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quinta-feira, 4 de março de 2021

Brasil ultrapassa 260 mil mortes por covid-19

 Mais um dia trágico, mais 1.786 vidas perdidas e mais 74.285 casos novos da doença do coronavírus no Brasil. O país chega a 10.796.506 casos confirmados e 261.188 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu novo recorde, o sétimo em oito dias. Está em 1.361, com alta de 30% em duas semanas. Há 43 dias, está acima de mil. A média de contágios ficou em 57.517.

Insensível a esta tragédia anunciada, o presidente Jair Bolsonaro declarou: "Chega de frescura e mimimi. Até quando vão chorar?" Vão chorar, presidente, enquanto parentes, amigos e colega estiverem morrendo, enquanto tiverem medo de um inimigo invisível que a sua covardia não consegue enfrentar. Manaus notificou neste ano 1.073 mortes a mais do que no ano passado.

Sempre em busca de uma desculpa para seu próprio fracasso, Bolsonaro acrescentou: "Parece que só morre gente de covid no Brasil". Distorcendo a realidade, o presidente falou que a população está tomada pelo "vírus do pavor". Não, presidente. A população está com pavor do vírus. 

Com unidades de terapia intensiva lotadas, as pessoas estão morrendo por falta de capacidade do sistema de saúde de atender a todos. Isto aconteceu na Itália um ano atrás. Desde aquela época, as medidas de isolamento social servem para poupar o sistema de saúde à espera da vacina, que aqui chega muito devagar por falta de iniciativa do governo federal.

Bolsonaro chegou a dizer que, como o Brasil tem 200 milhões de habitantes, as companhias farmacêuticas deveriam vir aqui vender vacinas. Só que o mundo tem 7,747 bilhões de seres humanos. A concorrência é grande e a procura maior do que a oferta. Como o governo só deve receber 38 milhões de doses de vacinas neste mês, não será possível vacinar todos os maiores de 60 anos até o fim de abril.

No mundo, já são 115.597.805 casos confirmados e 2.569.011 mortes. Mais de 91,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 21,4 mil apresentam sintomas leves e 89.747 estão em estado grave. Os Estados Unidos registraram 28.824.505 casos e 520.226 mortes por covid-19.

Cerca de 295 milhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo 82 milhões e meio nos Estados Unidos, onde 54 milhões receberam pelo menos uma dose e 28 milhões tomaram duas doses, 53 milhões na China, 37 milhões na União Europeia, 21 milhões no Reino Unido, 17 milhões na Índia, 9,5 milhões na Turquia, 8,5 milhões em Israel, o país mais adiantado proporcionalmente, e 10.135.416 no Brasil, onde 7.671.525 receberam pelo menos uma dose e 2.463.894 as duas doses necessárias à imunização. Meu comentário:

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Brasil volta a ter mais de mil mortes por dia da covid-19

Enquanto o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, mantém o vaivém no plano nacional de imunização, ao dizer em ocasiões diferentes que a vacinação pode começar em dezembro, janeiro, fevereiro ou março, o Brasil registrou hoje 1.092 mortes e 69.826 casos novos da doença do coronavírus de 2019. Neste ritmo, o ano pode terminar com mais de 200 mil mortes.

Na guerra das vacinas, por 10 a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a vacinação será obrigatória. Ninguém será forçado a tomar vacina, mas o certificado de imunização deve ser exigir para viajar, fazer concurso público, assistir a espetáculos e participar de determinados eventos.

O mundo registrou novos recordes de casos novos (725.870) e de mortes (13.559) num dia, na quarta-feira. 

O recorde de mortes nos Estados Unidos foi ainda pior do que anunciado antes: 3.611 mortes na quarta-feira. Hoje, foram pelo menos 3.293 mortes, com alta de 39% em duas semanas, e mais de 238 mil casos, uma alta de 18% em duas semanas.

A vacina da empresa de biotecnologia americana Moderna pode começar a ser aplicada na segunda-feira. O painel de cientistas da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos EUA, recomendou a aprovação para uso emergencial.

A taxa de pobreza subiu para 11,7% da população dos EUA. São quase 39 milhões de pobres no país mais rico do mundo. Meu comentário:

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Covid-19 matou mais nos EUA do que número de soldados americanos mortos em combate na Segunda Guerra Mundial

 O recorde de mortes num dia pela pandemia do coronavírus de 2019 nos Estados Unidos, registrado na quarta-feira, não foi de 3.011, como noticiado ontem. Subiu para 3.157 com a confirmação de mais óbitos, com alta de 39% em duas semanas. Os casos novos no mesmo dia foram 218.690.

Até agora, o país mais rico e poderoso do mundo teve 15,6 milhões de casos confirmados e 292 mil motes. É mais do que o total de soldados americanos mortos em combate na Segunda Guerra Mundial. Mais de 107 mil pessoas estão hospitalizadas e 20% destas apresentam casos graves.

O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) prevê 3 mil mortes por dia nos próximos três meses, antes que a vacinação tenha um impacto. Por 17-4, o painel de cientistas da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos EUA, recomendou a aprovação da vacina do laboratório americano Pfizer e da empresa de biotecnologia alemã BioNTech. A aprovação deve sair nos próximos dias.

Com mais de 769 mortes e 53.425 casos novos notificados em 24 horas, o Brasil chegou a 179.801 mortes e 6.783.543 casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 642, com alta de 35% em duas semanas. Com a negligência e a insensibilidade que o caracteriza, o presidente Jair Bolsonaro falou que "estamos vivendo o finalzinho da pandemia".

Em São Paulo, o Instituto Butantã começou a produzir a vacina chinesa CoronaVac, que ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Vai fabricar um milhão de doses por dia durante 24 horas por dia.

Das cinco maiores economias da América Latina, o Brasil está em quarto lugar na corrida das vacinas, de acordo com a Universidade Duke, da Carolina do Norte, nos EUA. Meu comentário:

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Biden pede união na guerra contra o vírus e festas pequenas no feriadão

 Em um apelo ao povo americano, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu a união do país para combater a doença do coronavírus de 2019 e recomendou às famílias que façam festas e reuniões pequenas, somente com quem mora na mesma casa, no Dia Nacional de Ação de Graças, festejado nesta quinta-feira.

"Estamos em guerra contra o vírus, não uns contra os outros", declarou Biden.

Por outro lado, o presidente Donald Trump reapareceu para insistir que venceu a eleição presidencial de 3 de novembro e conclamou a população a se reunir e fazer festa no feriadão como se não houve risco de contaminação.

Os EUA registraram mais de 2 milhões de casos novos numa semana. O mundo tem um novo recorde de mortes em 24 horas: 12.007. Com mais 620 mortes, o Brasil chegou a 170.779. Meu comentário:

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Brasil têm mais mortes de covid-19 do que UE

 O número de mortes pela doença do coronavírus de 2019 está em queda no Brasil, mas, apesar da segunda onda na Europa, ainda é maior do que o da União Europeia, que tem uma população mais de duas vezes maior. De 1º a 17 de outubro, o Brasil registrou cerca de 17,1 mil mortes e a UE, 9,1 mil.

Mesmo contando o Reino Unido, que deixou o bloco europeu, houve mais mortes no Brasil. Desde o início da pandemia, foram cerca de 156 mil mortes no Brasil e 152 mil na União Europeia e no Reino Unido.

Os Estados Unidos poderiam ter evitado 130 a 210 mil mortes pela covid-19, conclui um estudo da Universidade de Colúmbia comparando com Alemanha, Austrália, Canadá, Coreia do Sul e França.

Com novo recorde no número de casos novos num dia, a França se tornou o segundo país europeu, depois da Espanha, a superar a marca de 1 milhão de casos confirmados. A Alemanha, a Itália, a Holanda, a Dinamarca, a Croácia, a Eslovênia e a Bósnia bateram o mesmo recorde. Meu comentário:

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Índia bate novo recorde e deve passar Brasil em número de casos

A Índia bate novo recorde mundial de contaminação pela doença do coronavírus de 2019, com 83.883 casos novos num dia. O país soma 3,9 milhões, abaixo apenas dos Estados Unidos e do Brasil e 68,5 mil mortes, abaixo da média mundial considerando a população de 1,382 bilhão de pessoas. Neste ritmo, deve passar o Brasil neste fim de semana.

Com mais 830 mortes e 44.728 casos novos em 24 horas, o Brasil soma 124.479 mortes e mais de 4,46 milhões de casos confirmados da covid-19. A média diária de mortes nos últimos sete dias voltou a cair, agora para 858.

O total de casos confirmados no mundo chegou a 26,221 milhões, com quase 869 mil mortes e mais de 18,644 milhões de pacientes curados, embora alguns apresentem sequelas de longo prazo. 

Cerca de 7 mil trabalhadores da saúde morreram, 1.320 no México, 1.077 nos Estados Unidos, 649 no Reino Unido e 634 no Brasil. Dos doentes em tratamento, só 1% está em situação crítica. A taxa de mortalidade dos casos encerrados caiu para 4%. Meu comentário:

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

OMS não vê risco de contaminação em alimentos

A China afirma ter encontrado o coronavírus de 2019 na cidade de Xenzen em frango importado do Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que não há provas de transmissão da covid-19 através de alimentos. 

O lote de asas de frango saiu do Frigorífico Aurora, em Santa Catarina. A empresa disse que o produto leva 45 dias para chegar à China. 

Como o vírus não se instala na carne, a contaminação teria de ter sido na embalagem. Para se reproduzir, o vírus precisa parasitar uma célula viva, o que não acontece em alimentos. Nas carnes, o cozimento destrói o vírus. 

A contaminação através de alimentos não foi totalmente descartada, mas é altamente improvável. O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, observou que nenhum indício deve ser descartado sem uma investigação, mas não vê risco nos alimentos.

Uma pesquisa da Coppe, a Coordenação de Pós-Graduação e Pesquisas em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Instituto Vital Brasil e da Fundação Oswaldo Cruz descobriu que a resposta imunológica de cavalos produz uma quantidade muito maior de anticorpos contra o novo coronavírus. 

Isto abre a possibilidade de um tratamento sorológico com plasma do sangue de cavalos, mas os epidemiologistas avisam que serão necessários pelo menos dois meses para desenvolver este tratamento.

O Brasil registrou mais 1.301 mortes e 59.147 casos novos, passou de 105, 5 mil óbitos, 3,230 milhões de casos registrados e 2 milhões 357 mil pacientes curados. São Paulo teve o pior dia, com 455 mortes.

Um estudo publicado no Jornal da Associação Médica Americana considera a covid-19 tão letal ou mais do que a Gripe Espanhola. “Queremos que as pessoas saibam que este vírus tem o potencial de 1918”, declarou o chefe da pesquisa, doutor Jeremy Faust, professor da Universidade de Harvard..

Na sua primeira aparição conjunta desde que o ex-vice-presidente Joe Biden indicou a senadora Kamala Harris como candidata a vice, a chapa presidencial do Partido Democrata à Presidência dos EUA atacou o fracasso do presidente Donald Trump no combate à pandemia.

Cerca de 41% das pequenas empresas de negros fecharam até maio nos EUA.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento aprovou empréstimo de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,367 bilhões, ao Brasil para financiar o programa Bolsa-Família e a ajuda de emergência. Meu comentário:

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Brasil chega a 2 milhões de casos confirmados da covid-19

Com 1.299 mortes e quase 44 mil casos novos em 24 horas, o Brasil chega 76.822 mortes e mais de 2 milhões de casos confirmados da doença do coronavírus de 2019.

No mundo inteiro, são quase 14 milhões de casos, com 592 mil mortes e mais de 8 milhões e 200 mil pacientes curados. Dos 230 mil casos registrados na quarta-feira, dois terços foram em quatro países: Estados Unidos, Brasil, Índia e África do Sul.

Os EUA têm outro recorde, com mais de 75 mil casos registrados num dia nesta quinta-feira. Houve 977 mortes em 24 horas, com recordes de 156 mortes na Flórida e 129 no Texas. 

A contaminação cresce em 41 dos 50 estados americanos; 18 são zonas vermelhas. Nas últimas duas semanas, houve um aumento de 44% no número de infecções e de 51% no número de mortes.

Com mais 32.695 casos, a Índia rompeu hoje a barreira de 1 milhão de casos confirmados, com 25 mil mortes. Mais de 125 milhões de pessoas foram colocadas em confinamento.

A Argentina tem 3 mil 624 casos novos, 70 por cento na província de Buenos Aires e 854 na capital. Na Grande Buenos Aires, houve um aumento de 50 por cento no contágio em dez dias. Mais 62 pessoas morreram, elevando o total para 2.112.

Uma nova pesquisa liderada pela Universidade de Minnesota publicada nos Anais de Medicina Interna, concluiu que o tratamento precoce com cloroquina e hidroxicloroquina não melhora a condições dos pacientes.

Mais de 3 mil feiras de negócios foram canceladas no mundo, mas a Feira do Livro de Frankfurt, será realizada em outubro. Meu comentário:

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Brasil tem 55 mil mortes e EUA batem recorde de casos novos

Com 40 mil casos novos em 24 horas, os Estados Unidos batem pelo segundo dia seguido o recorde de contaminação pela doença do coronavírus de 2019 e o Brasil chega a 55 mil mortes. 

Na Europa, na semana passada, o número de casos novos da pandemia aumentou pela primeira vez depois de meses, observou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No mundo inteiro, o total de casos confirmados passou de 9,71 milhões, com quase 492 mil mortes e 5,28 milhões pacientes curados. Os EUA têm 2,5 milhões casos confirmados e 126.780 mortes. 

Por causa da subnotificação e de ser o vigésimo quinto país em testes por habitante, o diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), dr. Robert Redfield, estima que o número real de casos seja de pelo menos 16 milhões.

O número de casos na América Latina triplicou em um mês, passando de 2 milhões. Com mais 1.180 mortes em 24 horas, o Brasil soma um total de 55.054 mortes e mais de 1,233 milhão de casos confirmados.

O comércio internacional sofreu uma queda recorde de 12,1% em volume em abril, depois de uma queda de 2,4 em março, acumulando uma redução de 16,2%, de acordo com o Instituto Holandês de Análise de Política Econômica.

Mais 1,48 milhão de americanos pediram seguro-desemprego na semana passada, elevando o total desde o início da crise econômica gerada pela covid-19 para mais de 47 milhões.

No Brasil, o governo prorrogou por três meses a ajuda de emergência para pessoas sem renda.

Na Espanha, o governo apresentou um anteprojeto para regulamentar o trabalho em casa. Pela Lei do Trabalho à Distância, será voluntário e as empresas terão de pagar todos os custos diretos e indiretos, e respeitar os limites em horas da jornada de trabalho. 

Os trabalhadores terão o direito de negociar um horário flexível e à desconexão digital, para não ficar 24 horas ligados no ambiente de trabalho. Meu comentário:

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Nova onda de contaminação nos EUA derruba bolsas de valores

O número de novos casos da doença do coronavírus de 2019 dobrou nas últimas duas semanas nos Estados Unidos indicando que há uma nova onda de contaminação ou uma nova aceleração da primeira onda. As bolsas de valores caíram no mundo inteiro e a Bolsa de Nova York teve o pior dia desde março. 

O Brasil passa de 800 mil casos confirmados e 41 mil mortes. É mais do que as mortes no trânsito em 2019 e mais do que as mortes por homicídio no ano passado. Em mais um gesto insano, o presidente Jair Bolsonaro incitou seus seguidores a invadir hospitais para ver se os leitos estão mesmo ocupados. 

O governador de São Paulo, João Dória, anunciou uma parceria com um laboratório chinês para testar vacinas e, se derem certo, passar a produzir vacinas para o Sistema Único de Saúde (SUS), até junho do ano que vem.

Com mais 1.261 mortes registradas em 24 horas, o Brasil chega a 41.049 mortos pela covid-19. Com mais 30.412 casos novos num dia, o total de casos confirmados sobe para quase 803 mil. 

No mundo inteiro, há 7,598 milhões de casos confirmados, quase 423 mil mortes e mais de 3,842 milhões de pacientes curados, com mortalidade de 10% dos casos encerrados.

Os EUA têm mais casos confirmados, quase 2,09 milhões, e mais mortes, mais de 116 mil mortes. O Reino Unido vem em segundo lugar em número de mortes, oficialmente mais de 41 mil, cerca de 50 mil estimando os casos de subnotificação. 

Nesta sexta-feira, o Brasil vai ultrapassar o Reino Unido em número de mortos. Meu comentário:

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Total de desempregados pela pandemia nos EUA chega a 30 milhões

Com mais 3,8 milhões de pedidos de seguro-desemprego na semana passado, o total de trabalhadores que perderam o emprego nos Estados Unidos com a pandemia do novo coronavírus chegou ontem a 30 milhões. A situação é especialmente grave porque cerca de metade dos americanos tem seguro-saúde pago pela empresa.

Os EUA viviam uma situação de quase pleno emprego antes da pandemia, com a menor taxa de desemprego desde 1969, quando o país era muito diferente e boa parte das mulheres não trabalhava. Na semana anterior, 4,4 milhões de trabalhadores demitidos haviam pedido seguro-desemprego.

Em 18 de abril, 12,4% da força de trabalho dos EUA havia solicitado o benefício. Numa pesquisa separada, o Departamento do Comércio estimou que o consumo dos lares caiu 7,5% em maior. É a maior baixa desde que há pesquisa começou, há mais de 60 anos.

A queda no consumo e o aumento do desemprego são indicadores de um colapso sem precedentes da economia. O produto interno bruto, a soma de todos os bens e serviços produzidos, menos as importações, recuou num ritmo de 4,8% ao ano no primeiro trimestre de 2020.

No segundo trimestre, quando a maior economia do mundo deve sofrer um impacto ainda maior da paralisação das atividades, o PIB americano pode baixar de 30% a 40%, numa queda sem precedentes.

Durante a Grande Depressão (1929-39), a crise começou com o colapso dos preços das ações na Bolsa de Valores de Nova York. A situação se agravou com políticas econômicas equivocadas, protecionismo econômico e uma guerra comercial entre as maiores economias do mundo. Mas foram necessários três anos para a economia sofrer uma queda semelhante. Desta vez, bastaram três meses.

Em 1932, o desemprego chegou a 25% nos EUA e a 12,5% na Alemanha. Os americanos elegeram Franklin Delano Roosevelt, que adorou uma série de políticas de corte social-democrata no chamado New Deal, algo como um novo pacto social. Os alemães elegeram o Partido Nazista, liderado por Adolf Hitler.

A Grande Depressão foi a principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial, o pior conflito armado da história.

Ontem, em busca de uma desculpa para sua falta de liderança e inação no combate à crise, o presidente Donald Trump acusou a China, onde surgiu o novo coronavírus, com o primeiro caso registrado em 17 de novembro na cidade de Wuhan.

Trump insistiu várias vezes que a situação estava sob controle e que, em breve, os EUA não teriam nenhum caso. Hoje, os EUA têm 1.905.034 casos confirmados e 63.871 mortes. No mundo inteiro, são 3.310.039 casos registrados, 234.143 mortes e 1.043.245 pacientes curados. Dos casos encerrados, 18% terminaram em morte.

Enquanto as duas maiores potências mundiais, os EUA e a China, se acusam mutuamente pela pandemia, o secretário-geral das Nações Unidos, o ex-primeiro-ministro português António Guterres, lamenta a falta de cooperação internacional no combate ao inimigo comum da humanidade.

Ontem, o Imperial College, de Londres, citou o Brasil entre os países com mais rápida propagação da doença. Apesar de mais de 6 mil mortes, o presidente Jair Bolsonaro insiste na necessidade de reativar a economia, o que tende a agravar a tragédia anunciada.

Como Trump, Bolsonaro inicialmente negou a periculosidade do coronavírus. Ao contrário de Trump, continua a fazer isso. Incentiva seus seguidores e desrespeitas as medidas de isolamento físico para reduzir o ritmo de disseminação do coronavírus. O presidente americano chegou a propor a suspensão de voos entre os dois países.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Total de mortes pela pandemia do coronavírus se aproxima de 100 mil

O total de casos confirmados da pandemia do novo coronavírus ultrapassa 1,603 milhão, com 95.722 mortes e 354 mil pacientes curados. A mortalidade está em 6 por cento. 

Com mil 845 mortes em 24 horas e um total de 17 mil óbitos em mais de 465 mil casos registrados, letalidade de 3,5 por cento, os Estados Unidos ultrapassam a Espanha em número de mortes. Em Nova York, o número de hospitalizações caiu, mas cerca de 800 pessoas morreram em 24 horas.

A Itália tem nova alta no número de novos casos, mais 4 mil e duzentos, depois de três dias de queda. Com mais 610 mortes num dia, o total passou de 18 mil em mais de 143 mil e 600 casos registrados. A Itália tem o maior número de mortos e a maior mortalidade: 12,7 por cento.

Aqui no Brasil, são mais de 18 mil casos confirmados e 954 mortes. Meu comentário:

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Pedidos de seguro-desemprego caem ainda mais nos EUA

Em meados de outubro, o número de americanos demitidos que pediram seguro-desemprego caiu em 5 mil. Está em 210 mil. É o menor em 49 anos. A taxa de desemprego nos Estados Unidos, medida em outra pesquisa, baixou no mês passado para 3,7%, a menor desde dezembro de 1969.

O presidente Donald Trump tenta atrair para si a glória. A realidade é que a economia cresce sem parar desde junho de 2009, no início do governo Barack Obama, que herdou do republicano George Walker Bush a pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-39). O desemprego cai sem parar desde outubro de 2010.

Trump acelerou a economia com seu grande corte de impostos, que incluiu uma redução da alíquota do imposto de renda das empresas de 35% para 21%. Isto aumentou o déficit para US$ 779 bilhões, uma alta de 17% em relação ao ano passado.

Diante destes números, o presidente pediu ao ministério que corte os gastos públicos para reduzir o desequilíbrio fiscal. O Escritório de Orçamento do Congresso, órgão bipartidário, prevê um aumento de US$ 1,5 trilhão em dez anos na dívida pública, hoje em US$ 21,6 trilhões.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

EUA criam mais 134 mil empregos e desemprego cai ao nível de 1969

A economia dos Estados Unidos abriu no mês passado 134 mil novas vagas de emprego a mais do que fechou, completando oito anos consecutivos de altas mensais no mercado de trabalho, revelou hoje o relatório mensal do Departamento do Trabalho relativo a setembro de 2018. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu de 3,9% para 3,7%. É o menor desde 1969.

O resultado foi o mais fraco em 12 meses. Ficou abaixo da expectativa média dos economistas, que era de 180 mil postos de trabalho, em pesquisa feita pelo jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York.

A revisão dos dados dos dois meses anteriores acrescentou 87 mil empregos, elevando o total para 165 mil em julho e 270 mil em agosto. O mercado de trabalho não estava tão forte desde o fim do século, quando estourou a bolha das novas empresas de Internet, as chamadas ponto.com.

No mês passado, 150 mil americanos entraram na força de trabalho. O número de novos pedidos de seguro-desemprego é o menor em 49 anos.

A expansão econômica é uma das mais longas da história e não dá sinais de arrefecimento. O crescimento do segundo trimestre deste ano foi o mais forte em quatro anos.

Os salários cresceram 2,8% nos últimos 12 meses. A média foi de US$ 27,28 por hora, 8 centavos acima de agosto.

Os juros dos títulos da dívida pública dos EUA subiram nos últimos meses, sinal de que o mercado espera mais crescimento, mais inflação e mais endividamento.

Na semana passada, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, aumentou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano. O mercado espera uma alta de um ponto percentual até o fim de 2019.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pedidos de seguro-desemprego são menores em 40 anos nos EUA

Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caíram na semana passada ao menor nível em quase 42 anos. Cerca de 260 mil pessoas requisitaram o benefício, revelou o Departamento do Trabalho, citado pela agência Reuters.

Há 38 semanas consecutivas, os pedidos ficam abaixo de 300 mil, a mais longa sequência em anos, aproximando-se dos níveis do início dos anos 1970s. Economistas entrevistados pela Reuters esperavam 270 mil.

É um indicador de que o mercado de trabalho está mais apertado. Isso aumenta a chance de aumento nas taxas básicas de juros na reunião do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, em 15 e 16 de dezembro.

A taxa de desemprego está em 5%. É a menor em sete anos e meio.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Setor privado criou mais 204 mil empregos nos EUA

As empresas privadas dos Estados Unidos criaram 204 mil empregos a mais do que fecharam em agosto de 2014, estimou hoje a empresa de consultoria e recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país. Os analistas esperavam um saldo de 220 mil vagas.

Com a revisão dos dados, em julho, foram gerados 212 mil postos de trabalho, bem menos do que os 281 mil de junho, o melhor resultado desde novembro de 2012. O relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho será divulgado amanhã.

O número de novos pedidos de seguro-desemprego, um indicador do número de demissões, aumentou em 4 mil na semana passada, chegando a 302 mil, mas ainda está nos níveis mais baixos desde 2007.

Nos últimos meses, a economia americana teve um saldo de mais de 200 mil novos empregos por mês.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Novos pedidos de seguro-desemprego caem nos EUA

O número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu em 26 mil no mês passado nos Estados Unidos para 319 mil na semana passada, um sinal de vitalidade do mercado de trabalho. As previsões de 52 economistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg eram de 325 mil.

Menos demissões indicam mais vagas e melhores salários. Embora a forte onda de contratações de abril, com saldo de 288 mil empregos, tenha sido atribuída ao fim do inverno rigoroso, "a melhora do mercado de trabalho continua a ser gradual", observou o economista americano Omair Sharif, da corretora RBS Securities.

Em depoimento ao Congresso na segunda-feira, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Janet Yellen, confirmou que a recuperação é firme e estável. Mas muitas empresas ainda aguardam um crescimento sustentado do consumo pessoal, responsável por 70% da economia do país.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Novos pedidos de seguro-desemprego caem nos EUA

O número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu em 42 mil para 346 mil na semana passada nos Estados Unidos. Foi a maior queda desde setembro de 2012, aliviando a preocupação de analistas e investidores que viam uma deterioração no mercado de trabalho nesta lenta recuperação econômica marcada por altos e baixos.

A expectativa média dos economista era de 365 mil pedidos. O resultado indica que a fraca geração de empregos em março de 2013 foi uma aberração ou desvio temporário da tendência de fortalecimento do mercado de trabalho.

"Neste mês, serão criados mais empregos do que em março, e os dados sobre desemprego divulgados hoje são consistentes com esta expectativa", comentou Robert Dye, economista sênior da empresa Comerica, de Dallas, no Texas, ouvido pela agência de notícias Reuters.

As bolsas de Nova York e do resto do mundo reagiram positivamente. Uma das exceções é a Bolsa de Valores de São Paulo, onde o índice Bovespa cai 0,47%, enquanto o Dow Jones sobe 0,42%.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

EUA cresceram menos que estimado no início do ano

A segunda estimativa sobre o produto interno bruto dos Estados Unidos nos primeiros três meses de 2012 reduziu o crescimento de 2,2% para 1,9% ao ano, bem abaixo dos 3% ao ano do fim de 2011. Os consumidores gastaram menos do que o mercado esperava. Um terceiro cálculo será apresentado em 28 de junho.

A inflação anual ficou em 2,4% no fim do primeiro trimestre, acima do 1,1% registrado no fim do ano passado. O núcleo do índice, excluídos os preços de energia e alimentos, apontou 2,3%

No mercado de trabalho, o setor privado teria tido um saldo positivo de 133 mil novos empregos neste mês, abaixo dos 150 mil previstos pelos economistas, estimou a a empresa de recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento dos EUA, citada pela agência Reuters. O relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho sai na sexta-feira

O número de novos pedidos de seguro-desemprego aumentou 10 mil na semana passada. Foi a quarta semana consecutiva de alta. O mercado esperava estabilidade.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pedidos de seguro-desemprego caem nos EUA

O número de novos pedidos de seguro-desemprego sofreu sua maior queda em quase um ano nos Estados Unidos na semana passada, realimentando a esperança de recuperação do mercado de trabalho depois de um resultado fraco relativo ao setor privado divulgado ontem. Amanhã, sai o relatório oficial de emprego do Ministério do Trabalho sobre abril.

Com a baixa de 27 mil, o total ficou em 365 mil, bem abaixo dos 380 mil previstos pelos analistas de mercado.

Ao mesmo tempo, o índice de serviços do Instituto de Gestão da Oferta caiu de 56 em março para 53,5 em abril. Números acima de 50 apontam expansão, o que significa que o setor de serviços, que representa 70% da economia americana, está em desaceleração, crescendo menos.