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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Brasil chega a 139 mil mortes pela pandemia do coronavírus

 O Brasil registrou mais 906 mortes e 32.446 casos da doença do coronavírus de 2019. Agora, soma 139.065 óbitos e 4.627.780 casos confirmados. A média diária de casos nos últimos sete dias ficou em 699. Manaus, a capital do Amazonas, teria atingido a chamada imunidade de rebanho porque 66% da população teriam tido contato com o vírus, que assim teria menos gente para contaminar.

Em São Paulo, o governador João Dória anunciou que a vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, que fez um convênio com o Instituto Butantã, não apresentou efeitos colaterais graves. Falta determinar se é eficaz na imunização contra o vírus.

Nos Estados Unidos, novas exigências da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador americano, tornam improvável a aprovação de uma vacina antes das eleições de 3 de novembro. O presidente Donald Trump ameaça intervir para garantir a aprovação, suscitando dúvidas sobre a eficácia e a segurança das vacinas desenvolvidas no país. Meu comentário:

sexta-feira, 6 de março de 2020

EUA geram 273 mil empregos a mais do que fecham em dois meses seguidos

Antes do impacto da epidemia do novo coronavírus, a maior economia do mundo criou mais 273 mil vagas de emprego, superando a expectativa do mercado, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A taxa de desemprego recuou de novo para 3,5%. É a menor em 50 anos.

O dado de janeiro foi revisado para cima, de 225 para 273 mil, o mesmo de fevereiro. Os economistas esperavam um ganho de 175 mil postos de trabalho e a manutenção do índice de desemprego em 3,6%. Os salários cresceram a uma taxa de 3% nos últimos 12 meses, um pouco abaixo dos 3,1% registrados em janeiro.

Este resultado surpreendente agradou sobretudo ao presidente Donald Trump, que luta pela reeleição em 3 de novembro. É um dos melhores relatórios de emprego, mas sua influência positiva está sendo neutralizado pelo temor dos investidores diante da epidemia do novo coronavírus.

"É relevante no sentido de mostrar que a economia dos EUA estava robusta antes, mas não diz nada sobre o futuro", comentou Gregory Daco, economista sênior da empresa Oxford Economics. Michelle Meyer, diretora de EUA na corretora Bank of America Securities, considera uma indicação de que a economia tem mais condições de absorver o choque de uma pandemia.

A saúde, assistência social, serviços de alimentação e bares lideraram as contratações. O governo federal contribuiu com 7 mil empregos temporários para fazer o Censo de 2020.

O mercado espera novas medidas do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA. Na terça-feira, o Fed fez o primeiro corte de juros emergencial desde outubro de 2008, no auge da Grande Recessão. A baixa foi de meio ponto percentual, para uma faixa de 1% a 1,25% ao ano.

Com a contração da economia da China, a segunda maior do mundo, no primeiro trimestre do ano, reduzindo a demanda e o fornecimento de insumos essenciais, os EUA devem sentir o impacto da epidemia do coronavírus em março.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Bolsa de Nova York bate recorde com novo relatório sobre emprego

O Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, ultrapassou a marca de 29 mil pontos hoje depois do relatório sobre emprego de dezembro, quando houve um saldo de 145 mil novas vagas, fechando uma década de crescimento ininterrupto do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O índice de desemprego ficou estável em 3,5%. É o menor em 50 anos.

Ao todo, o saldo foi de 2,11 milhões de empregos em 2019. A média dos salários subiu em 2,9% ao ano, o menor ritmo desde julho de 2018. Pode não ser uma boa notícia para os trabalhadores, mas indica que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não vai precisar elevar a taxa básica de juros.

Durante todo o ano passado, houve um ritmo forte de contratações em setores de serviços como saúde e hotelaria, entre outros. Houve um esfriamento na indústria manufatureira, transportes, armazenagem e construção civil.

A expansão do mercado de trabalho é um dos argumentos centrais da campanha de reeleição do presidente Donald Trump.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

EUA criam mais 266 mil empregos e desemprego cai para 3,5%

Em mais uma grande notícia econômica para o presidente Donald Trump, a economia dos Estados Unidos gerou 266 mil empregos a mais do fechou em novembro, superando a expectativa dos analistas, que era de um ganho de 180 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu para um mínimo histórico de 3,5%.

Os salários subiram 3,1% em 12 meses, ligeiramente acima da previsão dos economistas, que ficou na média de 3%. Esses números tranquilizam o Conselho de Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, que baixou a taxa de juros três neste ano sob pressão de Trump.

Sob pressão de um processo de impeachment, o presidente festejou no Twitter: "Grande relatório de emprego!"

Com a volta ao trabalho dos funcionários da General Motors que estavam em greve, a indústria acrescentou 54 mil empregos. O setor de lazer e hospitalidade criou mais 45 mil empregos, num sinal de que os americanos estão confiantes para gastar dinheiro em bares e restaurantes.

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Michigan, a confiança do consumidor está no nível mais alto em sete meses. Mais empregos no setor de transporte e armazenamento confirmam isso.

"A não desaceleração do mercado de trabalho é surpreendente, dadas as preocupações e todas as conversas sobre recessão", comentou o analista Ethan Harris, diretor de pesquisas sobre a economia global do Bank of America Merrill Lynch. "Mesmo olhando para a média em três meses, são dados excelentes."

Harris admite que a "a economia está em dois ritmos. Temos uma recessão suave no setor manufatureiro, os investimentos das empresas numa recessão suave e o comércio exterior está fraco, mas o resto está ótimo. O mercado de trabalho está forte, o setor de serviços está forte e o comércio está forte."

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

EUA geram mais 164 mil empregos

O mercado de trabalho dos Estados Unidos voltou a mostrar vigor em julho, com 164 mil contratações a mais do que demissões, mantendo uma base firme para o crescimento da maior economia do mundo, ininterrupto há quase dez anos. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,7%. É a menor desde 1969.

O salário médio no setor privado registrou alta de 3,2% ao ano. Ficou em US$ 27,98 por hora, quase R$ 109. Com um recorde de 157,288 milhões de americanos empregados, a participação da força de trabalho chegou a 63% das pessoas em idade de trabalhar.

A força do mercado de trabalho americano faz um contraponto à fraqueza da economia internacional, abalada pelas guerras comerciais do presidente Donald Trump e outros riscos políticos, como a saída do Reino Unido da União Europeia.

Sob pressão de Trump, há dois dias, o Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA, reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano.

A meta do Fed é o maior emprego possível com a inflação sob controle. O Comitê de Mercado Aberto persegue informalmente um crescimento de preços ao consumidor de 1% até 2% ao ano. O relatório de emprego mostra que o mercado de trabalho continua firme, apesar da guerra comercial com a China e da desaceleração da economia mundial.

Nos primeiros sete meses do ano, houve um saldo positivo de 165 mil empregos por mês, abaixo dos 223 mil de 2018, mas ainda um nível elevado e estável, mesmo com desemprego muito baixo.

Em julho, o ciclo de expansão da economia americana se tornou o mais longo da história. Mas o ritmo caiu de 3,1% ao ano no primeiro trimestre para 2,1% no segundo.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Taxa de desemprego cai para 3,6% nos EUA

Com um saldo de 263 mil novas vagas em abril, o índice de desemprego nos Estados Unidos caiu de 3,8% para 3,6%. É o menor desde 1969, apontou hoje o relatório mensal de emprego do Ministério do Trabalho. 

O mercado de trabalho cresce sem parar há oito anos e nove meses, indicando que a maior economia do mundo não dá sinais de estagnação, como se temia no fim de 2018, ano em que cresceu 3,2%.

A expectativa dos economistas era de um aumento de 190 mil vagas. A expansão foi robusta na maioria dos setores, com grandes ganhos em serviços para empresas (76 mil), construção (33 mil) e saúde (27 mil). O governo federal empregou mais 12,5 mil pessoas no mês passado.

"Não dá para negar que este é um relatório de emprego forte", comentou o economista Joel Prakken, da empresa Macroeconomic Advisers, citado pelo jornal The Washington Post. "O único dado que desaponta é o emprego na indústria manufatureira, que ficou estagnado."

Cerca de 4,7 milhões de americanos ainda estão empregados em meio turno e 1,2 milhão estão procurando emprego há mais de seis meses.

O baixo desemprego obriga os empregadores a oferecerem salários mais altos. Em média, os salários cresceram 3,2% no ano passado, bem acima da inflação, que está em torno de 2%. Enquanto a inflação não subir, o Conselho de Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, não deve aumentar os juros. O presidente do Fed já declarou que a taxa básica de juros não deve subir em 2019.

Uma empresa de transporte de alimentos não conseguiu contratar um motorista mesmo oferecendo salário de US$ 5,833 mil (R$ 22,9 mil) por mês e um bônus de US$ 6 mil (R$ 23,6 mil) na assinatura do contrato.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

EUA geram mais 196 mil empregos e desemprego fica em 3,8%

Depois de um resultado fraco em fevereiro, o mercado de trabalho dos Estados Unidos retomou o vigor em março, gerando 196 mil vagas de emprego a mais do que fechou, enquanto o aumento dos salários diminuiu, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, ficou estável em 3,8%.

O desempenho superou a expectativa do mercado, que esperava 177 mil postos de trabalho a mais. O número de fevereiro foi revisado de 20 para 33 mil. No ano passado, o ganho ficou na média de 223 mil vagas por mês.

Nos últimos 12 meses, os salários cresceram em média 3,2%, um pouco abaixo dos 3,4% de fevereiro, que foi o ritmo mais forte desde abril de 2009. As bolsas reagiram positivamente. No momento, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, sobe 0,14%. O rendimento dos títulos de dez anos da dívida pública americana caiu de 2,54% para 2,50%.

A desaceleração do crescimento nos EUA, na China e na Europa preocupam analistas e investidores. Com o fraco desempenho do mercado de trabalho americano, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, anunciou que não fará mais altas de juros neste ano. A inflação baixa e a recuperação da oferta de empregos pode levar a autoridade monetária a repensar a questão.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Mercado de trabalho dos EUA decepciona com ganho de 20 mil empregos

Num sinal de que a desaceleração global afeta a maior economia do mundo, a expansão do mercado de trabalho nos Estados Unidos sofreu uma forte baixa em fevereiro. O saldo positivo foi de apenas 20 mil vagas de emprego, mas a média salarial aumentou, revelou hoje o relatório mensal de emprego. A taxa de desemprego caiu de 4% para 3,8%.

Foi o resultado mais fraco desde setembro de 2017, quando o ritmo de contratações foi abalado por furacões violentos. Agora, os economistas esperavam um ganho de 180 mil postos de trabalho. Houve perdas nos setores da construção, mineração e varejo. O emprego na indústria aumentou, mas em ritmo menor.

"A queda nítida na expansão das folhas de pagamento em fevereiro fornece mais indícios de que o crescimento econômico diminuiu no primeiro trimestre do ano", comentou o economista Michael Pearce, da Capital Economics.

Mesmo assim, a média dos últimos três meses aponta um saldo de 186 vagas por mês. Com o mercado de trabalho sob pressão, a teoria econômica prevê aumento de salários, à medida que os empregadores têm de pagar mais para contratar.

Em fevereiro, a média salarial avançou 3,4% ao ano, a maior alta desde abril de 2009. No setor privado, ficou em US$ 27,66 por hora (R$ 107). A participação da população apta com idade para trabalhar ficou em 63,2%, em comparação com 63% um ano atrás.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Economia dos EUA teve saldo de mais de 300 mil novos empregos em dezembro

A Bolsa de Valores de Nova York opera em forte alta, de mais de 3,5%, embalada pela geração de mais 312 mil novos empregos e mais do que fechados em dezembro de 2018 nos Estados Unidos. Num sinal de que mais gente está procurando trabalho, a taxa de desemprego subiu de 3,7% para 3,9%.

Os salários subiram em média 3,2% nos últimos 12 meses, o maior avanço anual desde a crise de 2008. Uma declaração do presidente do Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Jerome Powell, de que o Fed será "paciente" indicou que nova alta de juros não é iminente depois de quatro aumentos em 2018.

A inflação, em baixa, está perto da meta de 2% ao ano, perseguida informalmente pelo Fed, que tem como objetivo buscar um equilíbrio entre o crescimento de preços e o índice de desemprego.

"Com os resultados da inflação parados que temos visto, seremos pacientes enquanto observamos para ver como a economia evolui", declarou Powell em pronunciamento em Atlanta, na Geórgia, em que acrescentou que não vai pedir demissão mesmo que o presidente Donald Trump peça isso.

Trump costuma reivindicar para si o crescimento da economia e do emprego e as altas na bolsa de valores. Com a forte queda no mercado acionário em dezembro, atacou o banco central, acusando-o de levantar as taxas básicas de juros cedo demais.

Depois da revisão para cima do número de novos empregos em outubro e novembro, a maior economia do mundo fechou 2018 com um saldo positivo de 2,64 milhões, o melhor desempenho do mercado de trabalho desde 2015.

O emprego cresce sem parar nos EUA há 99 meses, ou 8 anos e três meses. Para o mês passado, os economistas previam um aumento de 177 novos postos de trabalho. O relatório de emprego divulgado hoje foi uma grata surpresa.

Por causa do conflito comercial com a China, das pressões de Trump sobre o Fed e do risco de desaceleração da economia, as bolsas americanas tiveram no ano passado o pior desempenho desde o fim da Grande Recessão de 2008-9. Com este aumento do emprego, o risco de recessão está

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

EUA criaram menos empregos em novembro do que previsto

A economia dos Estados Unidos abriu 155 mil postos de trabalho a mais do que fechou no mês passado, bem abaixo da expectativa média dos economistas, que era de 198 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. Em outubro, o ganho fora de 250 mil empregos. O índice de desemprego ficou estável em 3,7%, o menor desde 1969.

Os salários aumentaram 3,1% nos últimos 12 meses, o mesmo ritmo registrado no mês passado, o maior desde abril de 2009.

Nos primeiros dez meses de 2018, foram criados em média 212,5 mil empregos por mês, acima da média de 182 mil de 2017.

Esses números indicam que o Conselho de Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, pode ser mais cauteloso na alta de juros, mas estão longe de mostrar o risco de uma recessão. Os juros pagos pelos títulos de 10 anos da dívida pública caíram de 2,9% para 2,88%.

"Nossa economia tem um desempenho muito bom de modo geral, com forte geração da empregos e salários crescendo gradualmente", observou o presidente do Fed, Jay Powell. "De fato, a nível nacional, nosso mercado de trabalho está muito forte."

O mercado financeiro espera um aumento da taxa básica de juros na reunião da próxima semana, mas já não aposta em três altas em 2019. Ainda há o temor de uma recessão no fim do próximo ano e a guerra comercial entre os EUA e a China também preocupa.

Depois da trégua acertada entre o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping no sábado passado em Buenos Aires, a prisão da diretora financeira da companhia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, no Canadá a pedido de autoridades americanas gerou receio de nova crise entre as duas maiores economias do mundo.

A Bolsa de Valores de Nova York abriu em pequena queda, depois de cair ontem com a prisão de Meng. Os preços do petróleo estão em alta de cerca de 4% por causa do anúncio de cortes da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

EUA geram mais 250 mil empregos e desemprego fica estável

A economia dos Estados Unidos superou a expectativa do mercado e criou 250 mil postos de trabalho a mais do que fechou em outubro de 2018, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, ficou estável em 3,7%, a menor taxa desde 1969.

O mercado esperava 190 mil vagas. A média dos últimos três meses ficou em 218 mil empregos. Os salários subiram 0,2% no mês e 3,1% num ano, a maior alta desde abril de 2009.

Com o mercado de trabalho tão forte, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, deve aumentar a taxa básica de juros em dezembro.

Houve um aumento de 36 mil vagas no setor de saúde, 32 mil na indústria manufatureira e de 30 mil na construção civil. O furacão Michael, que atingiu duramente a Flórida não teve "efeito discernível". A participação da mão de obra no mercado de trabalho avançou 0,2 ponto percentual para 62,9%.

Mesmo assim, o Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York cai mais de 250 pontos porque o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que não há avanço nas negociações para acabar com a guerra comercial com a China, desmentindo declaração do presidente Donald Trump.

Trump não pediu à sua equipe econômica que prepare um projeto para um possível acordo comercial com a China, disse Kudlow.

Apesar do sucesso da economia, que cresceu no último trimestre em ritmo de 3,5% ao ano, o presidente usa a imigração ilegal como principal tema da campanha para as eleições intermediárias (de meio do seu mandato) de 6 de novembro.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

EUA criam mais 134 mil empregos e desemprego cai ao nível de 1969

A economia dos Estados Unidos abriu no mês passado 134 mil novas vagas de emprego a mais do que fechou, completando oito anos consecutivos de altas mensais no mercado de trabalho, revelou hoje o relatório mensal do Departamento do Trabalho relativo a setembro de 2018. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu de 3,9% para 3,7%. É o menor desde 1969.

O resultado foi o mais fraco em 12 meses. Ficou abaixo da expectativa média dos economistas, que era de 180 mil postos de trabalho, em pesquisa feita pelo jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York.

A revisão dos dados dos dois meses anteriores acrescentou 87 mil empregos, elevando o total para 165 mil em julho e 270 mil em agosto. O mercado de trabalho não estava tão forte desde o fim do século, quando estourou a bolha das novas empresas de Internet, as chamadas ponto.com.

No mês passado, 150 mil americanos entraram na força de trabalho. O número de novos pedidos de seguro-desemprego é o menor em 49 anos.

A expansão econômica é uma das mais longas da história e não dá sinais de arrefecimento. O crescimento do segundo trimestre deste ano foi o mais forte em quatro anos.

Os salários cresceram 2,8% nos últimos 12 meses. A média foi de US$ 27,28 por hora, 8 centavos acima de agosto.

Os juros dos títulos da dívida pública dos EUA subiram nos últimos meses, sinal de que o mercado espera mais crescimento, mais inflação e mais endividamento.

Na semana passada, o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, aumentou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano. O mercado espera uma alta de um ponto percentual até o fim de 2019.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

EUA geram 201 mil novos empregos

Os Estados Unidos abriram 201 mil vagas de emprego a mais do que fecharam em agosto, superando a média das expectativas dos economistas, que era de 191 mil. Os salários registraram alta de 2,9% num ano, o maior aumento desde junho de 2009, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho.

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, ficou estável em 3,9%. O índice amplo, que inclui quem trabalha em meio expediente ou sem contrato de trabalho, está em 7,4%. Há um ano, estava em 8,6%.

Cerca de 37% das pequenas empresas reclamaram em julho ter oferecido vagas de emprego que não foram preenchidas, um recorde, indica uma pesquisa divulgada hoje pela Federação Nacional de Empresas Independentes.

O saldo de vagas de julho foi revisado para baixo, de 157 para 147 mil postos de trabalho. O resultado de agosto superou a média dos últimos três meses, 185 mil vagas.

Com este ritmo forte de contratações e a alta nos salários, é provável que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, aumente a taxa básica de juros, hoje numa faixa de 1,75%-2% ao ano, duas vezes em 2018 e três em 2019. A primeira alta seria neste mês, na reunião de 25 e 26 de setembro.

O bom desempenho do mercado de trabalho nos EUA fortaleceu o dólar, que subiu 0,3% assim que o relatório foi divulgado. A pressão sobre economias em desenvolvimento com problemas, como Argentina e Turquia, não diminuiu.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Índice de desemprego cai para 3,9% nos EUA

A economia dos Estados Unidos registrou em julho de 2018 um saldo positivo de 157 mil novos empregos, mas ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 195 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego caiu de 4% para 3,9%.

O desemprego amplo, que inclui quem trabalha em meio expediente, mas gostaria de trabalhar em tempo integral, ficou em 7,5%. A média de crescimento dos salários se manteve em 2,7% ao ano.

Mesmo ficando abaixo da expectativa do mercado financeiro no mês passado, o mercado de trabalho mantém o vigor registrado desde o governo Barack Obama. Nos últimos três meses, a média foi de 224 mil novos empregos.

Como de costume, o presidente Donald Trump tentou avocar para si o sucesso da economia. Cerca de 3,9 milhões de empregos foram criados desde sua posse, em janeiro de 2017, mas sua média é inferior aos últimos cinco anos de Obama.

Com a inflação dos últimos 12 meses em 2,9%, a expectativa é que o Conselho de Reserva Federal (Fed), a direção do banco central dos EUA, elege a taxa básica de juros de curto prazo em 0,5 ponto percentual na sua reunião de setembro para uma faixa de 2% a 2,5% ao ano.

Ao indicar que aumentará os juros em setembro, o Fed declarou que “os ganhos de emprego têm sido fortes, na média, nos últimos meses e o desemprego se manteve baixo”. E acrescentou: “Os gastos das famílias e o investimento fixo das empresas cresceram fortemente.”

O produto interno bruto teve forte crescimento no segundo semestre, num ritmo de 4,1% ao ano. As novas vagas de empregos foram criadas sobretudo em serviços profissionais e para empresas (51 mil) e na indústria manufatureira (37 mil).

Nos últimos 12 meses, a indústria americana contratou 327 mil trabalhadores a mais do que demitiu. Trump usou o dado de julho para alegar que sua guerra comercial não está reduzindo as contratações, mas as tarifas mais altas entraram em vigor há pouco. O verdadeiro impacto está por vir. Ao mesmo tempo, os cortes de impostos deram um estímulo que neutraliza parcialmente o impacto dos tarifaços.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Índice de desemprego nos EUA cai para 3,8%

O mercado de trabalho dos Estados Unidos superou a expectativa em maio, gerando 223 mil postos de trabalho a mais do que fechou, acima da expectativa média dos economistas, que era de 188 mil vagas, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. 

A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa, caiu para 3,8%. É a menor desde abril de 2000, mês anterior ao estouro da bolha de empresas da Internet. Com a perspectiva de alta dos juros, o dólar se fortaleceu ainda mais. No Brasil, subiu 0,76% para 3,76.

Sob pressão de uma oferta de mão de obra escassa, o salário médio subiu em ritmo de 2,7% ao mundo, em comparação com 2,6% em abril. O saldo de novos empregos em abril foi revisado para baixo, de 164 para 159 mil. Em maio, houve uma forte aceleração do mercado de trabalho, com 63 mil vagas.

O ritmo de contratações caiu abaixo da expectativa dos analistas em março e abril, depois de um fevereiro excepcional, com aumento de 324 mil postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, a maior economia do mundo criou 190 mil empregos por mês.

Entre as mulheres, o índice de desemprego está em 3,6%, o menor desde 1953, quando a participação da mulher no mercado de trabalho era muito menor. A taxa para trabalhadores de mais de 24 anos sem segundo grau completo está em 5,4%.

O índice de desemprego amplo, que inclui subempregados que trabalham em meio expediente sem contrato de trabalho e quem desistiu de procurar emprego, caiu de 7,6% para 6,9% em maio.

Diante destes números, os economistas preveem um crescimento maior no segundo trimestre, num ritmo anual de 4,1%, depois de um aumento do produto interno bruto numa taxa anual de 2,2% no primeiro trimestre de 2018.

Neste cenário, a expectativa é de alta na taxa básica de juros de curto prazo na próxima reunião Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, em 12 e 13 de junho, e ao menos mais duas vezes até o fim do ano.

Pouco mais de uma hora antes do anúncio oficial, o presidente Donald Trump quebrou mais uma vez o protocolo ao festejar o relatório, que tem forte impacto sobre o mercado financeiro e por isso deve ser despolitizado.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Japão sofre primeira contração econômica desde 2015

Com uma queda de 0,9% no consumo pessoal em 12 meses, a economia do Japão passou no primeiro trimestre de 2018 por sua primeira contração em bases anuais desde o último trimestre de 2015. Em mais uma derrota das políticas de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe, o produto interno bruto da terceira maior economia do mundo, de US$ 4,9 trilhões em 2017, recuou 0,6% no início de 2018.

Na comparação trimestral, o PIB japonês caiu 0,2% no primeiro trimestre, a taxa que economistas ouvidos pela agência de notícias Reuters esperavam para 12 meses.

É o fim do período de crescimento mais longo desde 1989, no auge do Super Japão. Mas os analistas ouvidos pelo jornal inglês Financial Times não esperam uma recessão. Aguardam a segunda estimativa do PIB do primeiro trimestre, a ser divulgada em 8 de junho.

A expansão do quarto trimestre de 2017 foi revisada para baixo, de 1,6% para 0,6% ao ano. Em relação ao trimestre anterior, diminuiu de 0,4% para 0,1%.

A maior responsável pela contração da economia japonesa foi o consumo pessoal. Na comparação trimestral, caiu 0,3%, enquanto o investimento no setor habitacional recuou 2,1%.

Apesar da contração, em março, os salários registraram aumento médio de 2,1% ao ano. O índice de desemprego está em 2,5%. É um dos menores do mundo.

sexta-feira, 9 de março de 2018

EUA criaram mais 313 mil empregos em fevereiro

Acima de todas as expectativas, a economia dos Estados Unidos abriu 313 mil novas vagas a mais do que fechou em fevereiro de 2018, o maior ganho desde julho de 2016, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. 

Com mais de 800 mil pessoas entrando no mercado de trabalho, a taxa de desemprego ficou em 4,1% pelo quinto mês consecutivo. É a menor desde dezembro de 2000. Foi a maior expansão na oferta de mão de obra desde 1983.

Os números dos meses anteriores foram revisados, o de janeiro para 239 mil postos de trabalho e o dezembro para 175 mil, com um ganho de 54 mil empregos. A média dos primeiros dois meses deste ano superou a do ano passado, de 182 mil vagas.

Em princípio, o baixo desemprego aumenta a pressão sobre os salários e a inflação. Apesar da alta anual nos salários de 2,6%, inferior aos 2,8% do mês anterior, o Conselho da Reserva Federal (Fed) deve elevar a taxa básica de juros em ritmo mais agressivo.

O Fed sinalizou em dezembro que faria três altas de juros de 0,25 ponto percentual ao longo deste ano. O mercado já aposta em quatro.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Inflação supera expectativa e aponta para alta de juros nos EUA

Pelo segundo mês consecutivo, o índice de preços ao consumidor ficou acima do esperado nos Estados Unidos, aumentando a expectativa de alta nas taxas básicas de juros da maior economia do mundo. 

O índice pleno subiu 0,5% em janeiro ficou em 2,1% ao ano, quando os economistas esperavam 1,9%. O núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, ficou em 1,8%.

Depois do anúncio, o rendimento dos títulos de dez anos da dívida pública do governo americano subiu para 2,89% ao ano e o dólar teve uma pequena alta. O Conselho da Reserva Federal (Fed), o bano central dos EUA, persegue uma meta informal de inflação de 2% ao ano.


Um aumento médio de 2,9% ao ano nos salários, a taxa de desemprego de 4,1% e a expectativa de uma alta mais forte nas taxas de juros foram as principais causas da forte queda nas bolsas de valores, que tiveram na semana passada a maior perda em dois anos.

O mercado espera agora pelo menos três altas nas taxas de juros neste ano pelo Fed. A primeira deve vir na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto, em março. Há 20% de chance de quatro altas. O último aumento, em 13 de dezembro de 2017, elevou a taxa básica em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 1,25% a 1,5% ao ano.

Até o final do ano, deve estar acima de 2% ao ano, num processo de normalização depois que o Fed praticamente zerou sua taxa básica, em dezembro de 2008, para combater a crise deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, em setembro daquele ano.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

EUA tiveram saldo de 209 mil novos empregos em julho

A economia dos Estados Unidos gerou, em julho de 2017, 209 mil postos de trabalho a mais do que fechou, revelou hoje o Relatório de Emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, caiu de 4,4% para 4,3%. É o menor em 16 anos.

Nos primeiros sete meses do ano, o mercado de trabalho americano criou cerca de 1,3 milhão de empregos, mantendo o ritmo iniciado sete anos atrás, no governo Barack Obama. O emprego não cai desde outubro de 2010. São seis anos e dez meses de expansão.

A média dos últimos três meses foi de 195 mil novos empregos. Os dados de maio e junho foram revisados para cima, com mais 2 mil vagas. Os salários mantiveram a alta anual de 2,5%.

O índice de participação no mercado de trabalho de pessoas entre 25 e 54 anos subiu para 78,5%, aproximando-se dos 80,3% de janeiro de 2007, antes do início da Grande Recessão.

Durante a campanha eleitoral, o presidente Donald Trump havia acusado o relatório de fraudulento, feito sob medida para ajudar sua adversária, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Agora, festejou o resultado e tentou reivindicar a glória, alegando que seu governo está aumentando o crescimento, mas os números não confirmam isso.

Trump também se vangloria da alta da Bolsa de Valores de Nova York desde sua posse. Nos primeiros seis meses de governo, o Índice Dow Jones subiu 9%, bem menos do que sob Obama (22,6%) e George Herbert Walker Bush, o pai (20,1%).

sexta-feira, 7 de julho de 2017

EUA criaram 222 mil empregos a mais que fecharam em junho

Com um saldo de 222 mil vagas, o mercado de trabalho dos Estados Unidos retomou um ritmo forte em junho de 2017, revelou hoje o Relatório Mensal de Emprego do Departamento do Trabalho. O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, subiu de 4,3% para 4,4%, sinal de que há mais gente procurando emprego.

A oferta de vagas superou em muito o saldo de 152 mil postos de trabalho de maio. Esse dado do mês passado foi revisado para cima, depois de registrar 138 mil vagas na primeira estimativa. O resultado de junho superou a expectativa do mercado, que variava de 140 a 200 mil empregos.

Desde outubro de 2010, o mercado de trabalho americano cresce todos os meses, gerando um total de 16 milhões de empregos para compensar as perdas da Grande Recessão de 2007-9. Desde o início do ano, o total de desempregados nos EUA caiu em 658 mil.

Os salários subiram 2,5% nos últimos 12 meses. O pagamento médio pela hora de trabalho subiu 0,4% em junho para US$ 26,25 (R$ 86,11).