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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Bolsas desabam no mundo inteiro

O medo de uma recessão mundial, reforçado pelos maus resultados das empresas e a contração econômica do Reino Unido pela primeira vez em seis anos, derrubou as bolsas de valores hoje no mundo inteiro.

No Japão, o dólar caiu para 94,27 ienes. A moeda japonesa é um refúgio seguro em meio à crise. Isso derruba as ações de empresas exportadores, o que reduziu o crescimento sul-coreano à metade.

A Bolsa de Tóquio perdeu 9,6%; Hong Kong, 8,3%; e Seul, na Coréia do sul, 12,6%.

Na Europa, a primeira queda da atividade econômica britânica em 16 anos e outros indicadores de recessão, como o Índice de Compras dos Gerentes, pesaram sobre os mercados europeus. Londres e Frankfurt perderam 5%, e Paris, 3,5%.

Uma nova onda de demissões na Chrysler, que pode ser vendida à General Motors, e a redução do tráfego aéreo em 3%, derrubaram a Bolsa de Nova Iorque. O Índice Dow Jones caiu 3,6% e a bolsa Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, 3,2%.

Em meio à descrença e ao pânico, uma boa notícia: a venda de casas usadas cresceu 5,5% em setembro. Com a queda na construção, o estoque de casas para revenda estaria diminuindo. Seria o início de uma recuperação no setor imobiliário. Os preços caíram 9% em um ano.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Bolsas desabam com crise bancária

As bolsas do mundo inteiro registram fortes quedas por medo de uma crise bancária global, diante das sucessivas crises de bancos, que agora atingem sobretudo a Europa.

Na Ásia, Tóquio perdeu 4,7% e Hong Kong 5%. Na Europa, a desvalorização das principais bolsas varia entre 5% e 8%. Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones cai no momento mais de 400 pontos.

O banco francês BNP-Paribas assumiu o controle das operações financeiras do banco Fortis na Bélgica e em Luxemburgo.

Pela primeira vez em oito meses, o petróleo caiu abaixo de US$ 90, em outra baixa generalizada de preços de commodities (produtos primários), que são a base da economia brasileira.

As operações na Bolsa de São Paulo foram suspensas depois de uma queda de 15%. Foi a segunda vez que o mecanismo para interromper os negócios foi usado duas vezes no mesmo. A primeira foi em janeiro de 1999, logo após a desvalorização do real no início do segundo governo Fernando Henrique Cardoso.