O Tesouro dos Estados Unidos colocou à venda o restante de sua participação no American International Group (AIG), que era a maior seguradora do mundo e entrou em colapso, com dívidas de US$ 182 bilhões no seu braço financeiro.
São 234,2 milhões de ações. A participação do governo americano na AIG era de 16%. Termina assim a maior intervenção realizada pelo governos dos EUA para evitar um colapso total do sistema financeiro depois da falência do banco Lehman Brothers, informa o jornal The Washington Post.
A crise financeira mundial se agravou em 14 de setembro de 2008, quando fracassaram todas as tentativas de articular uma solução de mercado para salvar o Lehman Brothers e o governo George W. Bush deixou o banco falir.
Imediatamente o mercado financeiro começou a atacar as grandes empresas do setor em dificuldades. A AIG virou a bola da vez. Foi considerada grande demais para quebrar.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
FMI adverte para o risco de nova recessão mundial
O Fundo Monetário Internacional advertiu hoje que, se os líderes da Europa não resolverem logo e decisivamente a crise das dívidas públicas na Zona do Euro, há um sério risco de uma nova recessão mundial em 2012.
Entre outras providências, o FMI defende um corte nas taxas básicas de juros do Banco Central da Europa e medidas extraordinárias para garantir a oferta de dinheiro a longo prazo.
Em Bruxelas, a vacilante chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, sempre receosa em usar dinheiro público por causa da rejeição do contribuinte alemão, declarou hoje ser a favor da recapitalização dos bancos. O megaespeculador George Soros já disse que eles deveriam ser subordinados temporariamente ao BCE como garantia contra o colapso do sistema financeiro.
A Grécia, a Irlanda e Portugal receberam empréstimos de emergência do FMI e da União Europeia, mas o plano de ajuda aos gregos se revelou insuficiente. O risco agora é de contágio de grandes economias, como a Itália e a Espanha.
Com a expectativa de um calote grego nas próximas semanas, se o país não receber uma parcela de 8 bilhões de euros de ajuda, os bancos europeus estão fragilizados. Ontem, os governos da França e da Bélgica foram obrigados a socorrer o banco Dexia, que já tinha recebido 8,5 bilhões de euros em 2008.
A situação foi comparada à quebra do banco Bear Stearns, socorrido em março de 2008, seis meses antes do colapso do Lehman Brothers, que deflagrou o pior momento da crise financeira internacional. Mais uma vez, o risco é que os bancos parem de receber empréstimo por dúvidas sobre sua capacidade de pagar.
Hoje as bolsas de valores da Europa fecharam em alta, na esperança de que serão tomadas medidas para capitalizar os bancos e evitar uma nova paralisação do sistema de crédito interbancário, como ocorreu há três anos. Por enquanto, é apenas uma esperança, já que os líderes europeus não chegaram a um acordo sobre o que fazer.
O FMI pediu pressa.
Entre outras providências, o FMI defende um corte nas taxas básicas de juros do Banco Central da Europa e medidas extraordinárias para garantir a oferta de dinheiro a longo prazo.
Em Bruxelas, a vacilante chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, sempre receosa em usar dinheiro público por causa da rejeição do contribuinte alemão, declarou hoje ser a favor da recapitalização dos bancos. O megaespeculador George Soros já disse que eles deveriam ser subordinados temporariamente ao BCE como garantia contra o colapso do sistema financeiro.
A Grécia, a Irlanda e Portugal receberam empréstimos de emergência do FMI e da União Europeia, mas o plano de ajuda aos gregos se revelou insuficiente. O risco agora é de contágio de grandes economias, como a Itália e a Espanha.
Com a expectativa de um calote grego nas próximas semanas, se o país não receber uma parcela de 8 bilhões de euros de ajuda, os bancos europeus estão fragilizados. Ontem, os governos da França e da Bélgica foram obrigados a socorrer o banco Dexia, que já tinha recebido 8,5 bilhões de euros em 2008.
A situação foi comparada à quebra do banco Bear Stearns, socorrido em março de 2008, seis meses antes do colapso do Lehman Brothers, que deflagrou o pior momento da crise financeira internacional. Mais uma vez, o risco é que os bancos parem de receber empréstimo por dúvidas sobre sua capacidade de pagar.
Hoje as bolsas de valores da Europa fecharam em alta, na esperança de que serão tomadas medidas para capitalizar os bancos e evitar uma nova paralisação do sistema de crédito interbancário, como ocorreu há três anos. Por enquanto, é apenas uma esperança, já que os líderes europeus não chegaram a um acordo sobre o que fazer.
O FMI pediu pressa.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
14 de setembro foi muito pior do que 11 de setembro
NOVA YORK - Os dados sobre o aumento da pobreza divulgados ontem pelo Censo dos Estados Unidos confirmam que a primeira década do século 21 foi uma década perdida pelo país e que 14 de setembro de 2008 teve um impacto muito mais duradouro sobre o país e o mundo do que 11 de setembro de 2001.
Há exatamente três anos, as autoridades econômicas americanas decidiram não usar dinheiro público para salvar o banco de investimentos Lehman Brothers, na época o quarto maior do país. Tentaram articular um grupos de bancos privados para resolver o problema, sem sucesso
Na abertura do pregão de 15 de setembro de 2008, os preços das ações desabaram nos mercados financeiros do mundo inteiro.
Os investidores temiam o colapso de uma série de empresas financeiras, e os especuladores começaram a atacar as que teriam mais dificuldades para se sustentar. A bola da vez era a AIG, a maior seguradora do mundo, com um rombo muito maior do que o Lehman Brothers.
A AIG foi considerada grande demais para falir. No fim das contas, o governo dos EUA teve de socorrer a seguradora com US$ 182 bilhões para evitar que seguros, fundos de pensão e as mais variadas operações financeiras ficassem sem cobertura.
Com os balanços das empresas financeiras carregados de papéis podres, ninguém sabia qual era o rombo exato nas contas do outros. O resultado foi um colapso do mercado de crédito.
O dinheiro é uma espécie de sangue da economia. Circula por uma rede financeira onde os bancos centrais estão no topo. Eles emprestam dinheiro aos grandes bancos, que irrigam o sistema. Assim, o mercado interbancário ficou paralisado.
Durante uma crise, se uma empresa financeira tem dinheiro em caixa não vai emprestar a quem não sabe se vai pagar. Como ninguém tinha mais garantia, os governos foram obrigados a intervir para assegurar que os empréstimos seriam honrados: se os bancos privados não pagassem, os bancos centrais garantiriam os negócios.
Essa intervenção maciça levou ao inchaço das dívidas públicas dos países ricos, hoje o maior problema da economia internacional, alarmada hoje pelo risco de que a Grécia dê um calote em títulos com vencimento em outubro.
Ontem, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou o crédito de dois importantes bancos franceses, Société Générale e Crédit Agricole. Todo o sistema financeiro da Zona do Euro está sob suspeita, e a Alemanha, maior economia da Europa, reluta em bancar países menos disciplinados, os chamados PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha).
A dívida pública da Itália chegou a 1,9 trilhão de euros, mais do que toda a riqueza que o país produz num ano menos as importações. Um diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) já admite que a Espanha e a Itália vão precisar de ajuda externa.
Ontem, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou o crédito de dois importantes bancos franceses, Société Générale e Crédit Agricole. Todo o sistema financeiro da Zona do Euro está sob suspeita, e a Alemanha, maior economia da Europa, reluta em bancar países menos disciplinados, os chamados PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha).
A dívida pública da Itália chegou a 1,9 trilhão de euros, mais do que toda a riqueza que o país produz num ano menos as importações. Um diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) já admite que a Espanha e a Itália vão precisar de ajuda externa.
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Diretoria do Lehman Brothers escondeu prejuízo
A investigação oficial dos Estados Unidos sobre o agravamento da crise financeira internacional acusa a diretoria do Lehman Brothers e da empresa de auditoria Ernst & Young de maquiar os problemas meses antes do colapso do banco, em 15 de setembro de 2008, marco do aprofundamento da crise.
O relatório de 2,2 mil páginas do procurador Anton Valutas aponta a "prática regular de irregularidades contábeis" e a supressão de dívidas de US$ 50 bilhões do balanço do Lehman Brothers. As provas incriminam diretamente o ex-diretor-presidente do banco, Richard Fuld, e três diretores financeiros, Chris O'Meara, Erin Callan e Ian Lowitt, além da E&Y.
Um artigo no jornal americano The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York, elogiou a eficiência da investigação ao denunciar as práticas ilícitas do mercado e admitiu que isso só foi possível porque a falência expôs as vísceras do Lehman Bros.
É provável que o mundo nunca fique sabendo exatamente o que aconteceu nas empresas salvas pelo Tesouro dos Estados Unidos, como a seguradora A-I-G, as companhias de crédito imobiliário Freddie Mac e Fannie Mae, e os bancos Bear Stearn e Merrill Lynch.
O relatório de 2,2 mil páginas do procurador Anton Valutas aponta a "prática regular de irregularidades contábeis" e a supressão de dívidas de US$ 50 bilhões do balanço do Lehman Brothers. As provas incriminam diretamente o ex-diretor-presidente do banco, Richard Fuld, e três diretores financeiros, Chris O'Meara, Erin Callan e Ian Lowitt, além da E&Y.
Um artigo no jornal americano The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York, elogiou a eficiência da investigação ao denunciar as práticas ilícitas do mercado e admitiu que isso só foi possível porque a falência expôs as vísceras do Lehman Bros.
É provável que o mundo nunca fique sabendo exatamente o que aconteceu nas empresas salvas pelo Tesouro dos Estados Unidos, como a seguradora A-I-G, as companhias de crédito imobiliário Freddie Mac e Fannie Mae, e os bancos Bear Stearn e Merrill Lynch.
sábado, 10 de outubro de 2009
Comércio mundial cresce após maior queda desde Depressão
NOVA YORK - O comércio internacional está em alta, depois de sofrer uma queda de 12% por causa da recessão mundial, a maior desde a Grande Depressão (1929-39).
Os números das exportações nas grandes potências comerciais como China, Alemanha e Estados Unidos começam a se recuperar, mas ainda estão longe dos níveis anteriores ao agravamento da crise, em 15 de setembro de 2008, quando quebrou o banco Lehman Brothers.
Os números das exportações nas grandes potências comerciais como China, Alemanha e Estados Unidos começam a se recuperar, mas ainda estão longe dos níveis anteriores ao agravamento da crise, em 15 de setembro de 2008, quando quebrou o banco Lehman Brothers.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Obama pede reforma financeira neste ano
No aniversário do colapso do banco de investimentos Lehman Brothers, que deflagrou a pior crise econômica mundial em 70 anos, o presidente Barack Obama pediu ao Congresso dos Estados Unidos que aprove uma reforma da regulamentação do sistema financeiro até o fim do ano e ao centro financeiro de Wall Street que não faça oposição à mudança.
Em discurso em Nova York, Obama apresentou suas propostas para a reforma do sistema financeiro e apresentou seu diagnóstico sobre as origens da crise: “Fundamentalmente, foi falta de responsabilidade… em Wall St., em Washington e nos EUA como um todo."
O presidente dos EUA prometeu atacar o problema por todos os lados. Disse que os bancos tem uma dívida com o povo americano. Já pagaram US$ 70 bilhões dos empréstimos que receberam do Tesouro, com juros que teriam dado lucro ao povo americano, alegou Obama. As reservas alocadas pelo Tesouro para socorrer bancos e instituições financeiras foram reduzidas em US$ 200 bilhões, acrescentou.
"Estamos começando a voltar à normalidade", declarou Obama. Numa advertência ao centro financeiro da Wall Street, alertou que "alguns estão interpretando mal este momento. Nosso país esteve em perigo. Não vamos voltar ao comportamento irresponsável de antes."
Obama prometeu ao povo americano não usar mais dinheiro público para salvar bancos: "Não se pode mais assumir riscos sem pensar nas consequências. Vamos nos proteger contra o risco sistêmica com a mais ambiciosa reforma da regulamentação financeira desde a Grande Depressão" (1929-39).
Suas propostas incluem:
- a criação de uma agência para proteger o consumidor de produtos financeiros;
- a criação de um conselho de supervisão formado por reguladores para monitorar o risco no sistema financeiro;
- o aumento das exigências de capital dos bancos e empresas financeiras, para que tenham condiccões de enfrentar crises;
- o combate ao comportamento de risco; e
- acabar com os furos nas regulamentações nacionais e internacionais.
Existe nos EUA uma garantia dos depósitos populares em contas correntes, observou Obama, que permite a liquidação organizada de bancos comerciais. Mas não havia para bancos de investimentos como o Lehman Brothers ou seguradoras como a AIG, as instituições que deflagraram a crise.
Na questão internacional, disse que o Grupo dos Vinte (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) é o fórum ideal para reformar o sistema financeiro global porque tem um equilíbrio entre países ricos e em desenvolvimento.
Em discurso em Nova York, Obama apresentou suas propostas para a reforma do sistema financeiro e apresentou seu diagnóstico sobre as origens da crise: “Fundamentalmente, foi falta de responsabilidade… em Wall St., em Washington e nos EUA como um todo."
O presidente dos EUA prometeu atacar o problema por todos os lados. Disse que os bancos tem uma dívida com o povo americano. Já pagaram US$ 70 bilhões dos empréstimos que receberam do Tesouro, com juros que teriam dado lucro ao povo americano, alegou Obama. As reservas alocadas pelo Tesouro para socorrer bancos e instituições financeiras foram reduzidas em US$ 200 bilhões, acrescentou.
"Estamos começando a voltar à normalidade", declarou Obama. Numa advertência ao centro financeiro da Wall Street, alertou que "alguns estão interpretando mal este momento. Nosso país esteve em perigo. Não vamos voltar ao comportamento irresponsável de antes."
Obama prometeu ao povo americano não usar mais dinheiro público para salvar bancos: "Não se pode mais assumir riscos sem pensar nas consequências. Vamos nos proteger contra o risco sistêmica com a mais ambiciosa reforma da regulamentação financeira desde a Grande Depressão" (1929-39).
Suas propostas incluem:
- a criação de uma agência para proteger o consumidor de produtos financeiros;
- a criação de um conselho de supervisão formado por reguladores para monitorar o risco no sistema financeiro;
- o aumento das exigências de capital dos bancos e empresas financeiras, para que tenham condiccões de enfrentar crises;
- o combate ao comportamento de risco; e
- acabar com os furos nas regulamentações nacionais e internacionais.
Existe nos EUA uma garantia dos depósitos populares em contas correntes, observou Obama, que permite a liquidação organizada de bancos comerciais. Mas não havia para bancos de investimentos como o Lehman Brothers ou seguradoras como a AIG, as instituições que deflagraram a crise.
Na questão internacional, disse que o Grupo dos Vinte (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia) é o fórum ideal para reformar o sistema financeiro global porque tem um equilíbrio entre países ricos e em desenvolvimento.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Alemanha e França retomam crescimento
Depois de 14 meses, a economia dos 16 países da União Europeia que usam o euro como moeda parou de cair em agosto. Na Alemanha e na França, as duas maiores economias da Eurozona, o setor privado voltou a crescer.
A perspectiva de recuperação dos países ricos é a maior desde o agravamento da crise, em 15 de setembro de 2008, com a falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers.
Na Europa, o índice de compras dos gestores aponta crescimento no setor privado alemão em agosto, depois de 11 meses de queda. Na França, o setor privado não crescia há um ano e dois meses.
Com a expectativa de fim da recessão, as principais bolsas de valores da Europa e dos Estados Unidos fecharam em alta.
A perspectiva de recuperação dos países ricos é a maior desde o agravamento da crise, em 15 de setembro de 2008, com a falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers.
Na Europa, o índice de compras dos gestores aponta crescimento no setor privado alemão em agosto, depois de 11 meses de queda. Na França, o setor privado não crescia há um ano e dois meses.
Com a expectativa de fim da recessão, as principais bolsas de valores da Europa e dos Estados Unidos fecharam em alta.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Falência do Lehman Bros derruba bolsas
O pedido de concordata do Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, com dívidas de mais de US$ 613 bilhões, derrubou hoje os mercados financeiros no mundo inteiro. As bolsas de Nova Iorque (-4,4%) e São Paulo (-7,2%) tiveram seu pior dia desde os atentados de 11 de setembro de 2001.
A situação foi agravada pela notícia de que o American International Group (AIG), a maior seguradora do mundo, pediu um crédito especial à Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, no valor de US$ 40 bilhões, e pela queda de 1,1% na produção industrial americana em agosto.
Na Ásia, os bolsas de Tóquio, Hong Kong e Xangai não abriram por causa de feriados na China e no Japão. Mas Sídnei, na Austrália, e Cingapura, começaram a evidenciar o pânico dos investidores
Durante uma reunião de emergência para evitar o colapso de mais uma megaempresa americana, a delegacia regional do banco central dos EUA em Nova Iorque pediu aos bancos Chase e Goldman Sachs que dêem empréstimos no valor de US$ 70 a 75 bilhões para recompor o capital do AIG, abalado pela crise financeira americana.
Em Washington, o presidente George Bush declarou que a preocupação do governo é com a saúde do sistema financeiro como um todo. Ele manifestou confiança na recuperação em longo prazo do mercado financeiro dos EUA.
Na campanha eleitoral, o candidato republicano, senador John McCain, elogiou o governo por não ter usado dinheiro público desta vez. Sua vice, a governadora Sarah Palin, culpou Washington pela falta de regulamentação e repetiu seu mantra de que "a mudança está a caminho", uma jogada para roubar o slogan da campanha do senador democrata Barack Obama.
Por sua vez, Obama declarou que não culpava McCain, mas "a filosofia econômica dos governos republicanos dos últimos oito anos" pela especulação financeira e pela falta de regulamentação que levaram à crise atual.
A situação foi agravada pela notícia de que o American International Group (AIG), a maior seguradora do mundo, pediu um crédito especial à Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, no valor de US$ 40 bilhões, e pela queda de 1,1% na produção industrial americana em agosto.
Na Ásia, os bolsas de Tóquio, Hong Kong e Xangai não abriram por causa de feriados na China e no Japão. Mas Sídnei, na Austrália, e Cingapura, começaram a evidenciar o pânico dos investidores
Durante uma reunião de emergência para evitar o colapso de mais uma megaempresa americana, a delegacia regional do banco central dos EUA em Nova Iorque pediu aos bancos Chase e Goldman Sachs que dêem empréstimos no valor de US$ 70 a 75 bilhões para recompor o capital do AIG, abalado pela crise financeira americana.
Em Washington, o presidente George Bush declarou que a preocupação do governo é com a saúde do sistema financeiro como um todo. Ele manifestou confiança na recuperação em longo prazo do mercado financeiro dos EUA.
Na campanha eleitoral, o candidato republicano, senador John McCain, elogiou o governo por não ter usado dinheiro público desta vez. Sua vice, a governadora Sarah Palin, culpou Washington pela falta de regulamentação e repetiu seu mantra de que "a mudança está a caminho", uma jogada para roubar o slogan da campanha do senador democrata Barack Obama.
Por sua vez, Obama declarou que não culpava McCain, mas "a filosofia econômica dos governos republicanos dos últimos oito anos" pela especulação financeira e pela falta de regulamentação que levaram à crise atual.
Lehman Brothers pede concordata
O quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos realmente quebrou. Sem conseguir compradores, apesar do envolvido direto do governo americano, através do Tesouro e do banco central, o banco Lehman Brothers pediu concordata, anunciou agora há pouco a BBC World News.
Depois de 158 anos de atividade, de sobreviver a duas guerras mundiais e à Grande Depressão (1929-39), o banco Lehman Bros. caminha para a liquidação judicial.
A notícia deve assustar ainda mais os investidores, que não vêem a crise no mercado financeiro americano chegar ao fundo do poço. Os bancos de investimentos de Wall St. estão pagando com a vida pela bolha no mercado de crédito hipotecário.
Depois de 158 anos de atividade, de sobreviver a duas guerras mundiais e à Grande Depressão (1929-39), o banco Lehman Bros. caminha para a liquidação judicial.
A notícia deve assustar ainda mais os investidores, que não vêem a crise no mercado financeiro americano chegar ao fundo do poço. Os bancos de investimentos de Wall St. estão pagando com a vida pela bolha no mercado de crédito hipotecário.
Bancos de Wall St. lutam pela sobrevivência
O quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, Lehman Brothers, quebrado e sem conseguir interessados em comprar sequer sua parte mais saudável, e pode pedir concordata ainda hoje. Para evitar o mesmo destino, o terceiro maior banco de investimentos americano, Merrill Lynch, negociou sua venda ao Bank of America por US$ 44 bilhões.
Na tarde de domingo, 14 de setembro de 2008, uma tentativa de salvar o Lehman Bros. com uma solução de mercado fracassou, quando o banco Barclays, do Reino Unido, desistiu do negócio.
Meses atrás, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, negociou um acordo com US$ 30 bilhões de empréstimos com dinheiro público para que o Chase comprasse o quebrado Bear Stearns.
Há duas semanas, o governo assumiu o controle dos dois giantes do mercado de crédito hipotecário dos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac, que garantem negócios de US$ 5,3 trilhões.
Desta vez, foi taxativo ao negar o uso de dinheiro público para salvar o Lehman Bros. Mas a expectativa é que o banco central dos EUA coloque à disposição dos bancos uma linha de crédito de cerca de US$ 70 bilhões aos bancos.
O jornal The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova Iorque, já admite que apenas dois grandes brancos americanos independentes sobreviverão: Goldman Sachs e Morgan Stanley.
Para agravar ainda mais a crise financeira americana, a gigantesca seguradora American International Group estaria tentando levantar dinheiro no mercado, inclusive com a venda de seus próprios ativos, por necessitar de até US$ 40 bilhões.
Na tarde de domingo, 14 de setembro de 2008, uma tentativa de salvar o Lehman Bros. com uma solução de mercado fracassou, quando o banco Barclays, do Reino Unido, desistiu do negócio.
Meses atrás, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, negociou um acordo com US$ 30 bilhões de empréstimos com dinheiro público para que o Chase comprasse o quebrado Bear Stearns.
Há duas semanas, o governo assumiu o controle dos dois giantes do mercado de crédito hipotecário dos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac, que garantem negócios de US$ 5,3 trilhões.
Desta vez, foi taxativo ao negar o uso de dinheiro público para salvar o Lehman Bros. Mas a expectativa é que o banco central dos EUA coloque à disposição dos bancos uma linha de crédito de cerca de US$ 70 bilhões aos bancos.
O jornal The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova Iorque, já admite que apenas dois grandes brancos americanos independentes sobreviverão: Goldman Sachs e Morgan Stanley.
Para agravar ainda mais a crise financeira americana, a gigantesca seguradora American International Group estaria tentando levantar dinheiro no mercado, inclusive com a venda de seus próprios ativos, por necessitar de até US$ 40 bilhões.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Índia cresce 8,7% ao ano
A economia da Índia, uma das novas locomotivas do mundo globalizado, deve crescer 8,7% no ano fiscal que termina em março de 2008, menos do que nos três anos anteriores. No ano fiscal passado, a expansão foi de 9,6%.
Essa queda no crescimento é atribuída à valorização da rúpia e ao aperto de crédito causado pela crise iniciada no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos. Isso causará uma queda no crescimento das exportações e no consumo de bens duráveis.
O Citigroup, que previra uma expansão de 9,3%, reduziu-a para 8,3% citando a deterioração da economia internacional, enquanto o Lehman Brothers trabalha com uma expectativa de 8,8% e o Morgan Stanley com 7,4% no próximo ano fiscal e 7,8% no que termina em março de 2010.
Entre as grandes potências econômicas emergentes, os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), a China se mantém como a economia mais dinâmica e que mais cresce. Os economistas prevêem uma desaceleração este ano por causa da crise americana, depois de um crescimento de 11,4% em 2007.
A Índia continua no segundo lugar e a Rússia em terceiro. Rica em petróleo, gás e outros recursos naturais, a economia russa se beneficia da alta nos preços de energia. Deve crescer 5% a 6% em 2008.
No Brasil, a expectativa hoje é de um crescimento de 4%, bem abaixo da média histórica do pós-guerra até os anos 80, de 7% a 8%, e abaixo dos nossos concorrentes no mundo globalizado.
Essa queda no crescimento é atribuída à valorização da rúpia e ao aperto de crédito causado pela crise iniciada no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos. Isso causará uma queda no crescimento das exportações e no consumo de bens duráveis.
O Citigroup, que previra uma expansão de 9,3%, reduziu-a para 8,3% citando a deterioração da economia internacional, enquanto o Lehman Brothers trabalha com uma expectativa de 8,8% e o Morgan Stanley com 7,4% no próximo ano fiscal e 7,8% no que termina em março de 2010.
Entre as grandes potências econômicas emergentes, os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), a China se mantém como a economia mais dinâmica e que mais cresce. Os economistas prevêem uma desaceleração este ano por causa da crise americana, depois de um crescimento de 11,4% em 2007.
A Índia continua no segundo lugar e a Rússia em terceiro. Rica em petróleo, gás e outros recursos naturais, a economia russa se beneficia da alta nos preços de energia. Deve crescer 5% a 6% em 2008.
No Brasil, a expectativa hoje é de um crescimento de 4%, bem abaixo da média histórica do pós-guerra até os anos 80, de 7% a 8%, e abaixo dos nossos concorrentes no mundo globalizado.
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