O Tesouro dos Estados Unidos colocou à venda o restante de sua participação no American International Group (AIG), que era a maior seguradora do mundo e entrou em colapso, com dívidas de US$ 182 bilhões no seu braço financeiro.
São 234,2 milhões de ações. A participação do governo americano na AIG era de 16%. Termina assim a maior intervenção realizada pelo governos dos EUA para evitar um colapso total do sistema financeiro depois da falência do banco Lehman Brothers, informa o jornal The Washington Post.
A crise financeira mundial se agravou em 14 de setembro de 2008, quando fracassaram todas as tentativas de articular uma solução de mercado para salvar o Lehman Brothers e o governo George W. Bush deixou o banco falir.
Imediatamente o mercado financeiro começou a atacar as grandes empresas do setor em dificuldades. A AIG virou a bola da vez. Foi considerada grande demais para quebrar.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
14 de setembro foi muito pior do que 11 de setembro
NOVA YORK - Os dados sobre o aumento da pobreza divulgados ontem pelo Censo dos Estados Unidos confirmam que a primeira década do século 21 foi uma década perdida pelo país e que 14 de setembro de 2008 teve um impacto muito mais duradouro sobre o país e o mundo do que 11 de setembro de 2001.
Há exatamente três anos, as autoridades econômicas americanas decidiram não usar dinheiro público para salvar o banco de investimentos Lehman Brothers, na época o quarto maior do país. Tentaram articular um grupos de bancos privados para resolver o problema, sem sucesso
Na abertura do pregão de 15 de setembro de 2008, os preços das ações desabaram nos mercados financeiros do mundo inteiro.
Os investidores temiam o colapso de uma série de empresas financeiras, e os especuladores começaram a atacar as que teriam mais dificuldades para se sustentar. A bola da vez era a AIG, a maior seguradora do mundo, com um rombo muito maior do que o Lehman Brothers.
A AIG foi considerada grande demais para falir. No fim das contas, o governo dos EUA teve de socorrer a seguradora com US$ 182 bilhões para evitar que seguros, fundos de pensão e as mais variadas operações financeiras ficassem sem cobertura.
Com os balanços das empresas financeiras carregados de papéis podres, ninguém sabia qual era o rombo exato nas contas do outros. O resultado foi um colapso do mercado de crédito.
O dinheiro é uma espécie de sangue da economia. Circula por uma rede financeira onde os bancos centrais estão no topo. Eles emprestam dinheiro aos grandes bancos, que irrigam o sistema. Assim, o mercado interbancário ficou paralisado.
Durante uma crise, se uma empresa financeira tem dinheiro em caixa não vai emprestar a quem não sabe se vai pagar. Como ninguém tinha mais garantia, os governos foram obrigados a intervir para assegurar que os empréstimos seriam honrados: se os bancos privados não pagassem, os bancos centrais garantiriam os negócios.
Essa intervenção maciça levou ao inchaço das dívidas públicas dos países ricos, hoje o maior problema da economia internacional, alarmada hoje pelo risco de que a Grécia dê um calote em títulos com vencimento em outubro.
Ontem, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou o crédito de dois importantes bancos franceses, Société Générale e Crédit Agricole. Todo o sistema financeiro da Zona do Euro está sob suspeita, e a Alemanha, maior economia da Europa, reluta em bancar países menos disciplinados, os chamados PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha).
A dívida pública da Itália chegou a 1,9 trilhão de euros, mais do que toda a riqueza que o país produz num ano menos as importações. Um diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) já admite que a Espanha e a Itália vão precisar de ajuda externa.
Ontem, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou o crédito de dois importantes bancos franceses, Société Générale e Crédit Agricole. Todo o sistema financeiro da Zona do Euro está sob suspeita, e a Alemanha, maior economia da Europa, reluta em bancar países menos disciplinados, os chamados PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha).
A dívida pública da Itália chegou a 1,9 trilhão de euros, mais do que toda a riqueza que o país produz num ano menos as importações. Um diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) já admite que a Espanha e a Itália vão precisar de ajuda externa.
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terça-feira, 24 de março de 2009
Obama vê "sinais de progresso"
Na sua segunda entrevista coletiva como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama disse que vê "sinais de progresso" no combate à crise econômica.
Sob intensa pressão da opinião pública, especialmente depois do escândalo do pagamento de US$ 165 milhões em bônus a executivos da megasseguradora AIG (American International Group), que recebeu US$ 183 bilhões em dinheiro público, Obama voltou a defender a aprovação de sua proposta orçamentária de US$ 3,55 bilhões para gerar empregos.
"Não há solução rápida nem bala mágica", declarou Obama, acrescentando ter feito um plano múltiplo de combate à crise, para criar empregos, sanear o sistema financeiro, retomar a construção de casas, os empréstimos e os negócios.
Obama se desculpou dizendo que está há apenas 60 dias na Casa Branca. Pediu tempo para que os planos de combate à crise, que chamou de amplos, para cercar os problemas por todos os lados, deem resultado.
Diante da onda de protestos e perseguições aos executivos do setor financeiro que ganharam fortunas depois de levar suas empresas à ruína, Obama fez uma declaração como se quisesse responder às acusações de ser um socialista. Disse que não se podem demonizar empresários e investidores que estão em busca de lucros porque foi esse espírito empreendedor que construiu os EUA.
Depois de uma semana passada muito ruim, com o escândalo dos bônus e a incerteza quanto ao futuro dos bancos, Obama tenta retomar a iniciativa.
Sob intensa pressão da opinião pública, especialmente depois do escândalo do pagamento de US$ 165 milhões em bônus a executivos da megasseguradora AIG (American International Group), que recebeu US$ 183 bilhões em dinheiro público, Obama voltou a defender a aprovação de sua proposta orçamentária de US$ 3,55 bilhões para gerar empregos.
"Não há solução rápida nem bala mágica", declarou Obama, acrescentando ter feito um plano múltiplo de combate à crise, para criar empregos, sanear o sistema financeiro, retomar a construção de casas, os empréstimos e os negócios.
Obama se desculpou dizendo que está há apenas 60 dias na Casa Branca. Pediu tempo para que os planos de combate à crise, que chamou de amplos, para cercar os problemas por todos os lados, deem resultado.
Diante da onda de protestos e perseguições aos executivos do setor financeiro que ganharam fortunas depois de levar suas empresas à ruína, Obama fez uma declaração como se quisesse responder às acusações de ser um socialista. Disse que não se podem demonizar empresários e investidores que estão em busca de lucros porque foi esse espírito empreendedor que construiu os EUA.
Depois de uma semana passada muito ruim, com o escândalo dos bônus e a incerteza quanto ao futuro dos bancos, Obama tenta retomar a iniciativa.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Altos executivos da AIG devolvem bônus
Dos 20 altos executivos da seguradora AIG (American International Group) que receberam bônus com dinheiro público apesar do prejuízo recorde da empresa, de US$ 62 bilhões no último trimestre de 2008, 15 concordaram em devolver integralmente o prêmio, revelou hoje o procurador-geral do estado de Nova York, Andrew Cuomo.
O total devolvido chegaria a US$ 30 milhões dos US$ 218 bilhões pagos pela empresa como bonificação a seus funcionários do departamento de produtos financeiros. A AIG recebeu US$ 183 bilhões dos cofres públicos para não quebrar.
O total devolvido chegaria a US$ 30 milhões dos US$ 218 bilhões pagos pela empresa como bonificação a seus funcionários do departamento de produtos financeiros. A AIG recebeu US$ 183 bilhões dos cofres públicos para não quebrar.
sábado, 21 de março de 2009
AIG pagou US$ 165 milhões em bônus
O procurador geral do estado de Connecticut, Richard Blumenthal, revelou hoje que a megasseguradora americana AIG (American International Group) pagou US$ 218 milhões em bônus a seus executivos do departamento de produtos financeiros, responsável pelo colapso da empresa, em setembro do ano passado.
Depois da iniciativa do procurador-geral do estado de Nova York, ontem 19 procuradores-gerais de outros estados decidiram iniciar suas próprias investigações sobre o escândalo dos bônus pagos com dinheiro público pelas empresas salvas pelo Tesouro.
Com base nos documentos examinados, Blumenthal concluiu que 73 pessoas receberam pelo menos US$1 milhão. Pelo menos cinco diretores ganharam mais de US$ 4 milhão.
Depois da iniciativa do procurador-geral do estado de Nova York, ontem 19 procuradores-gerais de outros estados decidiram iniciar suas próprias investigações sobre o escândalo dos bônus pagos com dinheiro público pelas empresas salvas pelo Tesouro.
Com base nos documentos examinados, Blumenthal concluiu que 73 pessoas receberam pelo menos US$1 milhão. Pelo menos cinco diretores ganharam mais de US$ 4 milhão.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Câmara dos EUA taxa bônus em 90%
Por 328 votos contra 93, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou hoje uma lei para taxar em 90% dos bônus pagos a executivos de empresas salvas com mais de US$ 5 bilhões de dinheiro público.
A lei tenta abafar o escândalo provocado pelo pagamento de US$ 165 milhões de dólares em bônus pela seguradora AIG (America International Group) a executivos do setor de produtos financeiros, que derrubou a empresa, dando-lhe um prejuízo de US$ 62 bilhões no último trimestre de 2008.
Como a AIG recebeu desde setembro mais de US$ 180 bilhões, o pagamento de prêmios de produtividade com dinheiro público a executivos que afundaram a empresa foi considerado um abuso pelo governo e pela opinião pública americana.
No momento em que 12,5 milhões de americanos estão desempregados, sendo 4,4 milhões desde janeiro de 2008, quando a economia dos EUA entrou em declínio, virou um escândalo.
A maioria democrata na Câmara correu para apagar o incêndio e teve o apoio de 85 deputados republicanos e 243 democratas. Isso garantiu uma folgada vitória por mais de dois terços dos votos. Mas seis democratas e 87 republicanos votaram contra, alegando que o erro está no governo Barack Obama, que estaria supervisionando adequadamente o emprego dos US$ 700 bilhões do Programa de Eliminação de Ativos Problemáticos (TARP, do inglês).
Essa falta de controle vem do Plano de Estabilização Financeira do governo George W. Bush, feito às pressas pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, no momento de pânico do mercado, com o sistema financeiro dos EUA à beira do colapso. A maioria dos republicanos votou contra e continua contra.
"O povo disse não. Devolvam o nosso dinheiro", bradou da tribuna da Câmara o deputado democrata por Dakota do Norte Earl Pomeroy. "Quem recebeu esses cheques não tem vergonha? Vocês são profissionais perdedores e desgraçados", acrescentou, num arroubo populista.
Antes de receber dinheiro público, a AIG, que antes da crise era a segunda maior seguradora do mundo, doava generosamente para campanhas eleitorais de vários pesos pesados da política americana, inclusive Obama, Hillary Clinton e John McCain.
A lei tenta abafar o escândalo provocado pelo pagamento de US$ 165 milhões de dólares em bônus pela seguradora AIG (America International Group) a executivos do setor de produtos financeiros, que derrubou a empresa, dando-lhe um prejuízo de US$ 62 bilhões no último trimestre de 2008.
Como a AIG recebeu desde setembro mais de US$ 180 bilhões, o pagamento de prêmios de produtividade com dinheiro público a executivos que afundaram a empresa foi considerado um abuso pelo governo e pela opinião pública americana.
No momento em que 12,5 milhões de americanos estão desempregados, sendo 4,4 milhões desde janeiro de 2008, quando a economia dos EUA entrou em declínio, virou um escândalo.
A maioria democrata na Câmara correu para apagar o incêndio e teve o apoio de 85 deputados republicanos e 243 democratas. Isso garantiu uma folgada vitória por mais de dois terços dos votos. Mas seis democratas e 87 republicanos votaram contra, alegando que o erro está no governo Barack Obama, que estaria supervisionando adequadamente o emprego dos US$ 700 bilhões do Programa de Eliminação de Ativos Problemáticos (TARP, do inglês).
Essa falta de controle vem do Plano de Estabilização Financeira do governo George W. Bush, feito às pressas pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, no momento de pânico do mercado, com o sistema financeiro dos EUA à beira do colapso. A maioria dos republicanos votou contra e continua contra.
"O povo disse não. Devolvam o nosso dinheiro", bradou da tribuna da Câmara o deputado democrata por Dakota do Norte Earl Pomeroy. "Quem recebeu esses cheques não tem vergonha? Vocês são profissionais perdedores e desgraçados", acrescentou, num arroubo populista.
Antes de receber dinheiro público, a AIG, que antes da crise era a segunda maior seguradora do mundo, doava generosamente para campanhas eleitorais de vários pesos pesados da política americana, inclusive Obama, Hillary Clinton e John McCain.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Escândalo da AIG atinge Geithner
Em depoimento na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, o presidente da seguradora AIG (American International Group), Edward Liddy, declarou ter pedido aos executivos da empresa que receberam US$ 100 mil ou mais que devolvam pelo menos metade do dinheiro. O escândalo do pagamento de bônus com dinheiro público já atinge o governo Barack Obama.
Apesar de um prejuízo recorde de US$ 62 bilhões no fim do ano passado e de sobreviver com um empréstimo de US$ 173 bilhões do Tesouro, a AIG pagou, na sexta-feira passada, US$ 165 milhões em bônus a seus executivos do departamento de produtos financeiros, justamente o responsável pelo colapso da megasseguradora.
No mercado, circula uma piada: o que significa AIG? Arrogância, incompetência e ganância.
A audiência no Congresso americano foi tensa. O presidente da Comissão de Finanças da Câmara, o deputado democrata Barney Frank, afirmou que o governo é dono de 80% da AIG e vai exigir a devolução do dinheiro dos bônus.
Liddy pediu desculpas e alegou que está no comando da empresa há apenas seis meses, não sendo responsável portanto por contratos anteriores. Ele revelou ter pedido aos 293 executivos que ganharam mais de US$ 100 mil para que devolvam pelo menos metade do dinheiro e informou que alguns se prontificaram a devolver 100% do dinheiro público.
É normal que os executivos do setor financeiro ganhem bônus calculados com base no sucesso de suas transações. Mas, no caso do colapso de uma empresa salva com dinheiro público em meio a uma crise que já deixou 4,4 milhões de americanos desempregados, é imoral.
Com a ajuda de emergência do governo, tanto o Tesouro quando o banco central dos EUA (Reserva Federal, Fed) participam da diretoria da AIG. Portanto, sabiam do pagamento dos bônus e não fizeram nada para impedi-los.
O escândalo atingiu o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, que até agora tem uma avaliação ruim no mercado. Ele não soube explicar claramente como será o programa de compra dos papéis podres, os títulos incobráveis ou ativos tóxicos que contaminam os balanços dos bancos.
Obama defendeu seu secretário do Tesouro alegando que os furos são da Lei de Estabilização Financeira do governo George W. Bush e que a responsabilidade final é dele, do presidente. No mercado financeiro, já há especuladores comprando papéis numa aposta de que Geithner não passa de junho.
Apesar de um prejuízo recorde de US$ 62 bilhões no fim do ano passado e de sobreviver com um empréstimo de US$ 173 bilhões do Tesouro, a AIG pagou, na sexta-feira passada, US$ 165 milhões em bônus a seus executivos do departamento de produtos financeiros, justamente o responsável pelo colapso da megasseguradora.
No mercado, circula uma piada: o que significa AIG? Arrogância, incompetência e ganância.
A audiência no Congresso americano foi tensa. O presidente da Comissão de Finanças da Câmara, o deputado democrata Barney Frank, afirmou que o governo é dono de 80% da AIG e vai exigir a devolução do dinheiro dos bônus.
Liddy pediu desculpas e alegou que está no comando da empresa há apenas seis meses, não sendo responsável portanto por contratos anteriores. Ele revelou ter pedido aos 293 executivos que ganharam mais de US$ 100 mil para que devolvam pelo menos metade do dinheiro e informou que alguns se prontificaram a devolver 100% do dinheiro público.
É normal que os executivos do setor financeiro ganhem bônus calculados com base no sucesso de suas transações. Mas, no caso do colapso de uma empresa salva com dinheiro público em meio a uma crise que já deixou 4,4 milhões de americanos desempregados, é imoral.
Com a ajuda de emergência do governo, tanto o Tesouro quando o banco central dos EUA (Reserva Federal, Fed) participam da diretoria da AIG. Portanto, sabiam do pagamento dos bônus e não fizeram nada para impedi-los.
O escândalo atingiu o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, que até agora tem uma avaliação ruim no mercado. Ele não soube explicar claramente como será o programa de compra dos papéis podres, os títulos incobráveis ou ativos tóxicos que contaminam os balanços dos bancos.
Obama defendeu seu secretário do Tesouro alegando que os furos são da Lei de Estabilização Financeira do governo George W. Bush e que a responsabilidade final é dele, do presidente. No mercado financeiro, já há especuladores comprando papéis numa aposta de que Geithner não passa de junho.
terça-feira, 17 de março de 2009
Congresso quer sobretaxar bônus da AIG
O presidente da Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, o democrata Barney Frank, enviou carta à seguradora AIG (American International Group). Exige a revisão os contratos do ano passado para não pagar ou receber de volta o que pagou de bônus a seus executivos com os US$ 173 bilhões recebidos do Tesouro para não quebrar.
Se a empresa não recuar, Frank pretende propor uma lei para sobretaxar em até 90% quem recebeu esses bônus. O valor total é estimado em US$ 165 milhões.
Com mais de 70 milhões de segurados em 130 países, a AIG foi considerada grande demais para falir. Foi o pivô da crise. Além de segurar casas, automóveis, pessoas e todas as suas propriedades, também trabalha com grandes empresas, segurando de filmes de Hollywood a plataformas de petróleo contra tempestades.
Nos últimos anos, entrou na área de produtos financeiros, segurando títulos, operações de crédito e com derivativos. Foi esse setor que teve problemas.
Hoje a AIG declarou que gastou mais de US$ 100 bilhões do dinheiro público recebido com o pagamento de indenizações de seguro para bancos como o Goldman Sachs e outras instituições financeiras.
Quando a AIG virou alvo de ataques especulativos, em 15 de setembro de 2008, dia em que o banco de investimentos Lehman Brothers pediu concordata, o governo Bush recuou da posição de não salvar empresas em dificuldades.
A AIG foi a empresa que mais recebeu dinheiro do Plano de Estabilização Financeira do governo George W. Bush, de US$ 700 bilhões. Esse plano foi feito às pressas, quando a crise estourou, sem criar os mecanismos de supervisão e controle sobre como os empréstimos seriam pagos.
O escândalo dos bônus vem da era Bush mas enfraquece o presidente Barack Obama, adverte hoje o jornal The Washington Post. Reduz o apoio político e parlamentar aos planos ambiciosos do presidente.
Obama fez hoje mais um apelo ao Congresso para que aprove sua proposta orçamentária de US$ 3,6 trilhões. É difícil para deputados e senadores americanos se comprometerem com gastos desta ordem com dinheiro público no momento em que se vê que executivos que fracassaram saem da crise com os chamados paraquedas dourados.
Se a empresa não recuar, Frank pretende propor uma lei para sobretaxar em até 90% quem recebeu esses bônus. O valor total é estimado em US$ 165 milhões.
Com mais de 70 milhões de segurados em 130 países, a AIG foi considerada grande demais para falir. Foi o pivô da crise. Além de segurar casas, automóveis, pessoas e todas as suas propriedades, também trabalha com grandes empresas, segurando de filmes de Hollywood a plataformas de petróleo contra tempestades.
Nos últimos anos, entrou na área de produtos financeiros, segurando títulos, operações de crédito e com derivativos. Foi esse setor que teve problemas.
Hoje a AIG declarou que gastou mais de US$ 100 bilhões do dinheiro público recebido com o pagamento de indenizações de seguro para bancos como o Goldman Sachs e outras instituições financeiras.
Quando a AIG virou alvo de ataques especulativos, em 15 de setembro de 2008, dia em que o banco de investimentos Lehman Brothers pediu concordata, o governo Bush recuou da posição de não salvar empresas em dificuldades.
A AIG foi a empresa que mais recebeu dinheiro do Plano de Estabilização Financeira do governo George W. Bush, de US$ 700 bilhões. Esse plano foi feito às pressas, quando a crise estourou, sem criar os mecanismos de supervisão e controle sobre como os empréstimos seriam pagos.
O escândalo dos bônus vem da era Bush mas enfraquece o presidente Barack Obama, adverte hoje o jornal The Washington Post. Reduz o apoio político e parlamentar aos planos ambiciosos do presidente.
Obama fez hoje mais um apelo ao Congresso para que aprove sua proposta orçamentária de US$ 3,6 trilhões. É difícil para deputados e senadores americanos se comprometerem com gastos desta ordem com dinheiro público no momento em que se vê que executivos que fracassaram saem da crise com os chamados paraquedas dourados.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Obama quer impedir AIG de dar bônus
O presidente Barack Obama pediu hoje ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, que explore todos os caminhos possíveis para impedir a seguradora AIG (American International Group) de pagar US$ 165 milhões em bônus a diretores e corretores.
A empresa recebeu US$ 173 bilhões em ajuda do governo para não quebrar e alega que o pagamento de bônus faz parte de contratos firmados no ano passado, antes do início do governo Obama.
Geithner ameaça não liberar parte da ajuda, enquanto o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, deputado Barney Frank, fala em afastar os diretores da empresa.
A empresa recebeu US$ 173 bilhões em ajuda do governo para não quebrar e alega que o pagamento de bônus faz parte de contratos firmados no ano passado, antes do início do governo Obama.
Geithner ameaça não liberar parte da ajuda, enquanto o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, deputado Barney Frank, fala em afastar os diretores da empresa.
domingo, 15 de março de 2009
AIG quer pagar bônus com dinheiro público
Em mais um escândalo provocado pela crise financeira global, a seguradora AIG (American International Group) pretende pagar mais de US$ 100 milhões em bônus a diretores e corretores de sua divisão de produtos financeiros, responsável pelo colapso da empresa.
A AIG recebeu US$ 173 bilhões do Tesouro dos Estados Unidos desde que o governo George W. Bush lançou o Plano de Estabilização Financeira, de US$ 700 bilhões, para evitar o colapso do sistema financeiro americano. Alega ter repassado a maior desse dinheiro a bancos que tinham seguro de produtos financeiros que deram prejuízo. Ficou de apresentar uma lista de bancos e valores repassados.
A AIG recebeu US$ 173 bilhões do Tesouro dos Estados Unidos desde que o governo George W. Bush lançou o Plano de Estabilização Financeira, de US$ 700 bilhões, para evitar o colapso do sistema financeiro americano. Alega ter repassado a maior desse dinheiro a bancos que tinham seguro de produtos financeiros que deram prejuízo. Ficou de apresentar uma lista de bancos e valores repassados.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Moody's alerta para risco de calote argentino
A agência de classificação de risco Moody's advertiu hoje que a Argentina pode ter problemas para financiar os pagamentos de sua dívida no próximo ano.
"Mesmo que a Argentina consiga pagar o serviço da dívida este ano, é provável que as opções de financiamento para 2010 sejam muito mais reduzidas", declarou a Moody's.
Em um dia de forte turbulência no mercado financeiro internacional por causa do prejuízo recorde da seguradora transnacional americana AIG, o Índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, sofreu uma queda de 7,4%, reflexo do aumento da desconfiança dos investidores quanto ao futuro imediato do país. Foi a maior queda em 2009.
O dólar subiu para 3,62 pesos argentinos. Foi um dia de alta para a moeda americana no mundo inteiro. Apesar dos problemas da economia dos EUA, o dólar ainda é a moeda internacional preferida, a moeda preferida para reserva de valor. Uma alternativa é o ouro, mas o ouro não paga dividendos.
O euro está ameaçado pelos problemas da Europa Oriental e o iene está ligado a uma das economias mais abaladas pela crise.
"Mesmo que a Argentina consiga pagar o serviço da dívida este ano, é provável que as opções de financiamento para 2010 sejam muito mais reduzidas", declarou a Moody's.
Em um dia de forte turbulência no mercado financeiro internacional por causa do prejuízo recorde da seguradora transnacional americana AIG, o Índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, sofreu uma queda de 7,4%, reflexo do aumento da desconfiança dos investidores quanto ao futuro imediato do país. Foi a maior queda em 2009.
O dólar subiu para 3,62 pesos argentinos. Foi um dia de alta para a moeda americana no mundo inteiro. Apesar dos problemas da economia dos EUA, o dólar ainda é a moeda internacional preferida, a moeda preferida para reserva de valor. Uma alternativa é o ouro, mas o ouro não paga dividendos.
O euro está ameaçado pelos problemas da Europa Oriental e o iene está ligado a uma das economias mais abaladas pela crise.
AIG tem o maior prejuízo da História
A seguradora americana AIG (American International Group), que era a maior do mundo antes do agravamento da crise, em setembro de 2008, teve o maior prejuízo da História: perdeu US$ 61,7 bilhões no último trimestre do ano passado. São US$ 670 milhões por dia.
O governo Barack Obama deu mais US$ 30 bilhões à empresa, que já tinha recebido empréstimos de US$ 152 bilhões do governo George W. Bush.
Foi o risco de falência da AIG que fez o governo Bush mudar de posição, logo depois de deixar o banco de investimentos Lehman Brothers quebrar.
Em 15 de setembro do ano passado, os especuladores partiram para o ataque contra o AIG. Como a seguradora foi considerada grandes demais para quebrar, com medo de um colapso total do sistema financeiro, o governo Bush lançou o Plano de Estabilização Financeira, de US$ 700 bilhões.
Ao justificarem, em nota, a decisão de emprestar mais dinheiro à AIG
Tesouro e a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, voltaram a falar em "risco sistêmico".
A empresa opera em mais de cem países. Nos EUA, segura mais de 100 mil entidades, pequenas e grandes empresas, prefeituras e fundos de pensão que empregam mais de 100 milhões de americanos. É responsável por apólices de seguro de mais de 30 milhões de pessoas e é parceira de várias empresas do setor financeiro.
Sua falência arrastaria bancos provocando mais uma onda de choque no mundo inteiro. Pode ser dividida.
O governo Barack Obama deu mais US$ 30 bilhões à empresa, que já tinha recebido empréstimos de US$ 152 bilhões do governo George W. Bush.
Foi o risco de falência da AIG que fez o governo Bush mudar de posição, logo depois de deixar o banco de investimentos Lehman Brothers quebrar.
Em 15 de setembro do ano passado, os especuladores partiram para o ataque contra o AIG. Como a seguradora foi considerada grandes demais para quebrar, com medo de um colapso total do sistema financeiro, o governo Bush lançou o Plano de Estabilização Financeira, de US$ 700 bilhões.
Ao justificarem, em nota, a decisão de emprestar mais dinheiro à AIG
Tesouro e a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, voltaram a falar em "risco sistêmico".
A empresa opera em mais de cem países. Nos EUA, segura mais de 100 mil entidades, pequenas e grandes empresas, prefeituras e fundos de pensão que empregam mais de 100 milhões de americanos. É responsável por apólices de seguro de mais de 30 milhões de pessoas e é parceira de várias empresas do setor financeiro.
Sua falência arrastaria bancos provocando mais uma onda de choque no mundo inteiro. Pode ser dividida.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Paulson admite que seu plano não basta
Em depoimento na Comissão de Bancos do Senado, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, afirmou que o plano de estabilização financeira de US$ 700 bilhões está dando resultado mas é insuficiente para recuperar a economia americana: apaga o incêndio mas não reconstrói a casa.
O secretário declarou que fez o plano para ancorar o sistema financeiro americano, essencial para uma economia sadia, não como estímulo para o crescimento. São coisas diferentes, indicou Paulson.
Como o Tesouro empenhou até agora US$ 290 bilhões dos US$ 700 bilhões de dólares aprovados pelo Congresso na Lei de Estabilização Financeira, há sugestões de que Paulson pretende deixar boa parte do dinheiro para seu sucessor no governo Barack Obama. Os bancos levaram US$ 250 bilhões e a seguradora AIG mais US$ 40 bilhões.
O secretário declarou que fez o plano para ancorar o sistema financeiro americano, essencial para uma economia sadia, não como estímulo para o crescimento. São coisas diferentes, indicou Paulson.
Como o Tesouro empenhou até agora US$ 290 bilhões dos US$ 700 bilhões de dólares aprovados pelo Congresso na Lei de Estabilização Financeira, há sugestões de que Paulson pretende deixar boa parte do dinheiro para seu sucessor no governo Barack Obama. Os bancos levaram US$ 250 bilhões e a seguradora AIG mais US$ 40 bilhões.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Fed dá US$ 85 bilhões para salvar AIG
A Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, vai dar US$ 85 bilhões para salvar a maior seguradora do mundo, American International Group (AIG), revelou agora há pouco o jornal The New York Times.
Em troca, o Fed ficaria com 80% das ações.
Ontem, quando o colapso do banco Lehman Brothers agravou a crise do AIG, o Tesouro e o Fed tentaram negociar um empréstimo de bancos privados. Teriam pedido ao Goldman Sachs e ao Chase para que emprestassem de US$ 70 bilhões a US$ 75 bilhões ao AIG. Sem o aval do governo, os bancos privados decidiram não correr o risco.
Hoje, o governo preferiu assumir toda a responsabilidade. Como o Tesouro deixara o banco Lehman Brothers pedir concordata na segunda-feira, havia um temor de que o AIG também quebrasse. Mas a empresa foi considerada grande demais para falir.
Em troca, o Fed ficaria com 80% das ações.
Ontem, quando o colapso do banco Lehman Brothers agravou a crise do AIG, o Tesouro e o Fed tentaram negociar um empréstimo de bancos privados. Teriam pedido ao Goldman Sachs e ao Chase para que emprestassem de US$ 70 bilhões a US$ 75 bilhões ao AIG. Sem o aval do governo, os bancos privados decidiram não correr o risco.
Hoje, o governo preferiu assumir toda a responsabilidade. Como o Tesouro deixara o banco Lehman Brothers pedir concordata na segunda-feira, havia um temor de que o AIG também quebrasse. Mas a empresa foi considerada grande demais para falir.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Falência do Lehman Bros derruba bolsas
O pedido de concordata do Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, com dívidas de mais de US$ 613 bilhões, derrubou hoje os mercados financeiros no mundo inteiro. As bolsas de Nova Iorque (-4,4%) e São Paulo (-7,2%) tiveram seu pior dia desde os atentados de 11 de setembro de 2001.
A situação foi agravada pela notícia de que o American International Group (AIG), a maior seguradora do mundo, pediu um crédito especial à Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, no valor de US$ 40 bilhões, e pela queda de 1,1% na produção industrial americana em agosto.
Na Ásia, os bolsas de Tóquio, Hong Kong e Xangai não abriram por causa de feriados na China e no Japão. Mas Sídnei, na Austrália, e Cingapura, começaram a evidenciar o pânico dos investidores
Durante uma reunião de emergência para evitar o colapso de mais uma megaempresa americana, a delegacia regional do banco central dos EUA em Nova Iorque pediu aos bancos Chase e Goldman Sachs que dêem empréstimos no valor de US$ 70 a 75 bilhões para recompor o capital do AIG, abalado pela crise financeira americana.
Em Washington, o presidente George Bush declarou que a preocupação do governo é com a saúde do sistema financeiro como um todo. Ele manifestou confiança na recuperação em longo prazo do mercado financeiro dos EUA.
Na campanha eleitoral, o candidato republicano, senador John McCain, elogiou o governo por não ter usado dinheiro público desta vez. Sua vice, a governadora Sarah Palin, culpou Washington pela falta de regulamentação e repetiu seu mantra de que "a mudança está a caminho", uma jogada para roubar o slogan da campanha do senador democrata Barack Obama.
Por sua vez, Obama declarou que não culpava McCain, mas "a filosofia econômica dos governos republicanos dos últimos oito anos" pela especulação financeira e pela falta de regulamentação que levaram à crise atual.
A situação foi agravada pela notícia de que o American International Group (AIG), a maior seguradora do mundo, pediu um crédito especial à Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, no valor de US$ 40 bilhões, e pela queda de 1,1% na produção industrial americana em agosto.
Na Ásia, os bolsas de Tóquio, Hong Kong e Xangai não abriram por causa de feriados na China e no Japão. Mas Sídnei, na Austrália, e Cingapura, começaram a evidenciar o pânico dos investidores
Durante uma reunião de emergência para evitar o colapso de mais uma megaempresa americana, a delegacia regional do banco central dos EUA em Nova Iorque pediu aos bancos Chase e Goldman Sachs que dêem empréstimos no valor de US$ 70 a 75 bilhões para recompor o capital do AIG, abalado pela crise financeira americana.
Em Washington, o presidente George Bush declarou que a preocupação do governo é com a saúde do sistema financeiro como um todo. Ele manifestou confiança na recuperação em longo prazo do mercado financeiro dos EUA.
Na campanha eleitoral, o candidato republicano, senador John McCain, elogiou o governo por não ter usado dinheiro público desta vez. Sua vice, a governadora Sarah Palin, culpou Washington pela falta de regulamentação e repetiu seu mantra de que "a mudança está a caminho", uma jogada para roubar o slogan da campanha do senador democrata Barack Obama.
Por sua vez, Obama declarou que não culpava McCain, mas "a filosofia econômica dos governos republicanos dos últimos oito anos" pela especulação financeira e pela falta de regulamentação que levaram à crise atual.
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