O governo Donald Trump negou autorização para a companhia de petróleo Exxon Mobil a perfurar poços atrás de petróleo na Rússia, anunciou ontem o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, depois de consultar o presidente.
A Exxon Mobil tinha pedido uma isenção das sanções impostas pelos EUA e a União Europeia à Rússia depois da intervenção militar russa na ex-república soviética da Ucrânia e da anexação da Crimeia, em 2014. Queria retomar uma parceria com a empresa estatal russa Rosneft.
Com a crise na Ucrânia, as relações entre a Rússia e o Ocidente sofreram a maior deterioração desde o fim da Guerra Fria e do desaparecimento da União Soviética, em 1991. Durante a campanha, Trump prometeu melhorar as relações e fazer uma aliança no combate ao terrorismo dos muçulmanos jihadistas. Foi acusado de conluio com a Rússia, que pirateou e divulgou informações negativas sobre a candidata democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.
O ataque dos EUA à Síria, maior aliada de Moscou no Oriente Médio, em retaliação ao uso de armas químicas, minou esta tentativa de reaproximação. Ao não deixar a Exxon procurar petróleo na Rússia, Trump avaliza as sanções aplicadas pelo governo Barack Obama (2009-17).
Em sociedade com a Rosneft, a Exxon Mobil poderia explorar petróleo no Mar Negro e no Mar Kara, na Sibéria. Os campos de petróleo do Mar Kara são considerados os mais promissores da Rússia no Oceano Ártico.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 22 de abril de 2017
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Apple já é maior empresa do mundo
Com as oscilações selvagens das bolsas de valores nos últimos dias, a empresa de informática Apple superou a companhia petrolífera Exxon e se tornou a maior empresa do mundo em valor de mercado: US$ 337 bilhões.
Como a Bolsa de Nova York tem alta expressiva, talvez a Exxon recupere o primeiro posto. Vai crescer ainda mais quando o crescimento mundial aumentar o consumo de energia.
Mas a tendência está dada e é carregada de simbolismo, observa The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro dos Estados Unidos. É a nova economia baseada na tecnologia da informação, no conhecimento e em aparelhos móveis superando a velha economia do ferro, carvão e petróleo.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Petroleiras investem US$ 1 bi em esquema de combate a vazamentos
Quatro grandes empresas de petróleo - Exxon Mobil, Shell, Chevron e ConocoPhilips - se uniram para investir US$ 1 bilhão na criação um mecanismo de combate a acidentes na exploração de petróleo no mar como o do Golfo do México, o pior da história dos Estados Unidos.
É uma resposta direta ao vazamento de 750 milhões de litros de petróleo bruto desde que um acidente destruiu a plataforma Horizonte de Águas Profundas, em 20 de abril de 2010, com forte impacto sobre o litoral sul dos EUA.
O presidente Barack Obama chegou a declarar uma moratória em novas licenças de perfuração no fundo do mar, mas a Justiça rejeitou alegando que cada caso é diferente e apresenta riscos específicos que não devem ser generalizados.
Com o esquema anunciado ontem, as empresas teriam equipamentos para fazer operações conjuntas para consertar vazamentos e descontaminar áreas poluídas.
É uma resposta direta ao vazamento de 750 milhões de litros de petróleo bruto desde que um acidente destruiu a plataforma Horizonte de Águas Profundas, em 20 de abril de 2010, com forte impacto sobre o litoral sul dos EUA.
O presidente Barack Obama chegou a declarar uma moratória em novas licenças de perfuração no fundo do mar, mas a Justiça rejeitou alegando que cada caso é diferente e apresenta riscos específicos que não devem ser generalizados.
Com o esquema anunciado ontem, as empresas teriam equipamentos para fazer operações conjuntas para consertar vazamentos e descontaminar áreas poluídas.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Produção industrial da zona do euro cai
A produção industrial da Eurozona caiu 0,6% em outubro, depois de subir 0,2% em setembro. Em um ano, registra queda de 11,1%.
Outros destaques econômicos do dia:
• A confiança do empresariado japonês aumenta, mas a perspectiva ainda é negativa, o que significa fraco investimento.
• A Exxon vai comprar a empresa de gás XTO por US$ 40 bilhões, no maior negócio no setor em dez anos.
• O Citibank vai pagar US$ 20 bilhões ao Tesouro para tentar reduzir a influência do governo.
• Os aeronautas da British Airways aprovaram uma greve de 12 dias, iniciando em 22 de dezembro, para forçar a empresa a rever demissões.
• A Toyota pretende iniciar a venda em massa de carros elétricos em dois anos.
• A ajuda a Dubai animou os investidores da Ásia e da Europa.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Corte de juros levanta bolsas em todo o mundo
A expectativa de corte nas taxas básicas de juros amanhã nos Estados Unidos e na próxima semana na Europa, provocou uma onda altista no mercado financeiro internacional.
Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio abriu em queda. Chegou a estar abaixo de 7 mil pontos na abertura, por causa de bancos e exportadores, mas se recuperou e fechou em alta de 6,4%. O governo japonês proibiu as operações de short selling. A Bolsa de Hong Kong subiu 13,4% e a de Seul 5,6%.
Com a onda altista vinda da Ásia, as bolsas da Europa também subiram, com destaque para ações de bancos, companhias de petróleo e fábricas de automóveis como a Volkswagen, que teve uma alta de 73% e no meio do pregão chegou a ser a empresa privada com maior valor de mercado, batendo a empresa petrolífera Exxon Mobil.
A Bolsa de Londres fechou com alta de 1,92%, a de Paris de 1,55%. Com a supervalorização das ações da VW, o DAX, principal índice da Bolsa de Frankfurt, subiu 11,3%.
Nos EUA, a quase certeza do mercado de que a Reserva Federal (Fed) vai reduzir a taxa básica de juros amanhã em meio ponto percentual, para 1% ao ano, neutralizou as notícias ruins.
O índice de confiança do consumidor calculado pelo Conference Board, um instituto de pesquisas do setor privado, caiu ao nível mais baixo desde que foi criado, há 23 anos. E o preço médio das casas caiu 16,6% em um ano.
Mesmo assim, a bolsa de Wall St. teve sua maior alta desde 1987: 10,88%. A bolsa Nasdaq, das ações de empresas de alta tecnologia, subiu 9,5%.
Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio abriu em queda. Chegou a estar abaixo de 7 mil pontos na abertura, por causa de bancos e exportadores, mas se recuperou e fechou em alta de 6,4%. O governo japonês proibiu as operações de short selling. A Bolsa de Hong Kong subiu 13,4% e a de Seul 5,6%.
Com a onda altista vinda da Ásia, as bolsas da Europa também subiram, com destaque para ações de bancos, companhias de petróleo e fábricas de automóveis como a Volkswagen, que teve uma alta de 73% e no meio do pregão chegou a ser a empresa privada com maior valor de mercado, batendo a empresa petrolífera Exxon Mobil.
A Bolsa de Londres fechou com alta de 1,92%, a de Paris de 1,55%. Com a supervalorização das ações da VW, o DAX, principal índice da Bolsa de Frankfurt, subiu 11,3%.
Nos EUA, a quase certeza do mercado de que a Reserva Federal (Fed) vai reduzir a taxa básica de juros amanhã em meio ponto percentual, para 1% ao ano, neutralizou as notícias ruins.
O índice de confiança do consumidor calculado pelo Conference Board, um instituto de pesquisas do setor privado, caiu ao nível mais baixo desde que foi criado, há 23 anos. E o preço médio das casas caiu 16,6% em um ano.
Mesmo assim, a bolsa de Wall St. teve sua maior alta desde 1987: 10,88%. A bolsa Nasdaq, das ações de empresas de alta tecnologia, subiu 9,5%.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Exxon congela US$ 12 bilhões da PdVSA
A companhia de petróleo transnacional americana Exxon, maior empresa privada do mundo, conseguiu em tribunais da Europa e dos Estados Unidos US$ 12 bilhões da estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PdVSA), grande fonte do dinheiro para os projetos do presidente Hugo Chávez, para compensar os prejuízos causados pela nacionalização energética promovida pelo caudilho.
"Eles não congelaram ativos, só US$ 300 milhões em dinheiro", alegou o ministro do Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez.
Na sua opinião, é uma "medida provisória". O ministro espera que os tribunais de Londres e Nova Iorque revertam a decisão quando a Venezuela apresentar sua defesa.
A Exxon contesta os termos da nacionalização imposta por Chávez a quatro projetos na bacia do Rio Orinoco.
Em um tribunal do distrito de Manhattan, em Nova Iorque, nos EUA, conseguiu uma ordem de retenção de US$ 300 milhões em dinheiro da PdVSA depositados em bancos. A próxima audiência está marcada para 13 de fevereiro de 2008.
Na Grã-Bretanha, um mandado de injunção do Tribunal Superior do Reino Unido congelou todos os ativos da PdVSA na Inglaterra e no País de Gales, com valor estimado em US$ 12 bilhões.
"Eles não congelaram ativos, só US$ 300 milhões em dinheiro", alegou o ministro do Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez.
Na sua opinião, é uma "medida provisória". O ministro espera que os tribunais de Londres e Nova Iorque revertam a decisão quando a Venezuela apresentar sua defesa.
A Exxon contesta os termos da nacionalização imposta por Chávez a quatro projetos na bacia do Rio Orinoco.
Em um tribunal do distrito de Manhattan, em Nova Iorque, nos EUA, conseguiu uma ordem de retenção de US$ 300 milhões em dinheiro da PdVSA depositados em bancos. A próxima audiência está marcada para 13 de fevereiro de 2008.
Na Grã-Bretanha, um mandado de injunção do Tribunal Superior do Reino Unido congelou todos os ativos da PdVSA na Inglaterra e no País de Gales, com valor estimado em US$ 12 bilhões.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Exxon tem maior lucro da História
O companhia de petróleo americana Exxon Mobil beneficiou-se da alta dos preços do produto, chegou a US$ 78 o barril em agosto do ano passado, para fechar 2006 com um lucro recorde para empresas privadas em todo o mundo, de US$ 39,6 bilhões, depois de anunciar um ganho de US$ 10 bilhões no último trimeste do ano.
Com lucro de US$ 25 bilhões, a companhia anglo-holandesa Shell tornou-se a recordista de lucro na Europa.
Com lucro de US$ 25 bilhões, a companhia anglo-holandesa Shell tornou-se a recordista de lucro na Europa.
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