencial para Ségolène Royal, foi indicado para o cargo pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, que afastou assim um inimigo em potencial.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Strauss-Kahn é favorito para dirigir o FMI

O ex-ministro das Finanças da França Dominique Strauss-Kahn, indicado pelo presidente Nicolas Sarkozy, foi considerado favorito pelo jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa, para ser o próximo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), em substituição ao espanhol Rodrigo de Rato, que deixa o cargo em outubro.

Em entrevista ao Journal du Dimanche, Sarkozy disse que Strauss-Kahn seria um "bom candidato europeu". Tradicionalmente, os Estados Unidos apontam o presidente do Banco Mundial e a Europa o diretor-geral do FMI, num acordo cada vez mais contestado.

"Para obter o posto é necessário ter forte credibilidade, experiência incontestável e ser poliglota - e Dominique Straus-Kahn tem essas qualidades", declarou Sarkozy.

Strauss-Kahn se apresentou como candidato à liderança do Partido Socialista, desafiando a candidata presidencial do partido, Ségolène Royal. Sua proposta de modernização é trazer o socialismo francês para o centro, para uma social-democracia, na tentativa de dar uma resposta aos desafios da globalização.

Ao indicar o ex-ministro para o FMI, em Washington, Sarkozy se livra a curto prazo de um poderoso adversário.
Sem Strauss-Kahn, a reforma para trazer o PS para o século 21 pode se esvaziar; o presidente teria um adversário mais fraco e menos elegível. Mas alguns analistas observam que o sucesso no FMI restituiria Strauss-Kahn à política francesa e européia em condições de desafiar Sarkozy na próxima eleição presidencial, 2012.

domingo, 13 de maio de 2007

Ségolène não será candidata à Assembléia Nacional

A candidata derrotada à Presidência da França, Ségolène Royal, não vai concorrer nas eleições parlamentares de 10 e 17 de junho. Não será assim líder da oposição ao presidente eleito, Nicolas Sarkozy.

Quem se apresenta liderar a bancada do Partido Socialista na nova Assembléia Nacional é o ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn, derrotado por Ségolène nas eleições prévias do PS, em novembro do ano passado. Ele pretende trazer o partido mais para o centro, transformando-o de socialista em social-democrata. Promete uma oposição "ancorada na realidade".

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Ségolène será candidata à Presidência da França

Ela pode ser a primeira mulher a presidir a França.

O secretário nacional eleitoral do Partido Socialista, Bruno Le Roux, afirmou hoje à noite que "os militantes fizeram uma escolha clara". Entre 55% e 60% dos votos da eleição prévia para decidir quem será o candidato do PS em 2007 foram para Ségolène Royal, que derrota assim o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius e o ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn.

Nas pesquisas, Ségolène está em primeiro lugar, empatada com o ministro do Exterior, Nicolás Sarkozy, provável candidato da direita, com 34% das preferências, bem à frente do neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, que tirou o ex-primeiro-ministro socialista Lionel Jospin do segundo turno em 2002.

Como a esquerda se dividiu em 2002 , com 11% dos votos sendo dados a candidatos de esquerda radical, os neofascistas foram para o segundo turno, obrigando a esquerda a votar no presidente Jacques Chirac, que consideram corrupto e conservador.

Naquela época, o PS tinha um candidato desgastado pelo poder, por cinco anos de coabitação com Chirac e pelas reformas econômicas para a adoção do euro como moeda comum européia. Isto exigiu controle do déficit e da dívida públicos, cortes de gastos que a esquerda francesa associa ao liberalismo econômico.

Para punir Jospin, votou no primeiro turno, em 21 de abril de 2002, em candidatos mais à esquerda, na certeza de que votaria em Jospin no segundo turno. Teve de tapar o nariz e votar em Chirac para evitar o mal maior do fascismo.

Agora o PS vem para ganhar, com a grande novidade destas eleições: uma mulher com chance de conquistar o Palácio do Eliseu. Ela é inteligente, bonita e liberal. Talvez seja liberal demais para a esquerda mais radical. Mas é a única chance de vitória da esquerda.