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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Economist: Dilma enfrenta primeiro grande teste

Com a ameaça da inflação e as suspeitas em torno do enriquecimento rápido do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, a lua de mel da presidente Dilma Rousseff acabou, afirma a revista inglesa The Economist na edição que sai às ruas amanhã em Londres.


Dilma precisa agir com firmeza, diz a revista, para consolidar sua base parlamentar, esfriar a economia e manter um crescimento equilibrado, sem inflação em alta.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

"Casca de banana em Teerã"

Na  reportagem Uma Casca de Banana Iraniana, a revista inglesa The Economist desta semana diz que “Lula tem pouco a mostrar em sua aventura em Teerã” e conclui que o país ficou mais longe da sonhada vaga no Conselho de Segurança da ONU.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Crise atinge emergentes

Depois da Islândia, que negociou um empréstimo de emergência de US$ 6 bilhões junto ao Fundo Monetário Internacional para evitar o colapso do sistema bancária, que teve de ser totalmente estatizado pelo governo, a Hungria, a Ucrânia, a Bielorrússia e o Paquistão pediram ajuda ao FMI. O Brasil e o México estão usando suas reservas cambiais para defender suas moedas.

Ontem a revista inglesa The Economist advertia que a Índia tem um déficit público elevado, de cerca de 10% do produto interno bruto, de cerca de US$ 1 trilhão, e as empresas brasileiras têm dívidas em dólares. Mas os dois países acumularam reservas cambiais que os deixaram mais bem-preparados do que nunca para uma crise econômica internacional.

Hoje, diante do colapso das bolsas de Moscou e do rublo, alguns analistas previram que a Rússia poderia entrar em recessão. Seria o primeiro dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) a entrar em recessão.

A expectativa para os outros três grandes emergentes é que sofram com a crise, reduzam suas taxas de crescimento, a China e a Índia para cerca de 6% e o Brasil de 2% a 3%.

Com o pânico e a fuga de capitais, as moedas do Brasil, México, Turquia, Hungria, Polônia e Coréia do Sul se desvalorizaram.

Leia mais no jornal espanhol El País.

sábado, 23 de junho de 2007

Apple ensina o segredo da inovação

A fábrica de produtos de informática Apple, considerada a empresa mais inovadora do mundo, que popularizou o computador pessoal e criou o iPod, recuperando-se depois de estar à beira da morte nos 90, com o avanço do sistema operacional Windows, dá o segredo da inovação, disse a revista inglesa The Economist.

Além dos sucessos, a Apple colecionou fracassos como o Newton, que reconheceria o texto manuscrito, e o precursos do iPod. O segredo, então, observa o Economist, é não desanimar com os fracassos, inevitáveis quando se aventura por terrenos inexplorados. Mais importante, é aprender com os erros e nunca perder o deseja de inovar.

No final deste mês, começam as vendas do novo produto da empresa, o iPhone, integrando internet, telefone celular e o iPod.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Lula não tem pressa, diz The Economist

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem pressa, afirma a edição de hoje da revista inglesa The Economist.

Cinco meses depois de sua reeleição, finalmente nomeou seu ministério, costurando uma aliança que deve garantir, prevê a revista, "relações relativamente tranqüilas com o Congresso". Mas "a câmera lenta na mudança do ministério dá o ritmo para um segundo governo sem grandes ambições".

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Padre é candidato a Chávez do Paraguai

A próxima eleição presidencial no Paraguai está marcada para abril de 2008. Mas o monopólio de poder de 60 anos do Partido Colorado já está ameaçada. O candidato mais popular da oposição é o padre Fernando Lugo, um admirador dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales.

Para a revista inglesa The Economist, que o apresenta como o próximo Chávez ou o líder messiânico que empolga o Paraguai, o padre adquiriu status de pop star.

Como a vizinha Bolívia, o Paraguai é pobre, não tem saída para o mar e tem uma grande população indígena ou mestiça marginalizada. Durante 11 anos, o padre Lugo trabalhou em regiões rurais pobres organizando movimentos de luta pela terra e pela reforma agrária, uma necessidade num país onde mais de 40% dos 6 milhões de habitantes vivem no campo e a propriedade da terra é extremamente concentrada.

No ano passado, padre Lugo mobilizou 50 mil pessoas num protesto contra a corrupção.

Pressionado pelo Vaticano, ele largou a Igreja para ser candidato mas até agora isto não foi aceito. O padre fundou o movimento Teko joja (Igualdade e Justiça, em guarani). Promete aplicar os princípios da caridade cristã à política para construir "um país diferente, sem discriminação".

Como a Constituição do Paraguai proíbe tanto a reeleição quanto a candidatura de religiosos, o presidente Nicanor Duarte está propondo uma emenda constitucional para que os dois possam concorrer.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

América Latina teme protecionismo democrata

A derrota do Partido Republicano e do presidente George Walker Bush nas eleições de 7 de novembro para o Congresso dos Estados Unidos foi festejada na América Latina. É uma das regiões onde o antiamericanismo é mais forte por viver sob a área de influência direta da única superpotência. Mas agora que a situação começa a ser encarada com maior realismo, os latino-americanos temem o protecionismo do Partido Democrata por causa da sua ligação com os sindicatos.

Se os acordos de livre comércio com a Colômbia e o Peru "não forem aprovados no Congresso, saem fortalecidos políticos como [o presidente da Venezuela, Hugo] Chávez e os velhos argumentos de que não se pode confiar nos EUA e de o livre comércio não funciona", declarou em Washington o economista peruano Hernando de Soto, assessor do presidente Alan García e um dos principais lobistas que tenta sensibilizar deputados e senadores americanos.

Estes dois países já têm acordos preferenciais de comércio com os EUA assinados em 1991 para desestimular a produção de cocaína, que precisam ser renovados. Sem um crescimento econômico que lhes permita combater a miséria da maioria da população, a expansão da economia da droga é inevitável.

"Seria um desastre", comentou o ex-ministro da Fazenda da Colômbia, Sergio Clavijo. "Sem o crescimento das exportações, o narcotráfico é a única saída". Mas isto não parece sensibilizar os congressistas americanos.

As exportações peruanas que se beneficiam do acordo para combater a droga chegam a US$ 2 bilhões anuais e garantem 500 mil empregos.

"Os investidores não correrão riscos se o acesso ao mercado não estiver garantido", advertiu o presidente colombiano, Álvaro Uribe, principal aliado dos EUA na América do Sul. Esta incerteza custou 7 mil empregos na Colômbia nos últimos quatro meses.

Desde 2000, desapareceram 3 milhões de empregos na indústria nos EUA e a pressão da concorrência da mão-de-obra barata de países em desenvolvimento, sobretudo da China, provoca um achatamento nos salários americanos.

"A mensagem desta eleição para mim é que todos estes acordos comerciais precisam ser renegociados", declarou ao jornal The Washington Post o deputado Sherrod Brown, que conquistou uma cadeira no Senado por Ohio prometendo defender o emprego. "Quando uma fábrica com 300 empregados fecha numa cidade de 20 mil habitantes, atinge famílias e destrói comunidades".

Outro proeminente líder democrata, o deputado Charles Rangel, já enviou uma carta à representante comercial dos EUA propondo a inclusão de cláusulas trabalhistas nos acordos com a Colômbia e o Peru. As renegociações dificilmente seriam concluídas antes do final de junho de 2007, quando vence a Autorização para Promoção Comercial dada pelo Congresso ao presidente dos EUA para negociar acordos internacionais de comércio, observa a revista inglesa The Economist, que também discute o assunto, na sua edição de hoje.

Com a maioria democrata no Congresso, talvez a autorização não seja renovada.

O problema, alerta Michael Shifter, do InterAmerican Dialogue, um centro de pesquisas com sede em Washington, é que "o comércio é o único aspecto positivo da agenda dos EUA com a América Latina. O resto é negativo: imigração, tráfico de drogas..."

Mais uma vez, os EUA ameaçam virar as costas para a América Latina. Sua área de maior interesse hoje é a Ásia. Mas é da Ásia, e não da América Latina, que vêm as maiores ameaças aos trabalhadores dos EUA e do resto do continente.

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

Lula x Chávez: quem lidera a América Latina?

Às vésperas da eleição presidencial brasileira, a revista The Economist sai com matéria de capa perguntando quem lidera a América Latina: Lula ou Chávez?

Há quatro anos, quando foi eleito com uma biografia de líder sindical e retirante nordestino, sétimo filho de uma família pobre, Luiz Inácio Lula da Silva parecia ter a autoridade moral para ser o líder da América Latina, diz o Economist no seu principal editorial. Mas esta liderança vem sendo consistentemente minada pelo caudilhismo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que se apresenta como líder da esquerda latino-americana e herdeiro político de Fidel Castro, ideológo de um mal definido "socialismo do século 21", que não chega a propor um modelo de desenvolvimento mas é uma série de políticas sociais financiada pela renda do petróleo venezuelano.

Lula apresenta-se como capaz de exercer um poder moderador sobre Chávez. Mas diante das recentes viagens do líder venezuelano, em busca de contato com todos os adversários dos EUA, inclusive o presidente radical do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e o ditador da Bielorrússia, Alexander Lukachenko, fica evidente que Chávez corre em faixa própria.

Para a revista inglesa, Lula perdeu terreno por causa da corrupção, do crescimento medíocre da economia brasileira, que impede o país de ser a locomotiva da América do Sul e para a agressividade de Chávez: "Ele não é a voz mais forte que ecoa na América Latina, nem a mais à esquerda, mas, sim, Chávez, o presidente populista da Venezuela".

Ao defender o ingresso da Venezuela como representante temporária da América Latina no Conselho de Segurança das Nações por dois anos, Lula revela "ingenuidade na condução da política externa".

Qual foi a resposta de Chávez?, pergunta The Economist. "Ajudar a humilhar o Brasil na Bolívia" e "tentar sabotar os princípios da democracia e do livre mercado que são as bases do Mercosul".

Na minha opinião, Chávez e Fidel representam o passado, o caudilhismo e o populismo. Lula, apesar de todos os seus defeitos e dos inúmeros escândalos envolvendo seu governo, que são sinais evidentes de atraso político, representa o futuro da esquerda democrática na América Latina.

Quando fala da eleição na reportagem "Uma segunda chance para Lula", a revista recomenda "concentrar esforços para livrar o Brasil da armadilha de baixo crescimento" que deixa o país "muito atrás" das outras potências emergentes: China, Índia e Rússia.