Pelo menos 64 pessoas morreram, entre elas 41 crianças, no incêndio de um centro comercial da cidade de Kemerovo, na Sibéria, no Centro-Sul da Rússia, a 3,6 mil quilômetros de Moscou, informou a agência de notícias Interfax, citada pelo jornal The Moscow Times.
O fogo começou numa sala de cinema. Outras 16 pessoas estariam desaparecidas, informou a televisão pública britânica BBC. O inquérito ficará a cargo do Comitê de Investigação, responsável por esclarecer os fatos em grandes crimes e tragédias. Ele presta contas diretamente ao presidente Vladimir Putin.
Mais de 100 pessoas que estavam nas lojas, restaurantes e cinemas do centro comercial saíram ilesas. O movimento era grande por ser domingo. A televisão russa mostrou imagens dramáticas de pessoas pulando das janelas do centro comercial envolto por uma fumaça escura. Os bombeiros levaram mais de 17 horas para apagar o fogo por causa da estrutura do prédio.
Kemerovo, uma cidade de 533 mil habitantes, de acordo como Censo de 2010, é a capital da província de Kemerovo, uma região produtora de carvão.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 26 de março de 2018
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Atirador deixa pelo menos nove mortos em Munique
Pelo menos nove pessoas foram mortas e várias outras feridas num centro comercial e talvez em outros locais da cidade de Munique, no Sul da Alemanha. A notícia inicial era de um atirador solitário no centro comercial Olympia, mas testemunhas falaram em até três atiradores e a televisão americana CNN disse que haveria ataques a tiros em outros locais da cidade.
O ataque foi a uma lanchonete McDonald's no grande centro comercial Olympia, muito frequentado por famílias. Tem cinemas e áreas de diversão para crianças. A polícia local recomenda à população que evite lugares públicos, num sinal de que teme ações terroristas coordenadas.
Uma testemunha disse que seu filho viu um atirador carregando uma pistola no banheiro do centro comercial. Acrescentou que o atirador gritava "Alá é o maior!" ao disparar sua arma, o que caracterizaria o ataque como uma ação terrorista cometida por extremistas muçulmanos.
Outra possibilidade é de que se trate de um extremista de direitista interessado em atacar estrangeiros. Hoje é o quinto aniversário do massacre de 77 pessoas cometido na Noruega pelo neonazista Anders Breivik.
Se for jihadista, este ataque terá um tremendo impacto na Alemanha, que recebeu mais de um milhão de refugiados no ano passado, numa decisão da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel de cumprir a legislação da Europa, muito criticada dentro de seu próprio partido. Outros líderes da União Europeia se recusaram a fazer o mesmo.
Há quatro dias, um jovem afegão de 17 anos atacou passageiros de um trem no interior do estado da Baviera, deixando quatro feridos em estado grave. Munique é a capital da Baviera. Foi a primeira ação terrorista no país reivindicada pela milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Munique foi o local do pior atentado terrorista da história da Olimpíada. Em 1972, o grupo terrorista palestino Setembro Negro sequestrou e matou 11 atletas da delegação de Israel.
Recentemente, a Alemanha tem sido poupada, embora os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos tenham sido organizados por uma célula da rede Al Caeda em Hamburgo. Os principais alvos na Europa costumam ser a França e o Reino Unido, que participam da coalizão aérea liderada pelos EUA na luta contra a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
O ataque foi a uma lanchonete McDonald's no grande centro comercial Olympia, muito frequentado por famílias. Tem cinemas e áreas de diversão para crianças. A polícia local recomenda à população que evite lugares públicos, num sinal de que teme ações terroristas coordenadas.
Uma testemunha disse que seu filho viu um atirador carregando uma pistola no banheiro do centro comercial. Acrescentou que o atirador gritava "Alá é o maior!" ao disparar sua arma, o que caracterizaria o ataque como uma ação terrorista cometida por extremistas muçulmanos.
Outra possibilidade é de que se trate de um extremista de direitista interessado em atacar estrangeiros. Hoje é o quinto aniversário do massacre de 77 pessoas cometido na Noruega pelo neonazista Anders Breivik.
Se for jihadista, este ataque terá um tremendo impacto na Alemanha, que recebeu mais de um milhão de refugiados no ano passado, numa decisão da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel de cumprir a legislação da Europa, muito criticada dentro de seu próprio partido. Outros líderes da União Europeia se recusaram a fazer o mesmo.
Há quatro dias, um jovem afegão de 17 anos atacou passageiros de um trem no interior do estado da Baviera, deixando quatro feridos em estado grave. Munique é a capital da Baviera. Foi a primeira ação terrorista no país reivindicada pela milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Munique foi o local do pior atentado terrorista da história da Olimpíada. Em 1972, o grupo terrorista palestino Setembro Negro sequestrou e matou 11 atletas da delegação de Israel.
Recentemente, a Alemanha tem sido poupada, embora os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos tenham sido organizados por uma célula da rede Al Caeda em Hamburgo. Os principais alvos na Europa costumam ser a França e o Reino Unido, que participam da coalizão aérea liderada pelos EUA na luta contra a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Quênia vai manter soldados na Somália
Apesar do ataque terrorista que matou mais de 60 pessoas no luxuoso centro comercial Westgate, em Nairóbi, o Quênia vai manter seus soldados na força da paz da União Africana na vizinha Somália, de onde saiu a milícia extremista Al Chababe (Os Jovens), responsável pela ação, afirmou ontem o presidente Uhuru Kenyatta.
Ao participar de um culto ecumênico em homenagem aos mortos, o líder queniano afirmou: "Os agentes do mal perpetraram o terrorismo em nome da religião. Eles pretendiam destruir a nossa sociedade e dividir o nosso povo ao longo de linhas religiosas, mas lutamos juntos como um povo unido e vamos curar nossas feridas juntos".
Os soldados do Quênia intervieram na Somália em 2011 em apoio ao governo provisório somaliano, atacado pela milícia ligada à rede terrorista Al Caeda. Desde então, os chababes foram expulsos das três principais cidades de seu país - Mogadíscio, Baidoa e Kismayo - e perderam a maior parte de suas fontes de sustento.
"Vamos ficar na Somália até levar a ordem àquele país", declarou o presidente, citado pela rádio estatal americana Voz da América. "Não seremos intimidados. Não vamos nos acovardar".
Com o ataque em Nairóbi, o grupo terrorista tenta mostrar que está vivo e atrair novos militantes.
Ao participar de um culto ecumênico em homenagem aos mortos, o líder queniano afirmou: "Os agentes do mal perpetraram o terrorismo em nome da religião. Eles pretendiam destruir a nossa sociedade e dividir o nosso povo ao longo de linhas religiosas, mas lutamos juntos como um povo unido e vamos curar nossas feridas juntos".
Os soldados do Quênia intervieram na Somália em 2011 em apoio ao governo provisório somaliano, atacado pela milícia ligada à rede terrorista Al Caeda. Desde então, os chababes foram expulsos das três principais cidades de seu país - Mogadíscio, Baidoa e Kismayo - e perderam a maior parte de suas fontes de sustento.
"Vamos ficar na Somália até levar a ordem àquele país", declarou o presidente, citado pela rádio estatal americana Voz da América. "Não seremos intimidados. Não vamos nos acovardar".
Com o ataque em Nairóbi, o grupo terrorista tenta mostrar que está vivo e atrair novos militantes.
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