Mostrando postagens com marcador Chevron. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chevron. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Chevron tira executivos da Venezuela após prisão de funcionários

A companhia de petróleo americana Chevron retirou seus executivos da Venezuela depois que dois funcionários foram presos numa disputa contratual com a empresa estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PdVSA), noticiou a agência Reuters. A Chevron explora petróleo na Venezuela em associação com a PdVSA e declarou que não pretende deixar o país.

Foi a primeira batida policial em companhias de petróleo estrangeiras desde um expurgo da ditadura de Nicolás Maduro em que mais de 80 executivos da PdVSA e empresários associados foram presos sob acusação de corrupção desde o ano passado.

Os escritórios da Chevron na cidade de Puerto la Cruz, onde trabalham cerca de 150 empregados, foram revistados. Uns 30 executivos foram retirados da Venezuela.

Os dois funcionários da Chevron detidos podem ser acusados de traição por se negar a assinar um contrato de fornecimento de peças de uma fornalha preparado por executivos da PdVSA. Eles alegam que não houve concorrência e que os preços eram muito altos.

Em entrevista na sede das Nações Unidas em Nova York, o ministro do Exterior da Venezuela, Jorge Arreaza, atribuiu as prisões à luta contra a corrupção: "Na nossa indústria do petróleo e nas suas relações com outros países, havia corrupção. As decisões da procuradoria são baseadas em investigações sérias de combate à corrupção. Estas duas pessoas envolvidas têm o direito de se defender no devido processo legal."

A retirada dos executivos é um sinal evidente de que a Chevron não acredita na lisura do processo numa ditadura como a Venezuela, onde a Justiça não é independente, está sob o controle do Poder Executivo. "A decisão lógica seria se entregar às autoridades e provar sua inocência e não fugir", ironizou o chanceler venezuelano.

Em nota, a Chevron declarou seguir "um código de ética empresarial que inclui o total respeito pelas leis dos Estados Unidos e da Venezuela". A empresa não pretende sair do país. Já enfrentou prisão de executivos na Indonésia, em 2013. Aguarda a estabilização da Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo.

Diante do colapso da economia da Venezuela sob Maduro, as empresas estrangeiras têm cada vez mais dificuldade para manter funcionários no país à espera de dias melhores e um governo menos catastrófico. Além dos contratos suspeitos, há hiperinflação e desabastecimento generalizados.

Com faturamento de US$ 135 bilhões em 2017, a Chevron é a sétima maior empresa privada de petróleo do mundo. Na Venezuela, é sócia minoritária da PdVSA em cinco projetos. O lucro caiu 18% no ano passado para US$ 329 milhões.

No momento, a opção das empresas estrangeiras é vender seus ativos muito abaixo do valor normal ou continuar tendo prejuízos operacionais e agora ainda correr o risco de ter funcionários presos.

A PdVSA não escapa da crise venezuelana. Sua produção caiu 33% num ano para 1,51 milhão de barris por dia. É a menor em 33 anos. O combate à corrupção começou com a nomeação do general Manuel Quevedo como ministro do Petróleo e presidente da PdVSA, em 26 de novembro de 2017.

A empresa espanhola Repsol deu baixa em US$ 1 bilhão de seus ativos na Venezuela. A italiana ENI tem uma dívida não paga de 500 milhões de euros (US$ 615 milhões) com a PdVSA. A Schlumberger deu baixa de US$ 938 milhões em seus ativos venezuelanos, enquanto a Halliburton chegou a US$ 959 milhões em dois anos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Equador condena Chevron a pagar US$ 9,5 bi

A Justiça do Equador condenou ontem a empresa americana Chevron a pagar uma indenização de US$ 9,5 bilhões por danos ambientais causados na exploração de petróleo na região amazônica do país.


Se a Chevron não pedir desculpas dentro de duas semanas, a multa dobra. A empresa alega que a sentença é "ilegítima" porque não teria se baseado nas provas científicas coletadas durante a investigação.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Petroleiras investem US$ 1 bi em esquema de combate a vazamentos

Quatro grandes empresas de petróleo - Exxon Mobil, Shell, Chevron e ConocoPhilips - se uniram para investir US$ 1 bilhão na criação um mecanismo de combate a acidentes na exploração de petróleo no mar como o do Golfo do México, o pior da história dos Estados Unidos.

É uma resposta direta ao vazamento de 750 milhões de litros de petróleo bruto desde que um acidente destruiu a plataforma Horizonte de Águas Profundas, em 20 de abril de 2010, com forte impacto sobre o litoral sul dos EUA.

O presidente Barack Obama chegou a declarar uma moratória em novas licenças de perfuração no fundo do mar, mas a Justiça rejeitou alegando que cada caso é diferente e apresenta riscos específicos que não devem ser generalizados.

Com o esquema anunciado ontem, as empresas teriam equipamentos para fazer operações conjuntas para consertar vazamentos e descontaminar áreas poluídas.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Rebeldes atacam no Delta do Rio Níger

No seu maior ataque em dois anos, os rebeldes do Movimento de Emancipação do Delta do Rio Níger atacaram ontem um oleoduto da Shell e um campo de petróleo explorado pela Chevron, na principal região produtora da Nigéria.

O Exército nigeriano nega que tenha havido qualquer sabotagem, mas os rebeldes, que lutam por uma melhor distribuição da renda do petróleo e querem expulsar os estrangeiros da região, prometem novos ataques.