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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Guerra comercial EUA-China ameaça crescimento mundial

A débil recuperação da economia mundial pode sofrer um duro golpe, com queda de meio ponto percentual na taxa de crescimento por causa do conflito comercial entre os Estados Unidos e a China, advertiu hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).

As guerras comerciais causam queda no investimento, na produtividade e no crescimento. O nacionalismo econômico e o protecionismo do presidente Donald Trump afetam principalmente os países emergentes, que dependem das oportunidades oferecidas pela economia internacional.

Isso mostra a insensatez da política externa do presidente Jair Bolsonaro e de seu bizarro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de alinhamento automático com os EUA. Meu comentário:


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Desemprego global deve atingir 200 milhões em 2017

Com o fraco crescimento da economia mundial e a vulnerabilidade de economias emergentes como o Brasil, o desemprego global tende a aumentar nos próximos cinco anos, atingindo mais de 200 milhões de pessoas em 2017, alerta um novo relatório divulgado hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em 2015, o total de desempregados no mundo foi estimado em 197,1 milhões, 27 milhões a mais do que em 2007, antes da Grande Recessão de 2008-9.

Para 2016, a previsão é de um aumento de 2,3 milhões, elevando o total para 199,4 milhões de trabalhadores. No ano seguinte, mais 1,1 milhão entram na fila e o total chega a 200,5 milhões, prevê o relatório Emprego Mundial e Perspectiva Social - Tendências para 2016.

"A significativa desaceleração das economias emergentes, aliadas a um declínio acentuado nos preços dos produtos primários, está tendo um efeito dramático sobre o mercado de trabalho", declarou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

O diretor da OIT comentou ainda: "Muitos trabalhadores estão tendo de aceitar empregos de baixa remuneração em economias emergentes e em desenvolvimento, e também cada vez mais em países desenvolvidos. Apesar da queda no número de desempregados em alguns países da União Europeia e dos Estados Unidos, muito trabalhar ainda está sem emprego. Precisamos tomar medidas urgentes para aumentar o número de oportunidades de trabalho decente ou corremos o risco de intensificar as tensões sociais."

A taxa de desemprego nos países ricos caiu de 7,4% em 2014 para 6,7% em 2015, mas a recuperação do mercado de trabalho não foi suficiente para recriar muitos empregos de qualidade destruídos pela crise mundial.

Com a desaceleração da China, o Brasil na mais longa recessão em cem anos e o impacto da queda de mais de 70% nos preços do petróleo desde junho de 2014 sobre os países exportadores, as perspectivas de emprego nas economias emergentes e em desenvolvimento se deterioraram.

Na metade dos países em desenvolvimento e emergentes, mais de 50% do trabalho é informal, com baixa produtividade, baixa remuneração e nenhuma proteção social. Em um terço desses países, a informalidade passa de 65%. No Sul da Ásia (Índia, Bangladesh, Paquistão e Afeganistão), chega a 74% e, na África Subsaariana, a 70%.

Pior ainda: a Quarta Revolução Industrial, que inclui inteligência artificial, robótica, impressão em três dimensões, nanotecnologia e biotecnologia, vai destruir quase a metade dos empregos existentes hoje, adverte o fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab. A expectativa é que robôs passem a fazer trabalhos intelectuais repetitivos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Inflação na China cai para 5,5% ao ano

O índice de crescimento de preços no varejo da China caiu de 6,1% em setembro para 5,5% em outubro, depois de chegar a um pico de 6,5% em julho. Essa trajetória permite que o governo volte a reduzir as taxas de juros e tome outras medidas para manter taxas de crescimento elevadas.

Foi o terceiro mês seguido de queda, observa o jornal inglês Financial Times, principal diário econômico financeiro da Europa.

Em entrevista à TV americana CNN, o economista Jim O'Neill considerou a queda da inflação na China a melhor notícia para a economia mundial das últimas semanas: "Isto permite não só uma redução de juros como a adoção de novas medidas para estimular o crescimento".

O'Neill criou a sigla BRIC ao afirmar, em 2001, que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China seriam responsáveis pela maior parte do crescimento econômico internacional nas próximas décadas.

Na sua opinião, a inflação nas economias emergentes era uma grande ameaça à recuperação mundial, já que "15 países emergentes estão aumentando o consumo". Sua conclusão: a economia mundial não está tão frca quanto diz quem só olha para os países ricos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Economista francês não crê em nova recessão

O crescimento dos países emergentes e uma nova onda de inovação tecnológica vão poupar o mundo de um segundo mergulho na recessão, prevê o economista francês Nicolas Bouzou, diretor do centro de pesquisas Asterès.

Em entrevista ao jornal La Tribune, Bouzou considera improvável uma nova contração mundial: "Há um fenômeno de destruição criativa que obriga as empresas a se reestruturar mas gera crescimento econômico. Mesmo nos EUA, duvido que haja recessão."

Nos países ricos, "um longo crescimento lento será inquietante porque diminui a capacidade de reduzir o endividamento dos governos e dos lares", admite.

É evidente "uma deterioração nos indicadores econômicos dos EUA e da Europa desde a metade do segundo trimestre. O ambiente econômico piorou", reconhece Bouzou. Mas as economias emergentes devem continuar crescendo, embora um pouco menos.

sábado, 11 de junho de 2011

Comércio Sul-Sul tem espaço para crescer

O desenvolvimento sustentado de grandes países em desenvolvimento está criando uma nova economia mundial onde há grande potencial da expansão do comércio porque as barreiras alfandegárias entre os chamados países do Sul ainda são muito altas, avaliou ontem o economista Regis Avanthay, do Centro de Desenvolvimento da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

As transações entre economias em desenvolvimento passaram de 7% para 19% do comércio internacional, disse ele no seminário A agenda econômica internacional do Brasil - desafios para os próximos anos, realizado no Rio de Janeiro para comemorar o quinto aniversário do Cindes (Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento).

Esses países devem crescer mais nos próximos anos, e não apenas porque estão num estágio mais atrasado, observa Avanthay: "As dívidas públicas dos países em desenvolvimento estão estáveis, em menos de 40% do PIB, enquanto nos países ricos cresce para mais de 100%" de toda a riqueza que o país produz num ano.

"Há uma nova geografia do desenvolvimento", observou, com a ressalva de que "o investimento estrangeiro direto ainda vai para um número limitado de países."

Em suas pesquisas, ele não conseguiu chegar a uma conclusão definitiva sobre a relação entre desvalorização da moeda e aumento do investimento externo, sugerindo que há outros fatores importantes que pesam na competitividade de um país.

Outra questão é se a formação de blocos regionais é uma ajuda ou empecilho ao comércio internacional. O economista da OCDE acredita que eles são úteis ao impor uma disciplina que melhore o ambiente econômico doméstico, leve ao desenvolvimento de estratégias regionais conjuntas e aumente o poder de barganha em negociações internacionais.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Seis emergentes terão metade do crescimento mundial

O Brasil e outros cinco países emergentes – China, Índia, Rússia, Indonésia e Coreia do Sul – serão responsáveis por mais da metade do crescimento da economia mundial até 2025, afirma um relatório do Banco Mundial divulgado hoje em Washington, nos Estados Unidos. A notícia é do sítio Portugal Digital.

No relatório Horizontes do Desenvolvimento Global 2011 – Multipolaridade, a Nova Economia Global, a expectativa de crescimento dos emergentes é estimada em 4,7% ao ano, enquanto os países ricos devem crescer apenas 2,3% ao ano no mesmo período.

“A ascensão rápida das economias emergentes conduziu uma mudança pela qual agora os centros de crescimento econômico estão divididos entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento”, declarou o vice-presidente do Banco Mundial para economia do desenvolvimento, Justin Yifu Lin.

Ele concluiu: “Estamos realmente num mundo multipolar.”

segunda-feira, 7 de março de 2011

FMI alerta para superaquecimento de emergentes

As grandes economias emergentes foram decisivas para superar a Grande Recessão de 2008-9, mas agora correm risco de superaquecimento, advertiu hoje o subdiretor-geral do Fundo Monetário Internacional, John Lipsky.

"Para crescer a 6,5%, 7%, 7,5%, as economias usaram toda sua capacidade instalada, então estamos vendo um superaquecimento", advertiu.

Tanto a China como a Índia e o Brasil estão aumentando suas taxas básicas de juros e adotando outras medidas para combater a alta nos preços.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Crise acelera transferência de poder a emergentes

Um estudo da empresa de consultoria PriceWaterhouseCoopers sobre o Mundo em 2050 concluiu que a Grande Recessão (2008-09), que afetou especialmente os Estados Unidos e a Europa, acelerou a transferência de poder econômico para os países emergentes.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

FMI sugere valorização das moedas da Ásia

O Fundo Monetário Internacional defendeu hoje a valorização das moedas dos países emergentes da Ásia para refletir os saldos comerciais positivos.

A Ásia emergente deve crescer 8% em 2010, liderada pela China, a locomotiva da recuperação mundial.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Emergentes lideram recuperação mundial

O maior banco europeu, o HSBC diz que o pior da crise já passou e que a recuperação será liderada pelos emergentes.

Outros destaques econômicos do dia:
• A Comissão Europeia rejeita a compra da Sun Microsystems pela Oracle por US$ 7 bi com base nas regras antimonopólio. As duas empresas são americanas, mas, se não atenderem à legislação europeia, não poderão fazer negócios na UE, o maior mercado consumidor mundial.

• O banco britânico Lloyds vai demitir mais 5 mil.

• O banco britânico Barclays, que não pediu ajuda ao governo, teve queda de 54% no lucro no terceiro trimestre.

• A libra cai com a ameaça de que a dívida soberana do Reino Unido, um dos países mais abalados pela crise, seja rebaixada por uma agência de classificação de risco.

• As bolsas da Ásia sobem na onda de Wall St. , que ontem atingiu o maior nível em 13 meses. Na Europa, foi um dia de queda. Em Nova York, o Índice Dow Jones teve um pequeno avanço, mas o índice amplo S&P500 e a bolsa eletrônica Nasdaq caíram.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Emergentes lideram a recuperação dos mercados

As grandes potências econômicas emergentes, os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) lideram a recuperação da economia mundial, constata o Financial Times, principal jornal econômico financeiro da Europa.

Desde o pior momento da crise financeira mundial, em outubro de 2008, o índice RTS, da Bolsa de Moscou, subiu 80%. O índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, vem logo atrás, com 75%.

Na China, a Bolsa de Xangai avançou 52%, enquanto a Bolsa de Mumbai, na Índia, teve uma valorização de 46%.

Para o FT, a recuperação dos emergentes começou em novembro de 2008, quando a China anunciou um programa de estímulo ao crescimento econômico de US$ 585 bilhões.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Leste da Ásia terá pior ano desde 1998

Este deve ser o pior ano para a economia do Leste da Ásia desde a crise de 1997-98. Um relatório do Banco Mundial reduziu a expectativa de crescimento dos países emergentes da região de 6,7% para 5,3%.

Para a China, o banco manteve uma perspectiva de expansão de 6,5%. Mas o resto dos emergentes do Leste da Ásia deve crescer apenas 1,2%.

China e Brasil são emergentes favoritos

Uma pesquisa da Associação de Fundos de Investimentos em Mercados Emergentes, com sede em Londres, aponta a China e o Brasil como os países em ascensão preferidos pelos investidores.

A China manteve o primeiro lugar, enquanto o Brasil subiu do quarto para o segundo lugar. A Índia ficou em terceiro e a Rússia em nono.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

OCDE prevê aterrissagem suave para o Brasil

Em comparação com os países ricos e as outras grandes economias emergentes - China, Índia e Rússia -, o Brasil será menos prejudicado pela crise econômica global. A previsão é da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Dos 35 países analisados pela OCDE, que reúne 30 países industrializados, o Brasil é o único que escapa de uma "forte desaceleração".

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Crise atinge emergentes

Depois da Islândia, que negociou um empréstimo de emergência de US$ 6 bilhões junto ao Fundo Monetário Internacional para evitar o colapso do sistema bancária, que teve de ser totalmente estatizado pelo governo, a Hungria, a Ucrânia, a Bielorrússia e o Paquistão pediram ajuda ao FMI. O Brasil e o México estão usando suas reservas cambiais para defender suas moedas.

Ontem a revista inglesa The Economist advertia que a Índia tem um déficit público elevado, de cerca de 10% do produto interno bruto, de cerca de US$ 1 trilhão, e as empresas brasileiras têm dívidas em dólares. Mas os dois países acumularam reservas cambiais que os deixaram mais bem-preparados do que nunca para uma crise econômica internacional.

Hoje, diante do colapso das bolsas de Moscou e do rublo, alguns analistas previram que a Rússia poderia entrar em recessão. Seria o primeiro dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) a entrar em recessão.

A expectativa para os outros três grandes emergentes é que sofram com a crise, reduzam suas taxas de crescimento, a China e a Índia para cerca de 6% e o Brasil de 2% a 3%.

Com o pânico e a fuga de capitais, as moedas do Brasil, México, Turquia, Hungria, Polônia e Coréia do Sul se desvalorizaram.

Leia mais no jornal espanhol El País.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Emergentes têm US$ 4,5 trilhões em reservas

Os países emergentes tiveram um saldo comercial agregado de US$ 2,5 trilhões nos últimos quatro anos e acumulam reservas em moedas fortes de US$ 4,5 trilhões, 75% do total. A capitalização de seus mercados financeiros passa de US$ 17,8 trilhões, quando era de apenas US$ 2,2 trilhões no ano 2000, superando os US$ 17,5 trilhões dos Estados Unidos.

Isto aponta para uma mudança na correlação de forças da economia mundial. Também ajuda a explicar a redução das dívidas externas, como a brasileira. Na quinta-feira, o ministro da Fazenda. Guido Mantega, anunciou que pela primeira vez na História o Brasil passou de devedor a credor

Em 2007, os emergentes foram responsáveis por 52% da expansão econômica global. Só a China contribuiu com 17,8% do crescimento mundial no ano passado, em contraste com 14,6% para os EUA.

A participação das economias emergentes no produto mundial bruto passou de 18%, em 1995, para 29%.

No final do século passado, os americanos eram responsáveis por mais da metade do consumo mundial. Em 2000, o consumo dos 17 maiores países emergentes foi de 48% do americano. Em 2007, chegou a 65%. Neste ritmo, vai superar o americano em 2015.

As importações dos EUA representaram no ano passado 14% do total mundial. Em 2000, eram 20%. No mesmo período, as compras dos emergentes no exterior passaram de 33% para 40,6%

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Índia cresce 8,7% ao ano

A economia da Índia, uma das novas locomotivas do mundo globalizado, deve crescer 8,7% no ano fiscal que termina em março de 2008, menos do que nos três anos anteriores. No ano fiscal passado, a expansão foi de 9,6%.

Essa queda no crescimento é atribuída à valorização da rúpia e ao aperto de crédito causado pela crise iniciada no mercado de crédito hipotecário nos Estados Unidos. Isso causará uma queda no crescimento das exportações e no consumo de bens duráveis.

O Citigroup, que previra uma expansão de 9,3%, reduziu-a para 8,3% citando a deterioração da economia internacional, enquanto o Lehman Brothers trabalha com uma expectativa de 8,8% e o Morgan Stanley com 7,4% no próximo ano fiscal e 7,8% no que termina em março de 2010.

Entre as grandes potências econômicas emergentes, os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), a China se mantém como a economia mais dinâmica e que mais cresce. Os economistas prevêem uma desaceleração este ano por causa da crise americana, depois de um crescimento de 11,4% em 2007.

A Índia continua no segundo lugar e a Rússia em terceiro. Rica em petróleo, gás e outros recursos naturais, a economia russa se beneficia da alta nos preços de energia. Deve crescer 5% a 6% em 2008.

No Brasil, a expectativa hoje é de um crescimento de 4%, bem abaixo da média histórica do pós-guerra até os anos 80, de 7% a 8%, e abaixo dos nossos concorrentes no mundo globalizado.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Consumo mundial de champanhe explode

Tim-tim!

Com o crescimento acelerado das economias emergentes, explode o consumo mundial de champanhe, puxado por países como a China e a Rússia, onde, na era comunista, isso era considerado um hábito perigoso, símbolo da decadência da burguesia e do capitalismo.

Mas o mundo mudou radicalmente desde a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989: o que antes era visto como preconceito de classe agora é sinal de delicadeza, sensibilidade, riqueza e sofisticação.

Os produtores da região de Champanhe, na França, que tem exclusividade para o uso da marca, pretendem fechar o ano com a venda recorde de 400 milhões de garrafas. Com o aumento da demanda, os preços têm subido de 4% a 5% ao ano nos últimos anos.

Salut!!!