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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Brasil volta a ter mais de mil mortes por dia da covid-19

Enquanto o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, mantém o vaivém no plano nacional de imunização, ao dizer em ocasiões diferentes que a vacinação pode começar em dezembro, janeiro, fevereiro ou março, o Brasil registrou hoje 1.092 mortes e 69.826 casos novos da doença do coronavírus de 2019. Neste ritmo, o ano pode terminar com mais de 200 mil mortes.

Na guerra das vacinas, por 10 a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a vacinação será obrigatória. Ninguém será forçado a tomar vacina, mas o certificado de imunização deve ser exigir para viajar, fazer concurso público, assistir a espetáculos e participar de determinados eventos.

O mundo registrou novos recordes de casos novos (725.870) e de mortes (13.559) num dia, na quarta-feira. 

O recorde de mortes nos Estados Unidos foi ainda pior do que anunciado antes: 3.611 mortes na quarta-feira. Hoje, foram pelo menos 3.293 mortes, com alta de 39% em duas semanas, e mais de 238 mil casos, uma alta de 18% em duas semanas.

A vacina da empresa de biotecnologia americana Moderna pode começar a ser aplicada na segunda-feira. O painel de cientistas da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), o órgão regulador dos EUA, recomendou a aprovação para uso emergencial.

A taxa de pobreza subiu para 11,7% da população dos EUA. São quase 39 milhões de pobres no país mais rico do mundo. Meu comentário:

domingo, 16 de fevereiro de 2020

PIB do Japão cai em ritmo de 6,3% ao ano e derruba bolsas da Ásia

As bolsas de valores da Ásia e do Pacífico estão em baixa na manhã desta segunda-feira, com queda de 1,3% em Tóquio, com o anúncio de que a terceira maior economia do mundo sofreu uma contração de 1,6% no último trimestre de 2019, o que equivale a 6,3% ao ano, informou o canal de notícias americano CNBC. O mercado esperava queda do PIB de 3,7% ao ano. O consumo caiu 2,9% em dez anos.

Os investidores estão muito preocupados com o impacto econômico da epidemia do coronavírus, que já infectou mais de 71 mil pessoas e matou mais de 1.770 pessoas. Na Austrália, a Bolsa de Sídnei perde 0,34% e, na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul recua 0,47%.


"O mercado parece ter a expectativa de um impacto econômico curto, mas está esperando para ver", comentou John Bromhead, analista da empresa ANZ Research. As fábricas chinesas estão reabrindo depois de um feriado prolongado do Ano Novo Lunar e vai levar algum tempo para embarcar toda a carga destinada aos portos.

A movimentação durante os feriados foi a menor em muitos anos. Nesta época, os chineses visitam suas famílias.

Para conter a propagação da doença do coronavírus, as autoridades proibiram viagens e indenizaram os consumidores por 20 milhões de passagens aéreas de voos cancelados, no valor de US$ 2,9 bilhões. Só um quarto dos voos decolaram, na comparação com o ano passado.

Eram esperadas 280 milhões de viagens de trem. Só um sétimo, 40 milhões de viagens, foram realizadas. Cerca de US$ 1,6 bilhão foram devolvidos para passageiros de viagens suspensas.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Coronavírus pode causar sério prejuízo à economia mundial

Os analistas procuram estimar o impacto econômico da epidemia do coronavírus. A hipótese mais provável é de uma pandemia com baixo índice de mortalidade.

O total de pessoas infectadas pelo coronavírus chegou a 7 mil e 700 na China, com 170 mortes. No Brasil, há nove casos suspeitos em observação. A taxa de mortalidade está em 2% a 3%, menos do que a gripe asiática ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, que matou quase 800 pessoas em 2002 e 2003, com taxa de mortalidade de quase 10%.

Normalmente uma crise dessas tem um efeito sobre a economia em forma de V. Há uma forte queda num primeiro momento e uma forte alta quando o problema for superado. As bolsas de valores perderam um trilhão e meio de dólares, mas se recuperam parcialmente. 

O impacto econômico depende da rapidez com que a epidemia for controlada. A China é hoje a fábrica do mundo, a maior potência industrial do planeta, com 9 por cento da produção total. 

Mais de 50 milhões de chineses estão no isolamento e as companhias aéreas estão suspendendo os voos para a China. Várias cidades estão prorrogando a semana de folga para festejar o Ano Novo Lunar para duas semanas, até 9 de fevereiro. É uma época do ano em que 250 milhões de chineses costumam visitar a família, na maior movimentação de seres humanos no mundo inteiro.

Com as restrições de viagem, as perdas do setor serão de bilhões de dólares na China, na Ásia e no resto do mundo. O produto interno bruto da China, de mais de 14 trilhões de dólares, pode perder até dois pontos percentuais no crescimento previsto para este ano, de 6 por cento. Meu comentário: