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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Chirac é investigado por corrupção

O ex-presidente francês Jacques Chirac está sendo investigado por desvio de fundos quando era prefeito de Paris (1977-95).

Notório corrupto, o ex-presidente da França dificilmente teria sido reeleito em 2002 se a divisão da esquerda não levasse o líder neofascista Jean-Marie Le Pen para o segundo turno da eleição presidencial.

Como presidente, Chirac tinha imunidade, perdida quando transferiu o poder para Nicolas Sarkozy, em maio deste ano.

domingo, 17 de junho de 2007

França vota para dar ampla maioria a Sarkozy

Os franceses votam hoje no segundo turno das eleições legislativas, que devem dar uma maioria de cerca de 400 deputados à União por um Movimento Popular (UMP), partido do novo presidente Nicolas Sarkozy, na Assembléia Nacional, de 577 cadeiras. Isto lhe dará plenas condições para realizar uma reforma trabalhista que facilite contratações e demissões, e cortar impostos.

Apesar da derrota, o Partido Socialista deve aumentar sua bancada de 149 para algo entre 153 a 195 deputados, às custas de pequenos partidos como o Comunista e os Verdes. A grande batalha dos socialistas nesta campanha foi motivar seu eleitorado a não se abster diante da tsunâmi política provocada pela vitória de Sarkozy na eleição presidencial de 22 de abril e 6 de maio.

A candidata socialista derrotada, Ségolène Royal, quer se firmar como líder da oposição. Afinal, ela conseguiu resgatar a honra da esquerda, depois da humilhante derrota do então primeiro-ministro Lionel Jospin para o neofascista Jean-Marie Le Pen, no primeiro turno da eleição presidencial de 2002. Mas sua ambição pode ser abortada pela demissão de seu marido, François Hollande, da liderança do partido.

domingo, 22 de abril de 2007

Sarkozy e Ségolène vão a segundo turno na França

O ex-ministro das Finanças e do Interior conservador Nicolas Sarkozy e a candidata socialista Ségolène Royal disputam em 6 de maio o segundo turno da eleição presidencial na França. Se vencer, Ségolène será a primeira mulher a presidir a França.

Pelas pesquisas de boca-de-urna, Sarkozy teve 29,9% dos votos. Ségolène ficou em segundo, com 25,8%. O candidato centrista François Bayrou é o terceiro, com 18,5%, enquanto o neofascista Jean-Marie Le Pen teve 11%.

Mais tarde, o Ministério do Interior da França confirmou a vitória de Sarkozy, da conservadora União por um Movimento Popular (UMP), com 30,46%. Ségolène, do Partido Socialista (PS), teve 25,9%. Em terceiro, ficou o centrista Bayrou, da União pela Democracia Francesa (UDF), com 18,2%. Le Pen, da Frente Nacional (FN), foi o quarto, com 11%.

O índice de participação, de 85%, o maior em mais de 40 anos, mostra a importância que os franceses estão dando a esta eleição.

Uma pesquisa do instituto Ipsos divulgada neste domingo prevê a vitória de Sarkozy no segundo turno por 54% a 46%. As dúvidas agora são se Sarkozy, que foi muito para a direita no primeiro turno, será capaz de atrair o eleitorado de centro, e se Ségolène conseguirá superar as desconfianças quanto à sua qualificação para o cargo.

Sarkozy e Ségolène são favoritos na França

Os dois candidatos dos grandes partidos, o ex-ministro do Interior conservador Nicolas Sarkozy e a governadora regional socialista Ségolène Royal, chegam hoje como favoritos para o primeiro turna da eleição presidencial na França. Nas últimas pesquisas, estão praticamente empatados.

Pela sondagem do instituto CSA, Sarkozy tem 26,5% das preferências. Está tecnicamente empatado com Ségolène, que tem 25,5%. A grande surpresa na reta final é a ascensão do neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, que superou o candidato centrista François Bayrou, com 16,5% a 16%.

Como os eleitores de Le Pen às vezes tem vergonha de revelar seu voto, ele aparece como principal candidato capaz de ser uma 'zebra' e tirar um dos favoritos do segundo turno, como fez em 2002 com o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin.

Num segundo turno, marcado para 6 de maio, Sarkozy e Ségolène estão empatados.

Para o instituto Ipsos, Sarkozy chega a 30%, enquanto Ségolène, com 23,5%, poderia ser ameaçada por Bayrou, com 17%. Sarkozy venceria Ségolène no segundo turno por 53,5% a 46,5%.

Pela pesquisa do BVA, Sarkozy tem 29%, Ségolène 26%, Bayrou 17% e Le Pen 12,5%. No segundo turno, daria Sarkozy por 52%-48%.

Nenhum outro candidato chegou a 5% em nenhuuma pesquisa.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

França vota para fugir do declínio

Doze candidatos disputam no domingo, 22 de abril, o primeiro turno da eleição presidencial na França. Só três têm condições de ganhar e um quarto de afetar o resultado. A expectativa é que o ex-ministro do Interior conservador Nicolas Sarkozy enfrente a candidata socialista Ségolène Royal no segundo turno, em 6 de maio.

Quem quer que seja o vencedor terá de atacar os problemas crônicos deste país assombrado pelos fantasmas da globalização: o desemprego, a desindustrialização, a queda no padrão de vida, a ameaça de uma explosão da periferia, o risco de colapso do sistema previdênciario e a perda de confiança no sistema político.

Com produto interno bruto de cerca de US$ 2 trilhões, a França é a segunda maior economia da zona do euro e a sexta do mundo. Dez das 50 maiores empresas européias são francesas. Suas 40 maiores companhias têm obtido lucros recordes. O trem-bala francês acaba de bater o recorde mundial de velocidade sobre trilhos, com 575 quilômetros por hora. Mas a França tem a menor taxa de crescimento entre os países ricos. Nos últimos 25 anos, em renda média por habitante, os franceses caíram do 7º para o 17º lugar. Coincidência ou não, nenhum governo foi reeleito nesse período.

Se no plano econômico o declinismo é justificado, a França tem hospitais públicos excelentes e um sistema de creches que elevou sua taxa de natalidade a uma das maiores da Europa. O intervencionismo estatal que caracteriza a economia francesa desde que Jean-Baptiste Colbert era ministro das Finanças de Luís XIV criou uma sociedade moderna, com trens de alta velocidade, que tira 80% de sua energia do átomo. Seu maior desafio é acelerar o crescimento, dinamizar a economia sem abrir mão do Estado do bem-estar social.

O favorito nesta luta, com quase 30% dos votos na média das pesquisas, é o ex-ministro das Finanças e do Interior Nicolas Sarkozy, da conservadora União por um Movimento Popular (UMP), herdeira da corrente política do general Charles de Gaulle.

Em segundo lugar, está a primeira mulher com chances de chegar à Presidência da França, a socialista Ségolène Royal, com cerca de 25% dos votos, seguida pelo centrista François Bayrou, da União pela Democracia Francesa (UDF), com 18%.

O quarto candidato influente é o neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, que derrotou o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin em 21 de abril de 2002, passando para o segundo turno. Le Pen tem 15% das preferências.

Leia a íntegra em minha coluna no Baguete.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Mais de 40% dos franceses estão indecisos

Cerca de 42% do eleitorado da França, 18 mlhões de pessoas, ainda não sabem em quem votarão para presidente nas eleições de 22 de abril e 6 de maio, revelaram duas pesquisas divulgadas ontem.

O favoritismo é do ex-ministro do Interior Nicolas Sarkozy. Na sondagem do Journal du Dimanche, ele teve 29,5% das preferências, contra 22% para a candidata socialista, Ségolène Royal. No segundo turno, Sarkozy bateria Ségolène por 54% a 46%.

Ségolène tem dificuldades com o eleitorado esquerdista, que não considera claro seu projeto político. Isso faz com que 10% dos eleitores prefiram candidatos de extrema esquerda. Em 2002, o então primeiro-ministro socialista Lionel jospin perdeu a vaga no segundo turno para o neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional.

Agora, quem ameaça Ségolène é o centrista François Bayrou, que tem em torno de 16% das intenções de voto, um pouco acima do ultradireitista.

domingo, 11 de março de 2007

Chirac não será candidato à Presidência da França

Como era esperado, o presidente Jacques Chirac anunciou hoje em pronunciamento pela televisão que não vai concorrer a um terceiro mandato como presidente da França.

Chirac começou na política na Reunião para a República (RPR), partido do presidente Charles de Gaulle. Foi ministro da Agricultura, prefeito de Paris durante 18 anos e duas vezes primeiro-ministro, antes de se tornar presidente em 1995, no fim da era François Mitterrand (1995-2002).

Acusado de incompetência e corrupção, Chirac estava prestes a perder a eleição presidencial de 2002 para o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin. Mas Jospin implantara reformas impopulares para que a França se enquadrasse nas normas da união monetária européia. Parte da esquerda votou em candidatos radicais. Só os trotskistas tiveram 11% dos votos.

Resultado: em 21 de abril de 2002, o líder neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, bateu Jospin e conquistou uma vaga no segundo turno. A esquerda tapou o nariz e votou em Chirac, reeleito com uma votação estrondosa mas claramente como o mal menor.

A invasão do Iraque pelos Estados Unidos, deu ao presidente francês uma oportunidade de voltar ao cenário internacional reivindicando uma autoridade moral superior à da superpotência. Ao liderar a oposição à guerra no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a França apresentou-se como defensora do Direito Internacional.

O candidato da direita francesa será mesmo o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, da União por um Movimento Popular, herdeira do RPR.

No momento, as pesquisas dão a vitória a Sarkozy num possível segundo turno contra a candidata socialista, Ségolène Royal, por 55% a 45%. Mas o avanço do centrista François Bayrou, da União pela Democracia Francesa (UDF), do ex-presidente Valéry Giscard d'Estaing, já ameaça aquela que pode ser a primeira mulher a presidir a França.

A esquerda já teme uma repetição da tragédia de 2002, quando ficou sem candidato no segundo turno e teve de adiar em cinco anos a aposentadoria de Chirac.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Ségolène convoca pesos-pesados socialistas

Com a popularidade em queda a dois meses do primeiro turno das eleições presidenciais, depois de ser considerada a sensação da política na França, a candidata socialista Ségolène Royal reagiu. Finalmente, apresentou seu programa de governo publicamente pela televisão e convocou para sua campanha os dois pesos-pesados que derrotou na prévia interna do partido: o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius e o ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn.

Em novembro, Ségolène tinha uma pequena vantagem, dentro da margem de erro das pesquisas, sobre o candidato da direita, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, com cerca de um terço do eleitorado. Uma série de gafes e acusações de falta de conteúdo programático minaram essa vantagem. Em entrevista armada por um programa humorístico, ela admitiu a possibilidade de independência da Córsega, a ilha onde nasceu Napoleão Bonaparte.

As últimas pesquisas indicam uma vitória de Sarkozy no segundo turno com vantagem de dez pontos percentuais.

Ségolène foi escolhida como novidade por ser a primeira mulher com chance real de chegar à Presidência da França. Era a candidato do PS para vencer, apesar das acusações de inconsistência ideológica.

De repente, ressurgiu para o PS a Síndrome de 2002, quando o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin fez uma campanha muito centrista e perdeu a vaga no segundo turno para o neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, obrigando a esquerda a tapar o nariz e reeleger o presidente Jacques Chirac, abalado por diversas denúncias de corrupção.

Como fala de "uma nova França de pequisa e inovação", moderna, Ségolène, em seu estilo de fazer política, recebeu 135 mil sugestões em seu website para o programa de governo. Ela apresentou 100 propostas políticas, do aumento do salário mínimo para 1.500 euros a empréstimos sem juros de até 10 mil euros para jovens de 18 anos, salário-desemprego de 90% do último contracheque, aumento de 5% para as pensões mais baixas, estatização e fusão da Electricité de France e Gaz de France, penalizar empresas que distribuem dividendos em vez de reinvestir os lucros, aumentar em 10% os investimentos públicos em pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, e reduzir o número de alunos por sala de aula nos bairros carentes.

Seus críticos dizem que ela apresentou uma lista de medidas de distribuição da renda que exigem um gasto extra estimado em 35 bilhões de euros sem se preocupar em aumentar a criação da riqueza, apesar de declarar "insustentável" a atual dívida pública francesa, de 65% do PIB.

Ségolène deu claramente uma guinada à esquerda. Talvez a explicação esteja no sistema eleitoral francês, onde há segundo turno se nenhum candidato conquistar a metade dos votos válidos tanto em eleições presidenciais como parlamentares. No segundo turno, a polarização é entre direita e esquerda mas os candidatos buscam o centro para conquistar o eleitorado flutuante, sem posição política definida, que é quem decide as eleições.

Antes, no primeiro turno, o candidato precisa assegurar a lealdade de sua base de apoio, o que faltou a Jospin em 21 de abril de 2002. "Meu programa não é socialista", admitiu o então primeiro-ministro, provocando uma revoada de aliados para candidatos radicais como os trotskistas ou até mesmo a extrema direita, que promete proteção ao trabalhador francês.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Pesquisa dá vantagem a Ségolène na França

Se a votação fosse agora, a candidata socialista Ségolène Royal venceria o candidato da direita, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, por 52% a 48%, no segundo turno da eleição presidencial, em maio deste ano, indica uma pesquisa divulgada hoje.

No primeiro turno, Ségolène teria 34% das preferências contra 32% para Sarkozy, com o candidato da extrema direita, Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, em terceiro lugar, com 15%. Seguem alguns candidatos nanicos sem a menor chance.

Em 21 de abril de 2002, Le Pen bateu o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin e foi para o segundo turno contra o presidente Jacques Chirac, num terremoto que abalou para sempre a política francesa. Agora a pesquisa indica que pode aumentar o "voto útil" para evitar uma repetição do pesadelo.

A soma dos votos na direita chega a 55%, no primeiro turno, contra 45% na esquerda. Mesmo assim, Ségolène aparece com uma pequena vantagem no segundo turno para se tornar a primeira mulher a presidir a França.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Chirac propõe temas para campanha presidencial

Em sua mensagem de Ano Novo, o presidente Jacques Chirac lançou as questões que considera mais importantes para os debates da campanha eleitoral para a Presidência da França:
- os valores republicanos,
- o progresso econômico e social,
- a ajuda ao desenvolvimento,
- a Europa
- e o meio ambiente.

Entre os sucessos do seu governo, citou a queda no desemprego, que caiu 10% no ano passado, a reforma da Previdência Social, "a duplicação do número de habitações de caráter social desde 2002", o aumento da segurança nas estradas e avanços no combate ao câncer.

Chirac defendeu uma campanha com "debates abertos, democráticos e responsáveis". Prometeu se engajar "plenamente". E pediu atenção aos franceses: "Não dêem ouvido aos aprendizes de feiticeiro do extremismo", advertiu o presidente da França. "Projetam-se das ideologias, das ilusões e das receitas que não funcionam".

Ao defender o modelo francês, disse que "não basta imitar. São o trabalho, a formação e a pesquisa que fazem a forças das economias modernas.

O candidato do partido de Chirac, a União por um Movimento Popular (UMP), é o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, acusado de ser direita e liberal demais. Quando falou de imigração, um dos temas favoritos de Sarkozy, filho de um imigrante húngaro, o presidente defendeu a ajuda ao desenvolvimento como "uma exigência moral" e também para "prevenir o afluxo a nossas fronteiras de todos os que deixam seus países porque não têm mais esperança".

À esquerda, a principal candidata será a socialista Ségolène Royal, nova sensação da política francesa. Como Sarkozy, ele representa uma renovação. Mais do que isso, tem chance real de ser a primeira mulher a presidir a França, depois do fiasco socialista em 2002, quando o primeiro-ministro Lionel Jospin ficou atrás do líder neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, deixando a esquerda fora do segundo turno.

A questão é saber se Chirac falou como magistrado ou como candidato. O Palácio do Eliseu nega qualquer possibilidade de candidatura à reeleição. Mas ainda há tempo até abril, quando será realizado o primeiro turno da eleição presidencial.

sábado, 25 de novembro de 2006

Neofascista tem 17% das preferências na França

O líder neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, tem 17% das intenções de voto para a eleição presidencial do ano que vem na França, repetindo seu desempenho em 2002, quando surpreendentemente chegou ao segundo turno, provocando um terremoto na política francesa.

Em pesquisa divulgada ontem pelo jornal Le Monde, Le Pen aparece em terceiro lugar, atrás da candidata socialista Ségolène Royal, a grande sensação eleitoral francesa, e do ministro do Interior, Nicolás Sarkozy, provável candidato da direita.

Mas é improvável que Le Pen chegue ao segundo turno mais uma vez. Em 2002, o eleitorado de esquerda estava insatisfeito com o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, que governava em coabitação com o presidente conservador Jacques Chirac.

Jospin tomara medidas impopulares para controlar o déficit orçamentário e a dívida pública, desagradando a esquerda francesa. Num voto de protesto, 11% votaram em candidatos de extrema esquerda, na certeza de que estariam com Jospin no segundo turno. Em 21 de abril de 2002, num dia tristemente histórico para a França, pela primeira vez um neofascista que nega a ocorrência do Holocausto, chegava ao segundo turno.

Resultado: a esquerda foi obrigada a tapar no nariz e votar em Chirac, um líder corrupto e conservador. Le Pen, que conseguira pouco menos de 17% dos votos no primeiro turno, mal passou de 18%. Mas o estrago estava feito.

Agora, será diferente. O Partido Socialista escolheu uma candidata para ganhar, mesmo que algumas correntes a considerem liberal demais. Ségolène Royal pode ser a primeira mulher a chegar à Presidência da França.

Do outro lado, Sarkozy é um ministro do Interior linha-dura que dá ênfase à segurança pública, com um discurso para roubar votos da Frente Nacional. Mas, no momento, Le Pen mantém o desempenho de 2002.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Ségolène será candidata à Presidência da França

Ela pode ser a primeira mulher a presidir a França.

O secretário nacional eleitoral do Partido Socialista, Bruno Le Roux, afirmou hoje à noite que "os militantes fizeram uma escolha clara". Entre 55% e 60% dos votos da eleição prévia para decidir quem será o candidato do PS em 2007 foram para Ségolène Royal, que derrota assim o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius e o ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn.

Nas pesquisas, Ségolène está em primeiro lugar, empatada com o ministro do Exterior, Nicolás Sarkozy, provável candidato da direita, com 34% das preferências, bem à frente do neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, que tirou o ex-primeiro-ministro socialista Lionel Jospin do segundo turno em 2002.

Como a esquerda se dividiu em 2002 , com 11% dos votos sendo dados a candidatos de esquerda radical, os neofascistas foram para o segundo turno, obrigando a esquerda a votar no presidente Jacques Chirac, que consideram corrupto e conservador.

Naquela época, o PS tinha um candidato desgastado pelo poder, por cinco anos de coabitação com Chirac e pelas reformas econômicas para a adoção do euro como moeda comum européia. Isto exigiu controle do déficit e da dívida públicos, cortes de gastos que a esquerda francesa associa ao liberalismo econômico.

Para punir Jospin, votou no primeiro turno, em 21 de abril de 2002, em candidatos mais à esquerda, na certeza de que votaria em Jospin no segundo turno. Teve de tapar o nariz e votar em Chirac para evitar o mal maior do fascismo.

Agora o PS vem para ganhar, com a grande novidade destas eleições: uma mulher com chance de conquistar o Palácio do Eliseu. Ela é inteligente, bonita e liberal. Talvez seja liberal demais para a esquerda mais radical. Mas é a única chance de vitória da esquerda.

Ségolène e Sarkozy estão empatados na França

Na véspera da eleição prévia para escolher o candidato do Partido Socialista à eleição presidencial de 2007 na França, a ser realizada hoje, os dois favoritos aparecem empatados numa pesquisa.

Tanto a favorita da esquerda, Ségolène Royal, quanto o ministro do Interior, Nicolás Sarkozy, têm 34% das preferências, seguidos pelo líder da extrema direita, Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, com 13%.

Com a desistência do ex-primeiro-ministro Lionel Jospin, que em 2002 perdeu a vaga no segundo turno para Le Pen, Ségolène enfrenta hoje outro ex-primeiro-ministro, Laurent Fabius, e o ex-ministro da Economia Dominique Strauss-Kahn. Ela pediu uma grande votação aos 218 mil filiados do PS francês para evitar o desgaste de um segundo turno que, na sua opinião, só favoreceria à direita.

Ségolène enfrenta restrições da ala mais esquerdista do PS, que considera suas propostas modernizadoras muito liberais. Mas aparece nas pesquisas como a única candidata capaz de derrotar Sarkozy, um filho de imigrantes húngaros que está disposto a reformar o Estado e a economia da França numa linha liberalizante. Ele promete reduzir o desemprego para 5% mas os sindicatos temem que isto seja feito à custa da redução dos direitos e da facilitação de demissões.

Os dois candidatos favoritos são, assim, partidários de uma modernização e da liberalização da economia francesa para enfrentar os desafios da globalização, sinal de que começa a surgir um consenso na França a favor das reformas. Isto não quer dizer que os sindicatos não vão protestar, sair às ruas e promover greves.

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Jospin desiste da presidência da França

O ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin desistiu de disputar a candidatura socialista à eleição presidencial do ano que vem. Sua decisão abre caminho para Ségolène Royal, a favorita entre o eleitorado de esquerda. Ela pode ser a primeira mulher a presidir a França.

Agora, quatro candidatos disputarão a indicação do Partido Socialista: o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, o ex-ministro da Cultura Jack Lang, Ségolène Royal e o ex-ministro da Economia Dominique Strauss-Kahn. O partido dará uma previa entre seus militantes para escolher o candidato, que deve enfrentar o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, o favorito da direita.

Jospin perdeu a vaga no segundo turno, em 21 de abril de 2002, para Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, neofascista, o que provocou um terremoto na política francesa, especialmente a esquerda, obrigada a votar no presidente conservador e corrupto Jacques Chirac para barrar a ascensão da extrema direita.