Os ministros das Finanças dos 27 países da União Europeia (UE)aprovaram hoje a ideia de limitar o pagamento de bônus para executivos do setor financeiro. A proposta será levada à reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20) marcada para Pittsburgh, Pensilvânia, nos Estados Unidos, para 24 de setembro de 2009.
Ao defender a proposta, o ministro sueco, Anders Borg, observou: "Estamos em 2009 e os banqueiros continuam fazendo festas como se estivéssemos em 1999."
Na semana passada, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, manifestou a intenção de acabar com a "cultura dos bônus" no setor financeiro. Ele quer que os prêmios remunerem os resultados de longo prazo para evitar especulação e que os executivos sejam penalizados quando causarem prejuízo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
Altos executivos da AIG devolvem bônus
Dos 20 altos executivos da seguradora AIG (American International Group) que receberam bônus com dinheiro público apesar do prejuízo recorde da empresa, de US$ 62 bilhões no último trimestre de 2008, 15 concordaram em devolver integralmente o prêmio, revelou hoje o procurador-geral do estado de Nova York, Andrew Cuomo.
O total devolvido chegaria a US$ 30 milhões dos US$ 218 bilhões pagos pela empresa como bonificação a seus funcionários do departamento de produtos financeiros. A AIG recebeu US$ 183 bilhões dos cofres públicos para não quebrar.
O total devolvido chegaria a US$ 30 milhões dos US$ 218 bilhões pagos pela empresa como bonificação a seus funcionários do departamento de produtos financeiros. A AIG recebeu US$ 183 bilhões dos cofres públicos para não quebrar.
sábado, 21 de março de 2009
AIG pagou US$ 165 milhões em bônus
O procurador geral do estado de Connecticut, Richard Blumenthal, revelou hoje que a megasseguradora americana AIG (American International Group) pagou US$ 218 milhões em bônus a seus executivos do departamento de produtos financeiros, responsável pelo colapso da empresa, em setembro do ano passado.
Depois da iniciativa do procurador-geral do estado de Nova York, ontem 19 procuradores-gerais de outros estados decidiram iniciar suas próprias investigações sobre o escândalo dos bônus pagos com dinheiro público pelas empresas salvas pelo Tesouro.
Com base nos documentos examinados, Blumenthal concluiu que 73 pessoas receberam pelo menos US$1 milhão. Pelo menos cinco diretores ganharam mais de US$ 4 milhão.
Depois da iniciativa do procurador-geral do estado de Nova York, ontem 19 procuradores-gerais de outros estados decidiram iniciar suas próprias investigações sobre o escândalo dos bônus pagos com dinheiro público pelas empresas salvas pelo Tesouro.
Com base nos documentos examinados, Blumenthal concluiu que 73 pessoas receberam pelo menos US$1 milhão. Pelo menos cinco diretores ganharam mais de US$ 4 milhão.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Câmara dos EUA taxa bônus em 90%
Por 328 votos contra 93, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou hoje uma lei para taxar em 90% dos bônus pagos a executivos de empresas salvas com mais de US$ 5 bilhões de dinheiro público.
A lei tenta abafar o escândalo provocado pelo pagamento de US$ 165 milhões de dólares em bônus pela seguradora AIG (America International Group) a executivos do setor de produtos financeiros, que derrubou a empresa, dando-lhe um prejuízo de US$ 62 bilhões no último trimestre de 2008.
Como a AIG recebeu desde setembro mais de US$ 180 bilhões, o pagamento de prêmios de produtividade com dinheiro público a executivos que afundaram a empresa foi considerado um abuso pelo governo e pela opinião pública americana.
No momento em que 12,5 milhões de americanos estão desempregados, sendo 4,4 milhões desde janeiro de 2008, quando a economia dos EUA entrou em declínio, virou um escândalo.
A maioria democrata na Câmara correu para apagar o incêndio e teve o apoio de 85 deputados republicanos e 243 democratas. Isso garantiu uma folgada vitória por mais de dois terços dos votos. Mas seis democratas e 87 republicanos votaram contra, alegando que o erro está no governo Barack Obama, que estaria supervisionando adequadamente o emprego dos US$ 700 bilhões do Programa de Eliminação de Ativos Problemáticos (TARP, do inglês).
Essa falta de controle vem do Plano de Estabilização Financeira do governo George W. Bush, feito às pressas pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, no momento de pânico do mercado, com o sistema financeiro dos EUA à beira do colapso. A maioria dos republicanos votou contra e continua contra.
"O povo disse não. Devolvam o nosso dinheiro", bradou da tribuna da Câmara o deputado democrata por Dakota do Norte Earl Pomeroy. "Quem recebeu esses cheques não tem vergonha? Vocês são profissionais perdedores e desgraçados", acrescentou, num arroubo populista.
Antes de receber dinheiro público, a AIG, que antes da crise era a segunda maior seguradora do mundo, doava generosamente para campanhas eleitorais de vários pesos pesados da política americana, inclusive Obama, Hillary Clinton e John McCain.
A lei tenta abafar o escândalo provocado pelo pagamento de US$ 165 milhões de dólares em bônus pela seguradora AIG (America International Group) a executivos do setor de produtos financeiros, que derrubou a empresa, dando-lhe um prejuízo de US$ 62 bilhões no último trimestre de 2008.
Como a AIG recebeu desde setembro mais de US$ 180 bilhões, o pagamento de prêmios de produtividade com dinheiro público a executivos que afundaram a empresa foi considerado um abuso pelo governo e pela opinião pública americana.
No momento em que 12,5 milhões de americanos estão desempregados, sendo 4,4 milhões desde janeiro de 2008, quando a economia dos EUA entrou em declínio, virou um escândalo.
A maioria democrata na Câmara correu para apagar o incêndio e teve o apoio de 85 deputados republicanos e 243 democratas. Isso garantiu uma folgada vitória por mais de dois terços dos votos. Mas seis democratas e 87 republicanos votaram contra, alegando que o erro está no governo Barack Obama, que estaria supervisionando adequadamente o emprego dos US$ 700 bilhões do Programa de Eliminação de Ativos Problemáticos (TARP, do inglês).
Essa falta de controle vem do Plano de Estabilização Financeira do governo George W. Bush, feito às pressas pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, no momento de pânico do mercado, com o sistema financeiro dos EUA à beira do colapso. A maioria dos republicanos votou contra e continua contra.
"O povo disse não. Devolvam o nosso dinheiro", bradou da tribuna da Câmara o deputado democrata por Dakota do Norte Earl Pomeroy. "Quem recebeu esses cheques não tem vergonha? Vocês são profissionais perdedores e desgraçados", acrescentou, num arroubo populista.
Antes de receber dinheiro público, a AIG, que antes da crise era a segunda maior seguradora do mundo, doava generosamente para campanhas eleitorais de vários pesos pesados da política americana, inclusive Obama, Hillary Clinton e John McCain.
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