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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mercado de trabalho desaponta nos EUA

As empresas privadas dos Estados Unidos criaram apenas 38 mil vagas de emprego e mais do que destruíram em maio, estima a companhia de recursos humanos ADP, a maior processadora de folhas de pagamento do país, informa a agência de notícias Reuters.

O resultado, muito abaixo do esperado, e a queda da produção industrial americana ao menor nível desde 2009 pesam sobre a Bolsa de Valores de Nova York.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Piloto que salvou avião vira herói nos EUA

Voar, mas sem os pássaros: Chesley Sullenberger, de 57 anos, é o novo herói americano.

Sully, como é mais conhecido o piloto do vôo 1549 da US Airways, está sendo louvado como o herói do “milagre da Baía de Hudson”. Ontem, seu Airbus 320 bateu num bando de gansos logo depois de decolar do Aeroporto de La Guardia, em Nova York, com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, com 150 passageiros e cinco tripulantes.

As duas turbinas devem ter sugado as aves e entrado em pane. Com os dois motores pifados, Sullunberger teve de usar toda a sua experiência de 40 anos de vôo de ex-piloto de aviões de caça. Ele fez uma curva, passou por cima da ilha de Manhattan e escolheu o Rio Hudson como pista de pouso de emergência.

Em pousos de emergência na água, raramente a aeronave fica intacta. Com as águas do rio em torno de zero grau, as pessoas sobreviveriam no máximo 5 a 10 minutos. Mas ele conseguiu pousar e o avião flutuou por causa do ar dentro do compartimento de carga.

Com água gelada pela cintura, o novo herói americano foi até o fundo do avião e só saiu depois de ter certeza de que todos os passageiros e tripulantes estavam salvos; 75 passageiros com pequenas lesões ou hipotermia leve foram tratados em hospitais.

Tanto o Departamento de Segurança Interna quanto a Autoridade Federal de Aviação dos EUA afastaram logo a possibilidade de terrorismo. A autoridade nacional de segurança de transportes está investigando o acidente. Parte dos relatos sobre um choque com um bando de gansos, o que parou as duas turbinas, não restando ao heróico piloto outra alternativa além de um pouso de emergência.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Corte de juros levanta bolsas em todo o mundo

A expectativa de corte nas taxas básicas de juros amanhã nos Estados Unidos e na próxima semana na Europa, provocou uma onda altista no mercado financeiro internacional.

Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio abriu em queda. Chegou a estar abaixo de 7 mil pontos na abertura, por causa de bancos e exportadores, mas se recuperou e fechou em alta de 6,4%. O governo japonês proibiu as operações de short selling. A Bolsa de Hong Kong subiu 13,4% e a de Seul 5,6%.

Com a onda altista vinda da Ásia, as bolsas da Europa também subiram, com destaque para ações de bancos, companhias de petróleo e fábricas de automóveis como a Volkswagen, que teve uma alta de 73% e no meio do pregão chegou a ser a empresa privada com maior valor de mercado, batendo a empresa petrolífera Exxon Mobil.

A Bolsa de Londres fechou com alta de 1,92%, a de Paris de 1,55%. Com a supervalorização das ações da VW, o DAX, principal índice da Bolsa de Frankfurt, subiu 11,3%.

Nos EUA, a quase certeza do mercado de que a Reserva Federal (Fed) vai reduzir a taxa básica de juros amanhã em meio ponto percentual, para 1% ao ano, neutralizou as notícias ruins.

O índice de confiança do consumidor calculado pelo Conference Board, um instituto de pesquisas do setor privado, caiu ao nível mais baixo desde que foi criado, há 23 anos. E o preço médio das casas caiu 16,6% em um ano.

Mesmo assim, a bolsa de Wall St. teve sua maior alta desde 1987: 10,88%. A bolsa Nasdaq, das ações de empresas de alta tecnologia, subiu 9,5%.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Bolsas desabam no mundo inteiro

O medo de uma recessão mundial, reforçado pelos maus resultados das empresas e a contração econômica do Reino Unido pela primeira vez em seis anos, derrubou as bolsas de valores hoje no mundo inteiro.

No Japão, o dólar caiu para 94,27 ienes. A moeda japonesa é um refúgio seguro em meio à crise. Isso derruba as ações de empresas exportadores, o que reduziu o crescimento sul-coreano à metade.

A Bolsa de Tóquio perdeu 9,6%; Hong Kong, 8,3%; e Seul, na Coréia do sul, 12,6%.

Na Europa, a primeira queda da atividade econômica britânica em 16 anos e outros indicadores de recessão, como o Índice de Compras dos Gerentes, pesaram sobre os mercados europeus. Londres e Frankfurt perderam 5%, e Paris, 3,5%.

Uma nova onda de demissões na Chrysler, que pode ser vendida à General Motors, e a redução do tráfego aéreo em 3%, derrubaram a Bolsa de Nova Iorque. O Índice Dow Jones caiu 3,6% e a bolsa Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, 3,2%.

Em meio à descrença e ao pânico, uma boa notícia: a venda de casas usadas cresceu 5,5% em setembro. Com a queda na construção, o estoque de casas para revenda estaria diminuindo. Seria o início de uma recuperação no setor imobiliário. Os preços caíram 9% em um ano.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Demissões em massa abalam bolsas

A expectativa de aumento do desemprego nos Estados Unidos, mais um forte indicador de uma recessão, abalou as bolsas hoje no mundo inteiro.

O número de demissões em massa em setembro foi o maior desde setembro de 2001, quando o país estava traumatizado pelos atentados terroristas contra Nova Iorque e o Pentágono, revelou hoje o jornal The Washington Post. São considerados demissões em massa os casos em que mais de 50 trabalhadores de uma mesma empresa perdem o emprego:
• A indústria farmacêutica Merck vai demitir 7,2 mil funcionários, 2.880 nos EUA.
• O banco National City vai demitir 4 mil funcionários.
• A Pepsi vai mandar embora 3,3 mil.
• No banco Goldman Sachs, serão cortadas 3.260 vagas.
• A Xerox vai eliminar 3 mil postos de trabalho.
• A Chrysler vai fechar mais uma fábrica de automóveis e dispensar 1.825 trabalhadores.
• A General Motors vai desempregar 1,6 mil.
• O Yahoo vai despedir 1,5 mil empregados.

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio chegou a cair 7% porque o saldo comercial do Japão caiu 94% em relação ao ano passado. As exportações para os EUA baixaram pelo décimo-terceiro mês consecutivo e a moeda japonesa subiu hoje para 97 ienes por dólar, prejudicando ainda mais as empresas exportadoras.

Em Seul, na Coréia do Sul, outro país que depende muito das importações americanas, a bolsa caiu 7,5%.

Foi um dia de fortes oscilações. Na Europa, Londres teve alta de 1,2% e Frankfurt de 1,1%, mas Paris caiu 0,4%.

Nos EUA, a expectativa de aumento do desemprego não impediu o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 empresas mais importantes da Bolsa de Nova Iorque, de subir 2%, enquanto a bolsa Nasdaq, das empresas de alta tecnologia, perdeu 0,73%.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Bolsas caem por queda nos lucros

Os resultados fracos de empresas importantes derrubaram a maioria das bolsas de valores hoje no mundo.

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio teve alta de 3,3% no embalo de Wall Street, com a esperança de que os Estados Unidos adotem algum plano de aceleração do crescimento, como pediu ontem o presidente do banco central americano, Ben Bernanke, em depoimento na Comissão de Orçamento da Câmara.

Sídnei, na Austrália, também subiu, com a recuperação dos preços de mineradoras, mas Hong Kong, na China, teve uma pequena queda por causa das sombras que se formam sobre o crescimento chinês.

Na Europa, as bolsas abriram em alta mas perderam a força com a divulgação de resultados de empresas com lucros reduzidos. Menos lucro significa menos dinheiro para pagar dívidas e investir em novos equipamentos e pessoal. É mais provável no momento que as empresas demitam do que contratem, dada a perspectiva de diminuição do consumo.

Londres caiu 1,2% e Frankfurt 1,1%, mas Paris subiu 0,8% por causa do plano de recapitalização dos bancos franceses.

Em Nova Iorque, foi mais um dia de oscilações selvagens. Terminou com o Índice Dow Jones em queda de 2,5% e a bolsa Nasdaq, de ações de empresas de alta tecnologia, de 4,1%, com os investidores realizando os lucros do alta do dia anterior, já que o mercado não tem expectativa de crescimento sustentado a curto e médio prazos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Bolsa de Nova Iorque sobe em dia errático

As bolsas de valores caíram hoje no mundo inteiro, com a exceção de Nova Iorque, que subiu 400 pontos na última hora de negócios depois de oscilar o dia inteiro.

Com o mercado de olho na economia real, a Bolsa de Valores de Tóquio teve hoje o segundo pior dia de sua história. Foi a pior queda desde outubro de 1987. A Toyota, que disputa com a General Motors a liderança mundial na produção de automóveis, admitiu que o mercado piorou muito além do esperado.

Diante do colapso do mercado, o novo primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, anunciou um plano de US$ 18 bilhões para retomar o crescimento da segunda maior economia do mundo.

Outras bolsas asiáticas também sofreram. Em Seul, na Coréia do Sul, a bolsa caiu 9,4% e a moeda, o uom, 9,7%.

Na China, Xangai e Hong Kong também fecharam com perdas.

Quando o governo dos EUA anunciou a queda na produção industrial, os mercados da Ásia estavam fechados. A notícia aprofundou a queda na Europa, que também enfrenta problemas na economia real. Na Espanha, os operários da Nissan protestaram contra 1.680 demissões na fábrica de Barcelona, que tinha 4,5 mil funcionários.

No final dos negócios do dia, Londres registrava queda de 5,6%, enquanto Frankfurt tinha baixa de 4,9% e Paris de 5,9%.

A Bolsa de Nova Iorque viveu um dos dias de maiores volatilidade de sua história. O Índice Dow Jones oscilou mais de 800 pontos, fechando com alta de 401 pontos (4,7%).

Na última hora e meia, houve uma alta espetacular movida pela especulação provocada pela queda dos preços do barril de petróleo para baixo de US$ 70 pela primeira vez em um ano e dois meses. A bolsa Nasdaq, de ações de empresas de alta tecnologia, subiu 5,5%.

O raciocínio é que, gastando menos com combustível, o consumidor americano terá mais dinheiro para comprar outras coisas.

Como a inflação de setembro foi zero, o mercado também espera um corte na taxa básica de juros, que já está em 1,5%. O problema é que juros a este nível foram a principal causa da bolha no mercado imobiliário. Uma nova bolha está em gestação.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Bolsa de Nova Iorque volta a cair

O plano do governo dos Estados Unidos para comprar ações de bancos e instituições financeiras no valor de US$ 250 bilhões não animou os investidores americanos. A Bolsa de Valores de Nova Iorque voltou a cair hoje, ainda que apenas 0,8%.

Antes da abertura do mercado, o presidente George Walker Bush anunciou mais uma mudança no plano de combate à crise: "Primeiro, o governo federal vai usar parte dos US$ 700 bilhões do plano de resgate financeiro para injetar capital nos bancos através da compra de ações. Este capital novo vai ajudar os bancos saudáveis a continuarem fazendo empréstimos a empresas e consumidores e os bancos com problemas a cobrir as perdas que tiveram durante a crise, para que possam voltar a dar empréstimos que gerem empregos e crescimento econômico".

Bush admitiu que será necessário esperar algum tempo para que o plano de salvação do setor financeiro dê resultado.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, pediu desculpas ao povo americano por romper com a ideologia neoconservadora que domina o pensamento do Partido Republicano desde os governos de Ronald Reagan (1981-89), fazendo a maior intervenção econômica da História dos EUA desde a Grande Depressão (1929-39): "Hoje, estamos tomando medidas decisivas para proteger a economia dos EUA. Lamentamos ter de adotar estas ações. Não é o que queríamos fazer mas o que devemos fazer para restaurar a confiança em nosso sistema financeiro".

Em uma reunião de emergência segunda-feira à noite, o governo forçou os bancos a aceitarem o remédio amargo. Imediatamente, nove bancos vão receber US$ 125 bilhões em investimentos públicos. O Citigroup, o J P Morgan Chase, o Bank of America e o Wells Fargo terão US$ 25 bilhões cada. O Goldman Sachs e o Morgan Stanley, os dois únicos bancos de investimento sobreviventes na Wall Street, terão US$ 10 bilhões cada.

Já o presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Ben Bernanke, informou que o Fed vai logo começar a comprar títulos da dívida das empresas financeiras em dificuldades.

A Bolsa de Valores de Nova Iorque abriu em alta de 300 pontos, depois de fortes altas na Ásia e na Europa. Mas logo o mercado começou a desviar sua atenção para o gigantesco desequilíbrio macroeconômico que os planos trilionários vão provocar nas contas públicas dos países ricos, e nos danos para a economia real.

Os setores ligados ao consumo e a alta tecnologia lideraram a queda da bolsa, que terminou o dia em queda de 0,8% porque os investidores estão convencidos de que, se o plano parece capaz de evitar um desastre, não será capaz de evitar uma profunda recessão, com queda de produção e consumo, falência de empresas e desemprego.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Bolsas têm mais um dia de pânico

Pelo sexto dia consecutivo, o mercado financeiro global operou em queda ontem, 8 de outubro de 2008, apesar da queda de juros coordenada dos principais bancos centrais do mundo, com a exceção do japonês, pratica uma taxa de juros de 0,5% e não tem como cortar mais.

Antes do corte de juros, as bolsas da Ásia desabaram. A Bolsa de Tóquio perdeu 9,36%, caindo ao nível mais baixo em cinco anos, com grandes perdas para fábricas de automóveis e outras empresas que dependem do mercado americano. Hong Kong teve perdas de 8,4%, enquanto a Bolsa de Jacarta, na Indonésia, interrompeu os negócios depois de cair 11%.

As duas bolsas de Moscou, na Rússia, também foram fechadas depois de quedas de mais de 10%. Só voltam a abrir na sexta-feira.

Na Europa, houve uma euforia inicial com o corte de juros. "Ele tem dois efeitos positivos", comentou Heike Jöbges, analista do Instituto de Política Macroeconômica de Düsseldord, na Alemanha: estimula a recuperação econômica e ajuda os bancos ao baixar o custo do dinheiro.

Logo as bolsas européis voltaram a cair, fechando com baixas entre 5% e 7,5%. Nova Iorque abriu em alta e ficou subindo e descendo durante todo o dia para, no final do pregão, ter uma forte queda e fechar com desvalorização média das 30 principais ações em 2%.

O problema central, observa o estrategista americano David Reilly, é que "os bancos não estão emprestando dinheiro uns aos outros. O mercado de dinheiro não está funcionando. Por isso, o banco central dos EUA começou a dar empréstimos diretamente a empresas, e sem garantias, o que nunca se tinha ouvido falar".

Ainda é fundamental sanear os balanços das instituições financeiras para que os mercados de crédito voltem a operar, acrescenta Reilly: "Quando os mercados de crédito voltarem a operar, em tese, o mercado de ações deve se estabilizar. Aí, vamos em frente".

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Bolsas desabam com crise bancária

As bolsas do mundo inteiro registram fortes quedas por medo de uma crise bancária global, diante das sucessivas crises de bancos, que agora atingem sobretudo a Europa.

Na Ásia, Tóquio perdeu 4,7% e Hong Kong 5%. Na Europa, a desvalorização das principais bolsas varia entre 5% e 8%. Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones cai no momento mais de 400 pontos.

O banco francês BNP-Paribas assumiu o controle das operações financeiras do banco Fortis na Bélgica e em Luxemburgo.

Pela primeira vez em oito meses, o petróleo caiu abaixo de US$ 90, em outra baixa generalizada de preços de commodities (produtos primários), que são a base da economia brasileira.

As operações na Bolsa de São Paulo foram suspensas depois de uma queda de 15%. Foi a segunda vez que o mecanismo para interromper os negócios foi usado duas vezes no mesmo. A primeira foi em janeiro de 1999, logo após a desvalorização do real no início do segundo governo Fernando Henrique Cardoso.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Bolsas desabam no mundo inteiro

Com a incerteza diante do plano para tirar os Estados Unidos da crise, as bolsas de valores caíram desde que o mercado abriu. Na Ásia, Tóquio registrou baixa de 1,23% e Hong Kong de 4,3%.

Na Europa, o dia começou mal por causa da estatização banco Fortis pela Bélgica, Holanda e Luxemburgo, de uma sociedade de poupança e empréstimo britânica, a Bradford & Bingley, e de socorro a bancos na Islândia e Dinamarca.

Com a queda do plano americano, as bolsas desabaram. Londres e Paris caíram mais de 5%, Frankfurt, na Alemanha, mais de 4%.

Em Wall Street, o Índice Dow Jones caiu imediatamente 400 pontos e, no final do dia, 777 pontos, a maior queda em pontos em um dia e a maior percentual (6,98%) desde a Segunda-Feira Negra, 19 de outubro de 1987.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Falência do Lehman Bros derruba bolsas

O pedido de concordata do Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, com dívidas de mais de US$ 613 bilhões, derrubou hoje os mercados financeiros no mundo inteiro. As bolsas de Nova Iorque (-4,4%) e São Paulo (-7,2%) tiveram seu pior dia desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

A situação foi agravada pela notícia de que o American International Group (AIG), a maior seguradora do mundo, pediu um crédito especial à Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, no valor de US$ 40 bilhões, e pela queda de 1,1% na produção industrial americana em agosto.

Na Ásia, os bolsas de Tóquio, Hong Kong e Xangai não abriram por causa de feriados na China e no Japão. Mas Sídnei, na Austrália, e Cingapura, começaram a evidenciar o pânico dos investidores

Durante uma reunião de emergência para evitar o colapso de mais uma megaempresa americana, a delegacia regional do banco central dos EUA em Nova Iorque pediu aos bancos Chase e Goldman Sachs que dêem empréstimos no valor de US$ 70 a 75 bilhões para recompor o capital do AIG, abalado pela crise financeira americana.

Em Washington, o presidente George Bush declarou que a preocupação do governo é com a saúde do sistema financeiro como um todo. Ele manifestou confiança na recuperação em longo prazo do mercado financeiro dos EUA.

Na campanha eleitoral, o candidato republicano, senador John McCain, elogiou o governo por não ter usado dinheiro público desta vez. Sua vice, a governadora Sarah Palin, culpou Washington pela falta de regulamentação e repetiu seu mantra de que "a mudança está a caminho", uma jogada para roubar o slogan da campanha do senador democrata Barack Obama.

Por sua vez, Obama declarou que não culpava McCain, mas "a filosofia econômica dos governos republicanos dos últimos oito anos" pela especulação financeira e pela falta de regulamentação que levaram à crise atual.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ações do banco Lehman Brothers caem 45%

O colapso de uma negociação com um grupo da Coréia do Sul alimentou a expectativa de falta de liquidez no quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, Lehman Brothers.

Suas ações perderam 45% do valor hoje, puxando para baixo a Bolsa de Nova Iorque. O índice Dow Jones caiu 2,43%, praticamente eliminando os ganhos da segunda-feira, quando subira 2,58%.

A aposta contra indica que o mercado acredita que o banco não teria o apoio do governo. O Tesouro acaba de assumir o controle dos dois gigantes do mercado imobiliário do país, Fannie Mae e Freddie Mac, poderá gastar US$ 200 bilhões no saneamento do setor de crédito hipotecário.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Bolsa de Nova Iorque sobe 270 pontos

LONDRES - A queda acentuada nos preços do petróleo, de US$ 10 em dois dias, inverteu hoje a tendência da Bolsa de Valores de Nova Iorque, que fechou hoje com o índice Dow Jones em alta de 276,74 pontos, uma alta de 2,5%, para 11.239,28. Ontem, pela primeira vez em dois anos, fechara abaixo de 11 mil pontos.

O setor financeiro liderou o movimento de alta, diante da certeza de que o governo dos Estados Unidos vai impedir o colapso das grandes empresas do setor de crédito imobiliário.

Na bolsa Nasdaq, das ações de empresas de alta tecnologia, a alta foi de 3,1% para 2284.95. O S&P 500 subiu 2,5% para 1.245,36.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Bolsa de Nova Iorque perdeu 7,8% no trimestre

A reação favorável dos investidores ao novo plano de regulamentação do mercado financeiro anunciado pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, provocou uma pequena alta na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Mas o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações terminou o primeiro trimestre do ano em queda de 7,8%.

O barril de petróleo caiu US$ 4,01 para US$ 101,61, com a trégua no Iraque e a reabertura do oleoduto atacado na semana passada pela milícia xiita conhecida como Exército Mehdi.

Com uma queda de US$ 14,70, a onça do ouro ficou em US$ 921,80, mas teve alta de 10,4% no trimestre.

terça-feira, 18 de março de 2008

Fed corta taxa básica para 2,25% ao ano

Em mais uma tentativa de estimular a economia americana, abalada pela crise financeira iniciada com o calote de tomadores de empréstimos para compra de casa própria com problemas de crédito, o Federal Reserve Board, o banco central dos Estados Unidos, cortou hoje sua taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, de 3% para 2,25% ao ano.

O mercado reagiu favoravelmente, com altas de cerca de 3,5% nas bolsas de valores de Nova Iorque, Londres, Paris e Frankfurt, ajudadas pela publicação dos balanços dos bancos americanos Lehman Brothers e Morgan Stanley, que apresentaram resultados negativos mas acima da expectativa pessismista dos economistas.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Intervenção em banco derruba bolsas de valores

A intervenção do Federal Reserve Board, o banco central dos Estados Unidos, com a ajuda do banco J P Morgan Chase, para salvar o quinto maior banco de investimentos americanos abalou mais uma vez o mercado financeiro.

O Bear Stearns é a nova vítima da crise no setor habitacional nos EUA. Não foi revelado quanto dinheiro será necessário injetar para impedir sua quebra.

Diante de líderes empresarias reunidos do Clube da Economia de Nova Iorque, o presidente George W. Bush tentou passar uma mensagem otimista. Ele prometeu ajuda para refinanciar os contratos de quem corre risco de perder a casa, defendeu a aprovação definitiva dos cortes de impostos de seu governo e advertiu para os riscos de "uma regulamentação excessiva capaz de prejudicar a economia americana a longo prazo".

Com mais um banco em dificuldades, as ações da Bolsa de Valores de Nova Iorque perderem, em média, 2%.

Dólar cai mais e ouro chega a US$ 1 mil a onça

Diante de desvalorização do dólar, o ouro, o petróleo e o euro bateram recordes na quinta-feira, 13 de março de 2008.

A onça de 31 gramas de ouro chegou a US$ 1.001 na quinta-feira, 13 de março, e depois caiu para US$ 996, enquanto o barril de petróleo fechava em US$ 110,33 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque e o euro já vale US$ 1,5632.

O próprio presidente George Walker Bush, que desde o início de seu primeiro mandato adota uma política de negligência benigna em relação à moeda americana, na esperança de reduzir o formidável déficit comercial dos Estados Unidos, agora se mostra preocupado. Mas é tarde demais para ele.

Ontem foi outro dia de mais notícias para a maior economia do mundo. O consumo caiu 0,6% em fevereiro, o número de pedidos de seguro-desemprego aumentou, 71% dos 55 economistas ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal acreditam que o país está em recessão e 48% uma queda na produção maior do que em 1990-91 e 2000-01.

Mesmo assim, com as bolsas do mundo inteiro em queda, o Índice Dow Jones, o principal da Bolsa de Valores de Nova Iorque, fechou o dia em alta de 0,29% por causa de um relatório indicando que o prejuízo total no mercado de crédito hipotecário chegará a US$ 285 bilhões.

A boa notícia é que este número seria definitivo. Não haveria mais anúncios de novas perdas.

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, exortou os bancos a pagarem menos dividendos e se capitalizarem. Enquanto não houver um saneamento do sistema financeiro, o aperto de crédito não acaba e não haverá dinheiro para retomar o crescimento econômico, embora o Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, diga que as empresas americanas não-financeiras estão em situação saudável.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Bolsa de Nova Iorque tem maior alta desde 2002

O anúncio de que o Federal Reserve Board, o banco central dos Estados Unidos, vai injetar US$ 200 bilhões no mercado para garantir a liquidez, em ação coordenada com outros bancos centrais, devolveu a euforia às bolsas de valores.

Em Nova Iorque, o Índice Dow Jones teve a maior alta desde 2002, subindo 416 pontos (3,6%). A bolsa Nasdaq, das empresas de alta tecnologia, subiu 4% e o Índice S&P 500, 3,7%.

A reação começou pelas bolsas asiáticas, na expectativa de novo corte na taxa básica de juros dos EUA para evitar uma recessão na maior economia do mundo. Chegou à Europa com a notícia da medida do Fed, em conjunto com o Banco Central da Europa e o Banco da Inglaterra.

Com a alta nos preços do petróleo, que quase chegou a US$ 110 por barril na terça-feira, o déficit comercial americano voltou a subir. Por causa da importação recorde de US$ 206,4 bilhões, passou de US$ 57,9 bilhões em dezembro para US$ 58,2 bilhões em janeiro.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Bolsa de Nova Iorque cai 3% por medo de recessão

O mau desempenho do setor de serviços, o maior e mais dinâmico da economia dos Estados Unidos, aumentou ainda mais o medo de recessão, causando uma queda de 370 pontos (-2,93%) no Índice Dow Jones, o mais importante da Bolsa de Valores de Nova Iorque.

Nesta terça-feira, o Instituto de Gerenciamento da Oferta divulgou que seu índice de serviços caiu de 54,5 em dezembro para 41,9 em janeiro. Um número inferior a 50 indica redução da atividade econômica.

Como os serviços representam dois terços do produto interno bruto dos EUA, de cerca de US$ 14 trilhões, o dado foi interpretado como mais um sinal de que a maior economia do mundo entrou em recessão.