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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Vitória do kirchnerismo leva pânico ao mercado financeiro na Argentina

O peronismo mostrou sua força e é franco favorito para vencer as eleições de 27 de outubro na Argentina. Hoje foi um dia de pânico no mercado financeiro argentino. O peso caiu a 60 por dólar, recorde histórico de baixa, e o Índice Merval, da Bolsa de Valores da Buenos Aires, desabou em 38%. 

O Banco Central vendeu US$ 100 milhões de dólares e aumentou a taxa básica de juros de 64% para 74% ao ano, a maior do mundo, para defender a moeda, subiu para 53 pesos por dólar para grandes negócios e 58 para o público.

Tudo por causa da fragorosa derrota sofrida pelo presidente Mauricio Macri nas eleições prévias realizadas ontem. A chapa da peronista Frente para Todos, formada pelo ex-chefe da Casa Civil Alberto Fernández e pela ex-presidente Cristina Kirchner, ganhou com mais de 47% dos votos contra 32% para Macri. 

Todas as pesquisas de opinião erraram. Elas previam a vitória do kirchnerismo, mas com vantagens muito menores, de meio a oito pontos percentuais. Isso daria uma chance a Macri de vitória no segundo turno.

Pela lei argentina, bastam 45% mais um voto válido para ganhar no primeiro turno, ou 40% e uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o segundo colocado. Como as intenções de voto não devem se alterar muito em dois meses e meio, até o primeiro turno, em 27 de outubro, a vitória de Alberto Fernández e Cristina Kirchner é dada como praticamente certa, o que explica o pânico no mercado.

A derrota do macrismo foi total. A governadora da província de Buenos Aires, María Eugenia Vidal, que era tida como muito popular, também teve apenas 32% dos votos, enquanto o ex-ministro da Economia de Cristina Kirchner, Axel Kicillof, chegou perto dos 50%. Meu comentário:
O presidente Macri atribuiu o pânico à falta de credibilidade do kirchnerismo no mercado financeiro internacional e prometeu lutar para dar a volta por cima em 27 de outubro para chegar ao segundo turno em 24 de novembro.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Moody's alerta para risco de calote argentino

A agência de classificação de risco Moody's advertiu hoje que a Argentina pode ter problemas para financiar os pagamentos de sua dívida no próximo ano.

"Mesmo que a Argentina consiga pagar o serviço da dívida este ano, é provável que as opções de financiamento para 2010 sejam muito mais reduzidas", declarou a Moody's.

Em um dia de forte turbulência no mercado financeiro internacional por causa do prejuízo recorde da seguradora transnacional americana AIG, o Índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, sofreu uma queda de 7,4%, reflexo do aumento da desconfiança dos investidores quanto ao futuro imediato do país. Foi a maior queda em 2009.

O dólar subiu para 3,62 pesos argentinos. Foi um dia de alta para a moeda americana no mundo inteiro. Apesar dos problemas da economia dos EUA, o dólar ainda é a moeda internacional preferida, a moeda preferida para reserva de valor. Uma alternativa é o ouro, mas o ouro não paga dividendos.

O euro está ameaçado pelos problemas da Europa Oriental e o iene está ligado a uma das economias mais abaladas pela crise.