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sexta-feira, 7 de abril de 2023

Israel bombardeia o Líbano e Gaza em reação a ataques de foguetes

 A Força Aérea de Israel bombardeou o Líbano e a Faixa de Gaza em resposta a ataques de grupos militantes contra seu território depois que a polícia israelense invadiu a Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, em perseguição a manifestantes que jogavam pedras e coquetéis molotov. O ataque partindo do Líbano foi o maior desde 2006 nesta guerra sem fim entre árabes e israelenses.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou o ditador Xi Jinping para o risco de "prejuízos significativos nas relações econômicas se a China fornecer armas pesadas à Rússia na Guerra da Ucrânia.

O presidente da França, Emmanuel Macron, fez um apelo a Xi para traga o ditador russo, Vladimir Putin, de "volta à razão", mas a China não alterou sua posição de apoio político, econômico e diplomático ao Kremlin.

Nos Estados Unidos, o juiz Juan Merchan e a família receberam várias ameaças após a abertura de processo-crime contra o ex-presidente Donald Trump.

Na Nicarágua, o ditador Daniel Ortega suspendeu as comemorações da Páscoa.

A produção industrial da Alemanha cresceu 2% em fevereiro, tornando improvável que a maior economia da Europa e quarta do mundo entre em recessão neste ano, mas a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) adverte que a economia mundial deve ter anos de baixo crescimento. Meu comentário:

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Crescimento da China cai para 4,9% em um ano

 O produto interno bruto do terceiro trimestre de 2021 aponta uma desaceleração do crescimento da China para 4,9% na comparação anual, por causa de confinamentos regionais para conter a pandemia, da escassez de energia e da crise no setor imobiliário com o risco de colapso iminente da megaempresa Evergrande, com dívidas de US$ 300 bilhões, quase R$ 1,64 trilhão. 

No fim de junho, a segunda maior economia do mundo crescia 7,9%. Agora, a expectativa do mercado era de crescimento de 5,1%.

Em relação ao trimestre anterior, a alta foi de 0,2%, a menor até hoje. No segundo trimestre, fora de 1,3%. 

Em setembro, a produção industrial avançou 3,1% em relação a um ano atrás e 0,1% no mês. 

O investimento em capital fixo, em fábricas e equipamentos, teve uma expansão de 7,3% nos primeiros nove meses do ano. 

As vendas no varejo subiram 4,4% num ano, alta maior do que os 2.5% de agosto. No ano, a expectativa de crescimento caiu de 8% para 6%.

Estes números colocam em cheque a política do ditador Xi Jinping de pressionar bilionários e celebridades a pretexto de melhorar a distribuição da renda em busca da "prosperidade comum", que se confunde com mais uma manobra para manter o poder absoluto do Partido Comunista sobre a economia e a sociedade.

A crise de energia vem da escassez de carvão. A produção foi reduzida para cumprir as metas de controle das emissões de gases carbônicos estabelecidas com base no Acordo de Paris sobre Mudança do Clima. Maior potência industrial do mundo, é hoje o país que mais polui.

Na sexta-feira, o Conselho de Estado autorizou aumentos de até 20% nos preços de energia para combater a escassez. Em princípio, os aumentos são limitados a 10%. Os mineiros receberam ordem para produzir mais carvão. A transição para fontes renováveis e a meta de chegar ao pico de emissões em 2030 estão ameaçadas.

Berço da pandemia, a China foi a única grande economia do mundo a crescer o ano passado (2,3%), depois de controlar o surto inicial da pandemia com medidas como um confinamento rigoroso de 76 dias em Wuhan, onde foram diagnosticados os primeiros casos.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Brasil passa de 1,5 milhão e o mundo de 11 milhões de casos

O Brasil ultrapassa a marca de um milhão e meio e o mundo de 11 milhões de casos da pandemia do novo coronavírus. Houve mais 1.277 mortes registradas num dia no Brasil, chegando a 61 mil 990 óbitos. Com quase 48 mil casos novos em 24 horas, o total de casos passou a 1 milhão 501 mil. 

Um estudo feito no esgoto de Florianópolis indica que o vírus poderia estar no Brasil em novembro. 

No mundo inteiro, o total de casos confirmados superou 11 milhões, com 524 mil mortes e 6 milhões 150 mil pacientes curadosOs Estados Unidos batem novo recorde de contaminações registradas num dia, quase 57 mil. Têm 2,837 milhões de casos e mais de 131 mil mortes.

Treze estados americanos registraram novos recordes nesta semana. A Flórida teve 10.100 casos novos da covid-19 nesta quinta-feira; em 1º de junho, foram 667. No Texas, o segundo maior estado americano em população, o uso de máscara passou a ser obrigatório em público. 

O Dr Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, teme que uma mutação tenha tornado o coronavírus ainda mais infeccioso. Em seu otimismo vazio, na contramão da ciência, o presidente Donald Trump voltou a manifestar a esperança de que o vírus desapareça.

A boa notícia foi um saldo positivo de 4,8 milhões de empregos em junho no mercado de trabalho dos EUA. Meu comentário:

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Brasil tem 55 mil mortes e EUA batem recorde de casos novos

Com 40 mil casos novos em 24 horas, os Estados Unidos batem pelo segundo dia seguido o recorde de contaminação pela doença do coronavírus de 2019 e o Brasil chega a 55 mil mortes. 

Na Europa, na semana passada, o número de casos novos da pandemia aumentou pela primeira vez depois de meses, observou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No mundo inteiro, o total de casos confirmados passou de 9,71 milhões, com quase 492 mil mortes e 5,28 milhões pacientes curados. Os EUA têm 2,5 milhões casos confirmados e 126.780 mortes. 

Por causa da subnotificação e de ser o vigésimo quinto país em testes por habitante, o diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), dr. Robert Redfield, estima que o número real de casos seja de pelo menos 16 milhões.

O número de casos na América Latina triplicou em um mês, passando de 2 milhões. Com mais 1.180 mortes em 24 horas, o Brasil soma um total de 55.054 mortes e mais de 1,233 milhão de casos confirmados.

O comércio internacional sofreu uma queda recorde de 12,1% em volume em abril, depois de uma queda de 2,4 em março, acumulando uma redução de 16,2%, de acordo com o Instituto Holandês de Análise de Política Econômica.

Mais 1,48 milhão de americanos pediram seguro-desemprego na semana passada, elevando o total desde o início da crise econômica gerada pela covid-19 para mais de 47 milhões.

No Brasil, o governo prorrogou por três meses a ajuda de emergência para pessoas sem renda.

Na Espanha, o governo apresentou um anteprojeto para regulamentar o trabalho em casa. Pela Lei do Trabalho à Distância, será voluntário e as empresas terão de pagar todos os custos diretos e indiretos, e respeitar os limites em horas da jornada de trabalho. 

Os trabalhadores terão o direito de negociar um horário flexível e à desconexão digital, para não ficar 24 horas ligados no ambiente de trabalho. Meu comentário:

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Economia do Reino Unido sofre queda recorde de 20,4%

Sob o impacto da pandemia do novo coronavírus, a economia do Reino Unido, a sexta maior do mundo e a segunda da Europa, sofreu uma queda recorde de 20,4% em abril em relação a março, anunciou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas.

Foi uma queda 10 vezes maior do que as registradas antes da doença do coronavírus de 2019. A contração de março, de 5,8%, era a maior desde o início da pesquisa, em 1997. Isto significa uma queda acumulada de 25% desde fevereiro, o que caracteriza uma depressão.

Os economistas ouvidos pela agência de notícias Reuters esperavam um recuo de 18,4%. Durante a Grande Recessão de 2008-9, a maior queda da economia britânica foi de 1% em março de 2009. Ao todo, em um ano e meio de crise, a baixa foi de 6%.

A queda recorde reflete a paralisação da maioria das empresas e a decisão dos consumidores de ficar em casa para evitar a contaminação. No primeiro trimestre, a contração fora de 10,4%, a maior baixa trimestral desde o início desta pesquisa, em 1955.

Agora, o produto interno bruto do Reino Unido recuou ao nível de 2002. Diante dos números, o ministro das Finanças, Rishi Sunak, declarou que "a ajuda direita, os cortes de impostos e os empréstimos protegeram milhares de empresa e milhões de empregos, dando-nos a melhor chance de recuperação quando a economia reabrir."

O setor de serviços, responsável por 80% da economia britânica, caiu 19% e a produção industrial 20,3%, recorde desde o início da pesquisa, em 1968. A produção da automóveis foi 28,3% menor. A construção civil desabou em 40,1%, recorde desde o início da pesquisa, em 2010. Só o setor farmacêutico cresceu, 15,4%.

Na Alemanha, a produção industrial caiu 17,9% em abril e, na França, 20%.

Ontem, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) tinha previsto que o Reino Unido sofreria a maior contração entre os países ricos.

O primeiro-ministro Boris Johnson está sob pressão do empresariado e do Partido Conservador para acabar com a exigência de um distanciamento social de pelo menos dois metros para acelerar a recuperação da economia, mas os dados sobre aumento da contaminação nos Estados Unidos sugeram que a medida pode agravar a crise de saúde pública.

Com 41.278 mortes, o Reino Unido é o segundo país em número de mortes pela covid-19, atrás apenas dos EUA, mas deve ser ultrapassado hoje pelo Brasil.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

China cresce menos por causa da guerra comercial de Trump

Sob pressão dos tarifaços do presidente Donald Trump, a China, segunda maior economia do mundo, cresceu no segundo semestre de 2019 num ritmo anual de 6,2%. É o mais fraco desde o início dos anos 1990s. 

A última taxa anual inferior foi 3,9% em 1990. A taxa para o trimestre é a menor desde que a pesquisa começou, há 27 anos. Caiu em relação aos 6,4% ao ano do primeiro trimestre, que já estavam abaixo dos 6,6% do ano passado como um todo.

As negociações entre os Estados Unidos e a China tiveram seu pior momento em maio, quando Trump impôs tarifa de 25% sobre exportações chinesas no valor de US$ 200 bilhões anuais. O clima melhorou quando o presidente americano se encontrou com o ditador Xi Jinping durante a reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20), em Osaka, no Japão, em 28 e 29 de junho.

Com medo de que a guerra comercial prejudique o que é hoje o maior parque industrial do mundo, o governo chinês ampliou o crédito e adotou medidas para estimular o investimento. A indústria manufatureira cresceu em ritmo anual de 6,3% em junho, superando os 5% de maio.

Em dólar, o valor das exportações recuou 1,3% em junho. O investimento em propriedades imóveis avançou em ritmo de 10,9% ao ano no primeiro semestre, caindo em comparação com maio, quando estava em 11,2%.

As vendas no varejo subiram num ritmo anual de 9,8% em junho, superando os 8,6% de maio. É sinal de que o consumo interno é robusto. A inflação está sob controle. Em junho, foi de 2,7%.

Os analistas entendem que o governo chinês não vai correr o risco de uma desaceleração maior. Quer manter a taxa de crescimento no fim do ano em 6%. Com certeza, vai adotar novas medidas de estímulo.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Crescimento industrial da China é o menor em 17 anos

Sob o impacto da guerra comercial deflagrada pelos Estados Unidos, a produção industrial da China registrou em maio o menor ritmo de crescimento em 17 anos, de 5% ao ano. Setores importantes como automóveis, produtos médicos e equipamentos de informáticas tiveram fortes desacelerações, noticiou o jornal inglês Financial Times.

As negociações com os EUA se estagnaram em maio, quando o presidente Donald Trump aumentou para 25% as tarifas sobre produtos importados da China com valor anual de US$ 200 bilhões e colocou a maior fabricante mundial de equipamentos de telecomunicações, a Huawei, numa lista de empresas que ameaçam a segurança nacional.

Há uma esperança de que o impasse seja superado num encontro de Trump com o ditador Xi Jinping durante a reunião de cúpula do Grupo dos 20 em Osaka, no Japão, em 28 e 29 de junho.

domingo, 2 de junho de 2019

Atividade industrial da China cresce apesar da guerra comercial de Trump

Apesar da guerra comercial do presidente Donald Trump, a produção industrial e as exportações da China registraram um pequeno aumento em maio, indicou uma pesquisa de uma empresa privada divulgada nesta segunda-feira em Beijim.

O índice Caixin-Markit dos gerentes de compras do setor industrial ficou em 50,2. Leituras acima de 50 apontam crescimento. Isso significa que a atividade industrial chinesa aumentou nos últimos três meses.

Este resultado positivo chega num momento de aumento das tensões com os Estados Unidos. No mês passado, Trump aumentou para 25% as tarifas sobre importações da China no valor de US$ 250 bilhões por ano e colocou a companhia fabricante de equipamentos de telecomunicações na lista negra das empresas que ameaçam a segurança nacional dos EUA.

A China retaliou impondo tarifas na mesma alíquota sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos e ameaçou criar sua própria lista de empresas que prejudicam o desenvolvimento chinês.

Se as exportações tiveram o melhor desempenho desde janeiro, a confiança do empresariado chinês caiu ao menor nível desde o início desta pesquisa, em 2012, por causa das tensões entre EUA e China.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Produção industrial e vendas do varejo na China desapontam

As vendas do varejo na China cresceram em abril no menor ritmo em 16 anos, enquanto a produção industrial e o investimento em capital fixo ficaram abaixo da expectativa do governo, que tenta revigorar a economia para enfrentar a guerra comercial com os Estados Unidos, noticiou o jornal inglês Financial Times.

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China, as vendas no varejo registraram um avanço anual de 7,2% no mês passado, o menor desde 2003, com queda no comércio de cosméticos e artigos de uso pessoal. Os economistas entrevistados pela agência Reuters esperavam alta de 8,6%, depois um crescimento de 8,7% em março.

A produção industrial subiu 5,4% nos últimos 12 meses, abaixo da expectativa, que era de 6,5%, caindo para o nível de novembro, o menor desde a crise financeira internacional de 2008.

O investimento em capital fiou nos primeiros quatro meses do anos cresceu 6,1% em relação ao mesmo período no ano passado, ficando abaixo dos 6,3% do mês passado e dos 6,4% das previsões. O investimento privado avançou 5,5% e o das empresas estatais 7,8%.

No mês passado, a segunda maior economia do mundo, com PIB rondando os US$ 14 trilhões, parecia mais robusta. O presidente Donald Trump se vangloria de que os EUA estão mais fortes economicamente para o embate.

O cacife americano é maior. Os EUA importaram no ano passado US$ 539 bilhões em produtos chineses e exportaram bens no valor de US$ 120 bilhões.  A China precisa dos dólares americanos para manter o ritmo de sua economia.

Houve uma escalada na guerra comercial entre os dois países. Na seta-feira, o governo Trump impôs tarifas de 25% sobre US$ 200 bilhões em importações anuais da China, que reagiu ontem aplicando a mesma taxa a US$ 60 bilhões das exportações anuais dos EUA para lá.

Trump prometeu ontem uma grande vitória, mas a China não vai aceitar nenhum tipo de humilhação, acordo desfavorável e mudança de seu modelo econômico, do capitalismo de Estado que a transformou numa potência mundial. Nenhum líder chinês pode dar a impressão de estar fazendo muitas concessões ao Ocidente.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Indústrias da China e dos EUA voltam a crescer

A produção industrial das duas maiores economias do mundo voltaram a crescer, os Estados Unidos e a China, dando esperanças menor desaceleração da economia mundial. As bolsas de valores reagiram positivamente.

Na China, inesperadamente, o índice Caixin-Markit dos gerentes de compras da indústria manufatureira registrou 50,8 em março, depois de ficar em 49,9 em fevereiro. Números acima de 50 indicam expansão. O emprego na indústria chinesa, hoje a maior do mundo, cresceu pela primeira vez em mais de cinco anos.

Sob pressão da guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump, o governo chinês adotou uma série de medidas de incentivo e ampliou o acesso ao crédito para pequenas e médias empresas. No começo do ano, a expectativa era sombria.

Nos EUA, o mesmo índice da atividade fabril voltou a crescer depois da cair ao menor nível desde novembro de 2016, mês da eleição de Trump. Houve aumento nas encomendas, na produção e no emprego. O setor manufatureiro registrava a maior desaceleração nos últimos meses.

O índice amplo S&P 500, da Bolsa da Valores de Nova York, teve alta de 1,2% depois de fechar o primeiro trimestre com o melhor resultado desde 1998. Na Europa, o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, avançou 0,5% e o Xetra Dax 30, da Bolsa da Frankfurt, subiu 1,4%.

Na Ásia, houve alta de 2,6% em Xangai para o maior nível desde março de 2018, de 1,8% em Hong Kong e de 1,5% em Tóquio.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

China anuncia medidas para estimular o consumo doméstico

A Comissão para Reforma e Desenvolvimento Nacional da China revelou hoje novas medidas para aumentar o consumo doméstico e a atividade industrial, inclusive subsídios a fábricas de automóveis, telecomunicações móveis de quinta geração (5G) e produtos para casa.

O estímulo chega no momento em que a indústria manufatureira da China, a maior do mundo, dá sinais de contração pelo segundo ano seguido. Depois de registrar 49,4 em dezembro do ano passado, o índice dos gerentes de compras do setor ficou em 49,5 em janeiro. Leituras abaixo de 50 significam redução na atividade.

A contração industrial de dezembro foi a primeira desde julho de 2016. No ano passado, a China teve o menor crescimento desde 1990, quando estava sob sanções internacionais por causa do Massacre na Praça da Paz Celestial.

 Com as medidas, o governo chinês quer conter a queda no consumo doméstico e das vendas no varejo. A indústria automobilística responde hoje por mais de 10% do aumento do produto interno bruto. É uma locomotiva a ser acionada para compensar, entre outras coisas, o esfriamento dos negócios imobiliários.

Na sua guerra comercial, o presidente Donald Trump atribui a desalaceração chinesa ao tarifaço que impôs, mas os números indicam uma queda de confiança interna na China. O regime chinês deve aplicar várias medidas de estímulo fiscal neste ano para enfrentrar desafios macroeconômicos como a queda no investimento, na indústria e no comércio.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Alemanha está sob pressão para vetar chineses do leilão da tecnologia 5G

Altos funcionários da Alemanha e o governo dos Estados Unidos estão pressionando o governo alemão a proibir a participação de empresas da China na concorrência pública para implantar as telecomunicações de quinta geração (5G), a ser realizada em 2019, noticiou ontem a agência Reuters.

A Alemanha pretende finalizar a preparação do leilão neste mês para realizar a concorrência no início de 2019, mas um adiamento ainda é possível. A pressão é para excluir companhias de telecomunicações ligadas ao regime comunista chinês, como Huawei e ZTE.

No passado, várias empresas da China colaboraram com companhias de telecomunicações alemãs, mas agora há suspeitas no Ocidente de ameaças à segurança nacional. O governo Donald Trump está pressionando os aliados dos Estados Unidos a não deixar empresas chinesas fornecerem equipamentos para implantação da tecnologia 5G.

A tecnologia 5G é a base da evolução da tecnologia de telecomunicação móvel. É considerada essencial para o desenvolvimento da Internet das coisas Vai permitir, por exemplo, que o refrigerador faça encomendas ao supermercado quando os alimentos estiverem chegando ao fim, que a panela prepare o arroz para estar pronto quando as pessoas chegarem em casa ou que o ar condicionado resfrie ou aqueça a casa antes da chegada dos moradores.

Ao controlar objetos à distância, será fundamental para a produção industrial com participação cada vez maior de robôs. Também vai permitir baixar filmes e vídeos em velocidades muito superiores às atuais e uma gama variada de outras atividades, como transmissões ao vivo de alta definição.

As denúncias recentes que a pirataria cibernética da China desviou o tráfego da Internet para servidores chineses, permitindo espionagem generalizadas de governos e empresas estrangeiras, tornaram a situação ainda mais crítica.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

China tem o menor crescimento desde 2009

Sob o impacto da guerra comercial de Donald Trump, a China cresceu em ritmo de 6,5% ao ano no terceiro trimestre de 2018. É a menor taxa desde o início de 2009, no auge da Grande Recessão causada pela falência do banco de investimento americano Lehman Brothers, em setembro de 2008.

O vice-primeiro-ministro encarregado da economia, Liu He, declarou que segunda maior economia do mundo mantém um crescimento estável, mas advertiu os bancos a não relutarem em emprestar dinheiro a empresas privadas.

"Se você analisar a economia da China focando apenas numa coisa ou um período, pode sentir que ela enfrenta dificuldades", afirmou Liu à televisão estatal CCTV, ao jornal oficial Diário do Povo e à agência de notícias Nova China. "Mas, se olhar numa perspectiva histórica mais longa, a perspectiva é muito brilhante."

No primeiro trimestre, o crescimento chinês foi em ritmo de 6,8%. No segundo, ficou em 6.7%.

Liu tentou minimizar a importância do conflito com os EUA, seu maior parceiro comercial: "O impacto psicológico é maior do que o impacto real. A China e os EUA estão em contato." Falava de um possível encontro do ditador Xi Jinping com Trump durante a reunião de cúpula do Grupo dos Vinte em Buenos Aires no mês que vem,

O investimento em capital fixo aumentou em setembro para 5,4% ao ano, um pouco acima de 5,3%, recorde de baixa, registrado em agosto. A produção industrial avançou 5,8% e as vendas no varejo subiram 9,2%, em bases anuais. No ano passado, esses índices estavam em 6,6% e 10,3%.


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

França ficou estagnada no segundo trimestre de 2016

A economia da França, a segunda maior da Zona do Euro, ficou estagnada no segundo trimestre deste ano, com crescimento zero, confirmou hoje a segunda estimativa do Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).

Depois de uma expansão de 0,7% no primeiro trimestre, a expectativa era de uma alta de 0,3% no produto interno bruto francês. Além da estagnação do consumo doméstico, o mau desempenho se explica pela baixa nos investimentos, atribuída à mobilização das centrais sindicais contra a reforma na lei trabalhista.

O investimento avançou apenas 0,2%, depois de registrar alta de 1,3% no primeiro trimestre. O consumo doméstico ficou em zero. E o setor de construção civil recuou 0,5%.

Com crescimento zero no consumo, a produção de bens cresceu apenas 0,1%, em contraste com 1,5% no primeiro trimestre, e o setor de serviços recuou 0,1% depois de uma alta de 0,7% no início do ano.

A estagnação atrapalha os planos de ajuste fiscal do governo socialista, que previu no orçamento uma expansão de 1,5% neste ano. Ontem, o primeiro-ministro Manuel Valls havia reafirmado a previsão oficial de crescimento.

Na sua última análise conjuntural, em junho, o Insee previu crescimento de 0,3% no terceiro trimestre e de 0,4% no quarto. O Banco da França espera um avanço de 0,3% no terceiro trimestre e de 1,4% no ano.

terça-feira, 1 de março de 2016

Atividade industrial da China tem maior recuo em quatro anos

A produção das fábricas da China encolheu em fevereiro de 2016 no ritmo mais forte em quatro anos, de acordo com dados governamentais divulgados hoje pela agência de notícias estatal Nova China.

O Índice dos Gerentes de Compras caiu para 49, o menor índice desde novembro de 2011. Índices abaixo de 50 apontam queda na produção. Fevereiro foi o sétimo mês consecutivo de queda na produção industrial chinesa.

A queda reflete o momento de dificuldades da segunda maior economia do mundo. Faz dois anos que o mercado imobiliário chegou ao pico. Desde então, está em declínio, num sinal de que o modelo econômico que sustentou o extraordinário crescimento de mais de 10% durante duas décadas já não funciona mais.

No ano passado, as bolsas de valores chinesas sofreram fortes queda e a moeda foi desvalorizada. Aumentaram o desemprego e a insatisfação trabalhista.

O regime comunista tenta realizar uma transição de uma economia movida a investimento e exportação para uma economia baseada no consumo e no mercado interno. Com a desaceleração da economia mundial, a tarefa se mostra mais difícil do que as autoridades chinesas previam.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Produção industrial dos EUA cresceu 0,9% em janeiro

No primeiro avanço em seis meses, a produção industrial aumentou 0,9% em janeiro de 2016 nos Estados Unidos, revelou ontem a Reserva Federal (Fed), o banco central do país. O índice de preços ao produtor subiu 0,1% no mês passado, mas caiu 0,2% em 12 meses.

O setor manufatureiro cresceu 0,5%. Na indústria de extração, houve queda de 10% nos últimos 12 meses por causa da queda nos preços internacionais do petróleo e seu impacto sobre a produção de óleo de xisto betuminoso.

A utilização da capacidade instalada subiu de 76,4% em dezembro para 77,1% em janeiro. Ainda está abaixo dos 80% anteriores à Grande Recessão de 2008-9.

A produção industrial americana sofreu nos últimos meses com a alta do dólar, que parou recentemente por causa da desaceleração econômica nos EUA e no resto do mundo.

O índice de preços ao produtor, a inflação no atacado, flerta com a deflação por causa queda nos preços internacionais do petróleo em 70% desde junho de 2014. Os preços da energia caíram 5% no mês passado e 11,5% em 12 meses, enquanto os alimentos subiram 1%.

O núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, registrou alta de 0,4% em janeiro e de 0,6% num ano.

Para o consumidor, a inflação de 2015 ficou em 0,7%. Foi a segunda menor em 50 anos. Ficou bem abaixo da meta informal perseguida pelo Fed, de 2% ao ano. O núcleo do índice de preços ao consumidor registrou alta de 1,2%.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Produção industrial da China sofre mais forte queda em três anos

A atividade industrial da China registrou em janeiro de 2016 sua maior contração em três anos, de acordo com o índice oficial de compras dos gerentes, noticiou o jornal francês Le Monde.

O índice calculado pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China apontou 49,4 em janeiro, o menor nível desde agosto de 2012, depois de marcar 49,7 em dezembro. Números abaixo de 50% indicam queda na produção.

É o sexto mês consecutivo que indica um recuo na produção industrial, o período mais longo desde que o índice começou a ser calculado.

"O setor manufatureiro fará provavelmente face a um ano difícil com excesso de capacidade instalada, enfraquecimento da demanda internacional e os projetos do governo para combater a poluição", declararam os economistas Liu Ligang e Louis Lam, da empresa ANZ.

A queda na produção industrial chinesa derrubou as bolsas de valores no mundo inteiro. O preço do petróleo tipo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, caiu 6,1% para US$ 31,52.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Produção industrial da Alemanha cresceu 0,2% em outubro

Depois de um recuo de 1,1% em setembro, a produção industrial alemã registrou uma pequena alta de 0,2% em outubro, em dados corrigidos em função das variações sazonais, revelou hoje o Destatis (Escritório de Estatísticas da República Federal da Alemanha).

As encomendas às fábricas aumentaram 1,8% em outubro, o que aponta para um crescimento maior à frente.

Em outubro de 2015, tirando os setores de construção civil e energia, a alta na produção industrial foi de 0,7%. A produção de bens de capital (máquinas industriais) avançou 2,7%, mas a de bens intermediários baixou 1,1% e a de bens de consumo final 0,1%.

A produção de energia caiu 5,9%, mas a construção cresceu 0,7%.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Produção industrial do Japão cai pelo segundo mês seguido

A produção das fábricas do Japão caiu inesperadamente pelo segundo mês consecutivo em agosto de 2015, acumulando uma baixa de 0,5% desde julho, anunciou hoje o Ministério da Indústria e do Comércio do país, citado pela agência Reuters.

As vendas no varejo cresceram pelo quinto mês seguido, mas menos do que nos meses anteriores revelando a persistente fragilidade do consumo interno japonês. Uma pesquisa do governo com empresários da indústria previu uma alta de 0,1% em setembro e de 4,4% em outubro.

Esses números indicam o fracasso das tentativas do primeiro-ministro Shinzo Abe de estimular o crescimento para combater a deflação e a estagnação, duas pragas da economia do Japão desde os anos 1990s.

A expectativa é de que a terceira maior economia do mundo tenha recuado no terceiro trimestre e que o país esteja em recessão, definida como queda do produto interno bruto por dois trimestres consecutivos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lucro da indústria chinesa sofre maior queda já registrada

O lucro das fábricas chinesas caiu 156,6 bilhões de iuanes (US$ 24,6 bilhões ou R$ 100 bilhões) em agosto de 2015, numa redução de 8,8% em comparação com agosto de 2014, revelam dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China, citados pelo jornal South China Morning Post, de Hong Kong.

É o maior declínio anual desde o governo chinês começou a publicar estatísticas a respeito, em 2011. Nos primeiros oito meses de 2015, a baixa foi de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

A pesquisa aponta problemas com aumento de custos, queda de preços e a recente desvalorização das ações negociadas em bolsas de valores. Só as flutuações da moeda chinesa seriam responsáveis por um aumento de custos de 23,9% nos últimos 12 meses.