Pelo menos 64 pessoas morreram, entre elas 41 crianças, no incêndio de um centro comercial da cidade de Kemerovo, na Sibéria, no Centro-Sul da Rússia, a 3,6 mil quilômetros de Moscou, informou a agência de notícias Interfax, citada pelo jornal The Moscow Times.
O fogo começou numa sala de cinema. Outras 16 pessoas estariam desaparecidas, informou a televisão pública britânica BBC. O inquérito ficará a cargo do Comitê de Investigação, responsável por esclarecer os fatos em grandes crimes e tragédias. Ele presta contas diretamente ao presidente Vladimir Putin.
Mais de 100 pessoas que estavam nas lojas, restaurantes e cinemas do centro comercial saíram ilesas. O movimento era grande por ser domingo. A televisão russa mostrou imagens dramáticas de pessoas pulando das janelas do centro comercial envolto por uma fumaça escura. Os bombeiros levaram mais de 17 horas para apagar o fogo por causa da estrutura do prédio.
Kemerovo, uma cidade de 533 mil habitantes, de acordo como Censo de 2010, é a capital da província de Kemerovo, uma região produtora de carvão.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 26 de março de 2018
sábado, 19 de agosto de 2017
Homem esfaqueia sete e é morto pela polícia na Rússia
Um homem foi morto pela polícia depois de ferir sete pessoas a faca numa rua da cidade de Surgut, na Sibéria, na tarde deste sábado. Horas depois, através da sua agência de propaganda na Internet, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria do atentado.
"O assaltante da cidade de Surgut, na Rússia, é um soldado do Califado", afirmou o comunicado. As autoridades russas não confirmaram.
O agressor, um homem nascido na cidade em 1994, "atacou quem passava na rua", diz o inquérito policial. Suas vítimas foram hospitalizadas com "ferimentos variados". Duas estão em estado grave.
A polícia russa não está convencida de que foi uma ação terrorista. O prefeito Vadim Chuvalov pediu calma aos moradores de Surgut.
O ataque na Rússia aconteceu depois dos atentados com veículos em Barcelona e Cambrils, na Catalunha, reivindicados pelo Estado Islâmico, em que 14 pessoas morreram, e de um ataque a facadas em Turku, na Finlândia, cometido por um marroquino de 18 anos, que está sendo tratado como terrorismo de extremistas muçulmanos.
"O assaltante da cidade de Surgut, na Rússia, é um soldado do Califado", afirmou o comunicado. As autoridades russas não confirmaram.
O agressor, um homem nascido na cidade em 1994, "atacou quem passava na rua", diz o inquérito policial. Suas vítimas foram hospitalizadas com "ferimentos variados". Duas estão em estado grave.
A polícia russa não está convencida de que foi uma ação terrorista. O prefeito Vadim Chuvalov pediu calma aos moradores de Surgut.
O ataque na Rússia aconteceu depois dos atentados com veículos em Barcelona e Cambrils, na Catalunha, reivindicados pelo Estado Islâmico, em que 14 pessoas morreram, e de um ataque a facadas em Turku, na Finlândia, cometido por um marroquino de 18 anos, que está sendo tratado como terrorismo de extremistas muçulmanos.
sábado, 22 de abril de 2017
Trump não autoriza Exxon a explorar petróleo na Rússia
O governo Donald Trump negou autorização para a companhia de petróleo Exxon Mobil a perfurar poços atrás de petróleo na Rússia, anunciou ontem o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, depois de consultar o presidente.
A Exxon Mobil tinha pedido uma isenção das sanções impostas pelos EUA e a União Europeia à Rússia depois da intervenção militar russa na ex-república soviética da Ucrânia e da anexação da Crimeia, em 2014. Queria retomar uma parceria com a empresa estatal russa Rosneft.
Com a crise na Ucrânia, as relações entre a Rússia e o Ocidente sofreram a maior deterioração desde o fim da Guerra Fria e do desaparecimento da União Soviética, em 1991. Durante a campanha, Trump prometeu melhorar as relações e fazer uma aliança no combate ao terrorismo dos muçulmanos jihadistas. Foi acusado de conluio com a Rússia, que pirateou e divulgou informações negativas sobre a candidata democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.
O ataque dos EUA à Síria, maior aliada de Moscou no Oriente Médio, em retaliação ao uso de armas químicas, minou esta tentativa de reaproximação. Ao não deixar a Exxon procurar petróleo na Rússia, Trump avaliza as sanções aplicadas pelo governo Barack Obama (2009-17).
Em sociedade com a Rosneft, a Exxon Mobil poderia explorar petróleo no Mar Negro e no Mar Kara, na Sibéria. Os campos de petróleo do Mar Kara são considerados os mais promissores da Rússia no Oceano Ártico.
A Exxon Mobil tinha pedido uma isenção das sanções impostas pelos EUA e a União Europeia à Rússia depois da intervenção militar russa na ex-república soviética da Ucrânia e da anexação da Crimeia, em 2014. Queria retomar uma parceria com a empresa estatal russa Rosneft.
Com a crise na Ucrânia, as relações entre a Rússia e o Ocidente sofreram a maior deterioração desde o fim da Guerra Fria e do desaparecimento da União Soviética, em 1991. Durante a campanha, Trump prometeu melhorar as relações e fazer uma aliança no combate ao terrorismo dos muçulmanos jihadistas. Foi acusado de conluio com a Rússia, que pirateou e divulgou informações negativas sobre a candidata democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.
O ataque dos EUA à Síria, maior aliada de Moscou no Oriente Médio, em retaliação ao uso de armas químicas, minou esta tentativa de reaproximação. Ao não deixar a Exxon procurar petróleo na Rússia, Trump avaliza as sanções aplicadas pelo governo Barack Obama (2009-17).
Em sociedade com a Rosneft, a Exxon Mobil poderia explorar petróleo no Mar Negro e no Mar Kara, na Sibéria. Os campos de petróleo do Mar Kara são considerados os mais promissores da Rússia no Oceano Ártico.
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