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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 5 de Junho

EUA DEIXAM PADRÃO-OURO

     Em 1933, durante a Grande Depressão (1929-39), o presidente Franklin Delano Roosevelt retira os Estados Unidos do padrão-ouro.

O padrão-ouro é um sistema no qual a moeda de um país é lastreada por ouro e tem cotação fixa em ouro. O país precisa ter ouro para emitir moeda. A qualquer momento, a moeda pode ser trocada por ouro. Nos EUA, acaba quando o Congresso aprova uma resolução que extingue o direito dos credores de exigir pagamento em ouro.

Roosevelt é eleito em 1932, no auge da Grande Depressão (1929-39), a crise deflagrada pelo colapso da Bolsa de Valores de Nova York em 28 de outubro de 1929, com queda de 13% num dia. Erros de política econômica como o aumento do protecionismo agravam a situação. O índice de desemprego chega a 25%.

No discurso de posse, em 4 de março de 1933, o novo presidente declara: "Não temos nada a temer, a não ser o próprio medo." Ele anuncia uma série de medidas num plano de 100 dias para recuperar a confiança dos norte-americano em si mesmos e cria a Previdência Social. 

É o início do Estado do bem-estar social, que é atacado pelo Partido Republicano e o neoliberalismo, especialmente a partir da eleição do presidente Ronald Reagan (1981-89) em 1980.

Em 20 de abril de 1933, Roosevelt pede ao Congresso o fim do padrão-ouro.

PLANO MARSHALL

    Em 1947, em discurso na Universidade de Harvard, em Cambridge, no estado de Massachusetts, o secretário de Estado norte-americano, George Marshall, lança o Plano Marshall, um programa de recuperação da Europa depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) financiado pelos Estados Unidos no início da Guerra Fria.

O objetivo é fortalecer as economias capitalistas aliadas dos EUA e reduzir a atratividade dos partidos comunistas no início da Guerra Fria, a grande confrontação estratégica, política, ideológica, econômica, científica, tecnológica, militar e cultural com a União Soviética.

Marshall defende a ajuda dos EUA à Europa e pede aos países europeus que façam um plano no discurso em Harvard. A França e o Reino Unido convidam os países do continente para uma reunião em Paris. A URSS boicota o encontro e pressiona a Hungria, a Tcheco-Eslováquia e a Polônia a fazer o mesmo.

O Congresso dos EUA aprova a proposta do Comitê de Cooperação Econômica da Europa em 2 de abril de 1948.

Durante quatro anos (1948-51), o Programa de Recuperação da Europa distribui US$ 13,4 bilhões (US$ 115 bilhões pela cotação de 2020) em ajuda direta e empréstimos a 18 países, inclusive Alemanha Ocidental, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal e Suécia. Seus produtos internos brutos crescem de 15% a 25%.

Em  resposta ao Plano Marshall, em 1949, a URSS cria o Conselho de Assistência Econômica Mútua (Comecon) com a Alemanha Oriental, a Bulgária, a Hungria, a Polônia, a Romênia e a Tcheco-Eslováquia. 

GUERRA DOS SEIS DIAS

   Em 1967, Israel toma a iniciativa na Guerra dos Seis Dias, bombardeia e destrói em terra 400 a 500 aviões das forças aéreas dos países árabes.

Quando o Estado de Israel é fundado, em 14 de maio de 1948, os países árabes não aceitam e atacam o novo país no dia seguinte. Israel vence a Guerra da Independência (1948-49), a Primeira Guerra Árabe-Israelense, mas o conflito não acaba até hoje.

Em 26 de julho de 1956, o ditador egípcio, Gamal Abdel Nasser, nacionaliza o Canal de Suez. Israel, o Reino Unido e a França invadem o Egito, na Segunda Guerra Árabe-Israelense, para retomar o canal e depor Nasser.

Os Estados Unidos, a União Soviética e as Nações Unidas pressionam os países invasores a se retirar. O presidente norte-americano Dwight Eisenhower teme a intervenção soviética no conflito contra seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o que colocaria as duas superpotências em guerra. 

Washington retira o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) à França e o Reino Unido, que ainda sofrem o impacto econômico da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Nasser sai mais forte.

Os invasores afundam 40 navios para bloquear o canal, mas são forçados a se retirar. Suez fica fechado de outubro de 1956 e março de 1957. Israel conquista o direito de navegação pelo Estreito de Tiran, fechado pelo Egito para navios israelenses desde a guerra de 1948.

Israel adverte o Egito de que vai à guerra se o estreito for fechado de novo. Em maio de 1967, Nasser ameaça fechar e mobiliza as Forças Armadas. Quando o ditador egípcio pede a retirada da Força de Emergência das Nações Unidas que garantia a paz na Península do Sinai, Israel entende que é uma preparação final para a guerra, decide atacar primeiro e surpreende os inimigos árabes.

Com superioridade aérea, Israel derrota os inimigos e ocupa a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, que pertenciam ao Egito; a Cisjordânia, inclusive o Leste de Jerusalém, da Jordânia; e as Colinas do Golã, da Síria.

É a mais rápida e decisiva vitória de Israel, mas é uma guerra que não termina até hoje. Em 1977, depois da derrota na Guerra do Yom Kippur (1973), a maior empreitada militar árabe da era moderna, o líder egípcio Anuar Sadat se afasta dos EUA e assina um acordo de paz paz com Israel dois anos depois para recuperar o Sinai. 

O movimento nacional palestino sonha em criar um país independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O processo de paz está estagnado desde 2014. Israel se retira em 2005 da Faixa de Gaza, dominada desde 2007 pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o que leva a várias guerras com Israel, especialmente a atual, deflagrada em 7 de outubro de 2023, enquanto amplia pouco a pouco a colonização da Cisjordânia para criar uma política de fato consumado.

A guerra atual é resultado da estagnação no processo de paz. Ao mesmo tempo, cria a oportunidade de um acordo de paz definitivo com a criação de um Estado Nacional para o povo palestino, mas o governo de extrema direita de Bibi Netanyahu não aceita. Israel precisa realizar eleições até outubro. A expectativa é de que um novo governo construa a paz que o país não tem desde a fundação.

BOB KENNEDY BALEADO

     Em 1968, o palestino Sirhan Bishara Sirhan baleia mortalmente o senador Robert Fitzgerald Kennedy, que acaba de ganhar a eleição primária da Califórnia e de garantir a candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos naquele ano.

Bob Kennedy morre no dia seguinte. Era herdeiro político do irmão, o presidente John Fitzgerald Kennedy, assassinado em 22 de novembro de 1963 em Dallas, no Texas.

Como ministro da Justiça do governo JFK e membro do gabinete de guerra durante a Crise dos Mísseis em Cuba, em outubro de 1962, Bob Kennedy é uma das pombas que evitam um conflito capaz de levar a uma guerra nuclear com a União Soviética.

1968 é um ano sangrento na política dos EUA, marcado por ofensivas dos vietcongues na Guerra do Vietnã e violência política no país. O pastor Martin Luther King Jr., maior ativista pelos direitos civis dos negros, é morto em Memphis, no Tennessee, em 4 de abril, quando Bob Kennedy faz um discurso pregando a paz e a reconciliação.

PRIMEIRO RELATÓRIO SOBRE AIDS

    Em 1981, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos publica o primeiro relatório científico sobre a síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids). Descreve cinco casos de uma infecção pulmonar complicada em pacientes gays de Los Angeles sem outros problemas de saúde.

Os primeiros casos da doença depois identificada como aids acontecem nos EUA, no Haiti e na África Central em 1977. Em 1980, o jornal The New York Times reporta que uma nova doença inicialmente descrita como um câncer raro está matando gays nova-iorquinos como moscas. Depois, descobre-se que a doença transmitida sexualmente também atinge mulheres.

Desde o início da pandemia, 85 a 90 milhões de pessoas pegam o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e 40 a 45 milhões morrem. O uso de preservativos, as camisas de vênus ou camisinhas, nas relações sexuais, é a melhor maneira de evitar o contágio. Com o uso de medicamentos antirretrovirais, a doença deixa de ser uma morte certa. Hoje, estima-se que entre 39 e 40 milhões de pessoas vivam com o HIV; 53% são meninas e mulheres.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 3 de Abril

STALIN VIRA SECRETÁRIO-GERAL

    Em 1922, antes da morte de Lenin, Josef Stalin se torna secretário-geral do Partido Comunista do que no fim do ano seria a União Soviética, sua base para assumir o controle da máquina burocrática, vencer a luta pela sucessão e se transformar num ditador brutal e cruel.

Josef Vissarianovich Dzugachvili nasce em Góri, na Geórgia, em 18 de dezembro de 1878, e entra para a política como ativista do Partido Operário Social-Democrata Russo. Ele edita o jornal Pravda e comete roubos e sequestros para arrecadar dinheiro para a facção bolchevique, liderada por Vladimir Ilich Ulianov (Lenin). É preso várias vezes e enviado para o exílio interno na Sibéria.

Com a vitória da Revolução Comunista, em 1917, Stalin entra para o Politburo, o birô político do Comitê Central. É o comissário das nacionalidades no fim de 1922, quando nasce a Uniào Soviética.

Depois da morte de Lenin, em 1924, há uma luta pelo poder em que Stalin derrota o grande líder da revolução ao lado de Lenin, Leon Trotsky. A partir de 1927, Stalin conquista poderes absolutos, coletiviza a agricultura matando 3,9 milhões de ucranianos, a persegue inimigos com expurgos, prisão, processos forjados, tortura e morte.

O Grande Expurgo dura quatro anos. Milhões de pessoas são presas, exiladas ou mortas. Durante 1937 e 1938, a polícia secreta stalinista NKVD prende 1.548.366 pessoas; destas, 681 692 são executadas, numa média de mil execuções por dia. 

Em comparação, a Rússia czarista executa 3.932 pessoas por crimes políticos de 1825 a 1910, numa média de menos de 1 execução por semana.

Stalin deixa a Secretaria-Geral do PC em 1952. De 1941 até a morte, em 5 de março de 1953, é primeiro-ministro da URSS.

Com a morte de Stalin, em 5 de março de 1953, Nikita Kruschev vence Georgy Malenkov na disputa pela liderança comunista, e afasta Laurenti Beria, o chefe da polícia política de Stalin, a NKVD.

Para consolidar o poder, Kruschev denuncia o culto da personalidade e os crimes do stalinismo no 20º Congresso do PCUS, em 25 de fevereiro de 1956, e anuncia um processo desestalinização.

MARCHA DA MORTE PUNIDA

    Em 1946, o general do Exército Imperial do Japão Homma Masaharu é executado por obrigar os prisioneiros a fazer a Marcha de Morte de Bataan, nas Filipinas, em abril de 1942, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Horas depois do ataques do Japão à 7ª Frota dos Estados Unidos, com base em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, os japoneses invadem as Filipinas, que eram uma colônia norte-americana.

A Marcha da Morte de Battan é considerada um dos piores crimes da Guerra do Pacífico. Os japoneses forçam 76 mil prisioneiros de guerra, 66 mil filipinos e 10 mil norte-americanos, a marchar 106 quilômetros sob tortura e maus-tratos.

 A marcha começa no fim da Batalha de Bataan, em 9 de abril em Mariveles, no extremo sul da Península de Bataan, quando um exército aliado de 75 mil filipinos e norte-americanos se rendem a 50 mil japoneses sob o comando do general Masaharu. 

Os prisioneiros vão em marcha forçada rumo ao norte para San Fernando, de onde vão em trens insalubres e superlotados até Capas, mais ao norte. De lá, caminharam mais 11km até Camp O'Donnell, um antigo centro de treinamento do Exército das Filipinas usado pelos japoneses como campo de prisioneiros.

Durante a marcha, que durou de 5 a 10 dias, dependendo de onde os prisioneiros entraram, os prisioneiros são espancados, baleados, atacados com baionetas e alguns degolados. Só 54 mil prisioneiros chegam ao campo. Pelo menos 2,5 mil filipinos e 500 norte-americanos morrem no caminho. Muitos que chegam ao destino, 26 mil filipinos e 1,5 mil norte-americanos, morrem de fome e doenças. 

TRUMAN SANCIONA PLANO MARSHALL

    Em 1948, o presidente Harry Truman sanciona a Lei de Assistência Econômica, um programa para reconstruir e estabilizar a Europa depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) conhecido como Plano Marshall. 

O objetivo é fortalecer as economias capitalistas aliadas dos Estados Unidos e reduzir a atratividade dos partidos comunistas no início da Guerra Fria, a grande confrontação estratégica, política, militar, ideológica, econômica, científica, tecnológica e cultural com a União Soviética.

O secretário de Estado norte-americano, George Marshall, defende a ajuda dos EUA à Europa e pede aos países europeus que façam um plano em discurso na Universidade de Harvard, em Cambridge, no estado de Massachusetts, em 5 de junho de 1947.

A França e o Reino Unido convidam os países do continente para uma reunião em Paris. A URSS boicota o encontro e pressiona a Hungria, a Tcheco-Eslováquia e a Polônia a fazer o mesmo.

O Congresso dos EUA aprova a proposta do Comitê de Cooperação Econômica da Europa em 2 de abril de 1948.

Durante quatro anos (1948-51), o Programa de Recuperação da Europa distribui US$ 13,4 bilhões (US$ 115 bilhões pela cotação de 2020) em ajuda direta e empréstimos a 18 países, inclusive Alemanha Ocidental, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal e Suécia. Seus produtos internos brutos subiram de 15% a 25%.

Em  resposta ao Plano Marshall, em 1949, a URSS cria o Conselho de Assistência Econômica Mútua (Comecon) com a Alemanha Oriental, a Bulgária, a Hungria, a Polônia, a Romênia e a Tcheco-Eslováquia.

ÚLTIMO DISCURSO DO DR. KING

    Em 1968, durante uma greve de trabalhadores do setor de limpeza pública da cidade de Memphis, no estado do Tennessee, o líder do movimento pacífico pelos direitos civis dos negros, reverendo Martin Luther King Jr., faz seu último discurso, Estive no Topo da Montanha, na sede da Igreja Mundial Deus em Cristo, com um apelo à união e à luta pacífica. Horas depois, é assassinado.

Filho de um pastor batista de classe média abastada, o Luther King nasce em 15 de janeiro de 1929 em Atlanta, na Geórgia. Ele organiza a primeira grande manifestação contra a segregação racial no Sul dos EUA: o Boicote aos Ônibus de Montgomery, no Alabama, depois da prisão de Rosa Parks por se negar a ceder seu lugar, em 1º de dezembro de 1955.

Sob influência do líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, o Mahatma, cujas ideias conheceu num seminário onde estudou teologia por três anos (1948-51), Luther King defende a luta não violenta e a desobediência civil como instrumentos contra o racismo institucionalizado. Apesar da reação violenta da maioria branca, o movimento persiste, mas enfrenta oposição dos Panteras Negras como Stokely Carmichael e Louis Farrakhan, a favor do uso da força.

Grande orador, King apela aos valores cristãos e à democracia como base de sua campanha. Em 28 de agosto de 1963, lidera a Marcha sobre Washington e faz o famoso discurso Eu Tenho um Sonho: "Eu tenho um sonho de que um dia meus filhos serão julgados pela nobreza do seu caráter e não pela cor da sua pele."

A Lei de Direitos Civis, aprovada em 1964, proíbe a discriminação racial no emprego e na educação, e acaba com a segregação em locais públicos. Em outubro de 1965, Luther King ganha o Prêmio Nobel da Paz.

No último discurso, ele vai do Egito e da Grécia Antiga, passa em revista lugares e momentos importantes da história dizendo que esteve lá mas não parou, que o mundo assistia a uma redenção ainda maior com o movimento pelos direitos civis. Há uma peça de teatro, O Topo da Montanha, de Katari Hall, sobre esta última noite.

PAPÉIS DO PANAMÁ

    Em 2016, mais de 11,5 milhões de documentos confidenciais do escritório de advocacia Mossack Fonseca, com sede no Panamá, originalmente vazados para um jornal da Alemanha, são divulgados depois de um ano de investigação pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. Eles revelam como 214 mil empresas e 29 multimilionários e bilionários escondem sua riqueza para não pagar impostos.

São citados os chefes de Estado de cinco países (Arábia Saudita, Argentina, Emirados Árabes Unidos, Islândia e Ucrânia) e altos funcionários, parentes e assessores de líderes de Angola, Brasil, China, Coreia do Norte, França, Índia, Malásia, México, Paquistão, Reino Unido, Rússia e Síria.

Ter conta em paraísos fiscais não é um crime em si, mas deve ser declarado no país onde a empresa ou pessoa tem domicílio fiscal, mas as reportagens desmascaram empresas de fachada usadas para cometer crimes como fraude, evasão fiscal e tráfico de drogas,

Entre os políticos brasileiros, são citados o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-ministro Delfim Netto, ex-governador de Minas Gerais, Newton Cardoso, o ex-governador do Distrito Federal Paulo Octavio, o senador Edison Lobão, o ex-deputado federal João Lira e o ex-senador Sérgio Guerra. Da mídia, o apresentador Carlos Massa (Ratinho), o diretor da TV Globo Carlos Schroder, o jornalista José Roberto Guzzo, o diretor do Estado de São Paulo Ruy Mesquita Filho e Paula Marinho, da família dona do Grupo Globo.

Pelo menos 57 investigados na Operação Lava Jato tinham 100 empresas em paraísos fiscais.

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quinta-feira, 5 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 5 de Junho

 EUA DEIXAM PADRÃO-OURO

     Em 1933, durante a Grande Depressão (1929-39), o presidente Franklin Delano Roosevelt retira os Estados Unidos do padrão-ouro.

O padrão-ouro é um sistema no qual a moeda de um país é lastreada por ouro e tem cotação fixa em ouro. O país precisa ter ouro para emitir moeda. A qualquer momento, a moeda pode ser trocada por ouro. Nos EUA, acaba quando o Congresso aprova uma resolução que extingue o direito dos credores de exigir pagamento em ouro.

Roosevelt é eleito em 1932, no auge da Grande Depressão (1929-39), a crise deflagrada pelo colapso da Bolsa de Valores de Nova York em 28 de outubro de 1929, com queda de 13% num dia. Erros de política econômica como o aumento do protecionismo agravam a situação. O índice de desemprego chega a 25%.

No discurso de posse, em 4 de março de 1933, o novo presidente declara: "Não temos nada a temer, a não ser o próprio medo." Ele anuncia uma série de medidas num plano de 100 dias para recuperar a confiança dos norte-americano em si mesmos e cria a Previdência Social. 

É o início do Estado do bem-estar social, que é atacado pelo Partido Republicano e o neoliberalismo, especialmente a partir da eleição do presidente Ronald Reagan (1981-89) em 1980.

Em 20 de abril de 1933, Roosevelt pede ao Congresso o fim do padrão-ouro.

PLANO MARSHALL

    Em 1947, em discurso na Universidade de Harvard, em Cambridge, no estado de Massachusetts, o secretário de Estado norte-americano, George Marshall, lança o Plano Marshall, um programa de recuperação da Europa depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) financiado pelos Estados Unidos no início da Guerra Fria.

O objetivo é fortalecer as economias capitalistas aliadas dos EUA e reduzir a atratividade dos partidos comunistas no início da Guerra Fria, a grande confrontação estratégica, política, ideológica, econômica, científica, tecnológica e cultural com a União Soviética.

Marshall defende a ajuda dos EUA à Europa e pede aos países europeus que façam um plano no discurso em Harvard. A França e o Reino Unido convidam os países do continente para uma reunião em Paris. A URSS boicota o encontro e pressiona a Hungria, a Tcheco-Eslováquia e a Polônia a fazer o mesmo.

O Congresso dos EUA aprova a proposta do Comitê de Cooperação Econômica da Europa em 2 de abril de 1948.

Durante quatro anos (1948-51), o Programa de Recuperação da Europa distribui US$ 13,4 bilhões (US$ 115 bilhões pela cotação de 2020) em ajuda direta e empréstimos a 18 países, inclusive Alemanha Ocidental, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal e Suécia. Seus produtos internos brutos subiram de 15% a 25%.

Em  resposta ao Plano Marshall, em 1949, a URSS cria o Conselho de Assistência Econômica Mútua (Comecon) com a Alemanha Oriental, a Bulgária, a Hungria, a Polônia, a Romênia e a Tcheco-Eslováquia. 

GUERRA DOS SEIS DIAS

   Em 1967, Israel toma a iniciativa na Guerra dos Seis Dias bombardeando e destruindo 400 a 500 aviões das forças aéreas dos países árabes em terra.

Quando o Estado de Israel é fundado, em 14 de maio de 1948, os países árabes não aceitam e atacam o novo país no dia seguinte. Israel vence a Guerra da Independência (1948-49), a Primeira Guerra Árabe-Israelense, mas o conflito não acaba até hoje.

Em 26 de julho de 1956, o ditador egípcio, Gamal Abdel Nasser, nacionaliza o Canal de Suez. Israel, o Reino Unido e a França invadem o Egito, na Segunda Guerra Árabe-Israelense, para retomar o canal e depor Nasser.

Os Estados Unidos, a União Soviética e as Nações Unidas pressionam os países invasores a se retirar. O presidente norte-americano Dwight Eisenhower teme a intervenção soviética no conflito contra seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o que colocaria as duas superpotências em guerra.

Washington retira o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) à França e o Reino Unido, que ainda sofrem o impacto econômico da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Nasser sai mais forte.

Os invasores afundam 40 navios para bloquear o canal, mas são forçados a se retirar. Suez fica fechado de outubro de 1956 e março de 1957. Israel conquista o direito de navegação pelo Estreito de Tiran, fechado pelo Egito para navios israelenses desde a guerra de 1948.

Israel adverte o Egito de que vai à guerra se o estreito for fechado de novo. Em maio de 1967, Nasser ameaça fechar e mobiliza as Forças Armadas. Quando o ditador egípcio pede a retirada da Força de Emergência das Nações Unidas que garantia a paz na região, Israel entende que é uma preparação final para a guerra e decide atacar primeiro, surpreendendo os inimigos árabes.

Com superioridade aérea, Israel derrota os inimigos e ocupa a Península do Sinai e a Faixa de Gaza, que pertenciam ao Egito; a Cisjordânia, inclusive o Leste de Jerusalém, da Jordânia; e as Colinas do Golã, da Síria.

É a mais rápida e decisiva vitória de Israel, mas é uma guerra que não termina até hoje. Em 1977, depois da derrota na Guerra do Yom Kippur (1973), a maior empreitada militar árabe da era moderna, o líder egípcio Anuar Sadat se afasta dos EUA e assina um acordo de paz paz com Israel dois anos depois para recuperar o Sinai. 

O movimento nacional palestino sonha em criar um país independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O processo de paz está estagnado desde 2014. Israel se retira em 2005 da Faixa de Gaza, dominada desde 2007 pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o que leva a várias guerras com Israel, mas amplia pouco a pouco a colonização da Cisjordânia para criar uma política de fato consumado.

A guerra atual é resultado da estagnação no processo de paz. Ao mesmo tempo, cria a oportunidade de um acordo de paz definitivo com a criação de um Estado Nacional para o povo palestino, mas o governo de extrema direita de Bibi Netanyahu não aceita.

BOB KENNEDY BALEADO

     Em 1968, o palestino Sirhan Bishara Sirhan baleia mortalmente o senador Robert Fitzgerald Kennedy, que acaba de ganhar a eleição primária da Califórnia e de garantir a candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos naquele ano.

Bob Kennedy morre no dia seguinte. Era herdeiro político do irmão, o presidente John Fitzgerald Kennedy, assassinado em 22 de novembro de 1963 em Dallas, no Texas.

Como ministro da Justiça do governo JFK e membro do gabinete de guerra durante a Crise dos Mísseis em Cuba, em outubro de 1962, Bob Kennedy é uma das pombas que evitam um conflito capaz de levar a uma guerra nuclear com a União Soviética.

1968 é um ano sangrento na política dos EUA, marcado por ofensivas dos vietcongues na Guerra do Vietnã e violência política no país. O pastor Martin Luther King Jr., maior ativista dos direitos civis dos negros, é morto em 4 de abril em Memphis, no Tennessee, quando Bob Kennedy faz um discurso pregando a paz e a reconciliação.

PRIMEIRO RELATÓRIO SOBRE AIDS

    Em 1981, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos publica o primeiro relatório científico sobre a síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids). Descreve cinco casos de uma infecção pulmonar complicada em pacientes gays de Los Angeles sem outros problemas de saúde.

Os primeiros casos da doença depois identificada como aids acontecem nos EUA, no Haiti e na África Central em 1977. Em 1980, o jornal The New York Times reporta que uma nova doença inicialmente descrita como um câncer raro está matando gays nova-iorquinos como moscas. Depois, descobre-se que a doença transmitida sexualmente também atinge mulheres.

Desde o início da pandemia, 84,2 milhões de pessoas pegam o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e 40,1 milhões morrem. O uso de preservativos, as camisas de vênus ou camisinhas, nas relações sexuais, é a melhor maneira de evitar o contágio. Com o uso de medicamentos antirretrovirais, a doença deixa de ser uma morte certa. Em 2021, 38,4 milhões de pessoas viviam com o HIV; 54% eram meninas e mulheres.

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Hoje na História do Mundo: 3 de Abril

 STALIN VIRA SECRETÁRIO-GERAL

    Em 1922, antes da morte de Lenin, Josef Stalin se torna secretário-geral do Partido Comunista do que logo seria a União Soviética, sua base para assumir o controle da máquina burocrática e se transformar num ditador brutal e cruel.

Josef Vissarianovich Dzugachvili nasce em Góri, na Geórgia, em 18 de dezembro de 1878, e entra para a política como ativista do Partido Operário Social-Democrata Russo. Ele edita o jornal Pravda e comete roubos e sequestros para arrecadar dinheiro para a facção bolchevique, liderada por Vladimir Ilich Ulianov (Lenin). É preso várias vezes e enviado para o exílio interno na Sibéria.

Com a vitória da Revolução Comunista, em 1917, Stalin entra para o Politburo, o birô político do Comitê Central. É o comissário das nacionalidades no fim de 1922, quando nasce a Uniào Soviética.

Depois da morte de Lenin, em 1924, há uma luta pelo poder em que Stalin derrota o grande líder da revolução ao lado de Lenin, Leon Trotsky. A partir de 1927, Stalin conquista poderes absolutos, coletiviza a agricultura matando 3,9 milhões de ucranianos, a persegue inimigos com expurgos, prisão, processos forjados, tortura e morte.

Stalin deixa a Secretaria-Geral do PC em 1952. De 1941 até a morte, em 5 de março de 1953, é primeiro-ministro da URSS.

TRUMAN SANCIONA PLANO MARSHALL

    Em 1948, o presidente Harry Truman sanciona a Lei de Assistência Econômica, um programa para reconstruir e estabilizar a Europa depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) conhecido como Plano Marshall. 

O objetivo é fortalecer as economias capitalistas aliadas dos Estados Unidos e reduzir a atratividade dos partidos comunistas no início da Guerra Fria, a grande confrontação estratégica, política, ideológica, econômica, científica, tecnológica e cultural com a União Soviética.

O secretário de Estado norte-americano, George Marshall, defende a ajuda dos EUA à Europa e pede aos países europeus que façam um plano em discurso na Universidade de Harvard, em Cambridge, no estado de Massachusetts, em 5 de junho de 1947.

A França e o Reino Unido convidam os países do continente para uma reunião em Paris. A URSS boicota o encontro e pressiona a Hungria, a Tcheco-Eslováquia e a Polônia a fazer o mesmo.

O Congresso dos EUA aprova a proposta do Comitê de Cooperação Econômica da Europa em 2 de abril de 1948.

Durante quatro anos (1948-51), o Programa de Recuperação da Europa distribui US$ 13,4 bilhões (US$ 115 bilhões pela cotação de 2020) em ajuda direta e empréstimos a 18 países, inclusive Alemanha Ocidental, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal e Suécia. Seus produtos internos brutos subiram de 15% a 25%.

Em  resposta ao Plano Marshall, em 1949, a URSS cria o Conselho de Assistência Econômica Mútua (Comecon) com a Alemanha Oriental, a Bulgária, a Hungria, a Polônia, a Romênia e a Tcheco-Eslováquia.

ÚLTIMO DISCURSO DO DR. KING

    Em 1968, durante uma greve de trabalhadores do setor de limpeza pública da cidade de Memphis, no estado do Tennessee, o líder do movimento pacífico pelos direitos civis dos negros, reverendo Martin Luther King Jr., faz seu último discurso, Estive no Topo da Montanha, na sede da Igreja Mundial Deus em Cristo, com um apelo à união e à luta pacífica. Horas depois, é assassinado.

Filho de um pastor batista de classe média abastada, o Luther King nasce em 15 de janeiro de 1929 em Atlanta, na Geórgia. Ele organiza a primeira grande manifestação contra a segregação racial no Sul dos EUA: o Boicote aos Ônibus de Montgomery, no Alabama, depois da prisão de Rosa Parks por se negar a ceder seu lugar, em 1º de dezembro de 1955.

Sob influência do líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, o Mahatma, cujas ideias conheceu num seminário onde estudou teologia por três anos (1948-51), Luther King defende a luta não violenta e a desobediência civil como instrumentos contra o racismo institucionalizado. Apesar da reação violenta da maioria branca, o movimento persiste, mas enfrenta oposição dos Panteras Negras como Stokely Carmichael e Louis Farrakhan, a favor do uso da força.

Grande orador, King apela aos valores cristãos e à democracia como base de sua campanha. Em 28 de agosto de 1963, lidera a Marcha sobre Washington e faz o famoso discurso Eu Tenho um Sonho: "Eu tenho um sonho de que um dia meus filhos serão julgados pela nobreza do seu caráter e não pela cor da sua pele."

A Lei de Direitos Civis, aprovada em 1964, proíbe a discriminação racial no emprego e na educação, e acaba com a segregação em locais públicos. Em outubro de 1965, Luther King ganha o Prêmio Nobel da Paz.

No último discurso, ele vai do Egito e da Grécia Antiga, passa em revista lugares e momentos importantes da história dizendo que esteve lá mas não parou, que o mundo assistia a uma redenção ainda maior com o movimento pelos direitos civis. Há uma peça de teatro sobre esta última noite.

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Hoje na História do Mundo: 3 de Abril

 STALIN VIRA SECRETÁRIO-GERAL

    Em 1922, antes da morte de Lenin, Josef Stalin se torna secretário-geral do Partido Comunista do que logo seria a União Soviética, sua base para assumir o controle da máquina burocrática e se transformar num ditador brutal e cruel.

Josef Vissarianovich Dzugachvili nasce em Góri, na Geórgia, em 18 de dezembro de 1878, e entra para a política como ativista do Partido Operário Social-Democrata Russo. Ele edita o jornal Pravda e comete roubos e sequestros para arrecadar dinheiro para a facção bolchevique, liderada por Vladimir Ilich Ulianov (Lenin). É preso várias vezes e enviado para o exílio interno na Sibéria.

Com a vitória da Revolução Comunista, em 1917, Stalin entra para o Politburo, o birô político do Comitê Central. É o comissário das nacionalidades no fim de 1922, quando nasce a Uniào Soviética.

Depois da morte de Lenin, em 1924, há uma luta pelo poder em que Stalin derrota o grande líder da revolução ao lado de Lenin, Leon Trotsky. A partir de 1927, Stalin conquista poderes absolutos, coletiviza a agricultura matando 3,9 milhões de ucranianos, a persegue inimigos com expurgos, prisão, processos forjados, tortura e morte.

Stalin deixa a Secretaria-Geral do PC em 1952. De 1941 até a morte, em 5 de março de 1953, é primeiro-ministro da URSS.

TRUMAN SANCIONA PLANO MARSHALL

    Em 1948, o presidente Harry Truman sanciona a Lei de Assistência Econômica, um programa para reconstruir e estabilizar a Europa depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) conhecido como Plano Marshall. 

O objetivo é fortalecer as economias capitalistas aliadas dos Estados Unidos e reduzir a atratividade dos partidos comunistas no início da Guerra Fria, a grande confrontação estratégica, política, ideológica, econômica, científica, tecnológica e cultural com a União Soviética.

O secretário de Estado norte-americano, George Marshall, defende a ajuda dos EUA à Europa e pede aos países europeus que façam um plano em discurso na Universidade de Harvard, em Cambridge, no estado de Massachusetts, em 5 de junho de 1947.

A França e o Reino Unido convidam os países do continente para uma reunião em Paris. A URSS boicota o encontro e pressiona a Hungria, a Tcheco-Eslováquia e a Polônia a fazer o mesmo.

O Congresso dos EUA aprova a proposta do Comitê de Cooperação Econômica da Europa em 2 de abril de 1948.

Durante quatro anos (1948-51), o Programa de Recuperação da Europa distribui US$ 13,4 bilhões (US$ 115 bilhões pela cotação de 2020) em ajuda direta e empréstimos a 18 países, inclusive Alemanha Ocidental, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal e Suécia. Seus produtos internos brutos subiram de 15% a 25%.

Em  resposta ao Plano Marshall, em 1949, a URSS cria o Conselho de Assistência Econômica Mútua (Comecon) com a Alemanha Oriental, a Bulgária, a Hungria, a Polônia, a Romênia e a Tcheco-Eslováquia.

ÚLTIMO DISCURSO DO DR. KING

    Em 1968, durante uma greve de trabalhadores do setor de limpeza pública da cidade de Memphis, no estado do Tennessee, o líder do movimento pacífico pelos direitos civis dos negros, reverendo Martin Luther King Jr., faz seu último discurso, Estive no Topo da Montanha, na sede da Igreja Mundial Deus em Cristo, com um apelo à união e à luta pacífica. Horas depois, é assassinado.

Filho de um pastor batista de classe média abastada, o Luther King nasce em 15 de janeiro de 1929 em Atlanta, na Geórgia. Ele organiza a primeira grande manifestação contra a segregação racial no Sul dos EUA: o Boicote aos Ônibus de Montgomery, no Alabama, depois da prisão de Rosa Parks por se negar a ceder seu lugar, em 1º de dezembro de 1955.

Sob influência do líder da independência da Índia, Mohandas Gandhi, o Mahatma, cujas ideias conheceu num seminário onde estudou teologia por três anos (1948-51), Luther King defende a luta não violenta e a desobediência civil como instrumentos contra o racismo institucionalizado. Apesar da reação violenta da maioria branca, o movimento persiste, mas enfrenta oposição dos Panteras Negras como Stokely Carmichael e Louis Farrakhan, a favor do uso da força.

Grande orador, King apela aos valores cristãos e à democracia como base de sua campanha. Em 28 de agosto de 1963, lidera a Marcha sobre Washington e faz o famoso discurso Eu Tenho um Sonho: "Eu tenho um sonho de que um dia meus filhos serão julgados pela nobreza do seu caráter e não pela cor da sua pele."

A Lei de Direitos Civis, aprovada em 1964, proíbe a discriminação racial no emprego e na educação, e acaba com a segregação em locais públicos. Em outubro de 1965, Luther King ganha o Prêmio Nobel da Paz.

No último discurso, ele vai do Egito e da Grécia Antiga, passa em revista lugares e momentos importantes da história dizendo que esteve lá mas não parou, que o mundo assistia a uma redenção ainda maior com o movimento pelos direitos civis. Há uma peça de teatro sobre esta última noite.

segunda-feira, 3 de abril de 2023

Hoje na História do Mundo: 3 de Abril

TRUMAN SANCIONA PLANO MARSHALL

    Em 1948, o presidente Harry Truman sanciona a Lei de Assistência Econômica, um programa para reconstruir e estabilizar a Europa depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) conhecido como Plano Marshall. 

O objetivo é fortalecer as economias capitalistas aliadas dos Estados Unidos e reduzir a atratividade dos partidos comunistas no início da Guerra Fria, a grande confrontação estratégica, política, ideológica, econômica, científica, tecnológica e cultural com a União Soviética.

O secretário de Estado norte-americano, George Marshall, defende a ajuda dos EUA à Europa e pede aos países europeus que façam um plano em discurso na Universidade de Harvard, em Cambridge, no estado de Massachusetts, em 5 de junho de 1947.

A França e o Reino Unido convidam os países do continente para uma reunião em Paris. A URSS boicota o encontro e pressiona a Hungria, a Tcheco-Eslováquia e a Polônia a fazer o mesmo.

O Congresso dos EUA aprova a proposta do Comitê de Cooperação Econômica da Europa em 2 de abril de 1948.

Durante quatro anos (1948-51), o Programa de Recuperação da Europa distribui US$ 13,4 bilhões (US$ 115 bilhões pela cotação de 2020) em ajuda direta e empréstimos a 18 países, inclusive Alemanha Ocidental, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal e Suécia. Seus produtos internos brutos subiram de 15% a 25%.

Em  resposta ao Plano Marshall, em 1949, a URSS cria o Conselho de Assistência Econômica Mútua (Comecon) com a Alemanha Oriental, a Bulgária, a Hungria, a Polônia, a Romênia e a Tcheco-Eslováquia. 

domingo, 3 de abril de 2022

Hoje na História do Mundo: 3 de Abril

TRUMAN SANCIONA PLANO MARSHALL

    Em 1948, o presidente Harry Truman sanciona a Lei de Assistência Econômica, um programa para reconstruir e estabilizar a Europa depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) conhecido como Plano Marshall, com o objetivo de fortalecer as economias capitalistas aliadas dos Estados Unidos e reduzir a atratividade dos partidos comunista no início da Guerra Fria, a grande confrontação com a União Soviética.

O secretário de Estado norte-americano, George Marshall, defende a ajuda dos EUA à Europa e pede aos países europeus que façam um plano em discurso na Universidade de Harvard, em Cambridge, no estado de Massachusetts, em 5 de junho de 1947.

A França e o Reino Unido convidam os países do continente para uma reunião em Paris. A URSS boicota o encontro e pressiona a Hungria, a Tcheco-Eslováquia e a Polônia a fazer o mesmo.

O Congresso dos EUA aprova a proposta do Comitê de Cooperação Econômica da Europa em 2 de abril de 1948.

Durante quatro anos (1948-51), o Programa de Recuperação da Europa distribui US$ 13,4 bilhões (US$ 115 bilhões pela cotação de 2020) em ajuda direta e empréstimos a 18 países, inclusive Alemanha Ocidental, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal e Suécia. Seus produtos internos brutos subiram de 15% a 25%.

Em  resposta ao Plano Marshall, em 1949, a URSS cria o Conselho de Assistência Econômica Mútua (Comecon) com a Alemanha Oriental, a Bulgária, a Hungria, a Polônia, a Romênia e a Tcheco-Eslováquia.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Diretor do FMI quer Plano Marshall para o Haiti

A sociedade internacional deve articular um Plano Marshall para reconstruir o Haiti, defendeu hoje o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

Em entrevista à rede de televisão americana CNN, Strauss-Kahn acredita que "o Haiti, que foi atingido por muitos problemas diferentes - a crise de alimentos, os furacões e agora o terremoto -, precisa de algo grande, não de uma solução imediata, algo muito maior para reconstruir o país, alguma coisa como um Plano Marshall".

O Plano Marshall foi um programa de reconstrução da Europa proposto em 1948 pelo então secretário de Estado americano, general George Marshall, no valor de US$ 13 bilhões na época. Pelos valores corrigidos pela inflação e a desvalorização do dólar, seriam mais de US$ 100 bilhões hoje.

"A prioridade agora é salvar pessoas", afirmou o diretor do FMI. "Amanhã, será reconstruir o país. O FMI já está trabalhando com os credores para perdoar todas as dívidas do Haiti, inclusive do nosso último empréstimo, de US$ 100 milhões. Se conseguirmos isso, e tenho certeza de que vamos conseguir, será muito importante para o Haiti."