O lucro das fábricas chinesas caiu 156,6 bilhões de iuanes (US$ 24,6 bilhões ou R$ 100 bilhões) em agosto de 2015, numa redução de 8,8% em comparação com agosto de 2014, revelam dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China, citados pelo jornal South China Morning Post, de Hong Kong.
É o maior declínio anual desde o governo chinês começou a publicar estatísticas a respeito, em 2011. Nos primeiros oito meses de 2015, a baixa foi de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
A pesquisa aponta problemas com aumento de custos, queda de preços e a recente desvalorização das ações negociadas em bolsas de valores. Só as flutuações da moeda chinesa seriam responsáveis por um aumento de custos de 23,9% nos últimos 12 meses.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2015
China suscita dúvidas ao anunciar crescimento de 7% ao ano
O crescimento da China ficou em 7% ao ano no segundo trimestre de 2015, um ritmo que os economistas consideram improvável em meio ao estouro de uma bolha nas bolsas de valores e diante de várias tentativas do governo de estimular a economia.
Essa taxa de expansão é a mesma do primeiro trimestre e a mesma prevista pelo governo para o ano inteiro. Realimenta o debate sobre a confiabilidade das estatísticas do regime comunista chinês, observa o jornal The Wall Street Journal.
"Há sinais positivos no segundo trimestre, com a economia como um todo se estabilizando e mostrando sinais de melhora", declarou o chefe do Escritório Nacional de Estatísticas, Sheng Laiyun. "Precisamos trabalhar duramente para cimentar essa situação."
Com a queda no crescimento das exportações por causa da crise mundial e a fraqueza na demanda interna, o governo aumentou gastos, reduziu impostos e cortou as taxas de juros nos últimos meses. Não teria razões para fazer isso se não visse sinais de deterioração na economia.
A produção industrial de valor agregado avançou em ritmo de 6,3% ao ano no primeiro semestre, uma leve desaceleração em comparação aos 6,4% do primeiro trimestre, enquanto o investimento em capital fixo caiu de 11,4% para 13,5% ao ano e o aumento das vendas no varejo de 10,4% para 10,6%.
Como é o desenvolvimento econômico que legitima a ditadura do Partido Comunista, qualquer crise econômica na China logo vira uma crise política e uma questão estratégica para o regime.
Para o Brasil e a América Latina, é certo que o apetite chinês por matérias-primas importadas deve diminuir e com ele os preços.
Essa taxa de expansão é a mesma do primeiro trimestre e a mesma prevista pelo governo para o ano inteiro. Realimenta o debate sobre a confiabilidade das estatísticas do regime comunista chinês, observa o jornal The Wall Street Journal.
"Há sinais positivos no segundo trimestre, com a economia como um todo se estabilizando e mostrando sinais de melhora", declarou o chefe do Escritório Nacional de Estatísticas, Sheng Laiyun. "Precisamos trabalhar duramente para cimentar essa situação."
Com a queda no crescimento das exportações por causa da crise mundial e a fraqueza na demanda interna, o governo aumentou gastos, reduziu impostos e cortou as taxas de juros nos últimos meses. Não teria razões para fazer isso se não visse sinais de deterioração na economia.
A produção industrial de valor agregado avançou em ritmo de 6,3% ao ano no primeiro semestre, uma leve desaceleração em comparação aos 6,4% do primeiro trimestre, enquanto o investimento em capital fixo caiu de 11,4% para 13,5% ao ano e o aumento das vendas no varejo de 10,4% para 10,6%.
Como é o desenvolvimento econômico que legitima a ditadura do Partido Comunista, qualquer crise econômica na China logo vira uma crise política e uma questão estratégica para o regime.
Para o Brasil e a América Latina, é certo que o apetite chinês por matérias-primas importadas deve diminuir e com ele os preços.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Analista cético diz que China cresce só 4% ao ano
A China está crescendo num ritmo muito menor do que anunciado pelas autoridades econômicas do país, cerca de 4% ao ano, em vez dos 7,7% anunciados no fim do ano passado, afirmou hoje o analista americano Marc Faber, editor do relatório The Gloom, Doom and Boom Report, conhecido por suas visões pessimistas.
"Acredito que eles já estejam crescendo num ritmo de 4% ao ano. Os dados que a China divulga oficialmente são tirados da gaveta para parecer bons", declarou Faber em entrevista ao programa Asia's Squawk Box, da TV CNBC, especializada em noticiário econômico, com a ressalva de que é um bom nível de crescimento.
"Acredito que eles já estejam crescendo num ritmo de 4% ao ano. Os dados que a China divulga oficialmente são tirados da gaveta para parecer bons", declarou Faber em entrevista ao programa Asia's Squawk Box, da TV CNBC, especializada em noticiário econômico, com a ressalva de que é um bom nível de crescimento.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
FMI censura Argentina por manipular dados econômicos
O Fundo Monetário Internacional (FMI) criticou o governo da Argentina por manipular os dados sobre crescimento e inflação, dando prazo até 29 de setembro para o país revisar suas metodologias de cálculo de estatísticas.
Essa inédita declaração de censura é um primeiro passo para expulsar países que não apresentem estatísticas confiáveis. A manipulação de dados pelo Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) vem desde 2007, durante a campanha para a primeira eleição da presidente Cristina Kirchner.
Em nota, o Fundo atribui a decisão à "falta de progresso na implementação de medidas corretivas para solucionar problemas de qualidade nas estatísticas oficiais". Os Estados Unidos e a União Europeia apoiaram a declaração de censura.
O FMI declarou estar pronto para continuar o diálogo com as autoridades argentinas para melhorar a qualidade das estatísticas oficiais. A exigência é que a Argentina adote os padrões internacionais para assegurar medições exatas.
A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, deve informar ao resto da direção do Fundo ate 13 de novembro de 2013 se a Argentina se alinhou aos procedimentos da instituição, noticia o jornal argentino Clarín.
Essa inédita declaração de censura é um primeiro passo para expulsar países que não apresentem estatísticas confiáveis. A manipulação de dados pelo Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) vem desde 2007, durante a campanha para a primeira eleição da presidente Cristina Kirchner.
Em nota, o Fundo atribui a decisão à "falta de progresso na implementação de medidas corretivas para solucionar problemas de qualidade nas estatísticas oficiais". Os Estados Unidos e a União Europeia apoiaram a declaração de censura.
O FMI declarou estar pronto para continuar o diálogo com as autoridades argentinas para melhorar a qualidade das estatísticas oficiais. A exigência é que a Argentina adote os padrões internacionais para assegurar medições exatas.
A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, deve informar ao resto da direção do Fundo ate 13 de novembro de 2013 se a Argentina se alinhou aos procedimentos da instituição, noticia o jornal argentino Clarín.
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