A União por um Movimento Popular, o partido conservador do presidente Nicolas Sarkozy, terá entre 340 e 380 deputados na Assembléia Nacional da França, de 577 cadeiras, indicam as primeiras estimativas dos institutos de pesquisa, depois do início da apuração do segundo das eleições legislativas, realizadas hoje.
O principal bloco de oposição, reunindo o Partido Socialista, o Partido Comunista Francês e os Verdes, terá de 190 a 230 deputados. A esquerda saiu melhor do que esperado, sinal de que seus eleitores se mobilizaram diante da perspectiva de mais uma vitória avassaladora do sarkozismo.
Já o Movimento Democrático, do centrista François Bayrou, terceiro colocado no primeiro turno da eleição presidencial, conquistou apenas duas ou três cadeiras.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 17 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
UMP vence primeiro turno na França
A União por um Movimento Popular, o partido conservador do presidente Nicolas Sarkozy, venceu o primeiro turno das eleições legislativas na França com 46%-47% dos votos.
Em segundo, ficou o Partido Socialista, com 28% a 29% dos votos, com o Movimento Democrático, do candidato presidencial centrista François Bayrou, recebendo 6,5%-7,5% dos votos, bem abaixo dos 18% obtidos por seu líder no primeiro da eleiçãõ presidencial.
A Frente Nacional, neofascista, teve 5% dos sufrágios e a extrema esquerda apenas 3%.
Esses resultados projetam uma maioria de 405 a 445 deputados para a UMP na Assembléia Nacional, de 577 cadeiras. O segundo turno será realizado no próximo domingo, 17 de junho.
Em segundo, ficou o Partido Socialista, com 28% a 29% dos votos, com o Movimento Democrático, do candidato presidencial centrista François Bayrou, recebendo 6,5%-7,5% dos votos, bem abaixo dos 18% obtidos por seu líder no primeiro da eleiçãõ presidencial.
A Frente Nacional, neofascista, teve 5% dos sufrágios e a extrema esquerda apenas 3%.
Esses resultados projetam uma maioria de 405 a 445 deputados para a UMP na Assembléia Nacional, de 577 cadeiras. O segundo turno será realizado no próximo domingo, 17 de junho.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Bayrou não apóia ninguém na França
O candidato centrista François Bayrou, terceiro colocado no primeiro turno da eleição presidencial na França, realizado no domingo passado, com 18,6% dos votos, não vai apoiar nem o conservador Nicolas Sarkozy nem a socialista Ségolène Royal no segundo turno, em 6 de maio. Em entrevista hoje, Bayrou anunciou a intenção de criar um novo partido para disputar as eleições parlamentares.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Rumo ao centro: Sarkozy e Ségolène lutam pelos eleitores de Bayrou
Depois do primeiro turno, em que os candidatos à Presidência da França radicalizam à direita e à esquerda para garantir vaga no segundo turno, a partir de hoje o conversador Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal começam a briga pelos votos do centro, especialmente pelos eleitores do terceiro colocado na eleição de ontem, François Bayrou.
Segundo pesquisa do instituto IFOP, 54% dos eleitores de Bayrou votarão em Sarkozy no dia 6 de maio, enquanto 46% devem optar por Ségolène. Outro instituto, CSA, prevê que 45% votarão na socialista, 39% no ex-ministro do Interior e 16% vão se abster, votar em branco ou anular o voto.
Segundo pesquisa do instituto IFOP, 54% dos eleitores de Bayrou votarão em Sarkozy no dia 6 de maio, enquanto 46% devem optar por Ségolène. Outro instituto, CSA, prevê que 45% votarão na socialista, 39% no ex-ministro do Interior e 16% vão se abster, votar em branco ou anular o voto.
domingo, 22 de abril de 2007
Sarkozy e Ségolène vão a segundo turno na França
O ex-ministro das Finanças e do Interior conservador Nicolas Sarkozy e a candidata socialista Ségolène Royal disputam em 6 de maio o segundo turno da eleição presidencial na França. Se vencer, Ségolène será a primeira mulher a presidir a França.
Pelas pesquisas de boca-de-urna, Sarkozy teve 29,9% dos votos. Ségolène ficou em segundo, com 25,8%. O candidato centrista François Bayrou é o terceiro, com 18,5%, enquanto o neofascista Jean-Marie Le Pen teve 11%.
Mais tarde, o Ministério do Interior da França confirmou a vitória de Sarkozy, da conservadora União por um Movimento Popular (UMP), com 30,46%. Ségolène, do Partido Socialista (PS), teve 25,9%. Em terceiro, ficou o centrista Bayrou, da União pela Democracia Francesa (UDF), com 18,2%. Le Pen, da Frente Nacional (FN), foi o quarto, com 11%.
O índice de participação, de 85%, o maior em mais de 40 anos, mostra a importância que os franceses estão dando a esta eleição.
Uma pesquisa do instituto Ipsos divulgada neste domingo prevê a vitória de Sarkozy no segundo turno por 54% a 46%. As dúvidas agora são se Sarkozy, que foi muito para a direita no primeiro turno, será capaz de atrair o eleitorado de centro, e se Ségolène conseguirá superar as desconfianças quanto à sua qualificação para o cargo.
Pelas pesquisas de boca-de-urna, Sarkozy teve 29,9% dos votos. Ségolène ficou em segundo, com 25,8%. O candidato centrista François Bayrou é o terceiro, com 18,5%, enquanto o neofascista Jean-Marie Le Pen teve 11%.
Mais tarde, o Ministério do Interior da França confirmou a vitória de Sarkozy, da conservadora União por um Movimento Popular (UMP), com 30,46%. Ségolène, do Partido Socialista (PS), teve 25,9%. Em terceiro, ficou o centrista Bayrou, da União pela Democracia Francesa (UDF), com 18,2%. Le Pen, da Frente Nacional (FN), foi o quarto, com 11%.
O índice de participação, de 85%, o maior em mais de 40 anos, mostra a importância que os franceses estão dando a esta eleição.
Uma pesquisa do instituto Ipsos divulgada neste domingo prevê a vitória de Sarkozy no segundo turno por 54% a 46%. As dúvidas agora são se Sarkozy, que foi muito para a direita no primeiro turno, será capaz de atrair o eleitorado de centro, e se Ségolène conseguirá superar as desconfianças quanto à sua qualificação para o cargo.
Sarkozy e Ségolène são favoritos na França
Os dois candidatos dos grandes partidos, o ex-ministro do Interior conservador Nicolas Sarkozy e a governadora regional socialista Ségolène Royal, chegam hoje como favoritos para o primeiro turna da eleição presidencial na França. Nas últimas pesquisas, estão praticamente empatados.
Pela sondagem do instituto CSA, Sarkozy tem 26,5% das preferências. Está tecnicamente empatado com Ségolène, que tem 25,5%. A grande surpresa na reta final é a ascensão do neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, que superou o candidato centrista François Bayrou, com 16,5% a 16%.
Como os eleitores de Le Pen às vezes tem vergonha de revelar seu voto, ele aparece como principal candidato capaz de ser uma 'zebra' e tirar um dos favoritos do segundo turno, como fez em 2002 com o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin.
Num segundo turno, marcado para 6 de maio, Sarkozy e Ségolène estão empatados.
Para o instituto Ipsos, Sarkozy chega a 30%, enquanto Ségolène, com 23,5%, poderia ser ameaçada por Bayrou, com 17%. Sarkozy venceria Ségolène no segundo turno por 53,5% a 46,5%.
Pela pesquisa do BVA, Sarkozy tem 29%, Ségolène 26%, Bayrou 17% e Le Pen 12,5%. No segundo turno, daria Sarkozy por 52%-48%.
Nenhum outro candidato chegou a 5% em nenhuuma pesquisa.
Pela sondagem do instituto CSA, Sarkozy tem 26,5% das preferências. Está tecnicamente empatado com Ségolène, que tem 25,5%. A grande surpresa na reta final é a ascensão do neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, que superou o candidato centrista François Bayrou, com 16,5% a 16%.
Como os eleitores de Le Pen às vezes tem vergonha de revelar seu voto, ele aparece como principal candidato capaz de ser uma 'zebra' e tirar um dos favoritos do segundo turno, como fez em 2002 com o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin.
Num segundo turno, marcado para 6 de maio, Sarkozy e Ségolène estão empatados.
Para o instituto Ipsos, Sarkozy chega a 30%, enquanto Ségolène, com 23,5%, poderia ser ameaçada por Bayrou, com 17%. Sarkozy venceria Ségolène no segundo turno por 53,5% a 46,5%.
Pela pesquisa do BVA, Sarkozy tem 29%, Ségolène 26%, Bayrou 17% e Le Pen 12,5%. No segundo turno, daria Sarkozy por 52%-48%.
Nenhum outro candidato chegou a 5% em nenhuuma pesquisa.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
França vota para fugir do declínio
Doze candidatos disputam no domingo, 22 de abril, o primeiro turno da eleição presidencial na França. Só três têm condições de ganhar e um quarto de afetar o resultado. A expectativa é que o ex-ministro do Interior conservador Nicolas Sarkozy enfrente a candidata socialista Ségolène Royal no segundo turno, em 6 de maio.
Quem quer que seja o vencedor terá de atacar os problemas crônicos deste país assombrado pelos fantasmas da globalização: o desemprego, a desindustrialização, a queda no padrão de vida, a ameaça de uma explosão da periferia, o risco de colapso do sistema previdênciario e a perda de confiança no sistema político.
Com produto interno bruto de cerca de US$ 2 trilhões, a França é a segunda maior economia da zona do euro e a sexta do mundo. Dez das 50 maiores empresas européias são francesas. Suas 40 maiores companhias têm obtido lucros recordes. O trem-bala francês acaba de bater o recorde mundial de velocidade sobre trilhos, com 575 quilômetros por hora. Mas a França tem a menor taxa de crescimento entre os países ricos. Nos últimos 25 anos, em renda média por habitante, os franceses caíram do 7º para o 17º lugar. Coincidência ou não, nenhum governo foi reeleito nesse período.
Se no plano econômico o declinismo é justificado, a França tem hospitais públicos excelentes e um sistema de creches que elevou sua taxa de natalidade a uma das maiores da Europa. O intervencionismo estatal que caracteriza a economia francesa desde que Jean-Baptiste Colbert era ministro das Finanças de Luís XIV criou uma sociedade moderna, com trens de alta velocidade, que tira 80% de sua energia do átomo. Seu maior desafio é acelerar o crescimento, dinamizar a economia sem abrir mão do Estado do bem-estar social.
O favorito nesta luta, com quase 30% dos votos na média das pesquisas, é o ex-ministro das Finanças e do Interior Nicolas Sarkozy, da conservadora União por um Movimento Popular (UMP), herdeira da corrente política do general Charles de Gaulle.
Em segundo lugar, está a primeira mulher com chances de chegar à Presidência da França, a socialista Ségolène Royal, com cerca de 25% dos votos, seguida pelo centrista François Bayrou, da União pela Democracia Francesa (UDF), com 18%.
O quarto candidato influente é o neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, que derrotou o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin em 21 de abril de 2002, passando para o segundo turno. Le Pen tem 15% das preferências.
Leia a íntegra em minha coluna no Baguete.
Quem quer que seja o vencedor terá de atacar os problemas crônicos deste país assombrado pelos fantasmas da globalização: o desemprego, a desindustrialização, a queda no padrão de vida, a ameaça de uma explosão da periferia, o risco de colapso do sistema previdênciario e a perda de confiança no sistema político.
Com produto interno bruto de cerca de US$ 2 trilhões, a França é a segunda maior economia da zona do euro e a sexta do mundo. Dez das 50 maiores empresas européias são francesas. Suas 40 maiores companhias têm obtido lucros recordes. O trem-bala francês acaba de bater o recorde mundial de velocidade sobre trilhos, com 575 quilômetros por hora. Mas a França tem a menor taxa de crescimento entre os países ricos. Nos últimos 25 anos, em renda média por habitante, os franceses caíram do 7º para o 17º lugar. Coincidência ou não, nenhum governo foi reeleito nesse período.
Se no plano econômico o declinismo é justificado, a França tem hospitais públicos excelentes e um sistema de creches que elevou sua taxa de natalidade a uma das maiores da Europa. O intervencionismo estatal que caracteriza a economia francesa desde que Jean-Baptiste Colbert era ministro das Finanças de Luís XIV criou uma sociedade moderna, com trens de alta velocidade, que tira 80% de sua energia do átomo. Seu maior desafio é acelerar o crescimento, dinamizar a economia sem abrir mão do Estado do bem-estar social.
O favorito nesta luta, com quase 30% dos votos na média das pesquisas, é o ex-ministro das Finanças e do Interior Nicolas Sarkozy, da conservadora União por um Movimento Popular (UMP), herdeira da corrente política do general Charles de Gaulle.
Em segundo lugar, está a primeira mulher com chances de chegar à Presidência da França, a socialista Ségolène Royal, com cerca de 25% dos votos, seguida pelo centrista François Bayrou, da União pela Democracia Francesa (UDF), com 18%.
O quarto candidato influente é o neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional, que derrotou o então primeiro-ministro socialista Lionel Jospin em 21 de abril de 2002, passando para o segundo turno. Le Pen tem 15% das preferências.
Leia a íntegra em minha coluna no Baguete.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Ségolène rejeita aliança contra Sarkozy no 1º turno
Sob a ameaça de não chegar ao segundo turno da eleição presidencial francesa, a exemplo do que aconteceu com o primeiro-ministro Lionel Jospin em 2002, a candidata socialista Ségolène Royal rejeitou uma aliança com o candidato centrista François Bayrou. Afinal, no momento, é ele quem mais ameaça sua vaga no segundo turno.
A votação em primeiro turno será realizada no próximo domingo, 22 de abril.
Pelas pesquisas, o candidato conservador Nicolas Sarkozy, ex-ministro do Interior, deve ser o primeiro com quase 30% dos votos. Duas pesquisas divulgadas ontem apontavam tendências diferentes na disputa pelo segundo lugar entre Ségolène e Bayrou. Numa, a vantagem da candidata do PS aumentava. Na outra, diminuía.
Na média das pesquisas, Sarkozy tem 28,3 % (entre 26% et 30 %, segundo os institutos BVA, Ipsos, Ifop, CSA et TNS-Sofres) contra 24,4% para Ségolène (23% a 26%), 18,4 % para Bayrou (17% à 21%) e 13,5% para o neofascista Jean-Marie Le Pen (12% a 15%).
Se cair, Ségolène fica num empate técnico com Bayrou, o que deixa a corrida em suspenso até a contagem dos votos na urna
No domingo, o presidente do PS, François Hollande, marido de Ségolène, declarou que sua presença no segundo turno, em 6 de maio, "não está certa".
Ao todo concorrem 12 candidatos, da esquerda radical à extrema direita representada por Le Pen, que tirou Jospin do segundo turno em 2002. À esquerda, disputando o voto com os socialistas, há três partidos trotskistas, o Partido Comunista Francês, que foi o segundo maior PC do Ocidente e hoje é quase inexpressivo, os Verdes e o candidanto antiglobalização José Bové. Eles somam 13% dos votos.
Ainda há 37% de indecisos. A expectativa dos analistas é que eles se dividam na mesma proporção que o resto do eleitorado, não afetando significativamente o resultado da pesquisa.
A proposta de uma aliança com Bayrou partiu de um dos caciques do PS, o ex-primeiro-ministro Michel Rocard. Nas pesquisas do instituto Ipsos sobre um possível segundo turno, Sarkozy bateria Ségolène por 53% a 47% mas perderia para Bayrou por 53,5% a 46,5%.
Então, como observou o jornal Le Monde, Ségolène corre risco no primeiro turno e Sarkozy no segundo, quando todos, menos a extrema direita, devem se unir contra ele.
A votação em primeiro turno será realizada no próximo domingo, 22 de abril.
Pelas pesquisas, o candidato conservador Nicolas Sarkozy, ex-ministro do Interior, deve ser o primeiro com quase 30% dos votos. Duas pesquisas divulgadas ontem apontavam tendências diferentes na disputa pelo segundo lugar entre Ségolène e Bayrou. Numa, a vantagem da candidata do PS aumentava. Na outra, diminuía.
Na média das pesquisas, Sarkozy tem 28,3 % (entre 26% et 30 %, segundo os institutos BVA, Ipsos, Ifop, CSA et TNS-Sofres) contra 24,4% para Ségolène (23% a 26%), 18,4 % para Bayrou (17% à 21%) e 13,5% para o neofascista Jean-Marie Le Pen (12% a 15%).
Se cair, Ségolène fica num empate técnico com Bayrou, o que deixa a corrida em suspenso até a contagem dos votos na urna
No domingo, o presidente do PS, François Hollande, marido de Ségolène, declarou que sua presença no segundo turno, em 6 de maio, "não está certa".
Ao todo concorrem 12 candidatos, da esquerda radical à extrema direita representada por Le Pen, que tirou Jospin do segundo turno em 2002. À esquerda, disputando o voto com os socialistas, há três partidos trotskistas, o Partido Comunista Francês, que foi o segundo maior PC do Ocidente e hoje é quase inexpressivo, os Verdes e o candidanto antiglobalização José Bové. Eles somam 13% dos votos.
Ainda há 37% de indecisos. A expectativa dos analistas é que eles se dividam na mesma proporção que o resto do eleitorado, não afetando significativamente o resultado da pesquisa.
A proposta de uma aliança com Bayrou partiu de um dos caciques do PS, o ex-primeiro-ministro Michel Rocard. Nas pesquisas do instituto Ipsos sobre um possível segundo turno, Sarkozy bateria Ségolène por 53% a 47% mas perderia para Bayrou por 53,5% a 46,5%.
Então, como observou o jornal Le Monde, Ségolène corre risco no primeiro turno e Sarkozy no segundo, quando todos, menos a extrema direita, devem se unir contra ele.
Ségolène rejeita aliança contra Sarkozy no 1º turno
Sob a ameaça de não chegar ao segundo turno da eleição presidencial francesa, a exemplo do que aconteceu com o primeiro-ministro Lionel Jospin em 2002, a candidata socialista Ségolène Royal rejeitou uma aliança com o candidato centrista François Bayrou. Afinal, no momento, é ele quem mais ameaça sua vaga no segundo turno.
A votação em primeiro turno será realizada no próximo domingo, 22 de abril.
Pelas pesquisas, o candidato conservador Nicolas Sarkozy, ex-ministro do Interior, deve ser o primeiro com quase 30% dos votos. Duas pesquisas divulgadas ontem davam resultados diferentes na disputa pelo segundo lugar entre Ségolène e Bayrou. Numa, a vantagem da candidata do PS aumentava. Na outra, diminuía.
No domingo, o presidente do PS, François Hollande, marido de Ségolène, declarou que sua presença no segundo turno, em 6 de maio, "não está certa".
A votação em primeiro turno será realizada no próximo domingo, 22 de abril.
Pelas pesquisas, o candidato conservador Nicolas Sarkozy, ex-ministro do Interior, deve ser o primeiro com quase 30% dos votos. Duas pesquisas divulgadas ontem davam resultados diferentes na disputa pelo segundo lugar entre Ségolène e Bayrou. Numa, a vantagem da candidata do PS aumentava. Na outra, diminuía.
No domingo, o presidente do PS, François Hollande, marido de Ségolène, declarou que sua presença no segundo turno, em 6 de maio, "não está certa".
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Mais de 40% dos franceses estão indecisos
Cerca de 42% do eleitorado da França, 18 mlhões de pessoas, ainda não sabem em quem votarão para presidente nas eleições de 22 de abril e 6 de maio, revelaram duas pesquisas divulgadas ontem.
O favoritismo é do ex-ministro do Interior Nicolas Sarkozy. Na sondagem do Journal du Dimanche, ele teve 29,5% das preferências, contra 22% para a candidata socialista, Ségolène Royal. No segundo turno, Sarkozy bateria Ségolène por 54% a 46%.
Ségolène tem dificuldades com o eleitorado esquerdista, que não considera claro seu projeto político. Isso faz com que 10% dos eleitores prefiram candidatos de extrema esquerda. Em 2002, o então primeiro-ministro socialista Lionel jospin perdeu a vaga no segundo turno para o neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional.
Agora, quem ameaça Ségolène é o centrista François Bayrou, que tem em torno de 16% das intenções de voto, um pouco acima do ultradireitista.
O favoritismo é do ex-ministro do Interior Nicolas Sarkozy. Na sondagem do Journal du Dimanche, ele teve 29,5% das preferências, contra 22% para a candidata socialista, Ségolène Royal. No segundo turno, Sarkozy bateria Ségolène por 54% a 46%.
Ségolène tem dificuldades com o eleitorado esquerdista, que não considera claro seu projeto político. Isso faz com que 10% dos eleitores prefiram candidatos de extrema esquerda. Em 2002, o então primeiro-ministro socialista Lionel jospin perdeu a vaga no segundo turno para o neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional.
Agora, quem ameaça Ségolène é o centrista François Bayrou, que tem em torno de 16% das intenções de voto, um pouco acima do ultradireitista.
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